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quarta-feira, 18 de março de 2009

Fumária

Erva anual, ereta, ramosa, medindo de 0,15 a 0,70 metros de altura. A planta florida como um todo é utilizada na terapêutica, e, desta forma é descrita com muita propriedade na Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil 1ª Edição (1926):
“ A Fumária possui caules angulosos, com ramos mais ou menos difusos e folhas bipinnatifidas, de segmentos cuneiformes divididos em lóbos oblongos, lineares, obtusos, agudos ou mucronados; suas flores, de cor róseo-púrpurina , são dispostas em cachos laxos, terminais ou opositifolios e formadas de um cálice caduco com duas sépalas ovais-lanceoladas e mais estreitas do a corola com dois verticilos alternos, dímeros; o verticilo externo compõe-se de duas pétalas alternas com sépalas, uma das quais apresenta na base uma bossa arrendondada, e o interno duas peças iguais, desprovidas de bossa. O androceu compõe-se de 6 estames dispostos em dois feixes, constituídos de um estame médio com duas lojas e dois laterais uniloculares; o ovário é uniovulado. Esta planta é glabra, mole, inodora e contém um suco viscoso que lhe dá sabor amargo, salgado e desagradável.”
É conhecida desde a Antiguidade e provavelmente é originária do Oriente. No Brasil é encontrada desde a Amazônia até o Rio Grande do Sul. A sua dispersão deve Ter sido facilitada porque suas sementes misturam-se às de numerosas plantas de interesse econômico, como o linho e os trevos, sendo assim transportada a maiores distâncias.
Época de floração: Maio a Setembro.

Nome Científico: Fumaria officinalis L.

Nome Popular: Fumária, Erva Molarinha, Erva Pombinha, Moleirinha, Fumo-da-terre, Molarinha, Capnóida e Fel da Terra, no Brasil; Aardrook, na Holanda; Erdrauch e Gebräuch-licher Erdrauch, na Alemanha; Fumeterre, Lait Battu e Pisse, na França; Flor de Pajarito, na Argentina; Fumaria, Palomilla e Plumaria, na Colômbia; Erva Molarinha e Fumo da Terra, em Portugal; Fumoterra, na Itália; Fumitory, Earth Smoke, Hedge Fumitory, Beggary, Fumus, Vapor e Wax Dolls, em inglês.

Observação: Também se conhece por Fel da Terra as seguintes espécies, todas elas com enormes diferenças, tanto morfológicas quanto constitucionais em relação à Fumária: Dejanira erubescens Cham. e Schl., da família das Gencianáceas; Lophophytum leandri Eichl., Lophophytum mirable Schott e Scybalium glaziovii Eichl., da família das Balanforáceas e parasitas de rizoma de outras plantas. Na linguagem simbólica Fel da Terra significa “Tremor”.

Denominação Homeopática: FUMARIA OFFICINALIS.

Família Botânica: Papaveraceae.

Parte Utilizada: A planta florida.

Princípios Ativos: Ácido Fumárico; Ácidos Fenólicos: protocatéquico, cafêico, ferrulínico e clorogênico; Flavonóides derivados do quercetol; Alcalóides isoquilêinicos: protopina (fumarina), fumarilina, criptonina, coridalina, aurotensina, sinactina, tetrahidropsicoptisina e dicentrina; Taninos; Sais de Potássio.

Indicações e Ações Farmacológicas: É indicada: nas afecções hepatobiliares: disquinesias hepatobiliares, colecistites, colelitíases, enxaquecas originadas com uma disfunção hepatobiliar; na prevenção da arterioesclerose; na asma; como tratamento de fundo de dermatites: eczemas, ictioses e psoríase, entre outros.
A fumarina exerce uma ação anti-histamínica, antiasmática, antiinflamatória e inibe a liberação de serotonina. Os flavonóides conferem uma ação espasmolítica, digestiva, colerética, colagoga e ligeiramente laxante. Os sais de potássio possuem ação diurética. É antiagregante plaquetário, cardiotônico e antiarrítmico, além de depurativo no tratamento de fundo de dermatites.

Toxicidade/Contra-indicações: A droga feita de Fumária só deve ser utilizada sob prescrição médica. Devido a presença de alcalóides, é recomendado um tratamento descontínuo.
Não empregar esta droga vegetal para o tratamento da hipertensão arterial, já que os alcalóides se comportam paradoxalmente de acordo com a dose administrada: adota ação hipotensora, em baixas doses e ação hipertensora, em altas doses. É também contra-indicado para indivíduos que sejam acometidos por Glaucoma, na gravidez e na lactância.

Dosagem e Modo de Usar:
• Infusão: 5%, infundir durante 15 minutos. Duas a três xícaras ao dia, antes das refeições.
• Extrato Seco (5:1): 0,3 a 1 grama/dia.
• Extrato Fluido (1:1): 15-30 gotas, duas ou três vezes ao dia, antes das refeições.
• Tintura (1:5): 50-75 gotas, uma a três vezes ao dia.

Referências Bibliográficas:
• ALBINO, R. Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• SCHAWENBERG, P.; PARIS, F. Guia de las Plantas Medicinales. Omega.
1980.

• COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia. 2ª edição. 1994.


• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Reader’s Digest do Brasil. 1ª edição.
1999.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

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