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terça-feira, 3 de março de 2009

Anis Estrelado

Planta de porte arbustivo, de caule ereto, medindo de 8 até 12 metros de altura, o Anis Estrelado possui uma casca cinzenta e aromática; folhas alternas, aglomeradas na parte superior dos ramos, curto-pecioladas, elípticas, agudas, de 8 a 10 centímetros de comprimento e com estípulas foliáceas lanceoladas e brancacentas; flores longo-pedunculadas, amareladas, solitárias, axilares, com 27-30 pétalas estreitas. A droga vegetal é constituída de seu fruto, o qual é descrito pela Farmacopéia Brasileira 3ª Edição (1977): “A badiana é um fruto composto, geralmente, de 8 folículos, às vezes até 12, desigualmente desenvolvidos, lenhosos, careniformes, de 12 a 20 mm de comprimento, de cor pardo-escura, dispostos horizontalmente, em forma de estrela em volta de um eixo central (columela), ordinariamente achatado na altura das bordas dos carpelos. A columela continua freqüentemente num pedúnculo curvado e intumescido no lugar da inserção. Esses folículos, comprimidos lateralmente, rugosos, abrem-se na borda superior (sutura ventral) por uma larga fenda, que deixa ver em cada um deles uma semente oval, pardo-avermelhada ou pardo-amarelada, dura e luzidia. Cada folículo é cortado em quadrado na base, pela qual se fixa ao eixo central; o ápice é terminado em ponta obtusa, ligeiramente curta; o bordo inferior é espesso e rugoso; o bordo superior é mais ou menos direito, aberto em dois lábios, delgados e lisos de cada lado da fenda; as faces laterais rugosas apresentam, perto da base, uma parte mais lisa, semi-elíptica, pela qual os carpelos estavam em contato entre si. A face interna é lisa e luzidia, de cor pardo-amarelada. A semente contida em cada folículo é oval-elíptica, truncada na base, onde se distinguem o hilo e a micrópila, bastante próximos um do outro; ela contém, sob um invólucro frágil, um albúmen oleoso que circunda um pequeno embrião. A droga tem odor aromático, característico, e sabor doce e anisado, exceto a semente, que tem gosto fracamente acre e oleoso.”
É originária do Japão e da China. Os frutos desta planta pode ser falsificados com os da Badiana do Japão (Illicium religiosum Sieb.), os quais são muito tóxicos.
Pode-se extrair uma essência de seus frutos, um líquido incolor ou amarelado de cheiro particular, anisado e de sabor quente, próprio do Anis.

Nome Científico: Illicium verum Hook. Sinonímia: Illicium anisatum L.

Nome Popular: Anis Estrelado, Badiana, Badiana da China e Anis da China, no Brasil; Anice Stellato, na Itália; Badiane, Anis de la Chine e Anis Étoilé, na França; Anise-Star, Staranise e Anise Tree, em inglês; Sternanis, na Alemanha.


Denominação Homeopática: ANISUM STELLATUM.

Família Botânica: Magnoliaceae.

Parte Utilizada: Fruto.

Princípios Ativos: Óleo Essencial: anetol, trans-anetol, monoterpenos (felandreno, limoneno, alfa-piuneno e linalol), aldeídos e cetonas anísicas, cineol, estragol e safrol; Mucilagem; Saponinas; Açúcares; Ácidos Orgânicos: siquímico e protocatéquico.

Indicações e Ações Farmacológicas: O Anis Estrelado é indicado na inapetência, nas dispepsias hiposecretoras, nas gastroenterites, na flatulência, nos espamos gastrointestinais, e nas bronquites. Em Farmácia pode ser utilizado como aromatizante e anti-séptico.
O óleo essencial promove uma ação aperitiva, carminativa, eupéptica, espasmolítica, anti-séptica, anti-diarréica, expectorante, emenagoga e galactogênica.

Toxicidade/Contra-indicações: Em doses elevadas, o óleo essencial pode causar um efeito tóxico, com efeitos narcóticos, delírio, anestesia e convulsões. Existe um grave perigo de intoxicação pela falsificação dos frutos do Anis Estrelado pelos da Badiana do Japão (Illicium religiosum Sieb.), os quais possuem abundância em shikimina e shikimitoxina, alcalóides tóxicos, que possuem ação estupefaciente e cardiotóxica. As diferenças entre os frutos podem ser detectadas tanto macroscopicamente quanto microscopicamente (ver COSTA, A. F. Farmacognosia. 1º volume. Fundação Gulbenkian Calouste. Lisboa. 1994. páginas: 740 e 741).
É contra-indicado na gravidez, na lactância e no hiperestrogenismo.

Dosagem e Modo de Usar:
• Pó: 1-2 gramas ao dia, em cápsulas de 300 mg;
• Extrato Seco (5:1): 100 a 300 mg/dia;
• Extrato Fluido (1:1): 10-30 gotas, uma a três vezes ao dia;
• Tintura (1:5): 30 a 60 gotas, uma a três vezes ao dia.

Referências Bibliográficas:
• FARMACOPÉIA BRASILEIRA. 3ª edição. 1977.

• COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia. 2ª edição. 1994.

• COSTA, A. F. Farmacognosia. Volume 1. Fundação Gulbenkian Calouste.
Lisboa. 1994.

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.
• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.