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segunda-feira, 30 de março de 2009

Óleo de Andiroba

A Andiroba é comum nas várzeas da Amazônia. Velha conhecida dos indígenas, dos caboclos e dos madeireiros, começa a ganhar fama internacional pela comprovação científica de algo que os nativos sabem há muitas gerações: o bagaço da castanha, quando queimado, solta uma fumaça que tem o poder de repelir mosquitos. Alguns produtos sob a forma de vela estão sendo comercializados como um repelente natural.
Desde a época do Descobrimento do Brasil, o óleo de andiroba era empregado pelos índios Mundurukús como ingrediente na mumificação das cabeças dos inimigos, que serviam de troféus de guerra. Hoje, o óleo é medicamento usado para muitos males, principalmente como linimento contra pancadas e antiinflamatório, contra dores de garganta.
É uma árvore grande, que mede até 30 metros de altura, apresentando uma casca cinzenta e grossa. As folhas são imparipinadas ou abrupto-pinadas, grandes, de até 1 metro de comprimento ou mais, composta de numerosos folíolos subopostos, elíptico-oblongos, inteiros, acuminados e glabros. As flores são pequenas, amarelas, vermelhas e axilares. O fruto é uma cápsula ovóide semi-globosa, lenhosa, pardacenta, 4-vulvar, contendo número variável de sementes vermelhas, coriáceas e quase lenhosas, convexas, angulosas ou irregularmente tetraédricas, achaatadas lateralmente.
As sementes privadas das cascas produzem 70% de óleo amargo e concreto, amarelo-escuro e muito espesso.

Nome Científico: Carapa guianensis Aubl. Sinonímia: Carapa latifolia Willd.; Xylocarpus carapa Spreng.; Carapa macrocarpa Ducke.

Nome Popular: Andiroba, Andiroba-saruba, Iandirova, Iandiroba, Carapá, Carapa e Nandiroba, no Brasil; Cachipou e Noix de Crab, na Guiana Francesa; Carapa Tree, em inglês; Carapo, na ilha de Trindade.

Família Botânica: Meliaceae.

Parte Utilizada: Óleo extraído das sementes.

Princípios Ativos: Alcalóide: carapina (andirobina); Ácidos Esteárico, Olêico, Palmítico, Linolêico, Mirístico ; Taninos; Apoxiazadiradiona; Matérias Gordurosas.

Indicações e Ação Farmacológica: O óleo das sementes, que contêm o alcalóide carapina e matérias gordurosas, é utilizado na medicina popular, em compressas e fricções, na região Norte do Brasil, como antiinflamatório, antibacteriano, cicatrizante e repelente de insetos. Tem um excelente efeito sobre inchações e traumas. Segundo M. Pio do óleo de Andiroba pode-se fazer sabão para moléstias da pele.
Pode-se ser feitos cremes emolientes e hidratantes deste óleo.

Toxicidade/Contra-indicações: Não há referências nas literaturas consultadas.

Dosagem e Modo de Usar: A medicina popular emprega 50% Óleo de Andiroba com 50% de Óleo de Copaíba no tratamento da herpes, deixando o líquido em contato com a ferida durante trinta minutos e aplicando duas vezes ao dia.
Cosméticos:
Utiliza-se o óleo em shampoos, condicionadores, cremes, loções e géis: 2 a 5%.

Referências Bibliográficas:
• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Seleções do Reader’s Digest. 1ª
edição. 1983.

• VIEIRA, L. S. Fitoterapia da Amazônia. 2ª Edição. São Paulo. Editora
Agronômica Ceres. 1992.

• LORENZI, H. Árvores Brasileiras. vol. 1. 2ª edição. 1998. Instituto Plantarum.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984. TESKE,
M.; TRENTINI, A. M. Herbarium Compêndio de Fitoterapia.
Herbarium. Curitiba. 1994.

• Revista Globo Rural. Novembro de 1999.

Noz Vômica

Segundo a Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil 1ª edição (1926), a semente da Noz Vômica é caracterizada da seguinte forma:
“A noz vomica deve conter, no mínimo, 1,25 por cento de estricnina (C21H22O2N2=334,192).
Esta semente é discóide, de contorno quase circular, com a margem levemente engrossada e obtusa, de 20 a 25 mm de diâmetro e 3 a 5 mm de espessura; sua face dorsal é plana ou um pouco côncava e a face ventral é levemente convexa: ambas possuem cor cinzenta clara ou cinzento-esverdeada e aspecto luzidio e assetinado ou veludoso. O centro da parte convexa é ocupado pelo hilo, de onde parte uma leve proeminência (rafe) que atinge uma pequena protuberância verrucosa (micropilo) colocada na margem da semente e que marca o lugar em que se acha a radícula do embrião. O endosperma, que constitui a maior parte da semente, é córneo, branco-acinzentado, cavado no centro; o embrião mede cerca de 7 mm de comprimento e é formado de uma radícula claviforme e de dois cotilédones largamente cordiformes.
A noz vomica é inodora e de sabor nimiamente amargo e persistente.”
É uma árvore perene, originária da índia, norte da Austrália e dos bosques tropicais do sudeste asiático. Possui folhas ovaladas e opostas de cor verde-acinzentada e brilhante. As flores são dispostas em pequenas cimeiras terminais, de coloração branco-esverdeada. O fruto é uma baga de 4-5 centímetros que contém no seu interior 5-6 sementes.

Nome Científico: Strychnos nux vomica L. Sinonímia: Strychnos colubrina Auct. ex DC.; Strychnos ligustrina Blume; Strychnos lucida Wall.; Strychnos nitida G. Don; Strychnos ovalifolia Stokes; Strychnos vomica St.-Lag.; Strychnos wallichiana Steud.

Nome Popular: Noz Vômica, Carimão, Caró e Cazzó, no Brasil; Nuez Vómica, em espanhol; Quakerbuttons e Poison Nut, em inglês; Noix Vomique e Vomiquier, na França; Noce Vomica, na Itália; Strychnussbaum, na Alemanha.

Denominação Homeopática: NUX VOMICA.

Família Botânica: Loganiaceae.

Parte Utilizada: Semente.

Princípios Ativos: Alcalóides Indólicos (1-5%): estricnina (40-45%), isoestricnina (5-8,5%), brucina (40-45%) e isobrucina (1,5%); Ácido Clorogênico; Ácido Málico; Álcoois Terpênicos; Sais de Sílica.

Indicações e Ação Farmacológica: O uso terapêutico da Noz Vômica não se justifica devido aos seus riscos e sua importância está na obtenção da estricnina, muito empregada em estudos laboratoriais da excitabilidade muscular ou em ensaios de anticonvulsivantes e de relaxantes musculares de ação central. Extratos de Noz Vômica já foram empregados em diversos distúrbios, como gastrointestinais e debilidades físicas (Hoehne, 1939). Entretanto em Homeopatia é muito empregada: “Moreno, cabelos pretos, magro, colérico, irritável, impaciente, teimoso, nervoso, melancólico, de hábitos sedentários e preocupações de espírito: tal é o doente de Nux vomica. Homens de negócios” (Nilo Cairo, 1983).
Seu principal alcalóide, a estricnina, é um poderoso excitante do sistema nervoso central, atuando por efeito bloqueador dos impulsos inibitórios que chegam aos neurônios localizados ao nível espinhal, sendo que os estímulos sensitivos produzem efeitos reflexos exacerbados no indivíduo. Entre seus numerosos efeitos, destaca-se o convulsivante, caracterizado por uma excitação tônica do tronco e extremidades, precedida e seguida de impulsos extensores simétricos fásicos que podem dar começo a qualquer modalidade de impulso sensitivo (Goodman e Gilman A., 1986; Wu H. et al., 1994).
A atividade convulsivante é devida à interferência pós-sináptica mediada pela glicina (Curtis, D. 1969). A forma de convulsão provocada pela estricnina difere das produzidas pelos estimulantes neuronais centrais diretos, que proporcionam uma resposta assimétrica e sem coordenação.
Ao nível cardíaco, estimula a força de contração do miocárdio, inclusive a baixas doses (Perris, J. et al., 1995). Ao nível gastrintestinal atua como laxante(na prisão de ventre) e estomáquico amargo, por aumento da secreção cloropéptica, e desta forma sua toxicidade não permite emprego de aspecto digestivo (Goodman e Gilman, A., 1986).

Toxicidade/Contra-indicações: O quadro tóxico é caracterizado primeiramente por contratura dos músculos faciais e cervicais, seguido de excitabilidade reflexa na qual qualquer estímulo sensitivo pode promover uma abrupta resposta motora. É muito comum o aparecimento de um impulso extensor coordenado seguido de convulsão tetânica completa que deixa o corpo em um arqueamento hiperextensivo conhecido como opistótonos. Os episódios convulsivos podem ser muito repetidos, conforme a quantidade de impulsos sensitivos que cercam o indivíduo (táteis, auditivos, etc...).
O paciente, em estado de consciência, entra numa situação de temor angustiante e pânico entre cada convulsão. Uma segunda ou terceira convulsão pode tirar a vida do indivíduo. Nas etapas terminais todos os músculos voluntários ficam contraídos, comprometendo a vida do indivíduo pela contração dos músculos torácicos e do diafragma, originando uma hipóxia respiratória e intensas contrações musculares, podendo ocasionar acidose respiratória e metabólica severas. A morte decorre de uma paralisia bulbar (Boyd R. et al., 1983).
A DL 50 em animais de laboratório é de aproximadamente 1 mg/kg. O tratamento da intoxicação deve ser rápido e atender principalmente dois aspectos: que cesse as convulsões e a assistência respiratória. No primeiro caso, o Diazepam (em doses adultas de 10 mg por via endovenosa) é o antagonista das convulsões sem potencializar a depressão comum a alguns barbitúricos ou depressores seletivos do SNC (Maron B. et al., 1971). No segundo caso, promove-se uma assistência respiratória mecânica. Pode-se também retardar a absorção da estricnina no organismo administrando-se bicarbonato de sódio, ácido tânico a 2%, carbono ativado, permanganato de potássio (1:5000) ou tintura de iodo (1:250) (Boyd R. et al., 1983).

Dosagem e Modo de Usar:
• Formas Galênicas mais empregadas:
- Pó: 0,06-0,010g diários em cápsulas;
- Extrato Fluido (2,5 alcalóides, 1 g = 50 gotas): Tomar 2 a 4 gotas, duas a três vezes ao dia;

• Homeopatia: Tintura-mãe 1ª à 200ª, 500ª, 1000ª e 10.000ª. Age melhor sendo tomada à tarde.

Referências Bibliográficas:

• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Editora. Buenos
Aires 1998.

• ALBINO, R. Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

• CAIRO, N. Guia de Medicina Homeopática. 1983.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• SIMÕES, C. M. O. Farmacognosia da Planta ao Medicamento. 1ª edição.
1999.

Noz de Cola

Acredita-se que o homem do período Paleolítico já utilizava plantas com alcalóides metilxantínicos com as quais preparava as suas bebidas. A Noz de Cola participa de algumas cerimônias sociais na África e na Ásia, a qual foi transmitida para as culturas afro-americanas.
É uma árvore sempre verde que apresenta uma altura de cerca de 15 metros. As folhas são coriáceas, inteiras, oval-oblongas e pecioladas com aproximadamente 10-20 centímetros de comprimento. As flores são dispostas em panículas amarelas. O fruto é polifolicular estrelado.
A Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil 1ª edição (1926) descreve as sementes, parte utilizada na terapêutica assim:
“A semente de cola, impropriamente denominada noz, é de forma e tamanho muito variável; mede geralmente de 25 a 50 mm de comprimento por 20 a 30 mm de largura e é de forma ovóide ou oblonga, obtusa, subtetragonal, deformada por compressão recíproca no interior do fruto; é recoberta por um tegumento membranoso, frouxo, cuja cor varia, na semente fresca, do branco-amarelado ao róseo-avermelhado, passando uniformente, pela dessecação, a cor de ferrugem. Cada semente é constituída por dois cotilédones carnosos reunidos e apresenta na sua base a fenda germinal curta, cruzando em ângulo reto o plano de contato dos cotilédones, os quais, quando separados, deixam ver na base da semente, no fundo da fenda germinal, uma pequena cavidade que contém às vezes a radícula e a plúmula ou os seus restos. Os cotilédones são divididos em cinco a oito lobos irregulares e perfeitamente distintos.
A semente de cola possui sabor adstringente e amargo, que diminui bastante pela dessecação.”

Nome Científico: Cola vera K. Schum. Sinonímia: Cola nitida A. Chev.

Nome Popular: Noz de Cola, Cola, Coleira, Gurú, Kola, Kolateira, Nangolê, Obi, Oby, Oubi, Orobó e Riquesu, em português; Cola e Kola, em espanhol; Cola, Kola Nut e Cola Seed, em inglês; Kolanussbaum, na Alemanha.

Denominação Homeopática: STERCULIA.
Observação: Utiliza-se principalmente em Homeopatia a espécie Cola acuminata Schott et Endl., porém faz-se uso também da Cola vera K. Schum.

Família Botânica: Sterculiaceae.

Parte Utilizada: Sementes.

Princípios Ativos: Alcalóides Metilzantínicos: cafeína, teobromina; Taninos Condensados: d-catequina, -epicatequina; Betaína; Colina; Sais Minerais: Fósforo, magnésio, cálcio e potássio; Áscido Silícico; Celulose; Ácidos Graxos; Protocianidinas.

Indicações e Ação Farmacológica: A Noz de Cola é indicada como energizante nas astenias, hipotonias, hipotensão, bradicardia e convalescência.
As plantas que contêm metilxantinas, tais como Noz de Cola, Guaraná, Erva Mate, Chá Verde, Café, Cacau são consideradas estimulantes do sistema nervoso central. Todas estas atuam melhorando a função intelectual (associação de idéias, atenção); estimulam a atividade cardiorespiratória ao atuar sobre os centros bulbares, vasomotor e vagal, gerando um aumento da freqüência cardíaca, vasodilatação coronária e aumento do ritmo respiratório; aumentam o metabolismo basal e a lipólise; estimulam a atividade músculo-esquelética; relaxam a musculatura lisa; produzem um suave efeito diurético e estimulam a secreção gástrica (Goodman e Gilman A.; 1986; Ibu, J. et al., 1986; Newall C. et al., 1996.).

Toxicidade/Contra-indicações: Em geral o consumo contendo alcalóides metilxantínicos, como o Guaraná, em bebidas pode ocasionar ansiedade, palpitações, tremores, insônia, excitação (seguido de depressão) e cefaléia. Nos países, como o Sudão, onde se mastiga na forma habitual natural (como estimulante e afrodisíaco), tem-se observado uma maior incidência de câncer provavelmente devido à ação dos taninos (Morotn J., 1992).
Devido ao teor de cafeína, não administrar nos casos de hipertensão arterial, úlcera gastroduodenal, insônia, hipercolesterolemia, gravidez, transtornos cardíacos severos e distonias neurovegetativas em geral. As metilxantinas passam para o leite materno, e, é muito ínfimo o risco para o bebê. Não deve ser administrado para crianças (Newall C. et al., 1996).

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
Pó: 1 a 2 g/dia, em cápsulas;
Extrato Seco (5:1): 0,3 a 1 g/dia;
Extrato Fluido (1:1): 20-60 gotas, uma a três vezes ao dia.

Referências Bibliográficas:
• SCHAWENBERG, P.; PARIS, F. Guia de las Plantas Medicinales. Omega.
1980.

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Editora. Buenos
Aires 1998.





• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• ALBINO, R. Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

Nogueira

Oriunda da Ásia Ocidental, Sudeste da Europa, China e Himalaia, a Nogueira é uma árvore de altura variável, chegando a medir 10-25 metros de altura; com caule de casca acinzentada e pouco rugosa; possui flores monóicas, dispostas em amento; brácteas imbricadas, concrescentes inferiormente como perigônio que é 5-6 lobado e livres no ápice; o fruto é uma drupa, com mesocarpo de sabor adstringente e sementes volumosas; a folha de cor verde-escura na página superior e verde mais clara na página inferior, é composta-imparipinada, formada de 4 ou 9 folíolos e mede de 6 a 15 cm de comprimento sobre 3 a 7 cm de largura; os folíolos são ovais ou oblongos, acuminados, inteiros ou um pouco emarginados e percorridos por uma grossa nervura mediana, sobre a qual estão inseridas, de cada lado, cerca de 12 nervuras laterais e possui cheiro fraco, aromático e sabor amargo e adstringente.
A noz, que se consiste do fruto do tipo drupa, serve ainda para o fabrico de um óleo muito apreciado em algumas regiões, além de juntamente com as folhas constituírem de matérias-primas antigamente muito utilizadas em tintura para o tingimento capilar.

Nome Científico: Juglans regia L.

Nome Popular: Nogueira, Nogueira-da-Índia, no Brasil; Nogal, em língua espanhola; Noce, na Itália; Noyer, na França; Walnut Tree, Persian Walnut, Walnut e English Walnut, em inglês; Walnussbaum, na Alemanha; Orejovoie, na Rússsia; Nogal Comun, em Cuba.

Denominação Homeopática: JUGLANS.

Família Botânica: Juglandaceae.

Parte Utilizada: Folhas, óleo, córtex e fruto.

Princípios Ativos:
• Folha: Naftoquinonas: juglona, plumbagina e -hidroplumbagina; Taninos (3-4%) gálicos e catéquicos; Inositol; traços de óleo essencial com D-germacraneno; Derivados flavônicos: hiperosídeo, juglamina, quercetina; Ácidos fenolcarboxílicos: cafêico, gálico e neoclorogênico; Ácido ascórbico (1%).
• Fruto: Óleos; Aminoácidos; Sais minerais: zinco e cobre; Carotenos; Vitaminas: B1,B2,B5 e PP e Glicídios.
• Córtex: Derivados naftoquinônicos; Vitamina C; Aminoácidos e Taninos.

Indicações e Ação Farmacológica: A Nogueira é indicada para o uso interno: no raquitismo, na bronquite, na anemia, na diabete, na gota, no reumatismo, nas diarréias, na hiperglicemia, na artrose e na gastrenterite. Para o uso externo: em afecções cutâneas como a acne e o eczema; em shampoos anticaspa/aniqueda de cabelos e como tintura para escurecimento de cabelos.
Os taninos constituintes da Nogueira atuam como adstringentes e antidiarréicos, promovendo a retração dos tecidos e dos vasos e reduzindo, desta forma, secreções anormais. A juglona é uma hidroxinaftoquinona, que possui ação antifúngica, levemente anti-séptica, vesicatória e queratinizante, que causa coloração escura da pele. As folhas de Nogueira apresentam leve ação hipotensora e hipoglicemiante, não tendo sido ainda definido qual o constituinte responsável por esta ação. A quantidade alta de vitamina C, age como antiescorbútico, e a presença de pequenas quantidades das vitaminas do complexo B e de sais minerais são essenciais à nossa dieta.

Toxicidade/Contra-indicações: Diante da ausência de dados a respeito da possível interação da Nogueira com outras medicações, recomenda-se não administrar simultaneamente com outras drogas.
Em pessoas que possuam gastrite e úlcera gastroduodenal, os taninos podem irritar a mucosa gástrica, sendo este efeito interrompido associando-se drogas com mucilagem.
Como efeito colateral, a droga pode causar mal-estar e vômito em indivíduos que possuam o estômago sensível a taninos. Também pode desencadear reações de hipersensibilidade como irritação dérmica e ocular.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Infusão: (folhas): 20g/L, infundir por 15 minutos, três ou mais xícaras ao dia, entre as refeições.
- Extrato Fluido (1:1 – folhas): 30-50 gotas, uma a três vezes ao dia.
- Tintura de folhas (1:10): 50-100 gotas, uma a três vezes ao dia.
- Extrato Seco: 0,5 a 2,0 gramas por dia.

• Uso Externo:
- Decocção: 50 gramas das cascas em 1 litro de água, duas a três vezes ao dia, em banhos contra hemorróidas, leucorréias, eczemas, psoríase, herpes e feridas, em gargarejos contra amidalites, faringites.
- Decocção: das cascas da árvore e das cascas verdes do fruto (noz) para escurecer os cabelos.
- Shampoos, tônicos capilares, loções, cremes e géis bronzeadores: 1-7% de extrato glicólico ou tintura oleosa 2:1.










Referências Bibliográficas:

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• SCHAWENBERG, P.; PARIS, F. Guia de las Plantas Medicinales. Omega.
1980.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

Nó de Cachorro

Trata-se de uma planta perene, ereta, sublenhosa, pouco ramificada, caule densamente sedoso-pubescente e folioso até o ápice e medindo cerca de 40-100 centímetros de altura. As folhas são alternas, sem pecíolos, com a face superior quase glabra e densamente sedoso-pubescente. A droga é constituída por rizomas cilíndricos, tortuosos, de pontas arredondadas, com pequena estriação transversal, de superfície lisa e cor marrom-escura, das quais se destacam cicatrizes de raízes.
A espécie Heteropteris aphrodisiaca O. Mach., freqüentemente encontrada em regiões pantanosas e cerrado, é a mais conhecida das espécies pelo nome Nó de Cachorro e se constitui de espécie diferente da Vernonia cognata Less. Porém esta última é conhecida também pelo nome de Nó de Cachorro no local onde é encontrada.

Nome Científico: Vernonia cognata Less. Sinonímia: Vernonia propinqua Hieron.

Nome Popular: Nó de Cachorro e Assapeixe-roxo, no Brasil.

Família Botânica: Asteraceae (Compositae).

Parte Utilizada: Rizoma.

Princípios Ativos: A triagem fitoquímica realizada detectou a presença de: Alcalóides; Esteróides; Taninos: condendados e hidrolisáveis.

Indicações e Ações Farmacológicas: As indicações são pouco conhecidas para esta espécie e merece destaque especial para a avaliação farmacológica.

Toxicidade/Contra-indicações: Em estudo realizado, detectou-se a ocorrência de mortes de camundongos após 2 horas de administração intraperitoneal de doses de 1000 mg/kg desta espécie. Maiores estudos toxicológicos pelos pesquisadores devem ser postos em prática.

Dosagem e Modo de Usar: Não há referências nas literaturas consultadas.

Referências Bibliográficas:
• MARQUES, L.C.; GALVÃO, S.M.P.; PERES, P.G.; REBECCA, M.A.;
MELLO, J.C.P. Caracterização Farmacognóstica da Droga Vegetal Nó de
Cachorro (Vernonia cognata Less. – Asteraceae, Simpósio de Plantas
Medicinais do Brasil, 14º, Resumos, Florianópolis, UFSC, 1996.

Mutamba

Trata-se de uma árvore regular, com ramos na extremidade estreitado-tomentosos. As folhas apresentam limbo oblongado, mais ou menos aguçado no ápice, base oblíquo-cordada , margem dentadas, ambas as faces com revestimento de pêlos estrelados especialmente nas nervuras centrais. As inflorescências são racemosas ou paniculadas, axilares e tão longas quanto os pecíolos, com flores alvas e pequenas.

Nome Científico: Guazuma ulmifolia Lam. Sinonímia: Theobroma guazuma L.

Nome Popular:Mutamba, Embira, Embireira, Embirú, Mutamba Verdadeira, Pau-de-Mutamba, Camaca, Periquiteira, Pojó, Mutambo, Pau-de-bicho, Guaxima-macho, Guaxima-torcida, Araticum-bravo, em português; Guácimo, na Venezuela, Honduras e El Salvador; Guacima Cimarrona, na República Dominicana; Guácimo de Caballo, em Cuba; Guacimilla, Majaqua de Toro e Tablote, no México; Coco, na Bolívia; Guazuma, na Argenitna; Canlote, na Colômbia; Cédre de la Jamaique, Bois d’orme e Orme d’amarique, na França.

Família Botânica: Sterculiaceae.

Parte Utilizada: Casca.

Princípios Ativos: Alcalóides; Beta-sitosterol; Cafeína; Mucilagem; Taninos; Proantocianidinas.

Indicações e Ações Farmacológicas: A casca da Mutamba apresenta ação adstringente, depurativa, cicatrizante, anti-séptica, diaforética, anti-sifilítco, anti-caspa e anti-queda de cabelos.
É geralmente indicada como cicatrizante de feridas e úlceras, dermatoses, tratamento da sífilis, nas afecções do trato respiratório: bronquite, asma, tosse, pneumonia, além de queda de cabelos, caspa e seborréia.
Um trabalho realizado na Alemanha avaliou a inibição da secreção intestinal de cloreto pelas proantocianidinas da Guazuma ulmifolia Lam. a qual foi examinada no cólon distal de coelho. A secreção de cloreto foi estimulada com toxina colérica e prostaglandina E2. O extrato de Mutamba inibiu completamente a indução feita pela toxina colérica se o extrato foi adicionado na mucosa antes da toxina. Adicionando o extrato depois da administração da toxina não apresentou nenhum efeito de secreção. O extrato de Mutamba não inibiu a secreção de cloreto induzida por prostaglandina E2. Estes resultados indicam um mecanismo indireto de inibição da secreção intestinal. Exames preliminares indicaram que a fração mais ativa contém procianidinas com grau de polimerização maior que oito (Hor M., Rimpler, H, Heinrich, M., 1995).
Um estudo avaliou que das 28 plantas utilizadas para o tratamento de diabetes mellitus estudadas apenas oito diminuem significativamente o pico de hiperglicemia, a área sobre a curva de tolerância a glicose. Dentre as espécies está a Guazuma ulmifolia Lam. Este resultado sugere a validez do uso para o controle de diabetes mellitus (Alarcon-Aguilara et al., 1998).
Um estudo realizado na Guatemala avaliou 84 plantas utilizadas neste país para o tratamento de desordens gastrointestinais. Destas 84 destacou-se 34 plantas que inibem uma ou mais enterobactérias utilizadas neste estudo (Escherichia coli, Salmonela tiphy, Shigella dysenteriae, dentre outras), onde está incluída a Guazuma ulmifolia Lam. (Cáceres, A.; Cano, O.; Samayaoa, B.; Aguilar, L., 1990).

Toxicidade/Contra-indicações: Ingerida em elevadas doses, a Mutamba pode desencadear náuseas, vômitos e disenterias e portanto deve ser tomada alguma precaução ao se fazer uso de formulações desta espécie.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Pó: até 12 gramas ao dia;
- Extrato Fluido: 1 a 4 ml ao dia;

Referências Bibliográficas:
• TESKE, M.; TRENTINI, A. M. Herbarium Compêndio de Fitoterapia.
Herbarium. Curitiba. 1994.

• VIEIRA, L.S. Fitoterapia da Amazônia. Editora Agronômica Ceres. São Paulo.
1992.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• ALARCÓN-AGULIARA ET AL Study of the anti-hyperglycemic effect of plants
used as antidiabetics, Ethnopharmacology, Jun. 1998.

• HOR, M.; RIMPLER, H.; HEINRICH, M. Inhibition of intestinal chloride
secretion by proanthocyanidins from Guazuma ulmifolia, Planta Medica, Jun.,
1995.

• CACERES, A.; CANO, O.; SAMAYOA, B.; AGUILAR, L. Plants used in
Guatemala for the tratament of gastrointestinal disorder. 1. Screening of 84
plants against enterobacteria, J. Ethnopharmacology, Aug., 1990.

Mirra

Segundo a Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil 1ª edição (1926) a Mirra é uma “goma-resina fornecida por várias espécies do gênero Commiphora, principalmente a Commiphora molmol Engler e a Commiphora myrrha (Nees) Bailon.
A mirra apresenta-se em pedaços arredondado-angulosos, de tamanho variável, porosos, friáveis, de cor amarelo-pardacenta ou pardo-avermelhada, polvilhados de cinzento-amarelado; sua fratura é cerosa ou levemente granulosa, com algumas partes translúcidas e freqüentemente marcadas de estrias ou manchas esbranquiçadas ou amareladas, em geral semilunares.
Seu cheiro é particular, balsâmico e seu sabor aromático, amargo e acre.
A mirra é parcialmente solúvel na água, com a qual, sendo triturada, dá uma emulsão branco-amarelada.
Agite 1 grama de mirra em pó com 3 cm3 de éter e filtre: algumas gotas do filtrado amarelo tomam coloração vermelho-arroxeada em presença de vapores de bromo.
1 gota de ácido sulfúrico a 80 por cento, sendo deitada sobre alguns fragmentos de mirra, colore-se de vermelho pela adição de um pequeno cristal de vanilina.
Agite 0,1 grama de mirra com uma mistura de 8 cm3 de clorofórmio, 3 cm3 de anidrido acético e 1 cm3 de acetato de etila e junte ao líquido 1 a 2 gotas de ácido sulfúrico: formar-se-á instantaneamente intensa cor rósea ou azul, que persistirá por várias horas.”
É um arbusto que pode chegar até 3 metros de altura, com tronco grosso e numerosos ramos irregulares, rígidos, nodosos, espinhosos e casca lisa. As folhas são brevemente pecioladas, simples ou freqüentemente trifoliadas, com folíolo mediano muito maior que os dois laterais, que são sésseis e pequeníssimos, todos obovais alongados ou lanceolados, obtusos com a margem inteira e glabros nas duas faces. O fruto mede 7 mm de comprimento, oval, liso e pardo.
Das incisões feitas na casca verde desta espécie sai o suco amarelo turvo, que em contato com ar se transforma na goma-resina.

Nome Científico: Commiphora myrrha (Nees) Baillon Sinonímia: Balsamodendrum myrrha T.Nees.; Balsamodendrum playfairii Hook. f. ex Oliver; Balsamea myrrha Bail.

Nome Popular: Mirra, em português, espanhol e italiano; Baumier Porte-Myrrhe e Myrrhe, na França; Myrrh, em inglês.

Denominação Homeopática: MYRRHA.

Família Botânica: Burseraceae.

Parte Utilizada: Resina.

Princípios Ativos: Carboidratos: arabinose, galactose, xilose e ácido 4-O-metilglicurônico; resinas: ácidos ,  e -commifórico,  e -heerabomirróis e commiferina; Esteróides: campesterol, colesterol e -sitosterol; Terpenóides: -amirina; Óleo Essencial: dipenteno, candineno, heeraboleno, limoneno, pineno, eugenol, m-cresol, cinnamaldeído, cuminaldeído, álcool cumíco.

Indicações e Ação Farmacológica: A Mirra é indicada nas aftas bucais, faringite, amidalite, resfriados comuns e gengivite.
A Mirra apresenta ação anti-séptica, antiinflamatória, adstringente e cicatrizante.

Toxicidade/Contra-indicações: A Mirra tem sido reportada como não irritante e não fotosensível para a pele de humanos e animais.
Não é recomendado o uso para pacientes que estejam fazendo uso de terapias antidiabéticas e durante a gravidez, visto que a Mirra afeta no ciclo menstrual.

Dosagem e Modo de Usar:
• Tintura (1:5, 90% de etanol): Para uso externo aplicar a forma não diluída e para aftas bucais, faringites e amidalites, diluir 5 ml num copo de água.

Referências Bibliográficas:
• BRITISH HERBAL COMPENDIUM. Volume 1; BHMA; 1992.

• NEWALL, C. A.; ANDERSON, L. A.; PHILLIPSON, J. D. Herbal Medicines - A
guide for health-care professionals, 1ª edição, Londres, 1996.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• ALBINO, R. Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

Mil Homens

Trata-se de uma planta trepadeira típica do Brasil e registrada na Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil 1ª edição (1926), sendo a droga constituída por uma mistura de fragmentos de caules e raízes, sendo predominantemente os caules. São freqüentemente cortados em pedaços de dimensões muito variáveis, geralmente cilíndricos, outras vezes achatados. A superfície externa é constituída por um súber muito desenvolvido, mole, profundamente fendido longitudinalmente, friável, pardo-acinzentado ou pardo-amarelado no interior das fendas. A secção transversal o súber mostra camadas concêntricas, bem visíveis quando espesso. O parênquima do córtex é de cor mais escura e bastante aderente ao súber, muitas vezes descoberto, liso ou com rugas longitudinais. O lenho é mais ou menos cilíndrico, pardo-amarelado ou às vezes apresentando um amarelo intenso. Os caules assim como as raízes são desprovidas de medula. As raízes são muito semelhantes aos caules, apresentando diâmetro menor.
Possuem cheiro pouco pronunciado ou muitas vezes inexistente, e desenvolvendo-se ao se partir a casca, sendo semelhante a uma mistura de Aristolochia e Arruda. O sabor é amargo, acre, aromático e picante.

Nome Científico: Aristolochia cymbifera Martius. Sinonímia: Aristolochia abbreviata Mart. ex Mast.; Aristolochia galeata Moritz; Aristolochia grandiflora Gómez; Aristolochia infesta Salisb.; Aristolochia labiosa Ker Gawl.; Aristolochia orbiculata Vell.; Diglosselis cymbifera Raf.; Howardia brasiliensis Klotzsch.

Nome Popular: Mil Homens, Cassaú, Jarrinha, Cipó Mil-homens, Papo de Peru, Papo de Galo, Cipó Mata-cobras, Angélico, Cassaiú, Ambaá-caá, Ambaiá-embo, Angelicó, Camara-açú, Capa Homem, Cipó Braço, Cipó Calunga, Cipó Cão, Cipó Mata Cobra, Cipó Para Tudo, Cipó Patinho, Jarra do Diabo, Jarro, Milome, Raiz de José Domingues, em português; Hohlwurzel, na Alemanha; Aristoloquia, em espanhol; Aristoloche, na França; Bitworth, Brazilian Snake Root, em inglês.

Denominação Homeopática: ARISTOLOCHIA MILHOMENS.

Família Botânica: Aristolochiaceae.

Parte Utilizada: Caule e raiz.

Princípios Ativos: traços de Óleo Essencial; Ácido Aristolóquico ou Aristolino; Ácido Aristidínico; Ácido Aristínico; Aristoloquina; Taninos; Matérias Resinosas; Cimbiferina (principio amargo).

Indicações e Ações Farmacológicas: Esta espécie é empregada na amenorréia, na atonia uterina, em acessos histéricos, convulsões, epilepsia, estimulante do apetite, nas hidropsias, cistites, febres palustres, é antídoto contra veneno de cobra. Externamente pode ser aplicado nas afecções cutâneas, prurido do eczema seco, tratamento de úlceras, orquite, dentre outras indicações. Em Homeopatia é indicado para as dores picante em várias partes, irritação do ânus e diabete dentre as indicações.É emenagogo, estimulante, tônico, diurético e febrífugo.

Toxicidade/Contra-indicações: O ácido aristolóquico obtido da Aristolochia indica Linn., rompe a nidação em ratas quando administrado um dia de gravidez (Ganguly, T.; Pakrashi, A.; Pal, AK., 1986).
O ácido aristolóquico contido na Aristolochia fangehi desencadeiam efeitos carcinogênicos e nefrotóxicos (Debelle, FD.; Nortier, JL.; De Prez, EG.; Garbar, CH.; Vienne, AR.; salmon, IJ.; Deschodt-Lanckman, MM., Vanherweghem, JL., 2002).

Dosagem e Modo de Usar:
• Infuso ou Decocto a 2,5%: de 50 a 200 cc por dia;
• Pó: de 1 a 5 gramas por dia;
• Extrato Fluido: de 1 a 5 cc por dia;
• Tintura: de 5 a 25 cc por dia;
• Xarope: de 20 a 100 cc por dia.

Referências Bibliográficas:
• ALBINO, R. Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• CAIRO, N. Guia de Medicina Homeopática. 21ª edição. Livraria Teixeira. 1983.

• COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia. 2ª edição. Cejup. 1994.

• GANGULY, T.; PAKRASHI, A.;PAL, AK. Disruption of pregnancy in mouse by aristolic acid: I. Plausible explanation in relation to early pregnancy events, Contraception, Dec., 1986.

• DEBELLE, FD.; NORTIER, JL.; DE PREZ, EG.; GARBAR, CH.; VIENNE,
AR.; SALMON, IJ.; DESCHODT-LANCKMAN,MM.,VANHERWEGHEM,
JL. Aristolochic acids induce chronic renal failure with intersticial fibrosis in
salt-depleted rats, J. Am. Soc. Nephrol., Fev. 2002.

Melissa Officinalis

Planta originária da Europa Meridional, medindo cerca de 80 centímetros de altura, a Melissa é descrita pela Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil 1ª Edição (1926) da seguinte maneira, sendo conhecida por “Herva Cidreira” e, desta forma, tornando-se a espécie oficial: “ O caule da herva cidreira é bastante ramificado, de 50 a 80 cm de altura e guarnecido de folhas opostas, longamente pecioladas, ovais, arredondadas ou cordiformes na base, obtusamente serreadas nas margens, membranosas, rugosas e pubescentes; medem de 4 a 8 cm de comprimento por 3 a 4 cm de largura e são de cor verde escura na página superior, mais pálidas na inferior e finamente ciliadas nas margens. As flores, de cor branco-amarelada, são dispostas em cimeiras axilares, estipitadas e unilaterais; o cálice pubescente é tubuloso, bilabiado, com o lábio superior truncado, tridentado e o inferior dividido em dois lobos agudos; a corola, duas vezes mais longa do que o cálice, de cor a princípio amarelada e depois branca ou levemente rósea, é quase regular, possui um tubo pouco recurvado e um limbo com 2 lábios desiguais: o superior é direito, bífido, e o inferior é dividido em 3 lobos obtusos, sendo o médio mais longo; os estames são em número de 4, didinamos, divergentes, de vértice arqueado, coniventes sob o lábio superior da corola.
A herva cidreira possui cheiro aromático semelhante ao do limão e sabor fracamente amargo, aromático e um pouco adstringente.”
É uma planta melífera, cultivada há mais de 2000 anos, sendo denominada de melissophylon, que significa “planta das abelhas”. Foram os árabes que primeiramente descobriram as suas virtudes nos casos de ansiedade, hipocondria e depressão. Paracelso a chamava de “O elixir da longa vida”.

Nome Científico: Melissa officinalis L. Sinonímia: Melissa altissima Sibth e Sm.; Melissa cordifolia Pers.; Melissa foliosa Opiz.; Melissa graveolens Host.; Melissa hirsuta Hornens.; Melissa occidentalis Rafin.; Melissa romana Mill.

Nome Popular: Melissa, Melissa Verdadeira e Erva Cidreira, no Brasil; Melisa, Toronjil, Cedrón, Cedrón Limonera, Cidronela, Melissa, em espanhol; Lemon Balm e Balm, em inglês; Citronnale, Citronnelle, Herbe au Citron, Piment dês Abeilles e Mélisse e Céline, na França; Melissenkraut, na Alemanha; Erba Cedrata, Erba Citrata e Melissa, na Itália; Citronenkraut, Citronen-Melisse e Melisse, na Alemanha; Meliss, na Suécia; Citroenkruid e Melisse, na Holanda.

Denominação Homeopática: MELISSA.

Família Botânica: Labiatae.

Parte Utilizada: Caule folhado e sumidades floridas.

Princípios Ativos: Óleo Essencial (0,1-0,3%): linalol, nerol, geraniol, citronelol, -terpineol, terpineno-1-4-ol, neral, geranial, cariofilenol, farnesol, 10-epi--cadinol, -cubebeno, -copaeno, -burboneno, -cariofileno, -humuleno, 1,8-cineol, óxido de cariofileno e ocimenos; Flavonóides: luteolol-7-glicosídeo, ramnocitrosídeo, apigenina e
quercitrosídeo; Ácidos Carboxílicos: cafêico, clorogênico, elágico e rosmarínico; Taninos; Princípio Amargo; Mucilagens Urônicas.

Indicações e Ação Farmacológica: É indicada na inapetência, na gastrite, nos espasmos gastrintestinais, nas disquinesias hepatobiliares, meteorismo, nas coleocistites, nas diarréias, na ansiedade, na insônia, na hipertensão arterial, na taquicardia, na enxaqueca, na asma, na dismenorréia, em feridas, no hipertiroidismo e herpes simples.
O óleo essencial apresenta efeitos hidrocoleréticos e carminativos úteis em casos de disquinesias hepatobiliares e meteorismos. Também apresenta efeito sedativo e ligeiramente hipnótico (Wannmacher L. et al.,1990; Soulimani R., et al., 1991).
Já se foi descrita uma atividade antiviral exercida pelo extrato seco de Melissa, in vitro, na Herpes simples do tipo 1 (Dimitrova Z. et al., 1993).
O citronelol exerce um efeito antiespasmódico sobre a via digestiva, enquanto que o ácido rosmarínico tem demonstrado possuir efeito antioxidante (Lamaison J. et al., 1991).
O efeito tranquilizante foi comprovado utilizando-se extratos de Camomila e Melissa em partes iguais, sobre 22 pacientes com distúrbios de origem nervosa e ansiedade, obtendo-se em poucas semanas 68% de melhora considerada entre excelente e boa, 24% de melhora regular e 8% sem melhorias observadas (Piñeros Corpas J. et al., 1988).
O extrato seco da Melissa tem demonstrado exercer um bloqueio parcial sobre receptores para o TSH, uma vez que interfere na união da IgG patológica nestes receptores na enfermidade de Graves. Também inibe, in vitro, a enzima iodotironina-diiodinase. O extrato aquoso tem demonstrado in vitro ações similares. Esta ação anti-tiroideana parece estar relacionada com a presença de flavonóides e ácidos fenilcarboxílicos, podendo ser útil no hipertiroidismo (Hoffmann D.,1991).

Toxicidade/Contra-indicações: O óleo essencial de Melissa se comporta como neurotóxico e mutagênico em doses elevadas. O linalol e o terpineol produzem um efeito depressor do sistema nervoso central e em altas doses provocam quadros narcóticos (Pellecuer J., 1995). Ocasionalmente pode produzir hipertensão arterial em doses normais por vasodilatação periférica (Stuart M., 1981).
É contra-indicado o uso de óleo essencial de Melissa durante a gravidez, lactação, para crianças menores de seis anos de idade, pacientes com gastrite, úlceras gastroduodenais, síndrome do cólon irritável, colite ulcerativa, doença de Crohn, epilepsia, afecções hepáticas, doença de Parkinson ou outra enfermidade de cunho neurológico. Não fazer uso tópico em crianças menores de seis anos e pessoas com alergia conhecida a óleos essenciais.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Infusão: Uma colher de sobremesa por xícara, infundindo por 10 minutos. Tomar três ou mais xícaras por dia;
- Extrato Seco (5:1): 500 mg, três vezes ao dia (1 grama equivale a 5 gramas da planta seca);
- Extrato Fluido (1:1): 30-50 gotas, três vezes ao dia.

• Uso Externo:
- Infusão: Sob a forma de banhos quentes, como relaxante e para a dismenorréia;


Referências Bibliográficas:
• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Editora. Buenos
Aires 1998.

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• ALBINO, R. Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

• COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia. 2ª edição. 1994.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

Melissa Lippia

Trata-se de um arbusto que mede de 2 a 3 metros de altura, com caule e ramos primários alongados, ascendentes, quadrangulares quando novos e pubescentes. As folhas são compostas de dois e raramente três folíolos, com formato que varia de oval a oval-oblongo, são agudos, serrilhados, cuneados na base, escamosos por cima, brancacentos por baixo, exalando cheiro de cânfora quando fricicionados. As inflorescências são capítulos subglobosos.

Nome Científico: Lippia geminata HBK. Sinonímia: Lantana lippioides Hook; Lantana mollissima Desf.; Lippia odorata Weigelt.; Lippia alba Gardn.; Lippia citrata Cham.; Lippia lippioides Hook. Et Arn.

Nome Popular: Melissa Lippia, Erva Cidreira do Campo, Alecrim do Campo, Salsa Brava, Salva Brava, Salva, Salva Limão, em português; Oroquez Morada, no México.

Família Botânica: Verbenaceae.

Parte Utilizada: Folha e caule.

Princípios Ativos: Óleo Essencial; Saponinas.

Indicações e Ações Farmacológicas: É antiespasmódica, estomáquica e emenagoga.

Toxicidade/Contra-indicações: Não há referências nas literaturas consultadas.

Dosagem e Modo de Usar: Não há referências nas literaturas consultadas.

Referências Bibliográficas:
• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

Melão de São Caetano

O Melão de São Caetano é uma planta monóica, herbácea, escandente, delicada, muito ramificada e com caule estriado. As folhas são membranáceas, suborbiculares, penta ou hepta lobadas, com lobos ovado-oblongos, estreitados nas base, denteados ou lobulados com lóbulos mucronados. Possui gavinha simples, delicada, longa e pubescente. A flore masculina é solitária, em pedúnculo do comprimento ou mais longo que a folha, provido na porção mediana ou mais abaixo de uma bráctea, sendo esta reniforme ou orbicular cordiforme, mucronada, inteira, com quatro a seis milímetros de comprimento e dois a três milímetros de largura. A flor feminina é longamente pedunculada, com pedúnculo bracteado e ovário fusiforme. O fruto é uma cápsula carnosa, amarelo quando maduro, medindo de três a quinze centímetros de comprimento, tuberculada e trivalvar. As sementes são vermelhas e comprimidas.
O Melão de São Caetano cresce nas savanas e matagais da África tropical e Ásia, sendo depois introduzida posteriormente na Europa e América.

Nome Científico: Momordica charantia L. Sinonímia: Cucumis africanus Lindl.; Cucumis intermedius M.Roem.; Mormodica anthelmintica Schum. et Thonn.; Momordica balsamita Descourt.; Momordica cylindrica Blanco; Momordica macropetala Mart.; Momordica muricata Willd.; Momordica operculata Vell.; Momordica papillosa Peckolt ex Rosenthal; Momordica roxburghiana G.Don; Momordica senegalensis Lam.; Momordica zeylanica Mill.

Nome Popular: Melão de São Caetano, Erva de Lavadeira, Erva de São Caetano, Fruta de Cobra e Fruta de Negro, em português; Balsamapfel, Beissgurke e Bittere Spring-Gurke, na Alemanha; Balsamina, Calbaza Africana, Limón Amargo, Mavillo e Mormódica, Melón Amargo, em espanhol; Assorossie, Margase, Sorci e Margou, na França; Africa Cucumber, Bitter Cucumber, Hairy Mordica, Balsam Pear e Bitter Melon, em inglês; Balsamini Lunghi e Caranza, na Itália.

Denominação Homeopática: MOMORDICA CHARANTIA.

Família Botânica: Cucurcitaceae.

Parte Utilizada: Folha e caule, e, em menor medida os frutos.

Princípios Ativos: Princípio Amargo: momorsopicrina (0,17%); Triterpenos: momordicinas I, II e III (0,008%); Ácido Orgânico: ácido momórdico; Ácidos Graxos; Cera Vegetal; Clorofila e várias Resinas.

Indicações e Ação Farmacológica: O principal estudo científico ao qual foi submetido o Melão de São Caetano, pode-se salientar que foi no campo da diabetes, obtendo-se uma grande quantidade de trabalhos in vivo e in vitro nos últimos 25 anos.
A fração etérea solúvel do concentrado alcoólico elaborado com folhas de Momordica charantia mostrou atividade hipoglicemiante comparável à tobutamida. Do mesmo modo, as sementes (1-3g diários) e o extrato etanólico (95%) da planta inteira (doses de 250 mg/kg) testados em coelhos com diabetes experimental induzida por estreptozotocina, obteve-se atividade comparada com a gibenclamida. Os extratos aquosos e etéreos não só demonstraram atividade hipoglicemiante, como também hipocolesterolemiante (Chandrasekar B., et al., 1989).

Toxicidade/Contra-indicações: Existem claras evidências de que o emprego das folhas e frutos podem acarretar em efeitos espermaticidas e inibição do crescimento fetal, de acordo com ensaios em animais. No primeiro caso, comprovou-se que o extrato etanólico a 95%, administrado em cães durante 20 dias, provoca uma diminuição da espermatogênese. Quando se administrou durante dois meses, observou-se uma atrofia testicular. No segundo caso, o extrato aquoso demonstrou ser abortivo em ratas em doses de 8 mg/kg por via intra-peritoneal. Porém, não se registrou nenhum caso de aborto durante a ingestão dos frutos por mulheres grávidas (Raman A. e Lau C., 1996).

Dosagem e Modo de Usar: No Amazonas brasileiro as folhas são utilizadas popularmente em infusão como emético, abortivo, antihelmíntico, antigripal, antireumático e antiespasmódico abdominal.
Com relação ao uso para o tratamento do diabetes, não foram enontradas referências bibliográficas nas literaturas consultadas.

Referências Bibliográficas:
• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Editora. Buenos
Aires 1998.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

Meimendro

Esta planta foi utilizada desde os tempos remotos, aparecendo no Papiro de Ebers como remédio para dor de dente. Foi um veneno famoso, sendo citado na obra de Shakespeare, que fez o pai de Hamlet morrer com o suco de Meimendro deitado no ouvido.
Seu nome científico provém do grego, hyoskyamos, que significa “fava de porco”, uma alusão à aparência destes animais com seus frutos.
A Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil 1ª Edição descreve as folhas do Meimendro da seguinte forma: “As folhas de meimendro devem conter, no mínimo, 0,065 por cento de alcalóides, calculados em hiosciamina (C17H23O3N = 289,192). Não devem conter mais de 25 por cento de pecíolos, os maiores dos quais não devem ter mais de 7 mm de espessura.
Caracterização - As folhas de meimendro atingem a cerac de 25 cm de comprimento por 10 cm de largura; as inferiores são curtamente pecioladas, as médias sésseis e as superiores semi-amplexicaules. Seu limbo é oval ou oval-oblongo, sinuoso-denteado, com um a quatro grandes dentes ou lóbos triangulares, mais raramente inteiro ou simplesmente sinuoso, de cor verde-acinzentada e muito peluginoso, principalmente na face inferior. Sua nervura mediana é muito dilatada na base; as nervuras secundárias, pouco numerosas e desigualmente espaçadas são, como ela, esbranquiçadas, proeminentes sobre a face inferior, irregularmente ramificadas às vezes desde a sua base.
Seu cheiro é viroso, desgradável e seu sabor um tanto amargo e acre.”
Apesar da primeira edição do código farmacêutico brasileiro mostrar somente a folha do Meimendro como parte utilizada, a British Herbal Compendium Volume 1 (1992), também aceita as suas flores e ocasionalmente os frutos de Hyoscyamus niger L como parte utilizada.
As flores são subsésseis com corola pouco zigomorfa, sujo amarelada e roxo-reticulada, pubescente, com cinco estames. O fruto é ovóide e pouco comprimido lateralmente.
É originário da Europa, porém atualmente está amplamente distribuído, como no sul do Brasil. Esta planta cresce em terrenos baldios, sobre solos arenoso, calcários e bem drenados.

Nome Científico: Hyoscyamus niger L. Sinonímia: Hyoscarpus niger Dulac; Hyoscyamus agrestis Kit.; Hyoscyamus auriculatus Tenore; Hyoscyamus bohenicus F.W.Schimidt; Hyoscyamus lethalis Salisb.; Hyoscyamus officinarum Crantz; Hyoscyamus pallidus Waldst. et Kit. ex Willd.; Hyoscyamus persicus Boiss. et Bushe; Hyoscyamus pictus Roth; Hyoscyamus syspirensis C.Koch; Hyoscyamus verviensis Lej.; Hyoscyamus vulgaris Neck.


Nome Popular: Meimendro, Meimendro Negro e Erva Louca, em português; Bilsenkraut, na Alemanha; Eulme, na Dinamarca; Beleño, Beleño Negro, Haba de Cerdo, Hierba de Gallina, Herba de las Punzadas, Herba Loca, Hioscianuro e Jusquiana, em espanhol; Hannebane, Herbe Aux Engelures, Herbe Aux Teignes, Jusquiame, Jusquiame Noire, Mort-Aux-Poules, Porcelet e Potelée, na França; Bilsenkruid, na Holanda; Black Henbane, Henbane, Hogbean, Poison Tabacco e Foetid Nightshade, em inglês; Giusquiamo, na Itália; Bielun, na Polônia.

Denominação Homeopática: HYOSCYAMUS.

Família Botânica: Solanaceae.

Parte Utilizada: Folha, flor e caule.

Princípio Ativo: Alcalóides Tropânicos (0,05-0,10%): escopolamina (mais de 50%), hiosciamina, apoatropina, escopina, escopolina, tropina e cuscohigrina; Flavonóides: rutosídeo; Colina; Matérias Tânicas.

Indicações e Ação Farmacológica: Tanto o Meimendro quanto a beladona são indicados no tratamento da bradicardia sinusal (por exemplo, após o infarto no miocárdio); na dilatação pupilar no Parkinsonismo; na prevenção de cinetose; como pré-medicação anestésica para ressecar secreções; em doenças espásticas do trato biliar, cólico-ureteral e renal, entre outras indicações.
Os efeitos produzidos por seus alcalóides são discutidos na ação farmacológica da Beladona (ver literatura). É muito semelhante à Beladona e ao Estramônio em sua ação, porém mais tênue, devido ao menor teor de alcalóides tropânicos.
Os alcalóides presentes nas folhas do Meimendro, assim como a Beladona, apresentam uma ação anticolinérgica, atuando como antiespasmódico, midriático, antisecretor, broncodilatador leve, coadjuvante no tratamento da doença de Parkinson devido ao seu efeito sedativo sobre o sistema nervoso central e analgésico local. A atividade predominante corresponde em grande parte pela escopolamina, cuja ação parasimpatomimética é menos marcante que a atropina ou a hiosciamina. Não obstante, ao nível central provoca depressão central, sonolência, amnésia, transtornos motores, potencializando a ação dos hipnóticos e neurolépticos.
Extratos de Meimendro têm demonstrado, in vitro, possuir atividade bactericida, fungicida e antiamebiana, frente ao Bacillus subtilis, Escherichia coli, Staphylococcus aureus, Priteus vulgaris e Entamoeba histolytica (Dafni A.e Yaniv Z., 1994).

Toxicidade/Contra-indicações: Alguns casos de intoxicação relatados se deram pelo consumo acidental de suas folhas, as quais foram confundidas com as de Dente de Leão (Taraxacum officinalis). Casos excepcionais relatam intoxicação pelo consumo do leite ou da carne de animais herbívoros que não são sensíveis aos alcalóides desta planta. Pode-se observar num intoxicação acidental confusão mental, enxaqueca, taquicardia, delírio, miose e nos casos mais graves, estados convulsivos (Forsyth A., 1968).
Antes do aparecimento dos sinais de intoxicação, precede-se uma lavagem gástrica com solução de ácido tânico a 4%. Como antídoto: cafeína ou morfina com muita precaução.

Dosagem e Modo de Usar: Não há referências nas literaturas consultadas.

Referências Bibliográficas:
• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Editora. Buenos
Aires 1998.

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• SIMÕES, C. M. O. Farmacognosia da Planta ao Medicamento. 1ª edição.
1999.

• ALBINO, R. Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

Marroio

O Marroio era utilizado no Antigo Egito como um excelente remédio contra a tosse, virtude esta que perdura até os dias atuais. Seu nome botânico Marrubium foi dado por Plínio de uma derivação da palavra hebraica marrob que significa “suco amargo”. Outros ainda consideram que esta denominação viria de Maria urbs, uma antiga cidade italiana onde esta planta era abundante.
É uma herbácea, de caule lenhoso, quadrangular, medindo 40-60 centímetros de altura, densamente lanoso. As folhas são esbranquiçadas, arredondadas, pecioladas, crenadas, bolhosas na página superior e lanosas na inferior. As flores são brancas, dispostas em verticilos globosos, compactos na axila das folhas superiores, cálice tomentoso. O fruto é um tetraquênio. Apresenta cheiro intenso e sabor picante e amargo.
É originário do norte da África, Ásia e Europa, sendo introduzido mais tarde nos outros continentes. Cresce sobre solos ricos em nitrito, margens de campos, terrenos baldios e lugares úmidos.

Nome Científico: Marrubium vulgare L. Sinonímia: Marrubium album Gilib.; Marrubium album vulgare Tourn.; Marrubium anisodon C.Koch; Marrubium apulum Tem.; Marrubium germanicum Schrank et Steud.; Marrubium hamatum H.B.K.; Marrubium propinuum Benth.

Nome Popular: Marroio e Marroio Branco, em português; Andom e Gemeiner Andorn, na Alemanha; Hvidrubike, na Dinamarca; Marrubio, Marrubio Blanco, Amor Seco, Juanrubio, Malva Rubia, Marrubio Común e Yerba Virgen, em espanhol; Bonhomme, Herbe Vierge, Marrochemin, Marrube Blanc e Marrube Commun, na França; Gemeene Malrove, na Holanda; Common Horehound, Hoarhound e White Horehound, em inglês; Marubio Blanco, na Itália; Szanta Biala, na Polônia; Andorn, na Suécia.

Denominação Homeopática: MARRUBIUM ALBUM.

Família Botânica: Labiatae.

Parte Utilizada: Folha, caule e flor.

Princípios Ativos: Princípio Amargo: marrubina; Álcoois Diterpênicos: marrubiol, marruberol, esclareol, peregrinol e vulgarol; Flavonóides: vitexina, luteololina, quercetina, apigenina e seus derivados; traços de Óleo Essencial: bisabolol, canfeno, p-cimeno, limoneno, -pineno e sabineno; Ácidos Fenilcarboxílicos: cafêico e clorogênico; Taninos; Colina; Saponinas; Alcalóides: betonicina e furicina; Mucilagens; Ácido Ascórbico; Ácido Ursólico; Nitrato de Potássio; -sitosterol; Sais Minerais.

Indicações e Ação Farmacológica: O Marroio é indicado nas afecções digestivas, tais como: inapetência e dispepsias hiposecretoras; nas afecções respiratórias, tais como: bronquite, asma, resfriados e gripe; nas afecções genitourinárias: cistite, ureterite, uretrite, pielonefrite, oligúria, urolitíase; gôta; hipertensão arterial; edemas; sobrepeso.
O princípio amargo marrubina tem exibido propriedades eupépticas, anorexígena, febrífuga e hipoglicemiante através de diversos ensaios. O efeito anorexígeno e eupéptico é devido ao caráter amargo salino da marrubina, sendo considerado superior ao da Genciana (Wagner H., et al., 1983).
A saponificação da marrubina gera o ácido marrubino o qual tem sido reportado como estimulante da secreção biliar em ratos, no entanto a marrubina pura não demonstra esta ação (Krejcí I. e Zadina R., 1959). A presença dos ácidos fenilcarboxílicos reforçam esta ação colerética. Por outro lado, a marrubina tem demonstrado ser uma substância cardioativa, útil nos casos de taquiarritmias e extrasístoles (Tyler V., 1993).
O óleo essencial em conjunto com a marrubina, as mucilagens e as saponinas proporcionam uma atividade expectorante e fluidificante das secreções bronquiais (Tyler V., 1993). O óleo essencial, por outro lado, exibe qualidade expectorantes, vasodilatadoras (Karryev M., et al., 1976) e esquistossomicidas frente ao Schistosoma mansoni e Schitosoma haematobium (Saleh M. et al., 1989). Já os sais de potássio promovem efeito diurético.

Toxicidade/Contra-indicações: O caráter amargo-salino da marrubina pode gerar náuseas e vômitos. As altas doses pode produzir efeitos catárticos. A marrubina em altas doses pode promover arritmias cardíacas (Tyler V., 1993). Tem-se reportado dermatite de contato com o suco espremido da planta (Mitchell J. e Rook A., 1979). A DL50 para a marrubina por via oral em ratos foi calculado em 370 mg/kg, enquanto ainda não foi calculada para a planta inteira (Krejcí I. e Zadina R., 1959).
É contra-indicado o seu uso durante a gravidez e na dispepsias hipersecretoras. Recomenda-se ainda não administrar durante a lactação, e, se caso administrar, somente as doses indicadas.

Dosagem e Modo de Usar:
• Infusão: Uma colher de sobremesa por xícara. Infundir durante 10 minutos e tomar três xícaras ao dia antes ou depois das refeições;
• Extrato Fluido (1:1): 25 a 50 gotas, uma a três vezes ao dia;
• Tintura (1:10): 50-100 gotas, uma a três vezes ao dia;
• Pó: 100 mg/cápsula. Tomar uma a cinco doses ao dia.


Referências Bibliográficas:
• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Editora. Buenos
Aires 1998.

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Seleções do Reader’s Digest. 1ª
edição. 1983.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

Marcela

Trata-se de um subarbusto caracterizado por apresentar uma altura de cerca de 80 centímetros de altura. De caule ereto coberto por uma pilosidade de cor esbranquiçada; suas folhas são oblongas ou lanceoladas, alternas, sésseis e densamente tomentosas. A Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil 1ª Edição (1926) descreve as flores da Marcela da seguinte maneira: “As flores da macella são amarelas, reunidas em número de 5 a 6 em capítulos discóides, heterogâmicos, densamente agrupados em glomérulos paniculados; as flores centrais, em número de 1 a 3 (freqüentemente uma única) são tubulosas, hermafroditas; se as exteriores, raras, são filiformes femininas. O invólucro é cilíndrico, de 6 a 7 mm de comprimento, com 10 a 11 bracteas amarelo-pardas, estreitas, escariosas, multi-seriadas, sendo as internas lanceoladas-agudas e as externas gradualmente menores, oblongas ou agudas; o receptáculo é pequeno, nu ou fimbrilífero. As corolas das flores femininas são filiformes, de vértice denteado, e das flores hermafroditas regulares; tubulosas, de limbo estreito e dentes lanceolados. As anteras são sagitadas na base, com as aurículas caudadas. O estilete tem ramos longos, truncados. Os aquênios são obovóides, glabros, pardos, papilosos. Papo uniseriado, branco, com cerca de 20 cerdas delicadas, ciliadas, de 4 mm de comprimento.
Essas flores possuem cheiro particular e sabor amargo e aromático.”
A Marcela foi uma planta muito empregada pelos indígenas sul-americanos, quando empregada com ação digestiva, antiinflamatória, emenagoga e anti-séptica.
A Marcela é originária do sudeste da América do Sul. É encontrada principalmente no Brasil, no Uruguai e na Argentina.

Nome Científico: Achyrocline satureoides (Lam.) D.C. Sinonímia: Gnaphallium satureoides Lam.

Nome Popular: Marcela, Marcela do Campo, Losna do mato, Camomila-nacional, Alecrim-de-parede, Macela-amarela, Macela-da-terra, Macela-do-sertão, Macelinha e Chá de Lagoa, no Brasil; Marcela Hembra e Marcela Branca, no Uruguai; Pirayu e Yatei Caa, no Paraguai; Huira Huira, na Guatemala.

Família Botânica: Asteraceae (Compositae).

Parte Utilizada: Flor e caule.

Princípios Ativos: Óleo Essencial: 1,8-cineol, cariofileno, óxido de cariofileno, issognafalina, galangina, metil-éter de galangina, protocatequilcalerianina, cafeoilcalerianina, -cadineno, cariatina, italidipirona, D-germacreno, lauricepirona, -pineno, tamarixetina, alnustina, ácido cafêico, canfeno, mirceno, -terpineno, borneol, -terpineol, -gurjuneno,
-guaiano e -himachaleno; Flavonóides; Pigmentos Amarelos; Resinas; Taninos; Princípios Amargos; Ácidos Polifenólicos.

Indicações e Ação Farmacológica: A Marcela é indicada e, problemas digestivos, como flatulência, má digestão e diarréias; como calmante; nas inflamações e nas contrações musculares. Externamente é usada como estimulante da circulação capilar e como proteção para peles e cabelos delicados, além de ser usado contra a queda de cabelos.
Já é sabido que extratos de Marcela possui atividade antiherpética, antinflamatória local, antibacteriana, antimicótica, analgésica, antiespasmódica, antioxidante, miorelaxante e sedante. A atividade antiinflamatória tópica é devida a uma ação conjunta dos flavonóides quercetina-3-metiléter, luteolina e quercetina.
A ação antibacteriana é significativa sobre os agentes patogênicos que atacam a pele (principalmente o Staphylococcus aureus), sendo responsáveis por esta ação o ácido cafêico e o flavonóide quercetina presentes nos extratos aquosos. Comprovou-se também a ação sobre outros microorganismos como o Bacillus subtilis e o Micrococcus luteus.
Atribui-se aos ácidos polifenólicos contra a atividade antiherpética, possuindo a capacidade de reduzir a capacidade infectante dos vírus.
A fração polissacarídica da droga vegetal administrada via intra-peritoneal em ratos, é responsável por uma atividade imunoestimulante.
O extrato aquoso aplicado sobre organismos procariotos, obteve-se uma atividade mutagênica e genotóxica. O extrato etanólico das flores de Marcela numa concentração de 250 g/ml também manifestou mutagenicidade e efeitos líticos sobre o Trypanosoma cruzi, agente patogênico da Doença de Chagas.
Os flavonóides estimulam a circulação, reduzindo então a fragilidade capilar. É rapidamente absorvido pela pele e observou-se aumentar a circulação sanguínea periférica.
E por fim a atividade digestiva desta espécie não está ainda suficientemente esclarecida. Acha-se que os flavonóides e alguns compostos tânicos participariam da mesma.

Toxicidade/Contra-indicações: Não há referências na literatura consultada.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Infusão: 20 gramas para 1 litro de água: 50 a 200 ml diários (para fins digestivos, antiespasmódicos e antiinflamatórios);
- Pó: até 2 gramas diárias com doses unitárias máximas de 0,5 grama;
- Extrato Seco: até 0,2 grama em doses de 0,05 grama.
- Tintura: 20 gramas das inflorescências em 100 ml de álcool 60º.

• Uso Externo:
- Cosméticos: Shampoos e Sabonetes: 2-5% do extrato glicólico.

Referências Bibliográficas:

• ALBINO, R. Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Editora. Buenos
Aires 1998.

• TESKE, M.; TRENTINI, A. M. Herbarium Compêndio de Fitoterapia.
Herbarium. Curitiba. 1994.

Mandrágora

Planta perene, caracterizada por possuir uma raiz de grandes dimensões, bifurcada e muito ramificada, quase sem caule. As folhas medem até 30 centímetros de comprimento, verde-escuras, ovadas, basais e suas flores são de cor amarela ou púrpura, solitárias o agrupadas sobre as folhas, aparecendo na primavera e no verão. Os frutos são carnosos, de cor laranja, com numerosas sementes.
É oriunda do Himalaia e da região sudeste mediterrânea, principalmente na Palestina, crescendo em solos pobres, arenosos e úmidos.
É uma planta que participa de todo o tipo de rituais mágicos e lendas do antigo Oriente. Os gregos atribuiam inúmeras virtudes, entre elas a ação anestésica e de antídoto para picada de serpentes.

Nome Científico: Mandragora officinarum L. Sinonímia: Mandragora autumnalis Bertolini.

Nome Popular: Mandrágora, no Brasil; Mandrágora, Berenjenilla, Uva de Moro, Vilanera, Lechuguilla, em espanhol; Mandrake, em inglês.

Observação: Por Mandrágora também é conhecida a espécie Podophyllum peltatum L. Esta confusão é feita também no inglês, pois ambas as espécies são conhecidas por Mandrake e em espanhol, sendo o Podófilo chamado de Mandrágora Americana (ver literatura sobre Podófilo).

Denominação Homeopática: MANDRAGORA.

Família Botânica: Solanaceae.

Parte Utilizada: Raiz.

Princípios Ativos: Alcalóides: atropina, escopolamina e hiosciamina.

Indicações e Ação Farmacológica: Basicamente a Mandrágora possui as mesmas indicações e ações farmacológicas que a Beladona, já que possui mesmos princípios ativos (ver literatura referente à Beladona).

Toxicidade/Contra-indicações: Ver literatura referente à Beladona.

Dosagem e Modo de Usar: Devido ao perigo e temor que ocasionada pelo uso, a Mandrágora foi muito pouco usada popularmente. Alguns ervanários empregam a raiz seca na decocção como sedante, alucinógena e hipnótica.

Referências Bibliográfias:
• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Editora. Buenos
Aires 1998.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

Malva

Também conhecida na Índia como Bala ou Kangi, esta espécie é um arbusto que chega medir 1,60 metros. Apresenta as folhas pecioladas, cordiformes, estipuladas, bi-serreadas e tomentosas. As flores são amarelas ou alaranjadas, de uma só cor, dispostas em racemos axilares ou terminais. Apresenta carpídio amarelo-pálido, aristado. Possui sementes cinzento-escuras e sulcadas. É encontrada no Brasil nas restingas e floresce o ano todo.

Nome Científico: Sida cordifolia L. Sinonímia: Sida africana Beauv.; Sida althaefolia Sw.; Sida byssina Schrank; Sida conferta Lk.; Sida herbacea Cav.; Sida maculata Cav.; Sida micans Cav.; Sida pellita H.B.K.; Sida portoricensis Spr.; Sida pungens H.B.K.; Sida rotundifolia Lam.; Sida suberosa L’ Herit; Sida tomentosa Vell.; Sida vellutina Schrank.; Sida vellutina Willd.

Nome Popular: Malva, Malva Branca e Vassourinha-alegre, no Brasil; Bala e Kangi, na Índia; Ren, na Arábia; Shirobana-gojikwa, no Japão.

Família Botânica: Malvaceae.

Parte Utilizada: Folha e caule.

Princípios Ativos: Alcalóides; Aminoácidos; Açúcares e Glicosídeos; Óleos Fixos e Gordos; Terpenos; Saponinas; Esteróides.

Indicações e Ações Farmacológicas: Em sistemas tradicionais de medicina, a Malva é utilizada para o tratamento nas desordens hepáticas e reumatismo. A droga possui propriedades adstringentes, diurética e tônica, além do emprego nas doenças urinárias, ciática, paralisia facial e leucorréia.
Um estudo realizado na Universidade de Baroda, na Índia, em 1997, avaliou a atividade antihepatotóxica desta espécie frente aos efeitos proporcionados pelo tetracloreto de carbono (CCl4), paracetamol e rifampicina em modelos de indução de hepatotoxicidade em ratos, sendo o método e os resultados descritos da seguinte forma:
Material e Preparação dos Extratos: A planta inteira de S. cordifolia foi coletada durante a época de chuvas no campus da Faculdade de Tecnologia e Engenharia da Universidade de Baroda, Vadoara, Índia. A planta foi seca, pulverizada e extraída por Soxlhet sucessivamente com metanol e água. Um extrato aquoso total foi preparado por um método de decocção. Todos estes extratos foram secos por um evaporador rotatório até 50ºC. Estes extratos e a droga pulverizada (120 mesh) foram utilizados nos ensaios biológicos.
Animais: Ratos albinos (150-200 g) de ambos os sexos mantidos sob certas condições ambientais (23  2º C , 55  10% de umidade relativa, 12 h com ciclo de iluminação, claro e escuro).

Análise das Funções Hepáticas: São avaliados alguns parâmetros bioquímicos: níveis séricos da transaminase glutâmica oxaloacética (SGOT), níveis séricos transaminase glutâmica pirúvica (SGPT), fosfatase alcalina (ALKP), bilirrubina total (T Bil) e bilirrubina direta (D Bil).

Como conclusão deste trabalho publicado tem-se que o pó e os três extratos feitos da planta toda testados de Sida cordifolia foram encontrados praticamente nenhuma toxicidade quando administrados oralmente em ratos.
O extrato metanólico contra CCl4, o extrato aquoso contra o paracetamol e extrato aquoso contra rifampicina mostraram máxima atividade antihepatotóxica. A atividade das amostras testada foi comparada com a silimarina usada como droga padrão.

Toxicidade e Contra-indicações: A DL50 foi calculada maior que 10g/kg, via oral em ratos.

Dosagem e Modo de Usar: Não foram encontradas referências nas literaturas consultadas.

Referência Bibliográfica:
• RAO, K.S.; MISHRA, S.H.; Antihepatotoxic activity of Sida cordifolia whole
plant. Fitoterapia; nº1; 1998; volume LXIX; páginas: 20, 21, 22 e 23.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

Maca

A Maca cresce nos lugares mais elevados das montanhas dos Andes peruanos, entre 10.000 e 15.000 pés acima do nível do mar. Pouco se sabe sobre a origem da Maca. Quando os espanhóis chegaram ao Peru em 1526 e se arriscaram nas terras de elevadas altitudes, tornaram-se interessados na saúde e fertilidade de seus animais domésticos, especialmente os cavalos. No clima hostil das altitudes, não havia grama para o pastoreio, o que prejudicou a fertilidade dos animais. Os incas recomendaram aos espanhóis uma alimentação com as raízes da Maca, planta que crescia abundantemente naquela região e estes seguiram o conselho.
Os incas eram arquitetos, construtores e sofisticados cultivadores da terra. Durante o apogeu do império Inca, diz a lenda que os guerreiros consumiam as raízes da Maca na sua alimentação antes de participar das batalhas, o que os tornavam ferozmente fortes. Porém eram proibidos de se alimentarem da Maca após terem conquistado as cidades para protegerem as mulheres de seus impulsos sexuais poderosos.
Atualmente a Maca está tornando-se cada vez mais popular no Peru entre nativos e não nativos, e os efeitos da Maca estão criando a demanda no mercado do Japão, na Europa e nos Estados Unidos.
É uma erva anual, glabra. Apresenta a raiz principal engrossada, napiforme, de 4-5 cm de diâmetro por 5-8 cm de comprimento. O caule principal é reduzido, de onde saem vários ramos secundários, glabros, prostrados e decumbentes. As folhas basais são em forma de rosetas e pecioladas. Os pecíolos são aplanados de 2-3 cm de comprimento, com margem escariosa. A lâmina foliar apresenta contorno oblongo, pinatífido a bipinatífido de 7-12 cm de comprimento por 1,5-2,5 cm de largura, segmentos com ápice agudo. As folhas caulinares são gradualmente mais pequenas até o ápice, sésseis e pinatífidas. Possui inflorescência racemosa no extremo dos ramos, raro axilar. As flores são perfeitas, actinomorfas e pediceladas. As pétalas são brancas em número de quatro, livres, persistentes, alternando com as sépalas verdes de forma linear de 1-1,5 mm de comprimento. O fruto é uma siliqua mas comprida do que larga de 4-5 mm de comprimento por 2-3 mm de largura.

Nome Científico: Lepidium meyenii Walp. Sinonímia: Lepidium peruvianum G. Chacón.

Nome Popular: Maca.

Família Botânica: Brassicaceae.

Parte Utilizada: Raiz.

Princípios Ativos: 1.Composição Química: Esteróides; Compostos Fenólicos; Flavonóides; Taninos; Glicosídeos; Saponinas; Aminas Secundárias Alifáticas; Aminas Terciárias; Alcalóides; Antocianidinas; Dextrinas; Glicosinolatos.
2. Composição Alimentícia: Proteínas; Carboidratos; Fibra; Vitaminas (caroteno, tiamina (B1), Riboflavina (B2), Ácido Ascórbico (C), Niacina e Vitaminas B6, D3, P); Macrominerais: cálcio, fósforo, magnésio, potássio e sódio; Microminerais: cobre, zinco, manganês, ferro, selênio, boro e traços de sílica e alumínio assim como vestígios de bismuto. Calorias: de 176 até 384 Kcal.

Indicações e Ação Farmacológica: A Maca é usada tradicionalmente como afrodisíaco, energético, atuando no tratamento da anemia, na fertilidade, na impotência sexual, na perda da memória, nos problemas de menstruação, na tuberculose e na menopausa, além da síndrome da fadiga crônica. Recentemente os atletas estão encontrando na Maca uma alternativa excelente para substituir os anabolizantes.
De acordo com as vitaminas e sais minerais presentes na Maca podemos dizer:

• Vitamina B1 (Tiamina): Sua forma ativa é o pirofosfato de tiamina, o qual é coenzima do piruvato-descarboxilase e 2-oxo-glutarato-diidrogenase. Exerce um papel
importante no processo de descarboxilação e oxidação de 2-oxo-ácidos. Também é coenzima da transcetolase, exercendo papel importante na transferência de grupos aldeídos no ciclo da pentose fosfato.
A deficiência de Tiamina mais grave conhecida é o beribéri, que dentre os sinais e sintomas mais comuns estão a taquicardia; dispnéia; dilatação cardíaca, levando à insuficiência cardíaca congestiva e edema nos membros inferiores.

• Vitamina B2 (Riboflavina): Apresenta papel dos mais importantes em diversos processos metabólicos, achando-se envolvida na transformação dos lipídios, proteínas e glicídios. Está sob a forma de flavina-mononucleotídeo, ou FMN, e principalmente sob a forma de flavina-adenina-dinucleotídeo ou FAD, formando o grupo prostético de várias enzimas que se caracterizam por atuar como agentes que promovem a transferência de hidrogênio. É o constituinte ativo de diversas enzimas entre as quais atuam no transporte de oxigênio e portanto na respiração celular e processos de oxidação.
A deficiência da riboflavina no homem é caracterizada por uma síndrome definida, manifestando-se sob a forma de glossite com vermelhidão, queratose folicular seborréica no nariz e testa e dermatite na região anogenital.

• Vitamina C (Ácido Ascórbico): Exerce grande número de funções em numerosas reações químicas e é elemento de grande importância não só pela sua função tampão nos processos de oxi-redução, como também pelas particularidades de sua estrutura molecular capaz de transferir ambos íons ou elétrons de hidrogênio em processos reversíveis. Interfere no metabolismo do ferro, da glicose e de outros glicídios, facilitando absorção das hexoses, assim como a glicogênese hepática. Atua também no metabolismo da fenilalanina e da tirosina, na síntese de colágeno, na síntese de glicorticóides, exerce efeito benéfico sobre a resistência à fadiga.
O escorbuto é a mais grave manifestação da carência da Vitamina C no organismo, afetando primariamente o sistema mesenquimal. Na fase pré-clínica é caracterizado por anorexia, dores musculares, sensibilidade geral ao toque, dor na boca e nas gengivas que sangram levando à perda dos dentes, inchaço nos membros inferiores e hemorragias. Na fase de deficiência ocorre taquicardia, dispnéia e qualquer estresse grave e especialmente infecção podem precipitar os sintomas de escorbuto. Nas crianças ocorre parada da função osteoblástica e odontoblástica.

• Cálcio: É essencial para a formação dos ossos e dos dentes, tem importante participação na coagulação sangüínea, possui papel vital na contração e relaxamento muscular, processos bioquímicos e ativador de várias enzimas.
A hipocalcemia é a deficiência de cálcio e é caracterizada por sinais como a tetania, parestesias, laringoespasmos, convulsões e hipersensibilidade muscular tônico-clônica.

• Ferro: É essencial para a formação da hemoglobina, assim como em diversos processos biológicos.
A deficiência de ferro é a causa mais comum da anemia nutricional.

• Fósforo: Apresenta numerosas funções tais como: integrar a estrutura de ossos e dentes, participar do metabolismo de glicídios, atuar na contração muscular, é componente dos fosfolipídeos, é componente de nucleoproteínas, dente outras funções.
A deficiência de fósforo acompanha-se de grande número de manifestações tais como dores ósseas, osteomalácia, pseudofraturas, miopatias, hipoparatiroidismo, hipoglicemia, resistência à insulina, acidose metabólica, alcalose respiratória, hipocalemia, hipomagnesemia e gota.

• Magnésio: Os íons magnésio atuam como coenzimas em todas as enzimas envolvidas na transferência de fosfato que utiliza ATP, das fosfatases alcalinas que hidrogenam os ésteres fosfóricos, ativando também as fosforilases, atuando, portanto, no metabolismo intermediário do fósforo e dos glicídios.

• Zinco: Atua na maturação sexual, fertilidade e reprodução, e na função fagocitária, imunitária celular e humoral.
Como deficiência de Zinco podemos citar as seguintes características: diminuição do paladar, retardo no crescimento, alopecia, hipogonadismo, hipospermia e retardamento da maturação sexual, intolerância à glicose e deficiência da imunidade.

Ainda assim, no Peru, alguns estudos realizados com a raiz da Maca em animais são citados abaixo de forma resumida:

Atividade Fertilizante: Em 1961 foi realizado um estudo para avaliar a atividade fertilizante da Maca em ratos albinos de ambos os sexos:
1. O primeiro grupo foi formado por 4 ratos e 16 ratas de sete semanas de idade, sendo subdivididos em Lote A e B.
- O lote A era composto por 2 ratos (peso médio: 85,5 g) e 8 ratas (peso médio: 84,1 g), nos quais se adicionou o pó da Maca em sua comida (50 g = 1/3 de sua alimentação) durante um período de 6 meses.

- O lote B era composto por 2 ratos (peso médio: 72,5 g) e oito fêmeas (peso médio: 80 g) foi o lote de controle.

A avaliação foi realizada pelo número de crias procriadas, obtendo-se os seguintes resultados:
Lote A (com Maca) Lote B (Teste)
Número de crias: 47 37

Como foi observado foi evidente a diferença do número de crias procriadas com Maca, 10 crias a mais que o grupo teste.

2. O segundo grupo foi composto de 2 machos de seis semanas de idade (de 71 g e 60 g de peso), um foi injetado por via intraperitoneal com 1 ml de extrato alcalóideo de Maca, e, logo após este procedimento foi sacrificado em 72 horas. O outro rato foi considerado como controle. A avaliação se deu pelo exame anatômico e histológico dos testículos. Os resultados obtidos foram: no rato onde foi injetado com Maca foi observado um aumento na quantidade de espermatozóides nos tubos seminíferos, assim como aumento da mitose espermatogonia. No rato considerado como controle foi avaliada uma espermatogênese normal.

3. O terceiro grupo foi composto por quatro ratas de cinco semanas de idade, com pesos de 65 a 99 g, que após o tratamento foram sacrificadas e submetidas a exame histológico dos ovários, trompa e útero. Assim tem-se:
- A primeira rata recebeu pó seco de raiz de Maca desde o nascimento até a 5ª semana junto com a alimentação, e, ao término da 5ª semana foi sacrificada, obtendo-se os seguintes resultados:
o 14 folículos de Graaf em diferentes estados de desenvolvimento, e em dois se encontrou dilatação cística da luz.
o Congestão vascular moderada. Trompa normal.
o No útero: houveram focos de vacuolização supra e subnuclear. No endométrio foram encontrados células de abundante citoplasma e com tendência a delimitação intercelular.
- Na segunda rata foi injetada intraperitonealmente 1 ml de extrato alcalóideo aquoso de raiz de Maca, sendo este animal sacrificado 72 horas, obtendo-se os seguintes resultados:
o Um folículo em maturação, sem óvulos, com presença de licor folicular rosado no antro. No ovário se observou 2 folículos de Graaf, sem óvulos e licor folicular rosado pálido. No útero se encontrou engrossamento endometrial, conformado por células cilíndricas, com pseudoestratificação, os limites intercelulares se acharam nítidos.

- A terceira rata recebeu pó seco de raiz de Maca adicionado à alimentação desde o nascimento até o sacrifício (na 5ª semana), 72 horas antes de sua morte foi administrado 1 ml de extrato aquoso alcalóideo por via intraperitoneal, conseguindo-se os seguintes resultados: 25 folículos de Graaf com 6 óvulos, o útero com endométrio engrossado, proliferativo.

- A quarta rata foi usada como teste se encontrou: 10 folículos de Graaf, 2 com óvulos, trompa normal, endométrio com epitélio cúbico monoestratificado.


Um outro estudo foi realizado em 1993 no Peru, avaliando-se a administração do extrato hexânico de Maca em ratas albinas ovarioectomizadas. Utilizaram três grupos de ratas:

A: Grupo Teste.
B: Grupo Padrão: administrou-se, via intraperitoneal, a droga 17-estradiol.
C: Grupo problema: administrou-se, via intraperitoneal, o extrato hexânico de Maca.

Como resultado chegou-se a conclusão que o extrato hexânico da Maca apresenta propriedades estrogênicas marcantes nos animais estudados. Encontraram-se características de ratas sexualmente maduras, todavia os efeitos foram em menor grau em relação ao grupo padrão (com 17-estradiol).

Toxicidade: A DL50 realizada em ratos albinos apresenta um valor maior de 15000 mg/kg, considerando-a inócua nestes animais.

Dosagem e Modo de Usar: Existem muitas fórmulas comerciais dentre elas a utilização de cápsulas de 500 mg. Além disso, no Peru é utilizada em sucos, licores, cápsulas ou tabletes.

Referências Bibliográficas:
• www.mothernature.com, o qual cita como referência:
- CHACON, R. C., Estudio fitoquimico de Lepidium meyenii, “Dissertation (1961),
Univ. Nac. Mayo de San Marcos, Peru.
- DINI, A. et al., “Composição quimica de Lepidium meyenii”, Food Chemistry
(1994), 49:347-349.
- JONHS, T. “O Anu e a Maca”, Journal os Ethnobiology (1981), 1:208-212;
- LEON, J. “A Maca, Lepidium meyenii, planta pouco conhecida da alimentação do
Peru”, Economic Botany (1964), 18:122-127;
- QUIROSC., et al., “Os estudos e a determinação fisiológica do número de cromossomos na Maca, Lepidium meyenii, Economic Botany (1996), 50(2);216-263.

• www.ptnsa.com

• www.gardenbed.com

• www.konbn-at-quadrom.de

• ww.herbaldave.com

• www.suzannes.com

• www.myvitanet.com

• FRANCO, G. Tabela de Composição Química dos Alimentos. 9ª edição. Atheneu.
São Paulo.

• VILCHES, L. O. Maca –Planta Medicinal y Nutritiva del Perú. 1997. Lima. Peru.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Lúpulo

Planta trepadeira, que mede de 5 a 7 metros de altura, perene e dióica, o Lúpulo apresenta um caule volúvel, sinistroso (enrolando da direita para a esquerda), anguloso e áspero. Suas folhas são verde-claras, opostas, pecioladas, estipuladas, recortadas em 3 a 5 lóbulos, ásperas, palmadas e de bordos serrados. Suas flores são verde-amareladas, dióicas, tendo as masculinas 5 pétalas, 5 estames, eretos em panícula na axila das folhas, e as femininas numerosas brácteas foliáceas, imbricadas, envolvendo cada uma dela 2 pistilos e formando cones pendentes cobertos por um pó amarelo-dourado e resinoso, a lupulina. Possui um cheiro intenso e aromático, além de um sabor amargo.
É originário das zonas setentrionais da Europa, Ásia e América, crescendo em bosques úmidos. Seu nome botânico Humulus provém da palavra anglo-saxônica humele, fazendo-se referência ao habitat úmido onde normalmente cresce e lupus, significa lobo, já que este animal se utiliza da planta para estrangular as ovelhas. A introdução do seu uso na Europa data do século XIII, passando a ser utilizado no fabrico da cerveja.

Nome Científico: Humulus lupulus L.

Nome Popular: Lúpulo, Vinha-do-norte, Engatadeira, Lúpulo-trepador, Pé-de-galo, em português; Lúpulo, Lupulino, Hombrecillo e Betigueira, em espanhol; Hops, em inglês; Luppolo, na Itália; Houblon, na França/ Hopfen, na Alemanha.

Família Botânica: Moraceae (Cannabaceae).

Denominação Homeopática: LUPULUS.

Parte Utilizada: Flor e a lupulina.

Princípios Ativos: Óleo Essencial: composto por Sesquiterpenos: -humuleno, farnesol, -cariofileno, por Monoterpenos: limoneno, -pineno e canabeno; por Ésteres Alifáticos: isobutirato de 2-metilpropila, isobutiratos de 2 e 3-metilbutilo, geranato de metila, decanoato de metila, hepta, octa e nonanoato de metila; por Ésteres Terpênicos: acetato, isobitirato e propionato de geranilo e por Éster Valeriânico de Borneol; Princípios Amargos Resinosos: lupunona, colupulona, humulona, cohumulona, adhumulona, prehumulona, post-humulona, adlupulona e xantlumol; Flavonóides: astragalina, quercetina, quercitrina, isoquercitrina, rutina, kempeferol-3-rutosídeo, leucocianidina e leucodelfinidina; Taninos; Potássio; Histamina; Princípios Estrogênicos; Ácidos Clorogênico e Ferúlico; Aminoácidos; Ácido Gama-linolêico.

Indicações e Ação Farmacológicas: É indicado por via interna na inapetência, nas dispepsias hiposecretoras, na coleocistite, nos espasmos gastrointestinais, na ansiedade, na insônia, na taquicardia, nas enxaquecas, nas nervralgias e nos transtornos associados com
o climatério. Topicamente é usado na acne, nas dermatomicoses e nas inflamações osteoarticulares.
As propriedades terapêuticas do Lúpulo são devidas ao óleo essencial, às oleoresinas amargas e aos flavonóides. Os princípios amargos conferem uma ação eupéptica e aperitiva, útil nos casos de anorexia e inapetência (Bezanger-Beauquesne L. e col., 1980). Já os flavonóides apresentam uma ligeira ação diurética em combinação com os sais de potássio (Leung A., 1980).
O óleo essencial exibiu propriedades sedantes(Caujolle F., et al., 1969; Bravo L., et al., 1974; Cartañá C., 1993), ligeiramente hipnótica e antiespamódica, sendo esta última ação proveniente de uma ação conjunta do óleo essencial com os flavonóides ( Hansel R. et al., 1982; Wohlfart R. et al., 1983). A combinação com extratos de Chicória (Cichorium intybus L.) e com Hortelã (Mentha piperita L.), o Lúpulo demonstrou diminuir a dor espasmódica nos pacientes afetados de colecistites crônicas , com ou sem litíases (Chakarski I. et al., 1982).
A combinação do óleo essencial, as flavononas eos princípios amargos (especialmente a lupulona e a humulona) demonstraram um poder bacteriostático e bactericida sobre bactérias Gram positivas e poder fungistático sobre o Trichophyton mentagrophytes e em menor proporção sobre a Candida, Fusarium e Mucor spp (Mizobuchi S., 1985).
Já se foi evidenciado que tanto a humulona como a lupulona evidenciaram possuir propriedades hipoglicemiantes. Administradas em doses de 200 mg/k na forma oral em ratos com diabetes induzida por streptozotina, diminuiram-se os níveis de glicemia em mais de 50% em seis horas (Handa S. e Chawla-Maninder A., 1989). Um produto que contém extrato de Lúpulo em combinação com Uva-ursi e Acetato de -tocoferol foi administrado em 915 pacientes afetados por uma irritação vesical e incontinência urinária, observando-se melhoras significativas em 772 pacientes (Lenau H. et al., 1984).
As substâncias do tipo estrogênicas encontradas no Lúpulo exercem uma atividade antiandrogênica ao nível supra-renal e testicular, nos casos de hiperexcitabilidade masculina e topicamente na acne juvenil (Fenselau C. et al, 1973). Também estes fitoestrógenos seriam úteis nos casos de insuficiência ovariana hipoestrogênica, sobretudo nos denominados “calores” da menopausa. O principal efeito estrogênico parece depender do xantotumol (Koch W. e Heim G., 1953).
Em ratas, a administração de extratos de Lúpulo provocou um aumento peso do ovário e maior produção de estrógenos. Observou-se também uma inibição na secreção de progesterona e uma diminuição da quantidade de óvulos liberados, uma vez que a atividade da enzima timidina quinase e do hormônio luteinizante foram virtualmente suprimidas (Okamoto R. e Kumai A., 1992).
A ação adstringente dos taninos e também dos flavonóides, promovem o fechamento dos poros e reduzem o excesso de oleosidade da pele e cabelos, conferindo efeito tônico e refrescante.

Toxicidade/Contra-indicações: O princípio amargo resinoso pode provocar náuseas e vômitos em doses altas. A manipulação desta planta pode causar alergias respiratórias (Newmark F., 1978). O mirceno contido no óleo fresco de Lúpulo tem sido considerado como um agente sensibilizante e o pólen como o causador de dermatites de contato
(Mitchell J., 1979). Altas doses administradas por via injetável em animais provoca efeitos soporíferos intensos seguidos de morte, enquanto a administração crônica provocou perda de peso seguida também pela morte do animal (Hamon N., 1985).
É contra-indicado o uso durante a gravidez, lactação, para pacientes com tumores hormono-dependentes ou que possuam hiperestrogenismo.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Infusão: 30 g/l, infundindo por dez minutos. Tomar três xícaras ao dia;
- Maceração: 30 a 50 g/l durante 12 a 24 horas. Tomar três xícaras ao dia;
- Extrato Fluido (1:1): 20 a 40 gotas, três vezes ao dia;
- Tintura (1:10): 50-100 gotas, uma a três vezes ao dia;
- Extrato Seco (5:1): 0,3 a 1 grama/dia;
- Pó: 500 mg/cápsula, uma a três ao dia.

• Uso Externo:
- Infusão: 50 g/l, aplicado sob a forma de compressas, cataplasmas ou banhos.
- Cosméticos: Banhos relaxantes, tratamento capilar e da seborréia e para aumentar o volume dos cabelos: Géis de banho, sabonetes, shampoos, condicionadores, loções e cremes para pele e produtos para os pés: 1-2% de extrato glicólico.

Referências Bibliográficas:
• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Editora. Buenos
Aires 1998 ( o qual cita autores no item Indicações e Ação Farmacológica).

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Seleções do Reader’s Digest. 1ª
edição. 1983.

• COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia. 2ª edição. 1994.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• TESKE, M.; TRENTINI, A. M. Herbarium Compêndio de Fitoterapia.
Herbarium. Curitiba. 1994.

Lótus

Esta planta foi mais do que qualquer outra venerada por gerações de poetas, sarcedotes e filósofos por todo o mundo hindú e budista. Em templos e lagos encontrados no Japão, China, Indochina e Índia, as flores rosas aparecem como símbolos de pureza e inspiração. Porém apesar de ser um símbolo, esta planta apresenta propriedades medicinais, sendo a medicina tradicional chinesa a que mais faz uso destas virtudes.
É uma planta vivaz, aquática, emersa. Os talos são eretos, as folhas são grandes, redondas, verde-escuras, mantidas acima do nível da água pelos pecíolos eretos ligados ao centro da folha. As flores são enormes, cor de rosa, com centro amarelo. Dessas flores sucedem frutos de formato cônico, com a base ligeiramente arqueada e voltada para cima, tendo quando maduros um certo número de cavidades ou alvéolos arredondados, que encerram cada uma semente relativamente grande e de tegumento lenhoso. O rizoma é comprido e delgado, rastejante na vaza, mais ou menos ramificado, ordinariamente intumescido nos pontos onde se acham as gemas, onde a partir deste nascem, para desaparecer a cada ano as folhas.

Nome Científico: Nelumbo nucifera Gaertn. Sinonímia: Nelumbo indica Pers.; Nelumbo indica Pers.; Nelumbo speciosum Willd.; Nymphaea nelumbo Schf.

Nome Popular: Lótus, Lótus do Egito e Loto, em português; East Indian Lotus, nos Estados Unidos; Nélumbo d’Orient, Rose du Nil e Fève d’Egypte, na França; Padma e Kanwal, na Índia; Haohidu e Hasu, no Japão; Lien-wha e Lien Ngeou, na China; Nelumbio, em Cuba.

Família Botânica: Nymphaeaceae.

Parte Utilizada: Raiz e rizoma (partes comercializadas pela Quimer) e sementes (medicina tradicional chinesa).

Princípios Ativos: Alcalóides Isoquinolinícos: roemerina, nuciferina, nornuciferina, liensinina, isoliensinina, neferina, lotusina, armepavina, liriodenina e asimilobin; Flavonóides: hiperosídeo, isoquercitrina, quercetina glicuronídeo e cânfora glicuronídeo. Taninos.

Indicações e Ação Farmacológica: Na medicina chinesa é um hemostático, retendo as perdas de sangue para vários tipos de sangramento, incluindo epitaxe, hematêmese, hemoptóicos, melena e metrorragia; promovendo a circulação de sangue no útero; retirando o calor dos pulmões.
Os rizomas, flores, talos e folhas são usados sob a forma de infusão contra a febre e como diurético (Chopra et al., 1958; Nadkarni, 1992). Os rizomas são considerados nutritivos, diuréticos e colagogos (Kirtikar e Basu, 1975).
Um estudo foi realizado para avaliar a atividade diurética de extrato metanólico dos rizomas de Lótus. Os rizomas foram colhidos em Midnapore, distrito de West Bengal na Índia. Promoveu-se a secagem, pulverização, passando num tamis de 40 mesh e então produziu-se o extrato partindo de 250 gramas do pó com metanol em um extrator soxlet. O líquido de coloração marrom obtido foi passado numa coluna de sílica gel usando um sistema de solvente clorofórmio:metanol (1:1, v/v). O líquido obtido após a eluição foi seco em vácuo, obtendo-se um resíduo marrom amarelado denominado de NNRE. Os ratos utilizados no estudo eram albinos, pesando 180-200 gramas.
Dos cinco grupos de ratos utilizados, o primeiro grupo serviu de controle, recebendo solução de salina oralmente (25 mL/kg). O segundo, terceiro e quarto grupos receberam solução de salina oralmente (25 mL/kg) e em cada solução foram dissolvidas doses de 300 mg/kg, 400 mg/kg e 500 mg/kg de NNRE. O quinto grupo recebeu a mesma solução de salina em cada qual foram dissolvidas 20 mg/kg de furosemida.
O extrato NNRE promoveu um significante aumento dose-dependente no volume urinário nos ratos nas doses empregadas. Ocorreu um aumento na eliminação de cloreto e sódio, porém a eliminação de potássio foi menor que a eliminação de sódio. A relação Na+/K+ para o NNRE variou de 2,36-2,50 (Mukherjee, P. K.; Saha, K.; Saha, B. P., 1996).
Abaixo encontra-se a tabela com os resultados desta experiência:

¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬Tabela 1: Doses empregadas no estudo dos efeitos diuréticos do extratos dos rizomas de N. nucifera (NNRE) em ratos

Dose Número Volume de Atividade Diurética
Tratamento (p.o) de animais Urina de Extrato Eletrólitos Excretados
(mL) (N/F) Na+ K+ Cl- Na+/K+

Salina 25 mL/kg 10 1,90,26 0,680,66 0,510,03 1,310,14 1,330,88

NNRE 300 mg/kg 10 3,50,24 0,5380,29 1,960,19 0,830,03 2,910,13 2,360,09

NNRE 400 mg/kg 10 4,10,36 0,6300,44 2,980,16 1,200,88 3,460,19 2,480,07

NNRE 500 mg/kg 10 4,90,32 0,7530,39 3,610,19 1,300,16 5,120,30 2,50,09

Furosemida 20 mg/kg 10 6,50,82 5,210,28 1,530,02 6,510,39 3,400,08

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Toxicidade/Contra-indicações: Não há referências nas literaturas consultadas.

Dosagem e Modo de Usar: Na medicina chinesa é indicada a dose de 10 a 30 gramas da erva seca em decocção.

Referências Bibliográficas:

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Seleções do Reader’s Digest. 1ª
edição. 1983.

• BOTSARIS, A. S. Fitoterapia Chinesa e Plantas Brasileiras. Ícone. 1995.

• MUKHERJEE, P. K.; PAL, M.; SAHA, K.; SAHA, B. P.; DAS, J. Diuretic
Activity of Extract of the Rhizomes of Nelumbo nucifera Gaertn. (Fam.
Nymphaeaceae), Phytoterapy Research, vol. 10, 424-425, 1996.

• CHOPRA, R. N., CHOPRA, I. C., AND HANDA, K. L. (1958). Indigenous Drugs
of India, 2nd ed., p.679. U.N. Dhur and Sons Pvt. Ltd., Calcutta.

• KIRTIKAR, K. R., AND BASU, B. D. (1975). Compositae. In Indian Medicinal
Parts, ed. By E. Blatter, J. E. Caius and K. S. Mhasker, pp. 116-120. Bishen
Singh and Mahendra pal Singh, Dehradun.

Losna

A Losna ou Absinto é um subarbusto que mede cerca de 60-120cm de altura, com folhas esverdeadas na página superior e prateadas na inferior, sedosas, pecioladas, profundamente fendidas em segmento obtuso; flores amarelas, tubulosas, organizadas em pequenos capítulos; caule verde-prateado, pubescente, ereto e canelado.
Originária da Ásia e Europa, a Losna é citada desde tempos muito antigos pelas suas propriedades, a qual já foi descrita em um papiro egípcio que data de 1600 a.C. Em grego Losna significa “privado de doçura”, indicando o seu gosto extremamente amargo. Possui cheiro aromático que é atenuado na secagem e depois durante o tempo de conservação.
A infusão de suas folhas é tônica e amarga, fornecendo uma essência, de cor verde, que é a base do Licor de Absinto, hoje proibido no Brasil e em diversos países do mundo devido a sua ação sobre o sistema nervoso, onde seu abuso pode ocasionar doenças graves. Os ramos de Losna são colhidos no início da floração (no verão), secando-se à sombra ou em estufas moderadamente aquecidas (40ºC), para que não haja perda da essência. O fator geográfico influi nas propriedades físico-química das essência.

Nome Científico: Artemisia absinthium L. Sinonímia: Absinthium bipedale Gilib.; Absinthium ponticum Bauh.; Absinthium romanum officinarum Bauh.; Absinthium officinale Broth.; Absinthium vulgare Lamk.; Artemisia absinthia St.-Lag.; Artemisia inodora Mill.

Nome Popular: Losna, Absinto, Alvina, Erva-santa, Acintro e Aluina, no Brasil; Wormwood, Common Wormwood, Green Ginger, Absinthe, em inglês; Ajenjo, em língua espanhola; Armoise Absinthe, na França; Wermuth, Wermuthbeifuss, na Alemanha; Assenzio, na Itália.

Denominação Homeopática: ABSINTHIUM.

Família Botânica: Asteraceae (Compositae).

Parte Utilizada: Folha, talo e sumidades floridas.

Princípios Ativos: Óleo Essencial (0,2-1,7%), rico em  e  tuiona e tuiol, cineol, linalol, -bisabolol, -curcumeno, espatulenol, felandreno; Lactonas Sesquiterpênicas (0,1-0,4%) absintina, artabsina, matricina, anabsintina (princípios amargos); Flavonóides, Ácido Cafêico e outros Fenolcarboxílicos; Taninos; Sais de Potássio; Ceras; Vitamina B6 e C; são as substâncias azulênicas que conferem o sabor extremamente amargo da Losna.

Indicações e Ação Farmacológica: A Losna é indicada para o uso interno: na inapetência, nas dispepsias hiposecretoras, nos espasmos gastrointestinais, no meteorismo, disquinesias hepatobiliares; na amenorréia e na dismenorréia; na oxiurose; na bronquite; em enfermidades nervosas. Em uso externo: dermatomicoses, otites, queimaduras, feridas e ulcerações dérmicas.
A ação da Losna promove uma estimulação e melhora do processo digestivo, principalmente quando há deficiência na qualidade ou na quantidade do suco gástrico. Os
princípios amargos são responsáveis por sua ação aperitiva e colerética, estimulando as secreções estomáquica, biliar, pancreática e o peristaltismo intestinal. A tuiona presente no óleo essencial atua em alguns sítios receptores do cérebro, promovendo um efeito simpatomimético. Os sais de potássio conferem uma ação diurética. Ao óleo essencial como um todo, atribui-se efeito carminativo, expectorante, anti-helmíntico, antibiótico, antifúngico e antiespasmódico. Topicamente possui ação cicatrizante.

Toxicidade/Contra-indicações: Recomenda-se não prescrever o óleo essencial puro via interna devido a presença de tuiona, a qual é altamente tóxica. A intoxicação se manifesta com espasmos gastrointestinais, vômitos, retenção de urina, tremores, convulsões tetânicas, perturbações psíquicas, podendo levar ao coma e à morte. O uso prolongado do Licor de Absinto produz uma síndrome denominada Absintismo, que se caracteriza por transtornos nervosos, gástricos e hepáticos.
A Losna é contra-indicada para gestantes, crianças, lactentes, pessoas que apresentam irritações gástricas e intestinais, epilepsia, Doença de Parkinson e alergias respiratórias. Em lactentes o óleo essencial é abortivo e neurotóxico, além de tornar amargo o leite da amamentação. O tratamento não deve exceder a três semanas.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Infusão (1-1,5%): Duas a três xícaras ao dia.
- Extrato Fluido (1:1): 20 a 40 gotas, uma a três vezes ao dia.
- Tintura (1:10): 50 gotas, duas a três vezes ao dia.
- Pó: 1g/dia, como aperitivo e febrífugo; 2-3g/dia, como vermífugo, em tratamentos não superiores a 10 dias.
- Xarope (10% de extrato fluido): 1 a 4 colheres de sopa ao dia.
- Extrato Seco (5:1): 200mg, duas a três vezes ao dia, antes das refeições.

• Uso Externo:
- Decocção: 30g/L, aplicado em forma de compressa, sobre as feridas e ulcerações.

Referências Bibliográficas:
• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Seleções do Reader’s Digest. 1ª
edição. 1983.

• COSTA, A. F. Farmacognosia. Volume 1. Fundação Gulbenkian Calouste.
Lisboa. 1994.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.