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Olá Amigos e Amigas, Bem vindo!!!

A idéia deste Blog é com o intuito de fornecer informações sobre Ervas e Insumos em geral.

Através de um estudo arduo e minuncioso, conseguimos trazer para vocês informações sobre cada Erva para auxilio de estudo e orientação quanto ao uso.

Vale salientar que todas as Ervas publicadas neste Blog são de fontes verdadeiras. Essas são encontradas sempre ao final de cada texto.

Espero que este Blog seja útil para todos vocês e se possível divulguem para que possamos trocar idéias a respeito dessas maravilhas que a Natureza nos oferece de graça.

Voltem sempre, pois estaremos semanalmente atualizando este Blog com outras Ervas.

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Abraços,

terça-feira, 3 de março de 2009

Bálsamo do Peru

O Bálsamo do Peru é uma óleo-resina extraída pela incisão ou queimadura da superfície das cascas do tronco da espécie Myroxylon peruiferum L.f., constituindo-se de um líquido xaroposo, límpido, de coloração pardo-negra, parecendo por transparência em analise por camada delgada, com odor agradável e aromático, lembrando a baunilha e o benjoim, além de apresentar um sabor amargo e acre. Não solidifica ao contato com ar, nem por longo repouso e nem pelo calor. Quanto a solubilidade, é quase insolúvel na água e é dissolvido em qualquer proporção no álcool absoluto, clorofórmio e ácido acético glacial; é dissolvido de forma parcial no éter de petróleo, éter etílico e no sulfureto de carbono e não é miscível com os óleos fixos. Além disso, se agitarmos a água com o Bálsamo de Peru, ocorre uma reação ácida ao papel de tornassol.
Esta espécie pela qual se retira é uma árvore que mede de 4-20 metros de altura, possuindo casca cinzenta-clara ou pardo-amarelada, íntegra e rugosa.
Não se deve confundir o Bálsamo de Peru com o Bálsamo de Tolú, o qual é uma óleo-resina retirada por incisões praticadas nas cascas do tronco da espécie Toluifera balsamum L.var. genuina Baillon, com sinonímias: Myroxylon toluiferum H.B.K.; Myrospermum punctatum Walp.; Myrospermum toluiferum DC.; Myroxylon puntatum Klotz.; Toluifera punctata Baill., diferenciando-se por propriedades físico-químicas.

Nome Científico: Myroxylon peruiferum L.f. Sinonímia: Myroxylon balsamum (L.) Harms. var. pereirae (Royle) Baill.; Myrospermum erythoxylon Fr. All.; Myrospermum pedicellatum Lam.; Myrospermum peruiferum DC.; Myrospermum abruptifolium Stokes; Toluifera balsamum L. var. pereirae (Royle) Baill.; Toluifera erythroxyla H.Karst.; Toluifera peruifera Baill.; Toluifera peruifera Taub.

Nome Popular: Bálsamo do Peru, Bálsamo Caboriba, Caboreíba Vermelha, Caboriba, Cabreúva, Cabreúva Vermelha, Óleo Bálsamo, Pau de Bálsamo, Pau de Incenso, Pau Vermelho, Pua e Sangue de Gato, em português; Bálsamo del Peru e Quinoquino, em espanhol; Balsam of Peru, Peruvian Balsam e Balsam Tree, em inglês.

Denominação Homeopática: BALSAMUM PERUVIANUM.

Família Botânica: Leguminosae – Papilionoideae.

Parte Utilizada: Óleo-resina.

Princípios Ativos: Resina (25-30%): cinameína, formada principalmente por cinamato de benzila e menor proporção por benzoato junto com ésteres (cinamato de cinamilo ou estiracina, cinamato e benzoato de peruresinotanol); Óleo Essencial.

Indicações e Ações Farmacológicas: Esta óleo-resina é indicada nas feridas, úlceras dérmicas, queimaduras, dermatomicoses, sarna , febres, resfriados, bronquite e inflamação dos lábios e faringe. É também empregado para aromatizar chocolate como sucedâneo da baunilha e na perfumaria, onde os perfumes adotam notas balsâmicas e vaniladas.
São atribuídas as ações farmacológicas como cicatrizante, antiinflamatório, analgésico, anti-séptico, bactericida, fungicida, parasiticida e expectorante.
Quanto em contato com a derme comporta-se como rubefasciente, dermoprotetor, anti-séptico, escabicida e vulnerário, sendo aplicado sob a forma de soluções alcoólicas. Também são preparados supositórios para os casos de hemorróidas (Peris J. et al., 1995; Orellana de Nieto L., 1996; Coussio J. et al., 1996).

Toxicidade/Contra-indicações: É irritante das mucosas quando administrado por via oral, recomendando-se assim o uso tópico. Porém até mesmo o uso tópico pode originar uma dermatite de contato, sendo o ácido benzóico o componente tóxico majoritário.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Tópico:
- Tintura, soluções, pomadas emulsões.

Referências Bibliográficas:
• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª edição. 1998.

• ALBINO, R. Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• COSTA, A. F. Farmacognosia. Lisboa. Fundação Gulbenkian Calouste
1994.

• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos
Aires. 1998 (obra que cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas/ Toxicidade e Contra-indicações).

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• PDR for Herbal Medicines. 1st editon. Medical Economics. 1998.

• HERNANDEZ, M.; MERCIER-FRESNEL, M.M. Manual de Cosmetologia, 3ª
edição.

3 comentários:

Elisângela disse...

Muito interessante esse blog...PARABÈNS!!!! Me iluminou em muitos aspectos..VALEU!!!!

Psíquica disse...

Descobri recentemente que tenho alergia ao balsamo do peru e admito estar ainda meio desnorteada sobre o assunto principalmente no quesito de quais produtos não usar. Peço me contatem quem tiver respostas que possam me direcionar ou alguém sofra do mesmo mal para dividir as angustias comigo!!! Risos.
jeessy_silva@hotmail.com

LuFalçasca disse...

Fiz uns testes alérgicos e descobri que sou alérgica ( e muito) ao Bálsamo do Peru. Estou confusa quanto a lista que o médico me deu...são vários componentes; desde perfume, cosmésticos, sabonetes,tinturas, etc, etc.
A minha dúvida é a seguinte: nem todos os produtos trazem o nome do bálsamo do perú, então, como descobrir?
Por favor me ajudem com alguma resposta (direta), kkk
Obrigada
Luzia Falasca
lufalasca2010@hotmail.com