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Vale salientar que todas as Ervas publicadas neste Blog são de fontes verdadeiras. Essas são encontradas sempre ao final de cada texto.

Espero que este Blog seja útil para todos vocês e se possível divulguem para que possamos trocar idéias a respeito dessas maravilhas que a Natureza nos oferece de graça.

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sexta-feira, 13 de março de 2009

Confrey

Também conhecida por Consólida Maior, principalmente em Portugal, o Confrey é uma planta herbácea que se apresenta como uma pequena touceira, medindo aproximadamente de 30 a 80 centímetros de altura, possuindo um caule ereto, quadrangular e ramoso; suas folhas são ovais, longamente decorrentes, espessas, guarnecidas de pêlos ásperos, sendo as basais maiores; suas flores são violáceas, rosadas ou amarelas, reunidas em cimeiras espiraladas e pendentes, corola campanulada com cinco dentes curtos, cálice com cinco persistente; seu rizoma é carnoso de cor marrom escura. É inodora, sabor adocicado, muito levemente adstringente.
Adapta-se melhor aos solos pouco áridos, ricos em matéria orgânica e bem drenados, com iluminação meia-sombra ou plena. Prefere climas frios ou temperados, tolera secas e geadas e o plantio pode ser feito em qualquer época do ano, sendo o período compreendido entre agosto e novembro o melhor. A colheita de suas folhas é feita de dois a três meses depois do plantio e as raízes e rizomas somente na primavera.
É originária da Europa, onde na antiguidade sua raiz se constituiu um dos recursos mais importantes para a cura de fraturas, sendo denominada por muito tempo por Consolidae maioris. Porém seu nome latino atual Symphiton significa “unir” e acredita-se que este termo foi aplicado primeiramente por Diocórides (200 d.C.) em seu livro “Matéria Médica”.

Nome Científico: Symphytum officinale L.

Nome Popular: Confrey, Consólida, Consólida Maior, Consolda, Consólida-do-cáucaso, Confrei-russo, Leite-vegetal, Capim-roxo-da-rússia, Erva-encanadeira-de-osso e Língua de Vaca, no Brasil; Consolda-maior, Grande-consolda, Consólida-maior, Orelhas-de-asno, em Portugal; Consuelda, Consuelda Mayor, Sínfito, Oreja de Asno, em espanhol; Consolida, na Itália; Grande Consoude, na França; Common Comfrey, em inglês; Scwarzwurz, na Alemanha.

Denominação Homeopática: SYMPHYTUM.

Família Botânica: Boraginaceae.

Parte Utilizada: Raiz e folha.

Princípios Ativos:
• Raiz: traços de Alcalóides Pirrolizidínicos: acetil-intermedina, acetil-licopsamina, consolidina, echiumina, equimidina, heliosupina, intermedina, lasiocarpina, licopsamina, mioscorpina, sinfitina, sinlandina, sinfitocinoglosina, sarracina platifilina e viridiflorina
Mucilagens: constituídos principalmente por frutosanas; Alantoína; Asparagina; Óleo Essencial; Resina; Isobaunerol (triterpenóides);
Fitosteróis (-sitosterol e estigmasterol); Saponinas (symphitoxide-A); Ácido Rosmarínico; Ácido Silícico; Ácido Cafêico e Caroteno.

• Folha: Taninos; Mucilagens; Alantoína (em menor proporção que na raiz); Vitaminas A, B1, B2, B6, B9, B12 e C; Colina; Sais Minerais: silício, cálcio, potássio, ferro e iodo; Alcalóides Pirrolizidínicos: equimidina e sinfitina.

Indicações e Ações Farmacológicas: Indicado casos de gastrite, úlceras gastrointestinais, diarréias, como alimento nutritivo e popularmente em casos de asma, hemorróidas e tuberculose. Externamente é tradicionalmente utilizada, principalmente as raízes por possuir maior quantidade de alantoína, na consolidação de fraturas e além disso também nas contusões, nos hematomas, nas inflamações osteoarticulares, nas afecções vaginais, nos pruridos, nos eczemas secos, na psoríase e nas paraodontopatias.
Os altos níveis de alantoína e mucilagens permitem um efeito benéfico na pele e mucosas, exercendo um efeito neutralizante dos processos ulcerosos, analgésico e reepitelizante por estimulação fibroblástica. A droga é muito empregada nas feridas de lenta cicatrização como ocorre na osteomielite (Salvia de Villota M., 1992).
O melhor método para poder extrair a alantoína é a maceração em água fria (Polpovici A. e Borica L., 1986), sendo esta substância o produto final do metabolismo das purinas, estando presente também nos animais e em muito escassa proporção no homem, já que este carece da enzima urato oxidase que transforma o ácido úrico em alantoína (Thorpe V. et al., 1975).
O ácido litospérmico proveniente do ácido di-hidrocafêico, demonstrou uma interessante ação anti-gonadotrópica, inibindo a síntese dos hormônios FSH e LH, o qual é útil nos casos de endometrioses e cistos foliculares ovárianos.
O extrato etanólico da raiz de Confrey por via injetável, provocou bradicardia e um efeito anti-hipertensivo em ratazanas anestesiadas, atribuindo esta atividade à saponina conhecida por symphitoxide-A. O efeito é neutralizado por tratamentos prévio com atropina. O átrio isolado de cobaias, o symphitoxide-A apresenta atividade colinérgica, apresentando ações similares à acetilcolina, como a diminuição da força de contração. Observa-se contrações no músculo estriado esquelético de rãs provocada por esta saponina, as quais são revertidas pela d-tubocurarina (Gilani A. et al., 1994).
Um preparado baseado em extrato aquoso de Confrey e tintura de própolis, demonstrou propriedades possuir propriedades anti-microbianas, antiinflamatórias e cicatrizantes nos casos de lesões gengivo-paradontais e como regenerador tisular em períodos pós-cirúrgico estomatológico. Em nenhum caso se comprovaram efeitos adversos ou colaterais (Gafar M., et al., 1989). Em ensaios in vitro,o ácido rosmarínico mostrou-se como o principal composto antiinflamatório (Gracza L. et al., 1985).
Do ponto de vista nutricional, o Confrey é um dos poucos vegetais que contém vitamina B12. Certas variedades contém até 33% de proteínas totais, quase tanto quanto a soja e 10% a mais que o queijo cheddar (Stuart M., 1981; Aldave A.,1988).
Os taninos exercem um efeito adstringente útil nos casos de diarréia, sendo as folhas do Confrey a parte da planta mais rica nestes compostos. Esta planta esta registrada no
Council of Europe como recurso alimentício ou flavorizante, listado na Categoria 4. Seu uso interno é recomendado pelas autoridades européias e norte-americanas.
Os alcalóides pirrolizidínicos sarracina e platifilina demonstraram efeitos benéficos no tratamento de quadros de hipermotilidade gastrointestinal e nas úlceras pépticas (Culvenor C., 1985).

Toxicidade/Contra-indicações: O uso prolongado por via interna é perigoso pois contém alcalóides pirrilizidínicos, os quais são hepatotóxicos e podem produzir degeneração hepática. É conveniente portanto o tratamento em curtos períodos: não mais de 4 a 6 semanas em um ano.
Os sintomas mais importantes de intoxicação incluem dores abdominais, hepatomegalia, aumento dos níveis plasmáticos de transaminase e ascite (Yeong M., et al., 1991).
O FDA norte-americano recomenda somente o uso tópico, salvo a prescrição facultativa de um médico especializado e sempre adotando um tratamento por um curto período (Mc Caleb R., 1993).
É contra-indicado o uso interno durante a gravidez, para lactentes ou para pacientes com hepatopatias e topicamente não aplicar sobre feridas abertas.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno: Ver item anterior.
- Extrato Fluido (1:1): 20-30 gotas, duas a três vezes ao dia;
- Tintura (1:10): 30-50 gotas, duas a três vezes ao dia;
- Extrato Seco (5:1): 50 mg/cápsula, uma a três vezes ao dia;
- Pó: 100-300 mg, uma a três vezes ao dia.

• Uso Externo:
- Pomada (20 g de Extrato Fluido e 80 g de lanolina): Aplicar sobre a área a tratar duas a três vezes ao dia.

Referências Bibliográficas:
• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos
Aires. 1998 ( o qual cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas/ Toxicidade e Contra-indicações).

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Reader’s Digest do Brasil. 1ª edição.
1999.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

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