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quarta-feira, 18 de março de 2009

Garra do Diabo

Nativa da África do Sul e Leste da África, a Garra do Diabo é uma planta vivaz com tubérculos grandes e globosos. Suas flores possuem a forma de uma trombeta, de cor violácea ou vermelha, frutos cobertos de farpas rígidas, os quais se tornaram famosos por serem utilizados nas armadilhas para capturar animais selvagens. O odor de seus tubérculos, os quais constituem a droga vegetal é forte e característico e um sabor adstringente e amargo.
Foi somente em 1958 que suas propriedades farmacológicas foram confirmadas e desde então o seu emprego medicinal tomou expansão. Era utilizada pelos nativos africanos em doenças como o reumatismo, diabetes e afecções renais e hepáticas.

Nome Científico: Harpagophytum procumbens D.C.

Nome Popular: Garra do Diabo, no Brasil; Harpagofito, em espanhol; Devil’s Claw, em inglês.

Denominação Homeopática: HARPAGOPHYTUM PROCUMBENS.

Família Botânica: Pedaliaceae.

Parte Utilizada: Tubérculos (raízes secundárias).

Princípios Ativos: Glicosídeos Iridóides: harpagosídeo (éster do ácido cinâmico), procumbina e harpapágido; Ácido Cinâmico Livre; Glicosídeos Fenólicos: acteosídeo e isoacteosídeo; Fitosteróis: -sitosterol; Ácidos Terpênicos; traços de Óleo Essencial; Açúcares: glicose, frutose e rafinose.

Indicações e Ação Farmacológica: Os turbéculos da Garra do Diabo são indicados nos reumatismos, nas artrites reumatosas, nas artroses, nas bursites, nas fibromialgias, nos espasmos gastrintestinais, nas dispepsias hiposecretoras e nos traumatismos. Seu uso permite reduzir as doses dos corticóides e antiinflamatórios não esteroidais utilizados nestas afecções.
Esta droga vegetal possui uma ação antiinflamatória, analgésica, antiespasmódica, sedativa e estimulante digestivo.
O -sitosterol inibe a síntese da prostaglandina-sintetase, a qual participa no processo inflamatório, sendo muito utilizado em processos inflamatórios semicrônicos e crônicos.
Os glicosídeos amargos iridóides possuem ação aperitiva e colagoga. O harpagosídeo possui ação antiespasmódica.

Toxicidade/Contra-indicações: Em doses acima das usuais, pode provocar náuseas, vômitos e uma pequena ação laxante. O uso prolongado desta droga vegetal pode acarretar distúrbios digestivos.
É contra-indicado o uso durante a gravidez pois existe ação abortiva promovida pela droga.

Dosagem e Modo de Usar:
• Extrato Seco (3:1): 1-2 gramas por dia;
• Extrato Fluido (1:1): 30 a 50 gotas, três vezes ao dia, entre as refeições;
• Tintura (1:10): 50-100 gotas, duas a quatro vezes ao dia;
• Pó: 1-3 gramas por dia, em três doses.


Referências Bibliográficas:

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• TESKE, M.; TRENTINI, A. M. Herbarium Compêndio de Fitoterapia.
Herbarium. Curitiba. 1994.

• POULIN, M; ROBBINS, C. A Farmácia Natural. 1992.


• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

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