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A idéia deste Blog é com o intuito de fornecer informações sobre Ervas e Insumos em geral.

Através de um estudo arduo e minuncioso, conseguimos trazer para vocês informações sobre cada Erva para auxilio de estudo e orientação quanto ao uso.

Vale salientar que todas as Ervas publicadas neste Blog são de fontes verdadeiras. Essas são encontradas sempre ao final de cada texto.

Espero que este Blog seja útil para todos vocês e se possível divulguem para que possamos trocar idéias a respeito dessas maravilhas que a Natureza nos oferece de graça.

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Abraços,

sexta-feira, 6 de março de 2009

Calêndula

Planta herbácea anual, com caule ereto de 35-70 centímetros de altura; folhas alternas, oblongas inteiras; capítulos solitários, grandes, terminais, compostos de flores tubulosas estéreis e de flores liguladas férteis, que variam do amarelo claro para o alaranjado e desabrocham continuamente desde o verão até o outono; os frutos são aquênios curvos cobertos de asperidades.
É originária do Egito e introduzida na Europa no século XII, onde são muito cultivadas ornamentalmente em jardins. As flores são as responsáveis por sua ação farmacológica e seu emprego na indústria cosmética, as quais são colhidas manualmente e secas num lugar arejado ou em estufa, à temperatura máxima de 35ºC. Foram muito bem adaptadas no Brasil, sendo colhidas de maio a outubro.

Nome Científico: Calendula officinalis L. Sinonímias: Caltha vulgaris Bauh.; Caltha officinalis Moench; Calendula prolifera Hort. ex Steud.

Nome Popular: Calêndula, Maravilha, Maravilha-dos-jardins, Flor de Todos os Meses, Mal-me-quer, Bem-me-quer, Calêndula-hortense e Margarida Dourada, no Brasil; Maravilhas, Maravilhas-bastardas, Boas Noites e Calêndula, em Portugal; Cappuccina dei Campi e Calenzola, na Itália; Calèndula, Flor de Muerto, Virreine, Flor de la Virreine e Maravilla, em língua espanhola; Souci des Jardins, na França; Marigold e Pot Marigold, em inglês; Die Gimeine Ringelblume, Ringelblume e Todtenblume, na Alemanha; Goudbloem, na Holanda; Nogotki, na Rússsia.

Denominação Homeopática: CALENDULA.

Família Botânica: Asteraceae (Compositae).

Parte Utilizada: Flores.

Princípios Ativos: Óleo Essencial (0,1-02%), abundante em monoterpenos e sesquiterpenos oxigenados: carvona, geranilacetona, mentona, isomentona, cariofileno, alfa e beta-iononas, pedunculatina, dihidroasctinidiólido; Saponinas: calendulosídeo A, D, D2 e F; Carotenóides: calendulina, caroteno, licopeno, rubixantina, violaxantina e zeína; Flavonóides: derivados do quercetol e do isorramnetol; Álcoois Triterpênicos Pentacíclios: arnidiol, faradiol, ácido faradiol-3-mirístico,lupol, taraxasterol, ácido faradiol-3-palmítico; Polissacarídeos: ramno-arabino-glactano e arabinogalactanos; Ácido Málico; Mucilagens (1,5%); Resina; Goma (calendulina); Taninos; Poliacetilenos; Esteróis: sitosterol, estigmasterol, isofucosterol, campesterol; Ácido Salicílico (0,34 mg/kg).

Indicações e Ações Farmacológicas: Atualmente, a Calêndula é indicada quase que totalmente ao uso tópico: no tratamento da acne, irritações cutâneas, queimaduras superficiais, contusões, picadas de insetos, no tratamento de feridas purulentas e de difícil cicatrização, na prevenção de assaduras nas crianças, nas dermatites esfoliativas, no tratamento de furúnculos e nas gengivites. O uso interno da Calêndula é restrito à regulação
de menstruações irregulares, como estimulante da atividade hepática e biliar, servindo como atenuador de espasmos gástricos e intestinais e o uso popular em parasitoses. Em Homeopatia é um dos mais poderosos vulnerários, e sue poder sobre a cicatrização das feridas com a menor produção de pus possível, tem sido demonstrada por profissionais da área, dentre outras indicações.
Seu uso mais difundido está relacionado com sua atividade reepitelizante e cicatrizante, onde atuaria em conjunto com as mucilagens, flavonóides (em especial a quercetin-3-O-glicosídeo), triterpenos e carotenos. Esta atividade ativaria o metabolismo das glicoproteínas e o tecido colágeno. Os ünguentos de extratos florais de Calêndula a 5% em combinação com alantoína, promovem uma marcante epitelização em modelos de feridas experimentais em ratos, mostrando neste estudo uma maior intensidade no metabolismo de glicoproteínas, nucleoproteínas e fibras colágenas durante o período regenerativo tissular (Klouchek-Popova E. et al., 1982).
Investigações recentes feitas na Grã Bretanha sugeriram um papel indutor da microvascularização dos extratos aquosos das flores de Calêndula aplicados sobre feridas de pele, contribuindo assim para uma cicatrização mais rápida (Patrick K. et al., 1996).
Investigadores russos demonstraram que preparados estéreis a base de extratos de Calêndula aliviavam significativamente sinais de conjuntivite crônica e outras inflamações crônicas oculares em ratos (Marinchev V. et al., 1971). Também foi comprovada a sua eficácia nos casos de otites crônicas (Shaparenko B., 1979).
O óleo essencial tem demonstrado possuir propriedades antisépticas, em especial frente ao Staphilococcus aureus e Streptococcus fecalils; nematicida frente ao Meloidogyne incognita e parasiticida frente ao Trichommonas vaginalis (Dumenil G. et al., 1980; Gracza L., 1987; Acosta de la Luz M., 1995).
Juntamente com os flavonóides, o óleo essencial exerce uma atividade colerética na vesícula biliar (Krivenko V. et al., 1989). Os flavonóides também promovem uma facilitadora atividade estrogênica, facilitadora da regulação menstrual (sinergizada pelos fitosteróis e óleo essencial), assim como também uma ação antiinflamatória e antiedematosa, junto aos esteróis (Masterova I. et al, 1992).
A Calêndula demonstrou também ser útil externamente nos casos de periodontopatias (Garsiorowska I. et al., 1983).
A fração polissacarídica (derivada do grupo dos heteroglicanos) tem evidenciado uma interessante atividade imunoestimuladora in vitro (Wagner H. et al., 1985).

Toxicidade/Contra-indicações: É uma planta de baixa toxicidade. Em doses elevadas pode provocar náuseas e depressões. A planta pode quando fresca promover dermatite de contato.
As provas de toxicidade aguda e crônica em animais, determinaram que doses superiores a 50 mg/kg de extrato de Calêndula não provocaram modificações histopatológicas nem sintomas de toxicidade (Iatsyno A. et al., 1978).
As formas extrativas concentradas são contra-indicadas durante a gravidez e a lactação.


Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Homeopatia : Tintura-mãe, 3ª., 5ª. e 6ª.;
- Tintura (1:10): 40-60 gotas, três vezes ao dia;
- Extrato Fluido (1:1): 20 a 30 gotas, duas ou três vezes ao dia;
- Infusão: 10-15 gramas de flores em 1 litro de água fervente. Tomar 3 xícaras ao dia.

• Uso Externo:
- Pomada de Calêndula (oleato ou extrato fluido);
- Talco de Calêndula;
- Extrato Glicólico: em loções, cremes, produtos pós barba e pós depilação, shampoos, condicionadores e sabonetes: 5-10%;
- Creme dental de Calêndula;
- Tintura: sob a forma de compressa.
- Homeopatia: Gliceróleo usado nas inflamações de vagina e ulcerações de colo de útero:
Tintura-mãe de Hydrastis ...... 1 parte;
Tintura-mãe de Calêndula ..... 1 parte;
Glicerina .............................. 6 partes

Referências Bibliográficas:
• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Reader’s Digest do Brasil. 1ª edição.
1999.

• SIMÕES, C. M. O. Farmacognosia da Planta ao Medicamento. 1ª edição.
1999.

• SCHAWENBERG, P.; PARIS, F. Guia de las Plantas Medicinales. Omega.
1980.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos
Aires. 1998 ( o qual cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas/ Toxicidade e Contra-indicações).

• CAIRO, N. Guia de Medicina Homeopática. 1983.

Um comentário:

sandra disse...

Sobre a clêndula gostaria de saber mais.
Fui informada que no Brasil foi proibido seu uso interno (fitoterapia).

Uma sugestão se possível colocar foto das espécies, assim teremos certeza do exemplar que temos e o que vocês estão descrevendo exemplo (aristolochia).