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terça-feira, 3 de março de 2009

Bálsamo de Tolú

O Bálsamo de Tolú é uma árvore magnífica de caule ereto, muito alta, com casca pardo-acinzentada, grossa e rugosa. Ficou conhecida devido ao porto colombiano de Tolú por onde era feita a sua maior exportação. As folhas são estipuladas, alternas, pecioladas, imparipinadas, compostas de 5-9 folíolos alternos, oblongos, inteiros, membranáceos e glabros, sendo o terminal maior do que os outros e todos eles com pontos e traços glandulosos visíveis à transparência. As flores são brancas dispostas em racimos simples na axila das folhas. O fruto é uma vagem curto-pedunculada, apiculada e mais larga na extremidade, pardacento-ferrugínea, até 13 centímetros de comprimento. As sementes são oblongas, um pouco curvas, rugosas e aromáticas. É do Bálsamo de Tolú que se extrai um óleo-resina, a qual é caracterizada pela Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil 1ª edição (1926). Quando é extraído recentemente, o bálsamo de Tolú apresenta consistência espessa, viscosa, transparente em camada delgada; com o tempo endurece e toma a forma de massas duras, quebradiças, com coloração parda clara ou pardo-avermelhada, amolecendo-se com o calor da mão, de cheiro agradável, balsâmico, e sabor levemente aromático e um pouco acre.

Nome Científico: Toluifera balsamum L. Sinonímia: Myroxylon toluiferum H.B.K.; Myrospermum punctatum Walp.; Myrospermum toluiferum DC.; Myroxylon puntatum Klotz.; Toluifera punctata Baill.

Nome Popular: Bálsamo de Tolú e Bálsamo de Cartagena, em português; Baume d’ Amérique, Baume de Cathagène e Baume de Tolú, na França; Balsam of Tolú e Balsam Tree, em inglês; Rata-Karanda, no Ceilão.

Denominação Homeopática: BALSAMUM TOLUTANUM.

Família Botânica: Leguminosae-Papilonoideae.

Parte Utilizada: Óleo-resina.

Princípios Ativos: Resina(80%): álcoois resinosos combinados com os ácidos benzóico e cinâmico; Ácidos Aromáticos Livres (10-15% de cinâmico e 8% de benzóico); Ésteres: benzoato e cinamato de benzila; traços de vanilina, eugenol e ácido ferúlico.

Indicações e Ações Farmacológicas: O Bálsamo de Tolú é indicado nas afecções respiratórias, tais como: bronquite, asma, enfisema pulmonar, tosse irritativa, faringite, laringite; nas afecções urinárias: cistite e uretrite. Topicamente é aplicado feridas, úlceras dérmicas e sarna.
Apresenta as ações estimulante, expectorante, béquica, antiespasmódica, digestiva, anti-séptica, cicatrizante e antiparasitária (sarna).
A indústria farmacêutica emprega o Bálsamo de Tolú como corretor organoléptico na elaboração de da tintura de Benjoim e xaropes para tosse. Também serve de base para a fabricação de pastilhas. Já no campo dos cosméticos e dos perfumes são empregados como fixador de fragrâncias. Os perfumes adotam notas balsâmicas. Os sabões podem conter como máximo 0,1%, enquanto que os detergentes, loções e perfumes até 0,2%. Os extratos de Bálsamo de Tolú ainda mesmo podem ser empregados como aromatizantes de alimentos.

Toxicidade/Contra-indicações: O uso tópico pode originar dermatite de contato em pessoas sensíveis.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Xarope (5/10%): em associação com outras plantas béquicas ou expectorantes. Tomar três ou quatro colheres ao dia;
- Extrato Fluido (1:1): 15 a 30 gotas, três vezes ao dia;

• Uso Tópico:
- Tintura (1:5).

Referências Bibliográficas:
• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª edição. 1998.

• ALBINO, R. Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• HERNANDEZ, M.; MERCIER-FRESNEL, M.M. Manual de Cosmetologia, 3ª
edição.

• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos Aires.
1998 ( o qual cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas/ Toxicidade e Contra-indicações).

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