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terça-feira, 10 de março de 2009

Chá-da-Índia ou Chá Verde

O Chá-da-Índia é uma pequena árvore de muitos ramos, medindo até 15 metros de altura. Foi introduzida no Brasil em 1812, trazida da Ilha-de-França por Luís de Abreu. Suas flores variam do branco ao rosa pálido, crescem em inflorescências em forma de cachos com poucas flores e possuem entre 5 a 7 sépalas e pétalas ao mesmo tempo; o fruto é uma cápsula marrom-esverdeada com 1 a 1,5 centímetro de diâmetro, que abriga de 1 a 3 sementes marrons e lisas.
É originária da Ásia continental e Indonésia e cultivada na Índia e China entre outros grandes produtores. Vem sendo utilizada há milhares de anos pelos habitantes do Oriente em cerimônias e nas refeições diárias. Nos últimos 30 anos, muitos trabalhos têm sido publicados, confirmando a atividade farmacológica já conhecida há séculos pela população oriental. Foi demonstrado que esta planta é rica em polifenóis, que apresentam inúmeras ações farmacológicas. As folhas e os botões terminais são utilizados na fabricação de chás popularmente conhecidos.
O aroma das folhas depende da natureza do solo e do clima. As folhas são colhidas ainda jovens, antes de estarem completamente desenvolvidas, então se procede rapidamente a secagem e são enroladas ainda quentes, estabilizando-as, e obtendo-se o “Chá Verde”. Se deixar ocorrer a fermentação, obtém-se o “Chá Preto”, o qual é mais aromático. Após a fermentação, a infusão passa de amarelo pálido (Chá Verde) para vermelho castanho ( Chá Preto) pela oxidação dos polifenóis, em particular pela formação de benzotropolonas.

Nome Científico: Camellia sinensis (L.) O. Kuntze; Sinonímia: Camellia thea Link.; Thea sinensis L.; Camellia bohea Lindl.; Camellia scottiana Wall.; Camellia theifera Griff.; Camellia viridis Link.; Thea assamica J. W. Mast.; Thea bohea L.; Thea cantoniensis Lour.; Thea chinensis Sims.; Thea cochinchinensis Lour.; Thea grandifolia Salisb.; Thea japonica Baill.; Thea latifolia Lodd. Ex Sweet; Thea longifolia Nois ex Steud.; Thea oleosa Lour.; Thea parvifolia Salisb.; Thea sasangua Nois. Ex Cels.; Thea stricta Hayne; Thea viridis L.; Theaphylla cantonensis Raf.; Theaphylla laxa Raf.; Theaphylla oleifera Raf.; Theaphylla viridis Raf

Nome Popular: Chá da Índia e Chá Verde, no Brasil; Te, em espanhol; Green Tea, Black Tea, Tea e Chinese Tea, em inglês.

Denominação Homeopática: THEA SINENSIS.

Família Botânica: Theaceae (Thernstroenmiaceae).

Parte Utilizada: Folha e caule.

Princípios Ativos: As folhas não fermentadas contêm: Polifenóis em abundância: Flavonóides: kenferol, quercetol emiricetol, Ácidos Fenolcarboxílicos: clorogênico e gálico, Taninos catéquicos; Bases Púricas: principalmente a cafeína (teína) e também teofilina, teobromina, adenina e xantina; Vitaminas do Complexo B e C; Proteínas; Sais Minerais, como fluoreto, magnésio e potássio; Glicídeos.

Indicações e Ações Farmacológicas: Suas folhas são indicadas na astenia física e psíquica, na diarréia, na bronquite, na asma, na prevenção de arteriosclerose, câncer e cáries. Topicamente é utilizada para reduzir as gorduras localizadas.
As bases púricas, principalmente a cafeína, são estimulantes do sistema nervoso central, agindo no córtex cerebral, inibindo o sono e reduzindo a sensação de fadiga e estimulantes do sistema cardiorespiratório, estimulando os centros respiratórios e vasomotores bulbares. A teofilina, em menor proporção que a cafeína apresenta ação inotrópica positiva, aumentando a freqüência cardíaca e coronária. A teofilina e a teobromina induzem a um relaxamento da musculatura lisa, especialmente ao nível bronquial, ureteral e das vias biliares. Estimulam uma contração muscular e ambas promovem um efeito diurético.
Os flavonóides são responsáveis pela ação venotônica e vasoprotetora. Eles inibem a peroxidação lípidica in vivo e in vitro. Existem relatos de inibição de autoxidação do ácido linolêico, oxidação de LDL, peroxidação de fosfolipídios da membrana, peroxidação lipídica microssomal e mitocondrial, lise e peroxidação de eritrócitos e fotoxidação e peroxidação de cloroplastos.
Tem sido demonstrado que a ingestão oral de extrato de Chá Verde fornece uma quimioproteção no desenvolvimento do câncer. Esses trabalhos têm sido realizados em animais utilizando carcinogênicos químicos e físicos.
Um estudo realizado por Yoshimi no Japão, concluiu que o consumo de Chá Verde promove uma diminuição dos níveis séricos de colesterol do tipo LDL, sendo útil na diminuição na incidência de doenças cardiovasculares e hepáticas.
Os taninos são adstringentes e os polifenóis apresentam atividade antioxidante.

Toxicidade/Contra-indicações: Pode haver o aparecimento dos seguintes efeitos secundários: nervosismo, insônia, taquicardia. Os taninos podem provocar moléstias gástricas, náuseas e vômitos, principalmente em infusões concentradas.
É contra-indicado o uso em pacientes que possuam gastrite, úlceras gastroduodenais, ansiedade, insônia e taquicardia.

Dosagem e Modo de Usar:
· Infusão: uma colher de sobremesa por xícara, infundindo por 10 minutos;
· Extrato Fluido (1:1): 25-50 gotas/dose. Tomar uma a três vezes ao dia;
· Tintura (1:5): 50-100 gotas, uma a três vezes ao dia;
· Extrato Seco (3:1): 50-100 mg ao dia, preferivelmente pela manhã.

Referências Bibliográficas:
PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

PDR FOR HERBAL MEDICINES. 1ª edição. 1998.

Revista Racine nº 49. 1999.

SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

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