Pesquisa personalizada

Olá Amigos e Amigas, Bem vindo!!!

A idéia deste Blog é com o intuito de fornecer informações sobre Ervas e Insumos em geral.

Através de um estudo arduo e minuncioso, conseguimos trazer para vocês informações sobre cada Erva para auxilio de estudo e orientação quanto ao uso.

Vale salientar que todas as Ervas publicadas neste Blog são de fontes verdadeiras. Essas são encontradas sempre ao final de cada texto.

Espero que este Blog seja útil para todos vocês e se possível divulguem para que possamos trocar idéias a respeito dessas maravilhas que a Natureza nos oferece de graça.

Voltem sempre, pois estaremos semanalmente atualizando este Blog com outras Ervas.

Para encontrar a sua erva preferida, clique nas datas ao lado e boa leitura!!!

Abraços,

terça-feira, 10 de março de 2009

Ipê Roxo

São conhecidas no Brasil como Ipê Roxo muitas espécies como Tabebuia heptaphylla (Vell.) Toledo, Tabebuia avellanedae Lor. et Griseb e Tabebuia impetiginosa Mart. ex DC., entre outras espécies.
São árvores que podem alcançar cerca de 15 metros de altura, que fornecem madeira de lei, com a casca áspera, pardacenta e fibrosa. O tronco tem cerne dura, cinza claro e fornece uma madeira resistente.
A utilização do Ipê Roxa pelas distintas comunidades indígenas americanas vem das épocas pré-colombiana. A tribo Chalaway (que viviam entre Brasil e Paraguai) empregava a parte interna da casca para várias enfermidades como artrose, febre, distúrbios intestinais e circulatórios. Em 1958 foi isolado o primeiro composto denominado lapachol. Na década de 60 começaram as investigações oncológicas com os componentes ativos da sua casca.

Nome Científico: Tabebuia heptaphylla (Vell.) Toledo. Sinonímia: Bignonia heptaphylla Vell.; Tecoma heptaphylla (Vell.) Mart.; Tecoma curialis Sald.; Handroanthus heptaphyllus (Vell.) Matos.

Nome Popular: Ipê Roxo, Ipê Roxo de Sete Folhas, Ipê Preto, Ipê Rosa, Pau-d’arco-roxo, em português; Lapacho, Lapacho Negro, Lapacho Morado, Lapacho Crespo, Lapacho Rosado, Lapachito, Palo ‘d arco, Ipé Roxo, em língua espanhola; Tayi, em guarani.

Família Botânica: Bignoniaceae.

Parte Utilizada: Casca.

Princípios Ativos: O principal constituinte é o Lapachol, o qual apresenta uma estrutura semelhante à vitamina K. Nafitoquinonas: lapachol, lapacherol, alfa e beta-lapachona, l-menaquinona, tabebuina e tectoquina; Antraquinonas; Saponinas Esteroidais; Alcalóide: tecomina.

Indicações e Ações Farmacológicas: O Ipê Roxo pode ser usado topicamente nas infecções dérmicas, limpeza e desinfecção de feridas, queimaduras, ulcerações dérmicas, dermatomicoses (candidíase) e inflamações osteoarticulares. Mas a indicação para o combate de alguns tipos de câncer é a mais conhecida.
A reputação como agente antitumoral do lapachol já é conhecida há anos. Um dos primeiros ensaios realizados foi na Universidade de Pernambuco, com doses de 200 mg/kg de extrato aquoso da casca, administrando em ratos por via intraperitoneal, sendo demonstrada atividade inibitória de 44% nos modelos experimentais de sarcoma Walker-256. O extrato único de lapachol demonstrou um melhor rendimento (50%) e uma porcentagem de inibição sobre outros tipos de sarcoma experimental (Yoshida) de ordem de 82% (Ferreira de Santana C. et al., 1968). Um derivado obtido por acetilação glicosilada do lapachol tem exercido atividade inibitória frente a leucemia linfocítica P-338 (Da Consolação M. et al., 1975).
Anos mais tarde, com o conhecimento mais amplo sobre o conteúdo em naftoquinonas desta espécie, pôde-se constatar uma atividade imunomoduladora da casca do Ipê. Em doses de 0,01 a 1 mg/ml o lapachol provocou um efeito citotóxico ou imunosupressor sobre granulócitos e linfócitos humanos, mas em doses inferiores o efeito foi contrário, mas sim imunoestimulante (Wagner H. et al., 1986).
O lapachol apresentou atividade in vitro e chegou a ser testado clinicamente pelo National Cancer Institute, nos Estados Unidos, onde as investigações foram suspensas devido à baixa biodisponibilidade da substância que tornava necessário o uso de altas doses para atingir concentrações terapêuticas no plasma. Essas doses implicavam efeitos tóxicos, entre os quais o prolongamento do tempo de protrombina, sendo esse efeito anticoagulante indesejável pode ser devido à similaridade do lapachol com a vitamina K (Duke, 1985).
A lapachona tem apresentado atividade antimicrobiana contra Bacillus subtilis, Salmonella typhimurium e Candida albicans (González A., 1992). A atividade fungicida contra Candida albicans da beta-lapachona demonstrou ser maior que a exercida pelo cetoconazol (Guiraud P. et al., 1994).
A beta-lapachona tem exibido atividade inibitória in vitro frente a alguns retrovírus responsáveis por importantes patologias como a leucemia (Wanick M., 1970).
De acordo com ensaios preliminares, o lapachol tem demonstrado possuir efeitos anticoagulantes in vitro (Block J., 1974).

Toxicidade/Contra-indicações: Em diversos ensaios clínicos, o lapachol tem demonstrado provocar em alguns pacientes sentem náuseas e vômitos. Os pacientes que estejam sendo submetidos a tratamentos com anticoagulantes deverão se abster de ingerir este produto sem conselho médico já que pode haver a possibilidade de potenciação do efeito anticoagulante.
É contra-indicado o uso durante a gravidez, por ser popularmente abortivo.

Dosagem e Modo de Usar:
Uso Interno:
- Decocção: a 3%. Ferver durante 5 minutos e deixar infundir durante 15. Tomar uma a três vezes ao dia;
- Extrato Fluido (1:1): 20-40 gotas, uma a três vezes ao dia;
Tintura (1:5): 50-100 gotas, uma a três vezes ao dia.

Referências Bibliográficas:
PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª edição. 1998.
ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos
Aires. 1998 ( o qual cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas).

CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

SIMÕES, C. M. O. Farmacognosia da Planta ao Medicamento. 1ª edição.
1999.

Nenhum comentário: