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sexta-feira, 13 de março de 2009

Condurango

Esta planta é muito empregada pelos aborígenes equatorianos desde os tempos da conquista espanhola.
É uma planta perene que apresenta folhas opostas, de até 12 centímetro de comprimento, cordiformes, de cor verde escura. As flores são numerosas, axilares e pequenas, com tonalidade que vão desde o amarelo esverdeado até a cor de café escuro, O fruto é uma cápsula marrom. A Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil 1ª Edição (1926) descreve a casca do tronco da seguinte forma:
“ Esta casca apresenta-se geralmente em fragmentos muito irregulares, às vezes achatados, porém mais freqüentemente enrolados em forma de tubos, de 2 a 5 mm de espessura, recobertos externamente por um súber pardo ou cinzento-pardo, às vezes rugoso; sua face interna é de cor amarelo-acinzentada clara, pouco ou não estriada.
Sua fratura é longamente fibrosa nas camadas externas e granulosa nas internas; sua secção transversal é finamente estriada radialmente e maculada de pontoações esbranquiçadas bem visíveis.
Seu cheiro é particular, aromático e seu sabor amargo e acre.”
É oriundo da cordilheira dos Andes especialmente nos territórios do Equador e Peru, crescendo em alturas entre 1000 e 2000 metros acima do nível do mar.

Nome Científico: Gonolobus condurango Triana. Sinonímia: Marsdenia condurango Reich.; Marsdenia reichenbachii Triana.

Nome Popular: Condurango, Condurango Verdadeiro e Cundurango, em português; Kondurangorinde, na Alemanha; Condurango, Bejuco del Cóndor, Bejuco de Sapo, Cóndor Angú, Mata Perro, em espanhol; Condurango e Liane de Condor, na França; Condor Plant, Condor-Vine Bark e Eagle-Vine Bark, em inglês.

Denominação Homeopática: CONDURANGO.

Família Botânica: Asclepiadaceae.

Parte Utilizada: Casca do tronco.

Princípios Ativos: Glicosídeos Amargos (1-3%): condurangoglicosídeos, dentre os quais se destacam:  e -conduranginas, as quais sofrem hidrólise e liberam ácido cinêmico, de aroma similar ao da Canela, porém menos intenso; Taninos; traços de Óleo Essencial; Flavonóides; Ácidos Clorogênico e Cafêico; Calotropina.

Indicações e Ações Farmacológicas: O Condurango é utilizado na anorexia, nas dispepsias hiposecretoras, na gastrite, nas úlceras gastroduodenais, disquinesias hepatobiliares. Externamente é aplicado sobre feridas, úlceras dérmicas e inflamações osteoarticulares. Em Homeopatia tem alcançado considerável reputação no tratamento do cancro, nas dolorosas rachaduras nos cantos da boca, dentre as indicações.
A partir do extrato metanólico da casca de Condurango tem-se isolado seis pregnano-glicosídeos os quais têm apresentado uma ação diferenciada na linha celular M1 da leucemia mielóide em ratos. Estas células M1, a partir da incorporação do extrato se converteram em células fagocíticas. Neste sentido os compostos mais ativos demonstraram ser as conduranginas que contêm um grupo cinamoil em suas agliconas (Umehara K. et al., 1994).
Devido a presença dos princípios amargos, aproveitam-se juntamente com o Lúpulo e a Genciana, para o tratamento de diferentes tipos de anorexia (nervosa, tuberculosa, etc) e também as disquinesias biliares. Este último efeito é reforçado pelos ácidos fenólicos (Peris J. et al., 1995).

Toxicidade/Contra-indicações: As condurangins produzem em altas doses vertigens, transtornos visuais, ataxia, convulsões e depressão severa do SNC, podendo levar o indivíduo à morte (González O., 1984). A DL50 para a condurangina em coelhos foi estabelecida em 20-45 mg/kg.
É contra-indicado o uso durante a gravidez (popularmente é empregado como abortivo) e no tratamento com cardiotônicos pois pode haver potenciação do efeito.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Pó: 300-500 mg/cápsula, duas ou três ao dia, antes das refeições;
- Extrato Fluido (1:1): 10 a 30 gotas meia hora antes das refeições;
- Tintura (1:10): 50 a 100 gotas meia hora antes das refeições;
- Homeopatia: Tintura-mãe à 3ªx.

• Uso Externo:
- Pó ou Tintura: Na cicatrização e feridas e úlceras.

Referências Bibliográficas:
• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos
Aires. 1998 ( o qual cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas/ Toxicidade e Contra-indicações).

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• ALBINO, R. Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

• CAIRO, N. Guia de Medicina Homeopática. 1983.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

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