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terça-feira, 3 de março de 2009

Beladona

Planta de extrema toxicidade em todas as suas partes, a Beladona é uma planta vivaz com caule ramificado, cilíndrico, chegando a medir até 150 centímetros de altura. Uma lenda muito antiga dizia que o Diabo vigia o crescimento desta planta. O seu nome científico é originário da mitologia grega, referindo-se a Atropos, aquele que das três Parcas era o que tinha por função cortar o fio da vida e a palavra atropos significa inelutável. Na Roma antiga, as mulheres utilizavam o suco do fruto para dilatar a pupila do olho como estética, derivando o nome bela dona ou bela dama dado a esta espécie.
A droga vegetal é constituída das folhas e das sumidades floridas, sendo descritas na Farmacopéia Brasileira 4ª Edição (1996): “As folhas são elípticas, oval-lanceoladas a largamente ovadas, inteiras, de ápice acuminado, base atenuada, simétrica e algo decurrente, e bordo inteiro. Medem 5-25 cm de comprimento e 3-12 cm de largura, com pecíolos de 0,5-4 cm. A coloração varia do verde ao castanho-esverdeado, sendo mais escura na face superior. As folhas secas são enrugadas, friáveis e delgadas. As folhas jovens são pubescentes, porém as mais idosas apresentam-se apenas ligeiramente pubescentes ao longo das nervuras e no pecíolo. A nervação é do tipo peninérvea, sendo que as nervuras laterais partem da nervura mediana num ângulo de cerca de 60º e se anastomosam próximo ao bordo. A superfície da folha é seca e áspera ao tato, devido ‘a presença de células com conteúdo microcristalino de oxalato de cálcio no mesófilo. Estas células aparecem como minúsculos pontos brilhantes, quando a superfície é iluminada; as outras células contraem-se mais durante a dessecação. O exame à lupa revela os mesmos pontos escuros por transparência e brilhantes por reflexão. As sumidades floridas apresentam a haste oca e achatada, na qual se inserem folhas geminadas, de tamanho desigual, na axila das quais estão as flores solitárias. As flores possuem cálice persistente, gamossépalo, de 5 lobos triangulares; a corola é campanulada, purpúrea a castanho-amarelada, com cinco pequenos lobos voltados para o exterior. A corola mede até 2,5 cm de comprimento por 1,2 cm de largura. O androceu tem cinco estames epipétalos. O gineceu é de ovário súpero, bilocular, com numerosos rudimentos seminais. O fruto é subglobular, de cor verde até castanho ou negro-violáceo, com até 1,2 cm de diâmetro e cálice persistente.O fruto, quando maduro, contém numerosas sementes marrons, reniformes.
A droga tem sabor amargo e desagradável e odor fracamente nauseante, lembrando o do fumo.”

Nome Científico: Atropa belladona L. Sinonímia: Solanum lethale Dod.; Atropa acuminata Royle; Atropa lethalis Salisb., Atropa lutescens Jacquem.

Nome Popular: Beladona, Cereja-do-inferno, Bela Dama, Erva Midriática e Dama da Noite, no Brasil; Belladona e Solano Furioso, em língua espanhola; Belladona, na Itália; Belle-Dame e Morelle Furieuse, na França; Tollkirsche, na Alemanha; Belladona, Deadly
Nightshade, Devil’s Herb, Devil’s Cherries, Divale, Dwale, Dwayberry, Great Morel, Naught Man’s Cherries, Poison Black Cherry, em inglês.

Denominação Homeopática: BELLADONA.

Família Botânica: Solanaceae.

Parte Utilizada: Folhas e sumidades floridas.
Princípios Ativos: Alcalóides Tropânicos: atropina, l-hiosciamina, norhiosciamina e noratropina; Ésteres do escopanol: escopolamina e atroscina; Hidroxicumarina: escopoletol.

Indicações e Ações Farmacológicas: Dentre seus princípios são a atropina e a escopolamina (também chamada de hioscina). Ambos são antagonistas muscarínicos e para tanto são indicados: no tratamento da bradicardia sinusal (por exemplo, após o infarto no miocárdio); na dilatação pupilar no Parkinsonismo; na prevenção de cinetose; como pré-medicação anestésica para ressecar secreções; em doenças espásticas do trato biliar, cólico-ureteral e renal, entre outras indicações.
Todos os antagonistas muscarínicos produzem efeitos periféricos basicamente semelhantes aos da atropina, muito embora alguns demonstrem um grau de seletividade, por exemplo, para o coração ou para a via gastrointestinal, refletindo uma heterogeneidade dos receptores muscarínicos. A atropina é uma amina terciária que inibe as ações muscarínicas da acetilcolina sobre as estruturas inervadas por fibras colinérgicas pós-ganglionares, tal qual sobre os músculos lisos que respondem a acetilcolina, porém que não apresentam inervação colinérgica.
Os efeitos da atropina são os seguintes:
• Inibição das Secreções: As glândulas salivares, lacrimais, brônquicas e sudoríparas são inibidas por doses muito baixas de atropina, que produzem um ressecamento desconfortável da boca e da pele.
• Efeito sobre o Coração: O primeiro efeito produzido, de forma paradoxal é uma bradicardia, que decorre de uma ação central de aumento da atividade do nervo vago. Doses um pouco maiores produzem a taquicardia esperada, secundária ao bloqueio dos receptores muscarínicos cardíacos. A pressão arterial não é afetada, uma vez que a maioria dos vasos de resistência não apresenta inervação colinérgica.
• Efeitos sobre os Olhos: Promove midríase (dilatação pupilar), não passando a responder à luz. O relaxamento da musculatura ciliar gera uma paralisia de acomodação (ciclopegia), de forma que a visão para objetos próximos fica prejudicada. A pressão intra-ocular pode elevar-se, podendo ser perigoso para indivíduos que sofram de glaucoma de ângulo fechado.
• Efeitos sobre o trato Gastro-intestinal: Ocorre uma inibição da motilidade gastrointestinal pela atropina. Em condições patológicas com aumento da motilidade gastrointestinal, a atropina tem eficácia bastante maior na geração de inibição.
• Efeitos sobre a Musculatura Lisa: A musculatura lisa das vias brônquicas, biliares e urinárias é relaxada pela atropina. A broncoconstrição reflexa (como na anestesia) é evitada pela atropina, enquanto a broncoconstrição causada pela histamina (por exemplo na asma) não sofre alterações. Na musculatura lisa das vias biliares e urinárias, a atropina induz a uma retenção urinária em homens idosos que possuem aumento da próstata.
• Efeitos sobre o Sistema Nervoso Central: Produz efeitos excitatórios. Em doses baixas gera discreta inquietação e em doses maiores, agitação e desorientação.

Toxicidade/Contra-indicações: Por muitas vezes ocorreram intoxicações por atropínica quando crianças pequenas comem os frutos da Beladona, de coloração preta e atraentes e de sabor doce. Para crianças basta a ingestão de 3 a 4 frutos para ser letal. Ocorre acentuada excitação e irritabilidade, que resultam em hiperatividade e num considerável aumento da temperatura corpórea e perda da sudorese. Estes efeitos são combatidos por drogas anticolinesterásicas como a Fisostigmina. Pode ocorrer também: secura da boca, dificuldade de deglutição, dilatação pupilar e dificuldade de enxergar, taquicardia, perda da consciência, apatia, náuseas, vômitos, erupção cutânea e alucinações.
A droga é contra-indicada para cardiopatas, na síndrome de Down, glaucoma de ângulo fechado, disfunção hepática ou renal, xerostomia, hipertensão, hipertiroidismo, miopatia obstrutiva, taquicardia, esofagite por refluxo, presença de lesões cerebrais em crianças e toxemia gravídica.

Dosagem e Modo de Usar: Não há referências na literatura consultada.

Referências Bibliográficas:
• FARMACOPÉIA BRASILEIRA. 4ª edição. 1996.

• SIMÕES, C. M. O. Farmacognosia da Planta ao Medicamento. 1ª edição.
1999.

• OLIVEIRA, F.; AKISUE, G.; AKISUE, M. K. Farmacognosia. 1ª edição.
1996.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• SCHAWENBERG, P.; PARIS, F. Guia de las Plantas Medicinales. Omega.
1980.

• POULIN, M.; ROBBINS, C. A Farmácia Natural. 1992.

• RANG, H. P.; DALE, M.M.; Ritter, J. M. Farmacologia. 3ª Edição. 1997.

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

12 comentários:

vonmlaker disse...

Gosrtaria de comprar sementes de Belladonna.
thiagomlaker@editoraprumo.com.br

discreto disse...

como se compra por aqui a folha de baledona

discreto disse...

pelo amor de deus me ache esta beladona e me de umA RESPOSTA O MAIS RAPIDO POSSIVEL POR AQUI

Sílviahlf disse...

gostaria de comprar sementes ou mudas de beladona

Jéssica disse...

Preciso da Belladona para um tratamento de ulcera! Me informen onde posso encontar!!!

Huga disse...

Onde posso comprar mudas de beladona?
guga_g_@hotmail.com

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didi disse...

onde posso encontrar folhas de belladona?
didi.demais@hotmail.comun

eloi costa disse...

Onde encontrar a bela dona?

eloi costa disse...

Onde eu posso encontra muda de bela dona?

david disse...

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