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terça-feira, 3 de março de 2009

Borragem

Quase todos os escritos antigos que fazem referências das suas virtudes, relata seus benefícios contra os estados melancólicos e de tristeza. Porém seu nome provém da palavra árabe abou rach, que significa “pai do suor”, em alusão à propriedade sudorífica atribuída a esta espécie.
Esta espécie é caracterizada por apresentar uma altura entre 20 e 60 centímetros, anual e eriçada de pêlos. As folhas são alternas, rugosas, sendo as infeiores grandes, oblongo elípticas e contraídas em pecíolo comprido e as superiores pequenas e amplexicaules. As flores são grandes, azuis ou róseas e com escamas brancas e anteras violáceas escuras em cone pontiagudo central, com cinco pétalas soldadas dispostas em estrela, agrupadas em cimeiras escorpióides terminais. O fruto é um tetraquênio ovóide com um anel basilar enrugado, contendo sementes pretas e duras. Apresenta um odor pouco intenso e o sabor de pepino fresco.
É oriunda da zona mediterrânea européia e da Ásia menor, sendo de distribuição ampla em outros continentes. Cresce em solos baixos e arenosos, preferindo clima frio.

Nome Científico: Borrago officinalis L. Sinonímia: Borago advena Gilib.; Borago aspera Gilib.; Buglossum latifolium Bauh.

Nome Popular: Borragem, em português; Boretsche Burretsch, na Alemanha; Borraja, Borraína, Borraja Fina e Borraga, em espanhol; Bourrache, Bouroche, Langue de Boeuf, na França; Bernage e Bernazie, na Holanda; Birch e Borage, em inglês; Borragine e Borrana, na Itália; Borak, na Polônia.

Denominação Homeopática: BORRAGO OFFICINALIS.

Família Botânica: Boraginaceae.

Parte Utilizada: Principalmente a folha, caule e algumas vezes as flores.

Princípios Ativos: Mucilagem: entre 11 e 30%; Ácido Salicílico: 1,5% no caule e2,2% nas folhas; Alcalóides: senecionina, licopsamina, acetil-licopsamina, supinina, tesinina, amabilina, cinaustina, intermedina; Nitrato de Potássio (15-17%); Flavonóides: kempferol, quecetol. Taninos.

Indicações e Ações Farmacológicas: Tanto os flavonóides como o nitrato de potássio exercem uma ação diurética. A mucilagem confere propriedades antiinflamatórias e balsâmicas. O efeito expectorante estaria relacionado aparentemente com uma ação antiinflamatória intrínseca sobre a mucosa bronquial, com uma diminuição e fluidificação secundária do exsudato inflamatório, contribuindo todos estes elementos para a sedação da tosse. A ação da Borragem como expectorante e sedativo da tosse sobre um total de 138 pacientes observados demonstrou possuir muitos bons resultados em 90% dos casos (Corpas P. et al.,1989).

Toxicidade/Contra-indicações: O alcalóide senecionina tem demonstrado em provas de laboratório sobre animais que através se seu conteúdo pode produzir a enfermidade obstrução venosa hepática além de ser hepatocarcinogênio (Mattocks A., 1986). Tem-se demonstrado a hepatoxicidade nos outros alcalóides: amabilina, cinaustina e intermedina (De Vicenzi et al., 1995).
O uso popular desta planta não tem obtido demasiadas denúncias de toxicidade, talvez devido a baixa concentração dos alcalóides presentes na planta. De acordo com uma informação do Laboratório de Farmacologia Vegetal da Escola de Medicina J. Corpas da Colômbia, estudos de hepatoxicidade tardia em ratos com diferentes extratos de Borragem têm demonstrado resultados negativos (Corpas J. et al., 1991).
É contra-indicado o uso da Borragem durante a gravidez e lactação devido à falta de dados referentes e à presença de alcalóides que podem causar hepatotoxicidade.

Dosagem e Modo de Usar:

• No Equador, na Colômbia e na América Central, é utilizada popularmente a infusão das folhas (10 g/l) nos casos de febre, enfermidades eruptivas, como varicela e sarampo e na pleurite; enquanto que a decocção é usada nos casos de cistite e colite. Os cataplasmas bem quentes a base de folhas esmagadas produz um efeito calmante nas dores produzidas por picadas de insetos e gota.

• Na Europa, tanto as flores quanto as folhas secas são utilizadas em infusão (30 g/l) como diurético nos casos de cistite e nefrite. Também esta infusão é usada nos processos reumáticos e nas infecções respiratórias, como resfriados, bronquites e pneumonias.

• A mistura de 5 gramas de Borragem com 50 gramas de Bardana é empregada como depurativo, tomando-se quatro xícaras diárias. Em eczemas, aplica-se o líquido morno obtido da decocção das folhas e flores de Borragem (30 gramas em 300 ml de água).

• Extrato Fluido (1:1): 20 gotas, duas a três vezes ao dia.

Referências Bibliográficas:

• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos
Aires. 1998 ( o qual cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas/ Toxicidade e Contra-indicações).

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Reader’s Digest do Brasil. 1ª edição.
1999.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

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