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terça-feira, 10 de março de 2009

Milho

O Milho é o cereal mais importante da América devido à importância do amido na alimentação e na indústria. Os nativos peruanos extraíam desta planta alcalóides os quais eram utilizados em cerimônias religiosas. Colombo levou amostras desta espécie em 1502 para a Espanha, onde sofreu rápida expansão pela Europa, norte da África e oeste da Ásia.
É uma planta anual, que mede de 1 a 3 metros de altura, glabra ou pubescente, de raízes fibrosas. O caule é muito robusto, todo coberto de folhas muito largas, lanceolado-acuminadas, rude-ciliadas nas margens, com lígula curta e ciliada. A inflorescência é em forma de espigueta monóica, as masculinas bifloras em cachos espiciformes formando uma panícula terminal, em cujos os ramos se acham as anteras, que quando estão maduras abrem-se naturalmente e deixam cair os grãos de pólen; as femininas são unifloras, em espigas axilares, sésseis, muito grandes, cilíndricas, envolvidas em largas brácteas. A Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil 1ª Edição (1926) caracteriza o estigma e o estilete do Milho: “Os estiletes do milho são filiformes, capilares, de 10 a 20 cem de comprimento por cerca de 0,4 mm de diâmetro, terminados por dois lóbos estigmáticos muito delgados, freqüentemente desiguais, de 0,4 a 3 mm de comprimento, munidos de pêlos coletores; são de cor verde clara, vermelho-purpurina, amarela ou parda-clara, quase inodoro e de sabor fracamente adocicado e característico.
Digira uma pequena porção destes órgãos em álcool diluído e filtre: o filtrado vermelho purpurino pálido, dividido em várias porções, dá as seguintes reações: com ácidos torna-se distintamente purpurino ou vermelho-amarelado; com os álcalis, verde; pela adição de um hidro-soluto de alúmen, azul ou purpurino, sendo esta cor quase permanente.”

Nome Científico: Zea mays L. Sinonímia: Mays americana Baumg.; Mays vulgaris Ser.; Mays zea Gaertn.; Talysia mays Kuntze; Zea alba Mill.; Zea altissima C.C. Gmel.; Zea americana Mill.; Zea amylacea Sturtev.; Zea amylacea saccharata Sturtev.; Zea cryptosperma Bonaf.; Zea everta Sturtev.; Zea indentata Sturtev.; Zea indurata Sturtev.; Zea maiz Vell.; Zea minor C.C. Gmel.; Zea praecox Steud.; Zea saccharata Sturtev.; Zea segetalis Salisb.; Zea tunicata Sturtev.; Zea vaginata Sturtev.; Zea vulgaris Mill.

Nome Popular: Milho, em português; Maïs, na Alemanha; Maíz, Borona, Grano Turco, Mais, Maíz de Indias, Panizo de Indias, em espanhol; Blé de Turquie, Gaude e Maïs, na França; Corn e Silk, em inglês; Fromentone e Grano Turno, na Itália.

Denominação Homeopática: ZEA MAYS ou STIGMATA MAYDIS.

Família Botânica: Gramineae.

Parte Utilizada: Estigma e estilete (cabelo de milho).




Princípios Ativos: Saponinas (10%); Fitosteróis: sitosterol e estigmasterol; Alantoína;
Betaína; Taninos; Resinas; Goma; Fermentos; Flavonóides; Antocianidinas;
abundante em Sais Minerais: potássio, cálcio, magnésio, sódio e ferro; traços de Óleo
Essencial, destacando-se o carvacrol; Ácido Salicílico (0,3%); Ácido Maizérico;
Mucilagens; Vitaminas C e K.

Indicações e Ação Farmacológica: O Milho é indicado quando se quer um aumento da diurese, sendo portanto utilizado nas afecções genitourinárias, tais como: cistite, ureterite, uretrite, pielonefrite, oligúria e urolitíase; na hiperuricemia; na gôta; na hipertensão arterial; nos edemas e no sobrepeso acompanhado de retenção de líquidos.
Uma das principais ações farmacológicas do estigma e estilete do Milho é uma atividade diurética, a qual constitui de uma ação conjunta promovida pelos flavonóides, goma e sais de potássio, de acordo com as provas realizadas em ratos com extrato hidroalcoólico dos estiletes em doses de 40 ml/kg em administração intragástrica (Ribeiro R. et al., 1988). Esta atividade demonstrou ser do tipo uricosúrica e fosfatúrica, complementada com uma suave ação antiespasmódica sobre as vias urinárias, o que vale dizer que os estiletes de Milho podem estar indicados nos casos de gôta, edemas, cistites, uretrites e litíase urinária do tipo fosfatídica, oxálica e úrica (Revuelta M. et al., 1987).
Quanto aos outros componentes, pode-se citar que os fermentos têm demonstrado possuir propriedades hipoglicemiantes (Bever B. e Zahnd G., 1979)., os taninos com atividade adstringente e a alantoína ação demulcente, antiinflamatória e reepitelizante (Arteche García A. et al., 1994; Peris J. et al., 1995). A atividade reepitelizante da alantoína tem demonstrado ser de utilidade nos casos de úlceras gástricas, provavelmente através da ação estimulante sobre a síntese de prostaglandinas, via protaglandin-sintetase (Krivenko V. et al., 1989).

Toxicidade/Contra-indicações: Em geral as distintas formas galênicas feitas do Milho são muito bem toleradas, observando-se alguns casos de hipotensão arterial, devido a sua atividade diurética, principalmente durante o verão.
Seu uso em dose elevada pode produzir gastroenterites, com cólicas e diarréia.
As dose efetiva diurética por via intravenosa em coelhos seria de 1,5 mg/kg, sendo considerada muito inferior a DL50 para a mesma via que alcança os 250 mg/kg (Leung A., 1980).
É contra-indicado o uso durante a gravidez, lactação, para pacientes com hipertensão, cardiopatia, insuficiência renal moderada ou grave.

Dosagem e Modo de Usar:
Infusão: 5-10%, tomar duas a três xícaras ao dia;
Decocção: 50 g/l, ferver durante dez minutos. Tomar três a seis xícaras ao dia;
Extrato Fluido (1:1): 30-50 gotas, uma a quatro vezes ao dia;



Extrato Seco (5:1): Sob a forma de cápsulas, na razão de 300 mg por cápsula, duas a três vezes ao dia;
Tintura (1:10): 50-100 gotas, uma a três vezes ao dia;
Extrato Aquoso: 0,50 a 2 g/dia;
Xarope (10% de Extrato Aquoso): 1 a 5 colheres ao dia.

Referências Bibliográficas:
ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Editora. Buenos
Aires 1998.

PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

ALBINO, R. Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

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