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segunda-feira, 23 de março de 2009

Hibiscus

Planta originária da Ásia tropical e Sudão, o Hibiscus é um arbusto anual caracterizado por apresentar uma altura de cerca de dois metros, caule avermelhado, robusto e quase glabro. As folhas caulinares são trilobadas, de 7-10 centímetros de diâmetro, enquanto que as basais são ovadas e sem divisão. As flores são sésseis, solitárias, com pétalas carnudas, que variam do amarelo róseo ao vermelho intenso. O fruto é uma cápsula ovóide, de 2 centímetros de comprimento.
Foi introduzido na Jamaica no século XVIII, sendo muito popular como um aromatizante ácido. Chegou a Europa nos fins do século XIX como uma bebida refrescante, mas a sua cor vermelha forte, parecida com sangue, não foi bem aceita. Porém atualmente faz parte da maioria dos chás aromáticos consumidos no continente europeu. Também esta espécie participa de cerimônias de devoção ao deus Ganesh na Índia.

Nome Científico: Hibiscus sabdariffa L. Sinonímia: Hibiscus acetosus Noronha; Hibiscus gossypiifolius Mill.; Hibiscus sanguineus Griff.; Sabdariffa rubra Kostel.

Nome Popular: Hibiscus, Azedinha, Carurú Azedo, Carurú da Guiné, Husa, Quiabo Azedo, Quiabo de Angola, Quiabo Róseo Quiabo Roxo e Vinagreira, no Brasil; Hibisco, Agio de Guiné, Flor de Jamaica, Jamaica, Viña, Viñuela, Té de Jamaica, Carcadé, em espanhol; Oseille de Guiné, Roselle e Karkadé, na França; Jamaica Sorrel, Red Sorrel e Sudanese Tea, em inglês; Carcade, na Itália; Karkade, na Alemanha.

Denominação Homeopática: SABDARIFFA.

Família Botânica: Malvaceae.

Parte Utilizada: Flor.

Princípios Ativos: Antocianidinas (1,5%): hibiscina, cianidina-3-sambubiosídeo e delfinidina; Mucilagens; Pigmento Flavônico: gosipetina; Ácidos Orgânicos (15%): cítrico, hibístico, málico e tartárico; Vitamina C; Pectina (2%); Fitosteróis: -sitosterol, campestrol, ergosterol e estigmasterol.

Indicações e Ação Farmacológica: É indicado no tratamento dos espasmos gastrintestinais, prisão de ventre, falta de apetite, dispepsias hiposecretoras, disquinesias hepatobiliares, gastroenterites, hipertensão, fragilidade capilar, varizes, hemorróidas, ansiedade, insônia, resfriados e gripes.
Como é comum na família das Malváceas a grande quantidade de mucilagens, esta espécie proporciona propriedades demulcentes úteis no caso de constipação e irritação das vias respiratória. Os flavonóides exibem uma atividade anti-espasmódica, colerética, hipotensora e diurética suave (Peris J. et al., 1995). Nesse sentido, o extrato aquoso demonstrou em animais de laboratório atividade anti-espasmódica ao nível da musculatura lisa intestinal (Ali M. et al., 1991).
O extrato hidroalcoólico, por sua vez, produziu uma ação inibidora sobre a enzima que converte a angiotensina I em angiotensina II, atividade esta que parece estar relacionada com a flavona gosipetina. Os extratos de Hibiscus têm demonstrado reduzir a taxa plasmática dos lipídeos totais, colesterol total e triglicerídeos por um mecanismo ainda não esclarecido, onde existiria um sinergismo com os fitosteróis, estimulando os sistemas enzimáticos do fígado, e, por outro lado obtendo uma maior eliminação de gordura ao nível intestinal, sinergizada com a atividade colerética dos flavonóides. Também se pode analisar uma redução do nível de transaminases e fosfatase alcalina em fígados inflamados (El Saadany S. et al., 1991).
As antocianidinas proporcionam um efeito vasodilatador periférico e angioprotetor. Neste último caso, pode-se observar que os flavonóides inibem as enzimas elastase, tripsina e -quimotripsina (Jonadet M. et al., 1990).
O extrato etanólico da planta inteira produziu efeitos hipoglicemiantes em ratos (Handa S. e Chawla Maninder A., 1989).

Toxicidade/Contra-indicações: Portadores de doenças cardíacas devem limitar o consumo. Não é recomendado o uso durante a gestação ou lactação pois foi identificada certa ação mutagênica em estudos preliminares com esta espécie.

Dosagem e Modo e Usar:
• Uso Interno:
- Infusão: Uma colher de sobremesa por xícara. Tomar três ou mais xícaras ao dia;
- Extrato Fluido (1:1): 30-50 gotas, uma a três vezes ao dia;
- Tintura (1:10): 50-100 gotas, duas ou três vezes ao dia, no início das refeições;
- Extrato Seco (5:1): 100-400 mg, uma a três vezes ao dia.

Referências Bibliográficas:
• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Editora. Buenos
Aires 1998.

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• TESKE, M.; TRENTINI, A. M. Herbarium Compêndio de Fitoterapia.
Herbarium. Curitiba. 1994.

• SCHAWENBERG, P.; PARIS, F. Guia de las Plantas Medicinales. Omega.
1980.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

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