Pesquisa de Dicas e Ervas

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terça-feira, 3 de março de 2009

Angélica archangelica


A Angélica foi introduzida na Europa no século XV onde foi introduzida inicialmente como verdura comestível. Segundo a lenda, existia a crença que durante o período de floração desta espécie, que coincidia com a celebração do aparecimento de São Miguel arcanjo (daí o nome archangelica), a Angélica protegeria contra bruxas e maus-espíritos.
Trata-se de uma planta de caule avermelhado, muito robusto e ramificado e folhas mais claras na página inferior, com dois ou três recortes em folíolos largos, denteadas. As flores são dispostas em largas umbelas hemisféricas, com flores amarelo-esverdeadas. A raiz é fusiforme

Nome Científico: Angelica archangelica L. Sinonímia: Angelica officinalis Hoffm.; Angelica intermedia Schult.; Angelica litoralis Fr.; Angelica major Gilib.; Angelica officinalis Moench; Angelica procera Salisb.; Angelica sativa Mill.; Archangelica decurrens Ledeb.; Archangelica norwergica Rupr.; Archangelica roylei Lindl.; Archangelica sativa Bess.; Archangelica slavica Reuss.; Imperatoria sativa Tourn.

Nome Popular: Angélica, Erva do Espírito Santo, Polianto, Raiz do Espírito Santo, em português; Angelik, Angelika e Engelwurz, na Alemanha; Angélica e Arcangelica, em espanhol; Angélique, Angélique des Jardins, Herbe au Saint-Esprit e Herbe aux Anges, na França; Angelika e Engelwortel, na Holanda; Angelica, na Itália.

Família Botânica: Umbelliferae.

Parte Utilizada: Raiz.

Princípios Ativos: Óleo Essencial: especialmente rico em monoterpenos ( e -felandrenos, -pineno), sesquiterpenos (bisabolol, bisaboleno, -cariofileno), lactonas macrocíclicas; abundante em Furanocumarinas: angelicina, arcangelicina, bergapteno, xantotoxina e isoimperatorina; Sitosterol; Ácidos Fenolcarboxílicos; Taninos; Sacarose.


Indicações e Ações Farmacológicas: A Agélica Archangelica é indicada na ansiedade, insônia, inapetência, dispepsias, flatulência, espasmos gastrintestinais, gastroenterite, enterocolite, bronquite, enfisema, asma, enxaqueca, dismenorréia e hipertensão arterial. Topicamente é empregada no reumatismo, neuralgia, ferida e nas úlceras dérmicas. Em Homeopatia é medicamento para as digestões laboriosas, bronquite crônica e cólica.
A angelicina exerce efeito sedativo (comparável ao clordiazepóxido quanto a potência e sítio de ação) assim como também vasodilatador coronário e antitrombótico (Bezanger-Beauquesne L. et al., 1980). Já o felandreno tem demonstrado possuir diversas ações: antiespasmódica, antiflatulenta e eupéptica. Com relação ao óleo essencial, este contribui para regular a secreção excessiva de muco no trato respiratório (Griffith W., 1995). As lactonas do óleo essencial têm demonstrado possuir propriedades anti-sépticas e antifúngicas (Peris J. et al., 1995).
O óleo essencial e os princípios amargos (lactonas) apresentam um efeito aperitivo, estomáquico (eupéptico e digestivo), antiespasmódico, antimicrobiano, carminativo, expectorante e rubefasciente.
As furanocumarinas são fotosensibilizantes (principalmente as contidas nos frutos) pois podem ser utilizadas em tratamentos dermatológicos para o vitiligo e psoríase (Martindale, 1989; Pellecuer J., 1995).

Toxicidade/Contra-indicações: Altas doses do óleo essencial podem proporcionar um efeito paralisante sobre o sistema nervoso central. Ao aplicar sobre a pele de animais e humanos, não tem provocado lesões irritativas nem sensibilização (Opdyke D., 1975). No entanto, deve-se limitar a exposições solares prolongadas ao se administrar oralmente, devido ao fato das furanocumarinas serem fotosensibilizantes. Dentre as manifestações mais comuns destacam-se o aparecimento de vesículas, edemas e hiperpigmentações (Pellecuer J., 1995).
Foram realizados estudos de toxicidade aguda sobre o óleo essencial da raiz, demonstraram valores de DL50 de 2,2 g/kg em camundongos em uma administração oral. A morte dos animais é atribuída a insuficiência hepática e renal.
Não é recomendado o uso durante a gravidez e lactação, devido à falta de estudos. A planta seca pode produzir dermatite de contato, e, portanto deve-se manipular com luvas de borracha. Não se deve administrar óleo essencial por via interna para menores de seis anos de idade, pacientes com epilepsia, doença de Parkinson ou outras enfermidades neurológicas. Não aplicar topicamente para crianças menores de dois anos ou a pessoas com alergias respiratórias.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Infusão: Uma colher de sobremesa por xícara, uma xícara depois das refeições;
- Extrato Fluido (1:1): 15-30 gotas, duas a três vezes ao dia, antes das refeições;
- Pó: 1-3 gramas ao dia.
- Homeopatia: T.M.

• Uso Tópico:
- Tintura e Alcoolatura: nas fricções sobre as articulações afetadas.

Referências Bibliográficas:
• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª edição.
1998.

• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos
Aires. 1998 (obra que cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas/ Toxicidade e Contra-indicações).

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• CAIRO, N. Guia de Medicina Homeopática. 21ª edição. Livraria Teixeira. 1983.

• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Reader’s Digest do Brasil. 1ª edição.
1999.

Andiroba Semente


Trata-se de uma planta de caule e ramos finos, sulcado-angulosos, pubescentes ou tomentosos, assim como os cirros e os pecíolos. As folhas são suborbiculares ou ovadas, tri ou penta-lobadas, profundamente emarginadas na base, membranosas, pubescentes ou tomentosas nas duas páginas e glanduloso-pontuadas na página inferior. As flores são pequenas, amarelas, sendo que as femininas têm nectário de 20 pequenas glândulas na base das pétalas. O fruto é um pepônio globoso, tri-locular, obscuramente, ferrugíneo-tomentoso, escuro, no qual contém as sementes, descritas na Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil 1ª edição (1926) e conhecida como Nhandiroba, sendo orbiculares, achatadas, recobertas por um espermoderma crustáceo, pouco espesso, formado de três camadas distintas: a externa é de cor camurça, delgada, finamente esponjosa, fácil de destruir-se pelo atrito. A camada média é dura, quebradiça, parda escura, bastante verrucosa e guarnecida nas margens da semente de duas ordens de cristas bastante salientes, as quais dão à semente uma vaga semelhança com uma roda denteada. O esperdosperma recobre dois cotilédones plano-convexos, amarelo-claros, oleosos, runidos por uma radícula curta e afilada. As sementes são inodoras e apresentam um sabor oleoso um tanto amargo e desagradável.

Nome Científico: Fevilllea trilobata L. Sinonímia: Fevillea cordifolia Vell.; Fevillea marcgravii Guib.; Fevillea triangularis Roem.; Hypanthera guapeva Manso.

Nome Popular: Andiroba (não confundir este nome popular com a espécie Carapa guianensis Aubl., ver literatura Óleo de Andiroba), Nhandiroba, Fava de Santo Ignácio do Brasil (não confundir com a espécie Strychnos ignatii L.), também conhecida como Fava de Santo Inácio), Cipó de Jaboty, Guapeva, Fava de Santo Inácio Falsa, Cipó de Cabaça, Cipó de Cobra, Cipó de Jabotá, Gendiroba, Guapeba, Jabota e Pacapiá, em português.

Família Botânica: Curcubitaceae.

Parte Utilizada: Semente.

Princípios Ativos: A análise das sementes de Andiroba, obteve-se um óleo branco-amarelado, de sabor amargo e cheiro desagradável, constituído principalmente de fevilestearina, uma substância gordurosa idêntica à estearina, um ácido resinoso e um princípio amargo denominado de fevilina.


Indicações e Ações Farmacológicas: Há muito tempo esta espécie é considerada como um antídoto eficaz contra envenenamentos pela mandioca, pela cicuta ou pelo Sumagre Rhus toxicodendron L. As sementes da Fevillea trilobata L. são reputadas como febrífugas, tônicas, estomáquicas, eméticas e emenagogas, úteis no tratamento da icterícia e nas afecções hepáticas, também sendo aproveitada na veterinária, especialmente contra a peste dos bovinos.

Toxicidade/Contra-indicações: Não há referências nas literaturas consultadas.

Dosagem e Modo de Usar: A Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil 1ª edição (1926) cita como emprego oficinal a Tintura de Nhandiroba, apresentando a característica de um líquido pardo claro, sem cheiro especial e de sabor um tanto amargo.

Referências Bibliográficas:
• ALBINO, R. Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

Amoreira


Trata-se de uma árvore que apresenta as folhas alternas, bastante adstringentes, pecioladas, cordiformes, agudas, dentadas, pubescentes e ásperas, mostrando na base do pecíolo duas estípulas opostas, lanceoladas e pubescentes, além de se constituir alimento para o Bicho da Seda. As flores são dispostas em amentilhos densos. O fruto é adstringente e quando maduros apresentam a cor preta e são comestíveis, dando uma ótima geléia e constitui de matéria-prima para o preparo do xarope de Amoras.

Nome Científico: Morus nigra L.

Nome Popular: Amoreira, Amora, Amora Preta Amora da Silva em português; Mora, Moral e Moreira Negra em espanhol; Schwarzer e Maulbeerbaum, na Alemanha; Mulberry Tree, Black Mulberry e Purple Mulberry, em inglês; Gelso Nero, na Itália; Mûrier Noir, na França.

Família Botânica: Moraceae.

Parte Utilizada: Folhas.

Princípios Ativos: Flavonóides, dentre eles a rutina; Taninos.


Indicações e Ações Farmacológicas: As folhas são indicadas nas hiperglicemias, diarréias, feridas e ulcerações dérmicas.
É reputada às folhas da Amoreira a atividade hipoglicemiante, antidiarréica e cicatrizante.
O efeito antihiperglicêmico foi avaliado através de preparações antidiabéticas contendo: Mirtilo (Vaccinium myrtillus L.), Dente de Leão (Taraxacum officinale Web.), Chicória (Chicorium intybus L.), Zimbro (Juniperus communis L.), Centaúrea (Centaurim umbellatum Gilib.), Feijão, pericarpo (Phaseolus vulgaris L. ), Aquiléia (Achillea millefoilium L.), folhas de Amoreira (Morus nigra L.), raiz de Valeriana (Valeriana officinalis L.), Urtiga erva e raiz (Urtica dioica L.). Dois extratos foram preparados: extrato fluido (extrato 1) e extrato fluido no qual o etanol foi evaporado em rotavapor a temperatura de 45º C (extrato 2). Ambos os extratos foram administrados no experimento 1 em camundongos diabéticos induzidos por aloxano não obesos (NOD, em inglês) nas mesmas doses de 20 mg/kg. O nível de glicose do sangue foi determinado antes, 10, 30, 60 e 120 minutos após a administração das preparações. Os extratos 1 e 2 diminuíram o nível de glicose no sangue em 10 e 20%, respectivamente, do valor inicial (a 0 minutos, significa = 22,6  8,3 mmol/l). Nível sérico de glicose e frutosamina foram determinados nos camundongos NOD, administrando-se 20 mg/kg e acarbose em dose de 25 mg/100 g de alimento, verificando-se ação hipoglicêmica do extrato 2 no experimento 2. O extrato 2 acarbose foram administrados na refeição. A duração do tratamento foi de 7 dias. Diminuição significante dos níveis de glicose e de frutosamina foram observados em camundongos NOD induzidos por aloxano. Os estudos futuros deverão procurar os princípios ativos que proporcionam o efeito destes extratos (Petlevski, R.; Hadzija, M.; slijepcevic, M.; Juretic, D.; 2001).

Toxicidade/Contra-indicações: A infusão das folhas, devido à alta quantidade de taninos, pode promover irritação das mucosas digestivas. É contra-indicado o uso para os casos de gastrite e úlcera gastrintestinal.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Infusão: Uma colher de sobremesa por xícara. Infundir durante 10 minutos. Tomar três xícaras ao dia, antes das refeições.
- Extrato Fluido (1:1): 30 a 50 gotas, antes das refeições;
- Tintura (1:5): 50-100 gotas uma a três vezes ao dia.

• Uso Externo:
- Infusão: 30 a 50 g/l, aplicar sob a forma de colutório.

Referências Bibliográficas:

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• PDR for Herbal Medicines. 1st editon. Medical Economics. 1998.

• PETLEVSKI, R.; HADAZIJA, M.; SLIJEPCEVIC, M.; JURETIC, D. Effect of
‘antidiabetis’ herbal preparation on serum glucose and frutosamine in NOD
mice, Journal of Ethnopharmacology, May, 75, 2001;

Altéia


Planta herbácea perene, a Altéia é famosa por sua virtude emoliente. Proveniente das estepes asiáticas muito antes de Cristo, esta planta aclimatou-se muito bem na Europa. Mede de 0,60 a 1,50 metros de altura, de caule robusto, cilíndrico, aveludado e pouco ramificado; folhas verde-esbranquiçadas, pecioladas, largas, espessas, lobadas, ovais e pontiagudas; flores brancas ou cor-de-rosa; o fruto é um poliaquênio tomentoso que contém semente castanha. A droga vegetal é composta de suas raízes, as quais são descritas na Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil 1ª Edição: “A raiz de althéa, destinada aos usos farmacêuticos, deve ser privada do súber cinzento amarelado que recobre e das suas ramificações laterais. Ela se apresenta assim sob a forma de bastões cônicos, mais ou menos retos, amiúde algo retorcidos, de cor branco-amarelada; medem cerca de 30 cm de comprimento e 2 cm de espessura. Sua superfície externa possui rugas longitudinais bastante profundas, devidas à dessecação, e apresenta numerosas cicatrizes arredondadas, de cor amarelo-pardacenta, deixadas pela inserção das radículas; apresenta também de quando em vez algumas esquirolas fibrosas pouco aderentes. Sua fratura é curta, compacta e granulosa no centro, fibrosa nos bordos. A secção transversal é branca e apresenta uma zona cambial sinuosa e acinzentada. O cilíndro lenhoso tem uma estrutura raiada característica; a alguma distância da periferia ele apresenta um ou dois círculos ondulados concêntricos, mais ou menos aparentes, devidos à disposição bastante regular dos feixes fibro-vasculares.
Quando bem seca, esta raiz possui cheiro fraco, bastante agradável, que não deve lembrar o do mofo, e sabor adocicado e mucilaginoso.”

Nome Científico: Althaea officinalis L.

Nome Popular: Altéia, Althéa, Malvaísco, Malvarisco e Malva-branca, no Brasil; Marshmallow, Althea, Mortification Root, Sweet Weed, Wymote, Mallards e Schloss Tea, em inglês; Malvavisco, Altea e Acalia, em língua espanhola; Guimauve, na França; Eibsch, na Alemanha; Benefischi, na Itália.

Denominação Homeopática: ALTHAEA.

Família Botânica: Malvaceae.

Parte Utilizada: Raiz.

Princípios Ativos: Mucilagem: galacturononaramnanas, arabino e glicano arabinoagalatanas; Pectina; Asparagina; Lecitrina; Fitosteróis; Taninos; traços de Alcalóides.


Indicações e Ação Farmacológica: A Altéia é indicada nas afecções respiratórias: gripe, resfriados, faringite, laringite, bronquite, enfisema e asma; nas afecções gastrointestinais: síndrome do cólon irritável; no uso tópico: queimaduras, furúnculos, gengivites e faringites.
As mucilagens são responsáveis pelas ações emoliente, antinflamatória e expectorante, combatendo inflamações externas, como protetoras das mucosas do aparelho digestivo e contra as afecções catarrais das vias respiratórias.
Devido à abundância de mucilagens que a Altéia possui, pode ocorrer uma diminuição da absorção de fármacos quando administrados ao mesmo tempo. Entretanto, pode ser utilizada para prevenir o aparecimento de moléstias gástricas quando se utiliza drogas vegetais com elevadas concentrações de taninos.

Toxicidade/Contra-indicações: Não há referências na literatura consultada.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Extrato Fluido (1:1): 30-50 gotas, uma a três vezes ao dia;
- Tintura (1:10): 50-100 gotas, uma a três vezes ao dia;
- Extrato Seco (5:1): 0,5-1 grama/dia.
- Xarope (5% de Extrato Fluido): quatro ou mais colheradas ao dia.

• Uso Tópico:
- Decocção: 20 a 30 g/l, aplicada sob a forma de compressas, loções ou gargarejos.

Referências Bibliográficas:
• ALBINO, R. Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

• SCHAWENBERG, P.; PARIS, F. Guia de las Plantas Medicinales. Omega.
1980.

• PDR FOR HERBAL MEDICINES. 1ª edição. 1998.

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

Aloe


Segundo a Farmacopéia Brasileira 3ª Edição (1977) o termo Aloe é definido como: “Suco dessecado por meio do calor, proveniente de várias espécies do gênero Aloe (Liliaceae), principalmente do Aloe perryi Baker, conhecido comercialmente por Áloe Socotrino; do Aloe vera L. (Aloe barbadensis Miller), conhecido por Áloe de Curaçau; do Aloe ferox Miller e de híbridos destas espécies com o Aloe africana Miller e o Aloe spicata Baker, conhecidos por Áloe do Cabo. O Áloe não deve dar menos de 50 por cento de extrato hidrossolúvel. O Áloe deve mostrar fluorescência ainda na diluição de 1:5.000, examinado pelo método indicado no doseamento.”
Ainda nesta edição do Código Farmacêutico, este suco dessecado do Aloe do Cabo (Aloe ferox Miller) é descrito da seguinte maneira: “Massas irregulares, de cor castanho-escura, com reflexos esverdeados, de fratura lisa e vítrea, odor acre, desagradável, característico e sabor muito amargo e nauseante. Seus fragmentos são translúcidos nos bordos, muito friáveis, dando pó amarelo.”
A espécie Aloe ferox é uma variedade selvagem proveniente do sul da África e regiões desérticas principalmente do Cabo da Boa Esperança. Pode chegar a alcançar até 5 metros de altura, com folhas lanceoladas, carnosas, apresentando uma série de dentes ou espinhos de cor castanho-avermelhada nas margens. Florece no inverno com flores vermelhas, sob a forma de inflorescência do tipo racimo. É de crescimento lento e requer regiões ensolaradas para crescer. Possui as mesmas aplicações que a mais famosa das espécies do gênero Aloe: Aloe vera L.
Este suco ou resina proveniente da planta não deve ser confundido com o chamado gel de Aloe vera, o qual é uma mucilagem obtida das folhas, que é muito utilizado em cosméticos por suas propriedades emolientes, hidratantes, antiinflamatórias e antibacterianas.
O uso folclórico por parte de algumas tribos africanas utiliza a decocção das folhas no tratamento de afecções venéreas. Outras tribos utilizam a polpa fresca nas conjuntivites crônicas e demais enfermidades oculares. Os filipinos misturam a polpa com vinho e aplicam na cabeça para dar brilho aos cabelos. Em Java e na Malásia utilizam um licor feito só com a polpa em massagens capilares para estimular o crescimento capilar.

Nome Científico: Aloe ferox Miller.

Nome Popular: Aloe, Aloe do Cabo e Aloés do Cabo, no Brasil; Aloe, na Itália, na Alemanha e em inglês; Aloe e Aloe del Cabo, em espanhol; Aloés, na França.

Denominação Homeopática: ALOE.

Família Botânica: Liliaceae.

Parte Utilizada: Resina (suco dessecado por meio do calor).

Princípios Ativos: Derivados Hidroxiantracênicos: aloínas A e B, 5-hidroxialoína A, aloe-emodina e crisofanol; Glicosil Cromonas: aloeresinas A, B e em menores quantidades C e isoaloeresina; Aloeninas A e B.


Indicações e Ações Farmacológicas: A resina é indicada na prisão de ventre, na limpeza intestinal para exames ou intervenções cirúrgicas e nas disquinesias hepatobiliares.
Os estudos quanto à ação farmacológica foram realizados em relação à Aloe vera, sendo estes aplicados também à Aloe ferox, pois são espécies muito próximas e possuem quase os mesmos princípios ativos. Devido à grande quantidade de estudos já realizados, é conveniente dividirmos as ações farmacológicas por partes:
• Aparelho Digestivo: A doses baixas (10-60mg/dia), é um tônico digestivo e colagogo. A doses médias (100 mg/dia), produz um efeito laxante; A doses maiores (200 mg/dia) é purgante.
Os derivados hidroantracênicos são transformados no intestino em aloe-emodin antranona, que produz uma ação irritante sobre as terminações nervosas da membrana intestinal, aumentando a secreção do muco intestinal e o peristaltismo, como também inibindo a reabsorção de água e eletrólitos, especialmente o potássio.

• Atividade Anti-infecciosa: Um dos primeiros ensaios realizados com a resina de Aloe em culturas com Staphilococcus aureus, S. viridis, Streptococcus sp., Corynebacterium xeros, Salmonella triphi e S. paratiphi, observou-se inibição de crescimento comparáveis com as observadas com outros antibióticos (Lorenzetti L. et al., 1964). Em estudo feito no sul da África, pode-se de demonstrar que os compostos aloe-emodina e aloína extraídos da resina, exerce uma atividade inibitória sobre o crescimento em culturas de Mycobacterium tuberculosis (Bruce W., 1967). Na década de 80, estudos realizados nos EUA, a baixas concentrações de extrato seco a 60%, obteve-se efeito bactericida em 9 de 12 espécies examinadas: Citrobacter sp., Serratia marcescencens, Enterobacter cloacae, Klebsiella pneumoneae, Pseudomonas aeruginosa, Staphilococcus aureus, Streptococcus pyogens, Streptococcus agalactiae e Candida albicans. Apresentaram resistência: Escherichia coli, Streptococcus fecalis e Bacillus subtilis. (Robson M. et al., 1982).
A respeito da atividade anti-viral, já se demonstrou ser ativo diante aos tipos I e II da Herpes, da Varicela e da Gripe.

• Atividade Imunomoduladora: Tanto o gel quanto a resina possuem interessantes ações imunomoduladoras. A resina apresenta duas frações com atividade imunomoduladora: de alto peso molecular (composta por monossacarídeos) e de baixo peso molecular (mistura de derivados antracênicos). A primeira fração estimula a fagocitose e protege os leucócitos contra a ação deletéria dos radicais livres. No entanto as antraquinonas, na presença de leucócitos polinucleares, apresentam uma diminuição da atividade do Complemento C (Peris J. et al.,1987).
A aloe-emodina é um componente que possui efeitos significativos em alguns tipos de sarcomas e na leucemia linfocítica P-338 (Kupchan S. et al., 1980).

• Atividade Hipoglicemiante: Os princípios amargos existentes na resina possuem propriedades hipoglicemiantes leves em animais de laboratório. Esta redução se observa tanto em animais normais ou aqueles com diabete induzida por aloxano (Ajabnoor M., 1990).

Toxicidade/Contra-indicações: Não ultrapassar a dose máxima de 500 mg/dia.
Tanto as aloínas quanto a resina como um todo, em doses extra-terapêuticas, podem produzir um intenso efeito catártico, com diarréias sanguinolentas, cólicas intestinais, vômitos, hipotermia, albuminúria, convulsões e colapso.
O maior perigo dos laxantes irritantes mora na automedicação e no uso crônico: a administração contínua produz uma perda de eletrólitos que altera o equilíbrio sódio-potássio. A depleção de potássio produz uma paralisia da musculatura intestinal, o que culmina numa perda do efeito laxante e a prisão de ventre se perpetua e obriga a aumentar paulatinamente a dose. Isso origina a longo prazo danos irreversíveis sobre a membrana e a musculatura intestinal, com o aparecimento de evacuações com abundante mucosidade e coloração escura da mucosa intestinal (pseudomelanose retocólica). A hipocalemia potencializa a ação dos heterosídeos cardiotônicos e interfere na ação de antiarrítmicos. A administração simultânea de diutréticos tiazídicos e corticosteróides podem agravar o desequilíbrio eletrolítico.
Os derivados antraquinônicos podem possuir um efeito glicosídico, especialmente perigoso durante o primeiro trimestre de gravidez e portanto é contra-indicado o uso na gravidez. É contra-indicado também para lactantes, para crianças menores que 10 anos de idade, pacientes que possuam dores abdominais de origem desconhecida, obstrução das vias biliares, hemorróidas, cistite, prostatite, doença de Crohn, colite ulcerosa, síndrome do cólon irritável e insuficiência cardíaca ou renal.

Dosagem e Modo de Usar:
• Como tônico, digestivo e colagogo:
- Pó: 10-60 mg/dia;
- Tintura Simples: 5 a 20 gotas/dia;

• Como laxante e colagogo:
- Pó: 50-100 mg/dia, sob a forma de comprimidos ou cápsulas;
-
- Extrato Seco (5:1): 10-20 mg/dia;

• Como purgante drástico:
- Pó: 100-200 mg/dia, sob a forma de comprimidos ou cápsulas;
- Extrato Seco (5:1): 20-40 mg/dia.


Referências Bibliográficas:
• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos
Aires. 1998 ( o qual cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas/ Toxicidade e Contra-indicações).

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• FARMACOPÉIA BRASILEIRA. 3ª edição. 1977.

• SCHAWENBERG, P.; PARIS, F. Guia de las Plantas Medicinales. Omega.
1980.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

Aloe Vera


Trata-se de uma planta perene, podendo chegar até 13 metros de altura. Pertence ao grupo das plantas xerófitas, ou seja, nome dado àquelas adaptadas a ambientes secos e desérticos. Apresenta um caule curto e folhas grandes, carnosas, espinhosas, grossas, retas e arredondadas, medindo entre 30 e 60 centímetros de comprimento por 7-8 centímetros de largura, dispostas em forma de rosetas basais. São numerosas, largas, côncavas na parte superior e convexas na inferior, de cor verde ou verde grisalha e manchadas. Suas flores amarelo-esverdeadas, tubuladas, em forma de espiga piramidal. O fruto é uma cápsula triangular delgada, que encerra em seu interior as sementes.
É conhecido também por Aloe de Curaçau. Como o Aloe do Cabo possui duas formas nas quais pode ser utilizada para fins terapêuticos:
• O mesófilo das folhas, que é a porção mucilaginosa do parênquima tisular (polpa), um gel, chamado Gel de Aloe vera, muito utilizado em cosméticos.
• O suco dessecado por meio do calor, uma resina obtida a partir do látex amarelado produzido pelas células excretoras, localizadas junto às camadas do mesófilo das folhas abaixo da epiderme, que segundo a Farmacopéia Brasileira 3ª Edição (1977) é descrita da seguinte forma: “Áloe de Curaçau – Massas de cor negro-pardacenta, opacas, de fratura desigual, cérea, um tanto resinosa; odor desagradável, característico e sabor muito amargo e nauseante.” Esta resina possui as mesmas indicações e propriedades que a do Aloe do Cabo (Aloe ferox Miller), visto que são plantas muito próximas e possuem quase a mesma constituição química. Vale a pena ressaltar que os estudos relacionados com as plantas do gênero Aloe são quase todos relacionados à Aloe vera, e, portanto prolonga-se para as outras espécies. Apesar disso, os dois tipos oficinais de Aloe apresentam diferenças quantitativas e qualitativas. Tanto o Aloe do Cabo quanto o Aloe de Curaçau apresentam altos teores de aloína A e B, os quais são os principais constituintes de ambos, chegando de 13 a 27% no Aloe do Cabo e 25 a 40% no Aloe de Curaçau. Além disso a aparência final das resinas são diferentes (conferir a literatura sobre o Aloe).
Plantas mais expostas ao sol fabricam menos polpa e mais látex.


Nome Científico: Aloe vera L. Sinonímia: Aloe barbadensis Miller; Aloe vulgaris Lamarck.

Nome Popular: Aloe Vera, Babosa (muito popular), Caraguatá, Caraguatá-de-jardim, Erva-de-azebra e Aloe de Curaçau, no Brasil; Sábila e Zabira, em árabe; Aloe del Mediterráneo, Aloe de la Barbados e Aloe del Curacao, em espanhol; Laloi, na Índia; Bamboo, em Bermuda.

Família Botânica: Liliaceae.

Parte Utilizada: Gel e resina.

Princípios Ativos:
• Resina: Ver literatura sobre o Aloe.
• Gel: Da polpa se obtém um gel brilhante e amargo, que apresenta grande quantidade de Ácidos Orgânicos: hexurônico, peteroilglutâmico e glucurônico; Proteínas; Enzimas: oxidase, catalase, amilase e aliinase; Mucilagem: polímero da manose de peso molecular de aproximadamente 15.000); Carboidratos; Oxalato de Cálcio; Penta-hidroxiflavonas; Hidroxicromonas; Ácido Salicílico; Saponinas Esteroidais.



Indicações e Ação Farmacológica:
• Resina: Ver literatura sobre o Aloe.
• Gel: Tem muita aplicação na cosmética, agindo sobre as queimaduras, sobre a acne, nos eczemas, nas feridas e úlceras, na conjuntivite, em máscaras faciais, em shampoos e condicionadores para fortalecer e mais brilho aos cabelos e em bronzeadores.
Apresenta ação emoliente sobre a pele devido a presença abundante de mucilagens.
A forma mais utilizada é o gel entre 1% a 10%, o qual facilita a reposição de água na epiderme já que seu pH ácido contribui para isso, mantendo a umectância que lentamente a pele vai perdendo com o passar dos anos.

Toxicidade/Contra-indicações: Ver literatura sobre o Aloe.

Dosagem e Modo de Usar:
• Polpa fresca, gel ou extrato glicerinado, aplicado topicamente;
• Gel entre 1% a 10% em cremes pós-solares, condicionadores para cabelos, shampoos para cabelos secos e anti-caspa, produtos infantis e bronzeadores.

Referências Bibliográficas:
• FARMACOPÉIA BRASILEIRA. 3ª edição. 1977.

• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Editora. Buenos
Aires 1998.

• TESKE, M.; TRENTINI, A. M. Herbarium Compêndio de Fitoterapia.
Herbarium. Curitiba. 1994.

Alho

Planta herbácea perene, medindo de 50 a 60 centímetros de altura, com um bulbo composto de 8 a 12 bulbilhos oblongo-aguçados, arqueados, sésseis, inclusos e envolvidos numa fita membrana branca ou rósea, o Alho é há muito antes de Cristo utilizado com fins terapêuticos e culinários. Possui folhas lineares e flores brancas ou avermelhadas dispostas em umbela compridas. O fruto é uma cápsula loculicida, com uma ou duas sementes em cada loja. A essência de Alho obtém-se por destilação pelo vapor.
Os bulbilhos ou também chamados de “dentes” eram usados pelos necromantes egípcios, que os lançavam ao fogo para conseguir a saúde de seus clientes. Era o alimento habitual dos trabalhadores das pirâmides e dos soldados romanos. É proveniente da Sibéria, de onde teria se distribuído pela Europa durante as cruzadas.
Melhor adaptado aos solos de baixada, bem drenados e irrigados, já que solos argilosos dificultam a colheita e os arenosos não retém umidade. O plantio é feito pelos bulbilhos, que devem ser plantados a partir de Março. A colheita deverá ser feita quando as folhas começarem a secar, de 120 a 190 dias após o plantio.

Nome Científico: Allium sativum L.

Nome Popular: Alho, Alho-comum, Alho-manso, Alho-hortense e Alho-ordinário, no Brasil; Alho, em Portugal; Ajo e Ajo Común, em espanhol; Aglio, na Itália; Ail, na França; Garlic, Poor Man’s Treacle e Clove Garlic, em inglês; Knoblauch, na Alemanha; Lasan, na Índia; Som, em árabe; Sudu-Lúnu, no Ceilão; Suen tau e Suan, na China; Ninniku, no Japão; Chenok, na Rússia; Vitlök, na Suécia; Tai, no Vietnã; Sarmisak, na Turquia.

Família Botânica: Liliaceae.

Denominação Homeopática: ALLIUM SATIVUM.

Parte Utilizada: Bulbo.

Princípios Ativos: Óleo Essencial: garlicina, aliina, a qual é hidrolisada por uma enzima chamada aliinase, produzindo a alicina. A alicina é a responsável pelo odor característico do Alho. Na presença de água e ar, a alicina compostos sulfurados, todos apresentando odor intenso. Há também: pequenas quantidades de Vitaminas: A, B1, B2, B6 e C; Adenosina; Sais Minerais: ferro, silício, enxofre, iodo, cálcio e sódio; abundante em Frutosanas (polissacaríseo); Saponinas; Ajoeno.


Indicações e Ações Farmacológicas: Seu uso é amplo, incluindo as afecções cardiovasculares: hipertensão arterial, arterioesclerose, prevenção de tromboembolismos; coadjuvante no tratamento da Diabetes; as afecções genitourinárias: cistite, ureterites, uretrites e urolitíases; as afecções respiratórias: gripe, resfriados, sinusite, faringite, bronquite, enfisema e asma; topicamente: dermatomicoses, parodontopatias e hiperqueratoses.
As frutosanas produzem um ação diurética. Compete aos princípios ativos contidos no óleo essencial a maior parte dos efeitos: vasodilatador periférico, antihipertensivo, inibe a síntese de colesterol e de triglicérides, antiagregante plaquetário, reduz a viscosidade plasmática, hipoglicemiante, bactericida e antifúngico.
A alicina atua sobre bactérias Gram positivas e Gram negativas destruindo os grupos SH, essenciais à vida bacteriana.
A atividade anti-hipertensiva tem sido investigada e é atribuída à presença de peptídeos sulfurados, que atuariam aumentando os níveis fisiológicos de óxido nítrico.
A redução dos níveis plasmáticos de colesterol previne a formação de placas nas artérias.
A inibição plaquetária e a atividade fibrinolítica são devidas ao ajoeno e a compostos sulfurados.
O óleo de Alho modifica as secreções brônquicas, ajudando a desobstruir as vias aéreas. Ele fluidifica e desodoriza as secreções respiratórias.
A aliina promove um controle maior sobre a peroxidação lipídica e estimula a secreção de insulina, sendo portanto útil no tratamento de diabéticos.

Toxicidade/Contra-indicações: Doses elevadas pode produzir vômito, tontura, diarréia, cólica intestinal, cefaléia e gastralgia. A utilização do Alho frequentemente topicamente pode produzir dermatites de contato. Pessoas alérgicas ao Alho podem desenvolver erupções na pele através do contato ou por sua ingestão.
É contra-indicado no hipertiroidismo; nas hemorragias ativas; no tratamento com anticoagulantes do tipo Warfarina ou com hemostáticos; durante a gravidez; na lactância, pois pode provocar cólicas no bebê; para crianças pequenas ou a pacientes com hipersensibilidade ao Alho.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Alho Fresco: Um a quatro dentes de alho ao dia;
- Pó: 1-3 gramas por dia, em cápsulas de 300-500 mg;
- Extrato Seco (5:1): 100 a 200 mg, uma a três vezes ao dia;
- Extrato Fluido (1:1): 30 a 50 gotas, uma a três vezes ao dia;
- Tintura (1:5): 50 a 100 gotas, duas ou três vezes ao dia.

• Uso Tópico:
- Fresco: Aplicado sobre a área a tratar;
- Óvulos Vaginais: No tratamento da candidíase vaginal: 500 mg de Extrato Seco/Óvulo. Um óvulo pela noite.

Referências Bibliográficas:
• PDR FOR HERBAL MEDICINES. 1ª edição. 1998.

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• TESKE, M.; TRENTINI, A. M. Herbarium Compêndio de Fitoterapia.
Herbarium. Curitiba. 1994.

• COSTA, A. F. Farmacognosia. Volume 1. Fundação Gulbenkian Calouste.
Lisboa. 1994.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

Algodoeiro


O Algodoeiro é uma grande herbácea que apresenta em geral folhas palmadas e flores, típico das regiões da América e da Ásia, Índia, Egito, entre outros. Existem muitas espécies da família das Malváceas produtoras de algodão as quais são conhecidas por Algodoeiro.
Assim a Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil 1ª edição (1926) preconiza a casca da raiz do Algodoeiro, que descreve como fragmentos irregulares, enroscados por muitas vezes sobre si mesmos ou entrelaçados, com superfície externa amarelo-pardacenta e interna mais pálida.




Nome Científico: Gossypium herbaceum L. Sinonímia: Gossypim album Buch.-Ham.; Gossypium chinense Fisch. et Otto; Gossypium croceum Buch.-Ham; Gossypium eglandulosum Cav.; Gossypium elatum Salisb.; Gossypium hirsutum L.; Gossypium indicum Lam.; Gossypium latifolium Murr.; Gossypium leoninum Medik.; Gossypium macedonicum Murr.; Gossypium micranthum Cav.; Gossypium molle Mauri ex Tem.; Gossypium nanking Meyen; Gossypium obtusifolium Roxb.; Gossypium punctatum Guill. et Perr.; Gossypium religiosum L.; Gossypium siamense Ten.; Gossypium sinense Fisch.; Gossypium strictum Medik.; Gossypium tricuspidatum Lam.; Gossypium vitifolium Roxb.

Nome Popular: Algodoeiro, em português; Baumwolle, na Alemanha; Algodón e Algodonero, em espanhol; Cotonnier, na França; Cotton Plant, Cotton Tree, Crotton e Crotton Root, em inglês; Cottone, na Itália.

Denominação Homeopática: GOSSYPIUM.

Família Botânica: Malvaceae.

Parte Utilizada: Raiz, casca da raiz.

Princípios Ativos: traços de Óleo Essencial: beta-bisabolol; Substância Resinosa: contendo entre outros, ácido salicilico e ácido 2,3-dihidroxibenzóico; Sesquiterpenos Diméricos: gossypol.




Indicações e Ações Farmacológicas: O Algodoeiro é indicado na amenorréia, dismenorréia, menstruação irregular, náusea, estados febris, dores de cabeça, diarréia e afecções disentéricas, nas hemorragias conseqüentes a fibromas uterinos, na lactação pobre e na metrorragia.
Em Homeopatia é um remédio empregado contra as desordens uterinas, na dismenorréia com regras profusas e dores ovarianas, dentre as indicações.

Toxicidade/Contra-indicações: Riscos à saúde ou efeitos colaterais seguindo dosagens terapêuticas não foram reportados.

Dosagem e Modo de Usar:
• Infusão ou Decocção a 5%: de 100 a 300 cc por dia;
• Extrato Fluido: de 5 a 15 cc por dia;
• Tintura: de 50 a 150 cc por dia.

Referências Bibliográficas:
• ALBINO, R. Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• CAIRO, N. Guia de Medicina Homeopática. 21ª edição. Livraria Teixeira. 1983.

• COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia. 2ª edição. Cejup. 1994.

• PDR for Herbal Medicines. 1st editon. Medical Economics. 1998.



segunda-feira, 2 de março de 2009

Algas Calcáreas


São algas frágeis, fósseis, de cor violeta avermelhada, colhidas de rochas no fundo do mar, ramificadas, de fronde calcária, com ramos de 2-3 milímetros de diâmetro. Em sua forma é muito variável e portanto existem dificuldades na identificação. São classificadas na divisão Rodophyta devido à coloração avermelhada que apresenta quando colhidas.

Nome Científico: Lithotamnium calcareum.

Nome Popular: Algas Calcáreas, em português; Maërl, na França e na Inglaterra.

Divisão: Rodophyta.

Parte Utilizada: Alga.

Princípios Ativos: Sais Minerais: Cálcio (33%); Magnésio (2,2%); Silício; Ferro; Alumínio; Potássio; Cloro e Enxofre.





Indicações e Ação Farmacológica: As Algas Calcáreas são indicadas nos casos de carência desses minerais. Podem ser utilizadas também nos casos de artrite, raquitismo, osteomalácia, osteoporose e como auxiliar no tratamento de fraturas.
O elevado índice de cálcio e magnésio encontrados nestas algas proporcionam as funções terapêuticas:
Cálcio: As concentrações de cálcio no sangue são pequenas em comparação com as dos ossos e dentes, e, apesar de estar associado com a estrutura esquelética, exercem funções distintas em outras partes do organismo. A função principal do cálcio, como também o fósforo, é a formação dos ossos e dentes. No esqueleto, os osteoblastos são os que formam as matrizes ósseas, nas quais o fosfato de cálcio é depositado.
Outra função importante do cálcio é a sua participação na coagulação sangüínea, que necessita de um nível normal de cálcio sangüíneo para formar o coágulo.
Exerce papel vital na contração e relaxamento muscular, que movimenta os processos bioquímicos que promovem a sua entrada na célula muscular. É também ativador de várias enzimas, como a adenosina trifosfatase, a qual libera energia para a contração muscular. A absorção de tiamina (vitamina B1) pela parede do intestino delgado também necessita de cálcio.
Existe uma correlação funcional entre o cálcio, potássio, sódio e magnésio necessária para a manutenção da normalidade metabólica. O equilíbrio cálcio/fósforo é importantíssimo e varia durante as fases da vida do indivíduo.
A Hipocalcemia é caracterizada por um nível sérico de cálcio abaixo de 4,5 mEq, sendo a causa principal a privação de cálcio e vitamina D, originadas de má absorção ou dietas inadequadas. Encontram-se sinais de tetania, parestesias, laringoespasmos, convulsões e principalmente hipersensibilidade muscular tônico-clônica.
Recomenda-se ao se fazer uso de Algas Calcáreas a ingestão de alimentos ricos em Vitamina D, pois esta é um regulador na homeostase do cálcio. Alimentos como fígado de porco, peixes, alface, couve, couve-flor, espinafre e repolho são ricos em Vitamina D.

Magnésio: O Magnésio atua como coenzima em todas as enzimas envolvidas na transferência de fosfato que utiliza o ATP, das fosfatases alcalinas que hidrogenam os ésteres fosfóricos (glicofosfórico, hexose monofosfórico, fosfocreatinina e mononucleotídeos), ativando também as fosforilases, atuando portanto, no metabolismo do fósforo e dos glicídios. É constituinte da carboxilase; as enzimas enolase, fosfoglicomutase e fosforilase são complexos de proteínas e magnésio. A síntese de proteínas, ácidos nucléicos e lipídios requer magnésio. Exerce papel importante na excitabilidade neuromuscular e na transmissão dos impulsos nervosos.
A deficiência de magnésio geralmente encontra-se juntamente com a deficiência de cálcio e potássio, porém esta relação não se acha claramente definida. As causas para esta deficiência são várias: insuficiência renal aguda e crônica, diabete, hiperaldosteronismo, hiperparatiroidismo com hipercalcemia, pancreatite, desnutrição protéico-calórica, nutrição enteral prolongada, uso de cisplatina, antibióticos nefrotóxicos, tais como gentamicina, anfotericina e furosemida ou uso e abuso de álcool. Sintomas como confusão mental, ataxia, tremor, mudanças na personalidade, anorexia, náuseas, vômitos, diarréia, dores abdominais, taquicardia, arritmia e alteração na pressão sangüínea são percebidos em uma deficiência de magnésio.
A absorção de cálcio e magnésio é prejudicada por uma dieta rica em ácidos graxos saturados e base de fibras.

Toxicidade/Contra-indicações: Não foram encontradas referências nas literaturas consultadas com relação aos efeitos tóxicos das Algas Calcáreas.
Não há contra-indicações.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Pó: 1,5 g/dia, podendo haver a possibilidade de ser dividida em 2 a 3 doses.


Referências Bibliográficas:
• TESKE, M.; TRENTINI, A. M. Herbarium Compêndio de Fitoterapia.
Herbarium. Curitiba. 1994.

• FRANCO, G. Tabela de Composição Química dos Alimentos, 9ª edição, Atheneu,
São Paulo, 1992.

• Site: www.seaweed.ucg.ie

Alfazema





A Alfazema é uma planta que transmite imagem de asseio e natural frescor até em seu nome latino que vem de lavare, que significa lavar. Os romanos já a utilizava em seus banhos para perfumar a água.




Originária dos solos áridos e calcários da Europa Mediterrânea, a Alfazema apresenta de 30 a 60 centímetros de altura, folhas verde-acinzentadas, inteiras, lineares ou oblongo-lanceoladas, mais ou menos enroladas e o fruto é um aquênio com uma semente preta e lisa. São suas flores que representam a droga vegetal, sendo descritas na Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil 1ª Edição (1926): “ As flores de alfazema são agrupadas em espigas terminais curtas, suportadas por um longo pedúnculo nú e dispostas em 6 ou 10 grupos bastante afastados uns dos outros, consistindo em duas cimeiras de cerca de 3 flores cada uma. Estas flores medem de 5 a 8 mm de comprimento e de 3 a 4 mm de largura; têm o cálice tubuloso, de cerca de 5 mm de comprimento, pubescente, de cor azul de aço a cinzento-azulada no exterior e amarelada no interior, que é glabro e luzidio, percorrido por 10-13 nervuras longitudinais, de bordos quase inteiros ou terminados por 5 dentes, quatro dos quais são muito pequenos e o posterior muito mais desenvolvido (quase 1 mm de comprimento) e formando um lobo distinto, arredondado-romboidal e côncavo. A corola é bilabiada, de cor azul acinzentada, de 1 cm de comprimento, pubescente no exterior, tendo o lábio superior bi-lobado e o inferior formado por 3 lobos menores. Os quatro estames didinamos, pubescentes, são encimados pelas anteras ovóides, as quais se abrem por uma fenda apicilar. Pistilo gimnobásico.
As flores de alfazema têm cheiro aromático especial, forte e agradável e sabor quente e levemente amargo.”

Nome Científico: Lavandula officinalis Chaix Sinonímia: Lavanda angustifolia (Linné) Miller; Lavandula spica L.; Lavandula vera DC.

Obeservação: Existe a espécie Lavandula latifoliaVill., a qual é conhecida por Alfazema-brava e que muitas vezes é chamada de Alfazema apenas, e, seu nome científico considerado como sinonímia. Esta espécie é maior, com folhas verdes, cheiro a cânfora e que floresce um mês mais tarde que a Lavandula officinalis Chaix.

Nome Popular: Alfazema, Lavanda, Lavândula, Alhucena, no Brasil; Lavender, em inglês e alemão; Espliego e Lavanda, em espanhol; Aspic, Badase e Lavande Femelle, na França; Archemissa, na Itália.

Denominação Homeopática: LAVANDULA.

Família Botânica: Labiatae.

Parte Utilizada: Flores.

Princípios Ativos: Óleo Essencial: monoterpenos: linalol, acetato de linalila, cineol, cânfora e -ocimeno, sesquiterpenos: (óxido de cariofileno) e ácido ursólico; Taninos; Ácido Rosmarínico; Cumarinas: herniarina; Flavonóides: luteolol; Fitosteróis.


Indicações e Ações Farmacológicas: A Alfazema é indicada nos distúrbios nervosos: tensão nervosa, depressão, enxaqueca, ansiedade, insônia, taquicardia e hipertensão; nas afecções respiratórias: asma, tosse convulsiva, gripe e bronquite; nas afecções gastrointestinais: inapetência, dispepsias hiposecretoras e espasmos gastrointestinais; em espasmo no uso tópico: feridas, úlceras, acne, picadas de insetos, reumatismo, psoríase, pediculose e no controle da oleosidade nos cabelos. Além disso é muito utilizada na perfumaria, adotando notas agrestes, dando a impressão de frescor.

São ações que a Alfazema proporciona: espasmolítica, colerética, colagoga, anti- séptica, carminativa, repelente de insetos, refrescante e anti-reumática.
Promove uma ação sedante suave, pois o óleo essencial age sobre o mesencéfalo, estimulando-o através do nervo olfativo.

Toxicidade/Contra-indicações: Em doses acima das recomendadas é neurotóxico em uso interno e pode provocar dermatite de contato em uso tópico devido a presença do óleo essencial.
Não é recomendada a administração interna durante a gravidez, a lactação, para crianças menores de 6 anos de idade, para pacientes com gastrite, úlceras gastroduodenais, síndrome do cólon irritável, colite ulcerosa, doença de Crohn, afecções hepáticas, epilepsia, doença de Parkinson ou outra doença neurológica. Não administrar, nem aplicar topicamentea crianças menores de 6 anos de idade ou em pessoas com alergias respiratórias ou com hipersensibilidade conhecida a óleos essenciais.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Extrato Fluido (1:1): 10-20 gotas, três vezes ao dia;
- Tintura (1:5): 50 gotas, uma a três vezes ao dia;
- Infusão: 5 gramas de flores por xícara, três vezes ao dia, após as refeições;

• Uso Tópico:
- Decocção: 30 a 50 g/l, ferver por dez minutos. Aplicar sob a forma de compressas, banhos e gargarejos;
- Alcoolatura: Sob a forma de compressas;
- Pomadas, géis e loções;

• Cosmetologia: Óleo essencial na perfumaria, na confecção das águas de colônia.
Externamente é indicado como linimento nas dores de reumatismo, para diminuir inchaços, como purificante para peles acnéicas, em shampoos para cabelos oleosos.
- Óleo Essencial: em tônicos até 3%;
- Produtos para banhos, shampoos, sabonetes, géis de banho, máscaras faciais, loções e óleos para rosto: até 10%.

Referências Bibliográficas:
• ALBINO, R. Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• HERNANDEZ, M.; MERCIER-FRESNEL, M.M. Manual de Cosmetologia, 3ª
edição.

• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Reader’s Digest do Brasil. 1ª edição.
1999.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• TESKE, M.; TRENTINI, A. M. Herbarium Compêndio de Fitoterapia.
Herbarium. Curitiba. 1994.

Alfavaca


A Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil 1ª Edição (1926) caracteriza as folhas e sumidades floridas da Alfavaca denominadas por esta edição como Alfavaca Campestre, da seguinte maneira:
“ A alfavaca campestre tem o caule herbáceo, ramosíssimo, ereto, com os ramos na parte inferior roliços e na superior tetragonais, sulcados, pubescentes; suas folhas são sub-coriáceas, de 2,5 a 4 cm de comprimento por cerca de 1,5 cm de largura, ovais-oblongas, um tanto agudas, denteadas ou inteiras, de base cuneiforme, quase glabras na página superior, pubescentes e esbranquiçadas na inferior, com as nervuras pouco salientes; pecíolo cilíndrico, de cerca de 1,5 cm de comprimento. Racemos numerosos, sendo os pêlos esbranquiçados. Verticilastros numerosos, mais ou menos aproximados; flores pediculadas, com pedículos filiformes, tomentosos, de cerca de 7 mm; cálice frutífero membranáceo, de 10 a 15 mm, ciliado, com longos pêlos brancos, tendo o dente superior orbiculado, os laterais ovais, agudos, e os inferiores estreitos, longos, levemente concrescentes; corola de cor arroxeada, metade mais longa do que o cálice, bilabiada, com os lobos mais ou menos iguais; estames quatro desiguais, bastante exsertos, quase duas vezes mais longos do que a corola, inclinados para o lobo anterior desta; anteras com lojas confluentes, uniloculares; estilete curtamente bífido no vértice, com os lobos iguais.
A alfavaca campestre possui cheiro aromático, agradável.”

Nome Científico: Ocimum canum Sims. Sinonímia: Ocimum album Roxb.; Ocimum americanum L.; Ocimum hispidulum Schum. et Thonn.; Ocimum incanescens Mart.; Ocimum stamineus Sims.

Nome Popular: Alfavaca, Alfavaca Campestre, Alfavaca do Campo, Remédio do vaqueiro, Segurelha e Alfavaca da América, em português; Alfavaca e Basilico Blanco, em espanhol; Perilla de Nankim, na França; Basilico, na Itália.

Denominação Homeopática: OCIMUM CANUM.

Parte Utilizada: Folha, caule e sumidades floridas.

Princípios Ativos: Segundo R. Coimbra, a Alfavaca apresenta a seguinte composição: Óleo Essencial, Tanino e Matéria Resinosa.


Indicações e Ação Farmacológica: Segundo R. Coimbra, a Alfavaca é aromática, excitante, sudorífico. É empregada nas afecções das vias respiratórias, gripes, resfriados, tosses, bronquites, coqueluche e dispnéia asmática. Em Homeopatia sua principal indicação são os cálculos renais; também usado nas cólicas renais do lado direito.

Toxicidade/Contra-indicações: Não há referências nas literaturas consultadas.

Dosagem e Modo de Usar:
• Homeopatia: Tintura, 3.ªX, 5.ªX e 30.ªX;

A Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil 1ª Edição (1926) cita como emprego oficinal da Alfavaca em Espécies Aromáticas e Espécies Peitorais, além do Extrato Fluido de Alfavaca Campestre, que é caracterizado da seguinte maneira:

Alfavaca Campestre, em pó (III) ............................ 1000 g
Glicerina ................................................................ 100 cm3 (ml)
Álcool ................................................................... Q. S.
Água ..................................................................... Q. S.
Para obter ...................... 1000 cm3 (ml)

Prepare este extrato fluido pelo processo B (veja pág. 385 desta obra), empregando uma mistura de cem cm3 (ml) de glicerina, duzentos e cinqüenta cm3 de álcool e seiscentos e cinqüenta cm3 (ml) de água como líquido extrator I e uma mistura de um volume de álcool com três volumes de água como líquido extrator II; reserve somente os primeiros oitocentos cm3 (ml) do percolato.
Caracterização: Líquido pardo-esverdeado, de cheiro aromático, miscível com o xarope e a glicerina.
Emprego Oficinal: Xarope de alfavaca campestre.

Segundo R. Coimbra, as doses para as formas farmacêuticas citadas são as seguintes:

• Extrato Fluido: de 2 a 10 ml por dia;
• Xarope: de 20 a 100 ml por dia.

Referências Bibliográficas:
• ALBINO, R. Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

• CAIRO, N. Guia de Medicina Homeopática. 1983.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia. 2ª edição. 1994.

Alfafa



Originária da Europa, África e Ásia, a Alfafa é uma erva ereta de raízes compridas, medindo cerca de 5 a 10 metros; possui folhas compostas, tri-foliadas, com folíolos oblongos, mais ou menos serrados; suas flores são violáceas ou azuladas, dispostas em racimos curtos; o fruto é uma vagem espiralada, com sementes pequenas e comprimidas.
Esta erva se propaga melhor em solos neutros (pH=7), não se desenvolvendo bem em solos encharcados. Adapta-se bem aos climas temperado, subtropical e tropical. A colheita poderá ser feita de cinco a oito vezes ao ano, com corte entre 6 e 8 centímetros acima do solo.
É sabido que esta planta fornece alimentação de primeira qualidade ao gado bovino, equino e ovinos onde até se observa um aumento da lã comparado a animais que são alimentados com outras leguminosas. Porém este não deve ser o único alimento para evitar a meteorisação.

Nome Científico: Medicago sativa L. Sinonímia: Medicago coerulea Less.; Medicago falcata Lam.

Denominação Homeopática: ALFALFA.

Nome Popular: Alfafa, Alfafa Verdadeira, Alfafa-de-flor-roxa, Luzerna e Alfafa de Provença, no Brasil; Alfalfa e Mielga, em espanhol; Erba Medica, Erba Spagna e Cedrangola, na Itália; Luzerne Cultivée, na França; Alfalfa, em inglês; Luzerne, na Alemanha; Luzerna e Melga-dos-prados, em Portugal; Nefell, em árabe; Lasan-Ghas, na Índia.

Família Botânica: Leguminosae.

Parte Utilizada: Caule e folha.

Princípios Ativos: Saponinas; Aminoácidos; Taninos; Sais Minerais: cálcio, ferro, fósforo e potássio; Isoflavonas: genisteína e biocanina A; Vitaminas (abundante): A, B, C, D, E e K; Substâncias Graxas; Cumestrol.

Indicações e Ação Farmacológica: A Alfafa é indicada nas anemias, principalmente aquelas motivadas por deficiências vitamínicas ou minerais; na fadiga; no escorbuto; no raquitismo; na falta de apetite; em hemorragias: capilares, nasais e gástricas, entre outras; consolidação de fraturas; transtornos relacionados com o climatério.
A Alfafa é um suplemento alimentar devido a riqueza de nutrientes que apresenta. É anti-hemorrágica pela presença da vitamina K, a qual auxilia na coagulação sangüínea. É estrogênica., pelas isoflavonas e pelo cumestrol. É antianêmica, pelo ferro orgânico presente em quantidade considerável. É fonte de vitaminas, prevenindo e combatendo doenças relacionadas com deficiências vitamínicas. É remineralizante.

Toxicidade/Contra-indicações: Devido a riqueza em vitamina K, recomenda-se realizar testes de coagulação antes de sua utilização.
Existem relatos de casos de intoxicação por ingestão de sementes de Alfafa como uma esplenomegalia e a reativação do Lúpus Eritematoso Sistêmico. Ambos efeitos são atribuídos à canavanina, encontrada nas sementes.
É contra-indicada no Lúpus Eritematoso Sistêmico; em administração juntamente com medicação estrogênica, hemostática ou anti-coagulante.


Dosagem e Modo de Usar:
• Extrato Seco (5:1): 500 mg a 1g/dia;
• Extrato Fluido (1:1): 30-50 gotas, três vezes ao dia;
• Pó: Em cápsulas de 250-500 mg, uma a três vezes ao dia;
• Tintura (1:10): 50-100 gotas, duas ou três vezes ao dia.

Referências Bibliográficas:
• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• TESKE, M.; TRENTINI, A. M. Herbarium Compêndio de Fitoterapia.
Herbarium. Curitiba. 1994.

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• CORRÊA, A. D.; BATISTA, R. S.; QUINTAS, L. E. M. Plantas Medicinais
do Cultivo à Terapêutica.1ª edição. 1998.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

Alcarávia


Planta herbácea bienal ou plurianual de caule estriado, a Alcarávia chega a medir até um metro de altura. Possui raiz fusiforme e aromática; folhas recortadas em lacínias estreitas, sendo as inferiores pecioladas e as superiores sésseis; flores brancas dispostas em umbelas compostas e longo-pendunculadas.
O fruto, constituinte da droga vegetal, é ovóide, acastanhado e encontra-se nas umbelas, muito frágeis na maturação, motivo pelo qual raras vezes aparecem ainda unidos pelos ramos bifurcados dos carpóforos. A grandeza dos aquênios é variável, de 3 a 7 mm de comprimento por 1 a 2 mm de espessura, um pouco arqueados, atenuados para as duas extremidades; cheiro e sabor muito agradáveis, aromáticos e característicos. As falsificações são possíveis com diversos frutos de outras espécies da família das Umbelíferas.
A essência de Alacarávia, líquido incolor, muito fluido, com o cheiro da origem e sabor aromático, extrai-se dos frutos esmagados em alambiques industriais, pelo vapor de água sobreaquecido. Fica amarelada quando exposta à luz e ao ar. Esta essência, assim como os frutos que lhe dão origem, também pode ser falsificada.
É originária da Europa e cultivada em todo o país.

Nome Científico: Carum carvi L. Sinonímia: Bunium carvi Bieb.; Carum aromaticum Salisb.; Aegopodium carum Wibel.; Apium carvi Crantz; Carum decussatum Gilib.; Carum officinale S.F.Gray; Carvi caesalpini Tourn.; Carvi officinarum Bauh.; Cuminum pratense Bauh.; Foeniculum carvi Link; Pimpinella involucrata Jan ex DC.

Nome Popular: Alcarávia, Alcarovia, Cherivia, Cominho dos Prados, Cominho Romano, Cominho Armeno e Alquirivia, no Brasil e em Portugal; Alcaravea, Alcarovea, Alcarahuyea e Comino de Prado, em espanhol.; Cumino Tedesco e Carvi, na Itália; Caraway, em inglês; Cumin des Près, na França; Feldkümmel, na Alemanha.

Denominação Homeopática: CARUM CARVI.

Família Botânica: Umbelliferae.

Parte Utilizada: Fruto.

Princípios Ativos: Óleo Essencial: rico em carvona (50-60%), dihidrocarvona, carveol, dihidrocarveol, limoneno,  e -pineno, sabineno e anetofurano; Lipídeos: ácidos olêico e
petroselínico; Flavonóides: derivados do kenferol e do quercetol; Carboidratos; Ácido Cafêico.

Indicações e Ações Farmacológicas: Esta planta é indicada na falta de apetite, flatulência, síndrome de Roemheld, espasmos gastrointestinais, dispepsias hiposecretoras, gastroenterites, bronquite e enfisema. No uso tópico é indicada no tratamento de dermatomicoses, ulcerações dérmicas, limpeza de feridas e queimaduras.
Em Perfumaria os perfumes adotam notas anizadas.
O óleo essencial da Alacarávia possui propriedades antiespasmódicas, antiflatulentas, eupépticas, aperitivas, mucolíticas, galactogogas e larvicidas (Schauenberg P. E Paris F., 1980; Arteche Garcia A. e col., 1994; Peris J. et al., 1995).
A carvona é responsável pelo seu odor característico, sendo portanto utilizado como aperitivo.
O anetofurano e o limoneno, constituintes do óleo essencial da Alacarávia, demonstraram interessante atividade quimiopreventiva em animais. A combinação de óleo de Alcarávia (50 mg) e Menta (90 mg), administrados em cápsulas com revestimento entérico 3 vezes ao dia, mostrou-se excelentes resultados contra as dispepsias e casos de cólon irritável, de acordo com um estudo duplo-cego realizado na Alemanha sobre 45 pacientes (May B. et al; 1996). .

Toxicidade/Contra-indicações: O óleo essencial em doses elevadas é convulsivante e abortivo.
É contra-indicado o uso em indivíduos que sofram de dispepsias hiposecretoras, de obstrução das vias biliares; pacientes com hipersensibilidade a alguma umbelífera; na gravidez; na lactação; em crianças menores que 10 anos; topicamente, em indivíduos com hipersensibilidade a óleos essenciais ou em pessoas com alergias respiratórias.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Extrato Fluido (1:1): 20-40 gotas, uma a três vezes ao dia;
- Tintura (1:5): 50-100 gotas, duas a três vezes ao dia;
- Pó: 0,5 a 2 gramas/dia, em cápsulas de 500 mg, depois das refeições, usado como condimento.
• Uso Tópico:
- Oleato de Alcarávia.

Referências Bibliográficas:
• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Reader’s Digest do Brasil. 1ª edição.
1999.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• COSTA, A. F. Farmacognosia. Volume 1. Fundação Gulbenkian Calouste.
Lisboa. 1994.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. BuenosAires.
1998 (obra que cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas)

Alcaçuz Nacional



O Alcaçuz Nacional é um arbusto pequeno, ereto, de 3 metros de altura, apresentando a casca brancacenta e ramos articulados e pubescentes. As folhas são compostas de três folíolos quase sésseis, oblongos ou lanceolados, rígidos, glabros na página superior e saliente-nervados na inferior, mais ou menos agudos de 9 centímetros de comprimento. As flores são azuis, roxo-escuras ou mesmo purpúreas, dispostas em racimos axilares ou terminais, grandes e pendentes. O fruto é uma vagem linear e chata que mede 14 centímetros e pode conter até 10 sementes. Apresenta raiz sublenhosa, de epiderme preta, interiormente amarela e agridoce.
Esta espécie lugares pedregosos, campos altos e úmidos. É originária do Brasil, freqüente nos estados centrais, porém de difícil cultivo nas regiões litorâneas.

Nome Científico: Periandra dulcis Bentham Sinonímia: Glycyrrhiza mediterranea Vell.;
Periandra angulata Bth.; Periandra racemosa Bth.; Periandra mediterranea (Vell. Conc.) Taubert.

Nome Popular: Alcaçuz Nacional, Alcaçuz do Brasil, Alcaçuz Brasileiro, Alcaçuz da Terra, Alcaçuz do Cerrado, Cipó-ema, Pau Doce, Vassoura de Relógio, Raiz Doce e Uruçakêe, no Brasil; Orosu, no Uruguai.

Família Botânica: Leguminosae - Papilinoideae.

Parte Utilizada: Raiz.

Princípios Ativos: Segundo o Inventário de Plantas Medicinais do Estado da Bahia (1979), o Alcaçuz Nacional apresenta: Amido, Dextrina, Sais Diversos, Resinas, Glycirrizina e Princípio Amargo.

Indicações e Ação Farmacológica: A medicina popular emprega o Alcaçuz Nacional como expectorante, laxante, diurético, resolutivo, béquico, calmante contra afecções brônquicas, pulmonares, nas doenças das vias urinárias, inflamação do ventre, no defluxo, no catarro crônico, no desarranjo bilioso quando na gastrodinia, na náusea, na pressão no estômago, na congestão hepática e na dispinéia.
É de se destacar a comercialização no Brasil da espécie Periandra mediterranea (Vell. Conc.) Taubert (= P. dulcis Mart ex Benth.), denominada Alcaçuz Brasileiro, que de fato nada tem a ver com o Alcaçuz (Glycyrrhiza glabra L) em termos de composição química e atividades comprovadas, mas apresenta também teor elevado de saponinas e sabor doce (Suttisri Et al., 1993).

Toxicidade/Contra-indicações: Não há referências nas literaturas consultadas.

Dosagem e Modo de Usar: Não há referências nas literaturas consultadas.


Referências Bibliográficas:
• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• Inventário de Plantas Medicinais do Estado da Bahia. Governo do Estado da
Bahia. Salvador. 1979.

• SIMÕES, C. M. O. Farmacognosia da Planta ao Medicamento. 1ª edição.
1999.

Quimer - Opção Natural de Qualidade. Alcaçuz Nacional

O Alcaçuz Nacional é um arbusto pequeno, ereto, de 3 metros de altura, apresentando a casca brancacenta e ramos articulados e pubescentes. As folhas são compostas de três folíolos quase sésseis, oblongos ou lanceolados, rígidos, glabros na página superior e saliente-nervados na inferior, mais ou menos agudos de 9 centímetros de comprimento. As flores são azuis, roxo-escuras ou mesmo purpúreas, dispostas em racimos axilares ou terminais, grandes e pendentes. O fruto é uma vagem linear e chata que mede 14 centímetros e pode conter até 10 sementes. Apresenta raiz sublenhosa, de epiderme preta, interiormente amarela e agridoce.
Esta espécie lugares pedregosos, campos altos e úmidos. É originária do Brasil, freqüente nos estados centrais, porém de difícil cultivo nas regiões litorâneas.

Nome Científico: Periandra dulcis Bentham Sinonímia: Glycyrrhiza mediterranea Vell.;
Periandra angulata Bth.; Periandra racemosa Bth.; Periandra mediterranea (Vell. Conc.) Taubert.

Nome Popular: Alcaçuz Nacional, Alcaçuz do Brasil, Alcaçuz Brasileiro, Alcaçuz da Terra, Alcaçuz do Cerrado, Cipó-ema, Pau Doce, Vassoura de Relógio, Raiz Doce e Uruçakêe, no Brasil; Orosu, no Uruguai.

Família Botânica: Leguminosae - Papilinoideae.

Parte Utilizada: Raiz.

Princípios Ativos: Segundo o Inventário de Plantas Medicinais do Estado da Bahia (1979), o Alcaçuz Nacional apresenta: Amido, Dextrina, Sais Diversos, Resinas, Glycirrizina e Princípio Amargo.

Indicações e Ação Farmacológica: A medicina popular emprega o Alcaçuz Nacional como expectorante, laxante, diurético, resolutivo, béquico, calmante contra afecções brônquicas, pulmonares, nas doenças das vias urinárias, inflamação do ventre, no defluxo, no catarro crônico, no desarranjo bilioso quando na gastrodinia, na náusea, na pressão no estômago, na congestão hepática e na dispinéia.
É de se destacar a comercialização no Brasil da espécie Periandra mediterranea (Vell. Conc.) Taubert (= P. dulcis Mart ex Benth.), denominada Alcaçuz Brasileiro, que de fato nada tem a ver com o Alcaçuz (Glycyrrhiza glabra L) em termos de composição química e atividades comprovadas, mas apresenta também teor elevado de saponinas e sabor doce (Suttisri Et al., 1993).

Toxicidade/Contra-indicações: Não há referências nas literaturas consultadas.

Dosagem e Modo de Usar: Não há referências nas literaturas consultadas.


Referências Bibliográficas:
• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• Inventário de Plantas Medicinais do Estado da Bahia. Governo do Estado da
Bahia. Salvador. 1979.

• SIMÕES, C. M. O. Farmacognosia da Planta ao Medicamento. 1ª edição.
1999.

AGRIMONIA

Planta perene, medindo entre 30 e 70 centímetros de altura, possui caule simples, viloso, ereto e cilíndrico. Suas folhas são pubescentes e acinzentadas na página inferior, com estípulas amplexicaules de 5 a 9 folíolos oval-lanceolados, dentados, alternando com 5 a 10 menores. Suas flores são pequenas, de cor amarela, dispostas em espiga alongada, com cinco pétalas, 10 a 20 estames, 2 carpelos e um cálice envolvido por um anel de sedas assoveladas e gancheadas na extremidade, reunidas em várias ordens. O fruto é um aquênio cônico e seu rizoma é rastejante e grosso. Apresenta odor levemente aromático e sabor adstringente e amargo.
Seu nome em latim é o mesmo que o popular: Agrimonia, que provém da palavra grega argemon e significa “Pequena mancha nos olhos”, uma alusão às suas propriedades oftalmológicas. Acredita-se que suas virtudes tenham sido descobertas por Mitríades Eupator, rei da Pérsia (123-63 a.C.), um verdadeiro expert em Fitoterapia naquela época.

Nome Científico: Agrimonia eupatropia L.

Nome Popular: Agrimônia, Erva-dos-gregos, Erva-hepática e Eupatrópio, no Brasil; Agrimonia, Mermasangre, Eupatropia, Hierba de San Guilhermo, Té de los Bosques, em espanhol; Agrimony, em inglês; Agrimoine Eupatropie, na França.

Denominação Homeopática: AGRIMONIA.

Família Botânica: Rosaceae.

Parte Utilizada: Folha, flor e caule (partes aéreas).

Princípios Ativos: Taninos: elagitanino; Flavonóides: apigenina, quercetina, luteolina, luteolin-7-glucosídeo; Cumarinas; Sílice; Fitosterina; Ácido Palmítico; Ácido Salicílico; Ácido Esteárico; Ácido Ascórbico; Nicotinamida; Tiamina; Vitamina K; Princípios Amargos; Óleo Essencial; Triterpenos.

Indicações e Ação Farmacológica: Indicada na diarréia, na estomatite, na disquinesia biliar, na faringite e na laringite (muito recomendada para cantores). Externamente é usada nas ulcerações dérmicas e popularmente nas conjuntivites.
Os taninos conferem uma atividade adstringente, útil na diarréia e na cicatrização de feridas da pele e mucosa. Sua estrutura complexa interfere nas proteínas de membrana, trazendo um efeito regulador da síntese citoplasmática, responsável, desta forma, pela grande parte das ações farmacológicas desta espécie (Carnat A. et al., 1991).
Os flavonóides, integrantes das infusões administradas oralmente em ratos, seriam responsáveis pelas propriedades antiinflamatórias, antihistamínicas, discretamente diuréticas e uricosúricas (Giachetti D. et al., 1986).
Outros estudos demonstram ação estimulante da secreção de insulina ao nível pancreático. Ao nível cardiovascular, demonstrou-se atividade vasodilatadora e antiespasmódica coronária, quando se administra em doses baixas e atividade vasoconstritora coronária em altas doses (Duraffourd C. et al., 1987).
Um ensaio efetuado sobre 35 pacientes com gastroduodenite aguda, receberam extratos de orais de Agrimôniad durante 25 dias, ao final do período obteve-se 75% de melhoras significativas certificadas por meio de endoscopia. Em nenhum caso se registrou hemorragias, nem sinais de toxicidade (Chakarski I.,et al.,1982).
Esta espécie se encontra classificada na lista N2 do Conselho Europeu de Alimentos e Flavorizantes Naturais, e descrita na Farmacopéia Herbal Britânica desde 1983.

Toxicidade/Contra-indicações: A planta fresca apresenta uma intensa ação fotosensibilizante quando aplicada sobre a pele em contato direto com a radiação solar.
Como não há dados sobre a inocuidade da droga durante a gravidez e a lactância, não se recomenda o uso nestes períodos.
Doses excessivas podem interferir tanto com drogas antihipertensivas e anticoagulantes quanto com drogas hipotensoras (Newall C. et al., 1996).
Estudos realizados na China revelaram que a Agrimônia pode aumentar em 50% a coagulação sangüínea (Mabey R., 1988).

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Infusão: 20 gramas de folhas ou 30-50 gramas de flores por 1 litro de água. Tomar três xícaras ao dia entre as refeições;
- Extrato Fluido (1:1): 30 gotas, três vezes ao dia;
- Tintura (1:5): 50-100 gotas, duas a três vezes ao dia;
- Extrato Seco (5:1): 300 a 1000 mg/dia.

• Uso Externo:
- Decocção: Aplicada sob a forma de compressas, inalações, colutórios ou garagarejos.

Referências Bibliográficas:

• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos
Aires. 1998 (obra que cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas/ Toxicidade e Contra-indicações).

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Reader’s Digest do Brasil. 1ª edição.
1999.

Agrião



Planta herbácea, aquática e vivaz, o Agrião apresenta caule de cor verde, algumas vezes arroxeado na base, de 15 a 30 centímetros de comprimento por até 1 centímetro de diâmetro na base, flexível, glabro, fistuloso, semi cilíndrico e provido de sulcos longitudinais pouco profundos. Ao nível dos nós origina finas raízes adventícias de coloração brancacenta.
Suas folhas são verde-escuras, carnudas, glabras, pinuladas, com folíolos arredondados ou ovais, sendo o terminal frequentemente maior. A margem dos folíolos é inteira ou levemente crenada.
As flores são brancas e pequenas, dispostas em espigas terminais, com quatro sépalas iguais, quatro pétalas em cruz, quatro estames compridos e dois curtos. O fruto é uma síliqua curta contendo quatro fileiras de sementes.
O Agrião apresenta cheiro fraco característico, tornando-se mais intenso pela contusão da planta, possuindo sabor picante, e fracamente amargo.
Este cheiro picante que o Agrião tem determinou o seu nome científico Nasturtium, deriva da expressão em latim nasus tortus, nariz torcido. Originária da Europa, acha-se completamente adaptada e subespontânea em todo o Brasil, vegetando nos córregos, tanques, brejos e quaisquer lugares úmidos.

Nome Científico: Nasturtium officinale R. Br. Sinonímia: Roripa nasturtium (L.) Rusbi; Sisymbrium nastrutium Thunb; Sisymbrium nasturtium-aquaticum L.; Sisymbrium fluviatile Vell.; Radicula nasturtium (Thunb.) Ca.; Nasturtium nasturtium Cockerell; Radicula nasturtium-aquaticum Britt.

Nome Popular: Agrião, Agrião-das-fontes, Agrião-de-água, Berro, Berro-d’água, Agrião Oficial, Agrião-do-rio, Mastruço-dos-rios e Agrião-aquático, no Brasil; Berro e Mastuerzo de Agua, em espanhol; Watercress, em inglês; Cresson des Fontaines, na França; Brunnenkress, na Alemanha; Crescione di Fontana, na Itália.

Denominação Homeopática: NASTURTIUM.

Família Botânica: Cruciferae.

Parte Utilizada: Partes aéreas.

Princípios Ativos: Gliconastusídeo; Vitaminas: A, C, B2, PP e E; Sais Minerais: enxofre, iodo, ferro, fósforo e magnésio; Enzimas; Carotenos; Princípios Amargos; Óleo Essencial: sevenol.


Indicações e Ações Farmacológicas: Esta planta é indicada na inapetência; na convalescência; nas afecções respiratórias: faringite, laringite e bronquite; nas afecções genitourinárias:
cistite, ureterites, uretrites, oligúria e urolitíase; na hipertensão arterial e em edemas; no diabete e na anemia; no uso tópico: gengivites e dermatites seborréicas. A Cosmetologia faz uso desta espécie para o tratamento capilar anti-caspa e anti-queda.
Esta planta é reputada como antianêmica, antiescorbútica, diurética e remineralizante, em função da presença de vitaminas A, C e os sais minerais presentes na planta. É bastante utilizada como tônico e expectorante, principalmente no tratamento da bronquite crônica. Possui ação diurética e é ligeiramente hipoglicemiante.
Por possuir grande disponibilidade de enxofre é específico para o tratamento anti-caspa, sem produzir efeitos colaterais. Por fricções no couro cabeludo estimula a circulação diminuindo a queda e favorecendo o fortalecimento dos cabelos.

Toxicidade/Contra-indicações: Quando utilizada, a planta deve ser lavada cuidadosamente para evitar a infecção de ovos e larvas de parasitas, inclusive o vírus da hepatite do tipo A.
Em doses elevadas ou usado de forma prolongadas, pode provocar irritação dos endotélios do estômago e do rim. Os gliconastusídeo tem uma atividade bocigênica: inibem irreversivelmente a peroxidase tiroidiana, impedindo a oxidação de iodetos a iodo, assim como o sistema de transporte do iodo das células tiroidianas, diminuindo a produção de tiroxina.
O uso de diuréticos em indivíduos hipertensos ou cardiopatas só deve ser feito sob prescrição médica, pela possibilidade do aparecimento de uma descompensação tensional, perda de potássio, podendo promover uma intensificação dos efeitos cardiotônicos.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Planta Fresca: em saladas;
- Decocção: Geralmente junto com outras plantas diuréticas. Tomar um litro ou mais por dia;.

• Uso Externo:
- Extrato Glicólico (1:5): Em cremes e géis;
- Loções desinfetantes para peles acnêicas, cremes para peles oleosas, shampoos e sabonetes: 2-3%;
- Loções Tônicas: 2-5%.

Referências Bibliográficas:
• OLIVEIRA, F.; AKISUE, G.; AKISUE, M. K. Farmacognosia. 1ª edição.

• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Reader’s Digest do Brasil. 1ª edição.
1999.

• SCHAWENBERG, P.; PARIS, F. Guia de las Plantas Medicinales. Omega.
1980.

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• TESKE, M.; TRENTINI, A. M. Herbarium Compêndio de Fitoterapia.
Herbarium. Curitiba. 1994.

Agoniada


A Agoniada é um arbusto ou árvore pequena que chega a medir até 8 metros de altura, com raízes muito compridas e caule lactescente. As folhas são longas, grossas, pecioladas, opostas, lanceoladas, inteiras, agudas, glabras, de até 25 centímetros de comprimento e 3 centímetros de largura. As flores são brancas, campanuladas, com a base do tubo amarelada, grandes, dispostas no ápice dos ramos em cimeiras de 2-3 ou mais. Os frutos são folículos geminados, fusiformes, de 9 centímetros, contendo sementes. A Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil 1ª Edição (1926) caracteriza a casca da Agoniada da seguinte maneira:
“As cascas de agoniada apresentam-se em pedaços de forma irregular, de 4 a 10 e às vezes mais centímetros de comprimento, enroladas quase sempre em cilindros de 1 a 1,5 cm de diâmetro, ou tendo os bordos somente recurvados. A sua espessura varia de 1 a 6 mm, conforme sejam provenientes dos ramos ou do tronco. A superfície externa das cascas provenientes dos ramos é de cor parda escura, com manchas pardas mais claras ou amareladas, alongadas no sentido longitudinal, e quase lisa; sua face interna é de cor mais escura, quase preta e lisa. A sua fratura é levemente granulosa. Sua secção transversal apresenta duas camadas de espessura desigual: uma porção externa ou peridérmica, mais espessa e de cor parda amarelada, um pouco mais carregada no exterior, e a parte liberiana, de cor mais escura, quase preta.
As cascas provenientes do tronco têm a camada suberosa muito mais desenvolvida, de cor terrosa, gretada e coberta por placas esbranquiçadas de liquens. Sua fratura é levemente fibrosa.”

Nome Científico: Plumeria lancifolia Müller Argoviensis.

Nome Popular: Agoniada, Arapué, Sucuúba, Quina-mole e Tapuoca, no Brasil.

Denominação Homeopática: PLUMERIA.

Família Botânica: Apocynaceae.

Parte Utilizada: Casca.

Princípios Ativos: Segundo R. Coimbra, a Agoniada contém: Alcalóide: agoniadina; Matérias Açucaradas, Gomosas e Resinosas. Segundo M. Pio Corrêa, além da agoniadina, a Agoniada também possui: Princípio Amargo: plumerina e Ácido Plumeri-tânico.

Indicações e Ações Farmacológicas: Segundo R. Coimbra a Agoniada é febrífugo, emenagogo, purgativo. Usado nas febres em geral e, em particular, nos ingurgitamentos ganglionares, adenites, linfatismo; útil também na amenorréia e nas menstruações difíceis e doloridas.
Segundo M. Pio Corrêa a casca da Agoniada é anti-asmática, anti-sifílitica, emenagoga, purgativa, com ação direta sobre o útero, que descongestiona, auxiliando a concepção e regularizando as menstruações difíceis. Útil ainda nas afecções histéricas, ingurgitamentos ganglionares, limfatites e doenças da pele. Exsuda abundante látex antihelmíntico, cujo resíduo é borracha e nele contém ácido plumeri-tânico, o princípio amargo “plumerina” e o alcalóide “agoniadina”, tudo descoberto por Peckolt, sendo o último reputado por ele febrífugo, sucedâneo da quinina na cura das febres intermitentes.

Toxicidade/Contra-indicações: M. Pio Corrêa continua o texto acima assim:
“Supõe-se que em dose elevada produz sincopes, delíquio e morte, não havendo a menor dúvida que tal substância é eminentemente venenosa.”
Devido a falta de estudos sobre esta espécie aliado ao emprego popular, deve-se ter muita precaução com a dose a ser administrada.

Dosagem e Modo de Usar:
A Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil 1ª Edição (1926) mostra a composição de três formas farmacêuticas de Agoniada:
• Extrato Fluido de Agoniada:
Agoniada, casca, em pó ....................... 1000 g
Álcool ................................................. Q. S.
Água .................................................. Q. S.
Para obter ........................ 1000 ml

Prepare este extrato fluido pelo processo A (pág. 385 desta mesma obra), empregando como líquido extrator uma mistura de dois volumes de álcool e um volume de água.
Caracterização: Líquido límpido, de cor parda escura, de sabor amargo, que com água dá um soluto turvo.

• Pó de Agoniada:
Agoniada, casca .................................. Q. V.

Corte a droga em pequenos pedaços, seque-os a 45º C, pulverize-os e passe o pó pelo tamis nº 5.
Caracterização: Pó de cor parda, inodoro e sabor amargo.

Nesta mesma edição faz-se menção à Tintura de Agoniada, porém não traz as proporções como as acima relacionadas.

R. Coimbra cita as doses para as formas farmacêuticas acima:
• Extrato Fluido: como febrífugo, de 2 a 10 ml por dia; como purgativo, de 20 a 30 ml de uma vez;

• Pó: como febrífugo, de 2 a 10 g por dia;

• Tintura: como febrífugo, de 10 a 50 ml por dia.


Referências Bibliográficas:
• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• ALBINO, R. Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

• COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia. 2ª edição. 1994.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

Agnocasto


Na Antigüidade este arbusto nativo do Oriente foi considerado o símbolo da castidade. Durante a Idade Média, fazia-se extratos de seus frutos para suprimir a excitação sexual.
O Agnocasto mede de 1 a 6 metros de altura com ramos quandrangulares, cinzentos e tomentosos. As folhas são largamente pecioladas, divididas em 5 a 7 folíolos lanceolados, agudas, com bordo liso e palmadas. As flores medem de 8 a 10 centímetros, violáceas, ocasionalmente róseas, dispostas em falsos verticilos que formam longos cachos terminais. O fruto é uma drupa globular ou oblonga, medindo 3 a 4 milímetros, de cor preto avermelhada, com 4 sementes; é cercado acima em dois terços por um cálice em forma de xícara.

Nome Científico: Vitex agnus-castus L. Sinonímia: Vitex agnus Stokes; Vitex integra Medik.; Vitex latifolia Mill.; Vitex lupinifolia Salisb.; Vitex robusta Lebas; Vitex sinuata Medik.; Vitex verticillata Lam.

Nome Popular: Agnocasto, Árvore da Castidade, Gatileira Comum, Liamba e Pimenteiro, em português; Keushbaum e Keuschlam, na Alemanha; Agnocasto, Árbol Casto, Árbol de la Pimienta, Pimienta de Fraile, Pimienta Menor, Sauzgatillo e Sauzgatillo Comum, em espanhol; Agnus Castus, Gattelier, Gattilier, Gattilier Commun e Pommes d’ Apis, na França; Kuishboom, na Holanda; Chaste Tree, em inglês; Agnocasto e Vitice, na Itália.

Denominação Homeopática: AGNUS CASTUS.

Família Botânica: Verbanaceae.

Parte Utilizada: Fruto.

Princípios Ativos: Alcalóides: viticina; Flavonóides: kempferol, quercetagina e casticina; Óleo Essencial (0,5%): cineol e pineno; Glicosídeos Irodóides: agnosídeo e aucubina; Princípio Amargo: castina.



Indicações e Ações Farmacológicas: O Agnocasto é indicado nos problemas menstruais, tais como amenorréia, dismenorréia, síndrome pré-mentrual, menopausa, transtornos consecutivos a uma hiperfoliculinemia ou hiperprolactinemia; nas distonias neurovegetativas, tais como ansiedade, insônia, palpitações, taquicardia e vertigens; nos espasmos gastrintestinais e externamente aplicado sobre feridas. Em Homeopatia tem como principal uso a apatia e a impotência sexual principalmente dos homens.
Uma preparação patenteada contendo extrato alcóolico de Agnocasto (0,2%) tem sido disponível na Alemanha desde 1950. É usado no tratamento das dores e afecções relacionadas às mamas, insuficiência ovariana e disfunção hemorrágica uterina. Numerosos estudos têm sido reportados principalmente na Alemanha, os quais investigaram o uso deste produto no tratamento dos sintomas da deficiência de corpo lúteo, o qual é irregular nos ciclos menstruais, disfunção hemorrágica uterina, mastopatia, síndrome pré-menstrual e acne. Os resultados destes estudos indicam que o Agnocasto pode promover efeito benéfico, quando administrado em mulheres de 20 a 40 anos de idade e peso normal, as quais possuem a função ovariana não tão reduzida (concentração de progesterona = 7 a 12 ng/ml) e que também não têm nenhum desequilíbrio hormonal adicional, tais como desordem na função da tireóide, no metabolismo da prolactina ou anormalidades na região adrenocortical.
Foi descoberto que o Agnocasto restaura as concentrações de progesterona, prolongando a fase hipertérmica na temperatura basal e restaurando o teste LH-RH para o normal quando administrado pelo menos durante 3 meses em doses diárias de 40 gotas. As gotas geralmente são ingeridas com o estômago vazio, pela manhã, apesar de poder ser necessário dividir as doses durante as refeições.
Reportou-se também a eficácia do Agnocasto no tratamento de desordens endócrinas, tais como neuroses relacionadas com a menstruação e dermatites, além de ser utilizado no combate à acne.
A ação lactogênica tem sido reportada por meio de análises químicas do leite materno, revelando não ocorrer mudanças na composição.
O modo de ação do Agnocasto ainda não está bem esclarecido. Entretanto, pensa-se numa ação sobre o eixo pituitário-hipotalâmico ao invés de diretamente sobre os ovários.

Toxicidade/Contra-indicações: No geral o Agnocasto não apresenta quadros de intoxicação, apesar de quadros de reações alérgicas, as quais se resolvem seguindo um tratamento descontínuo com Agnocasto tem sido reportados. Dores de cabeça e aumento do fluxo menstrual também já foram encontrados.
É contra-indicado o uso para mulheres com déficits metabólicos de FSH e para aquelas que estejam fazendo tratamento com hormônios femininos.

Dosagem e Modo de Usar:
• Extrato Hidroalcóolico (50-70% V/V): 30 a 40 mg;
• Infusão: Uma colher de sopa por xícara. Infundir durante 15 minutos e tomar duas a quatro xícaras ao dia;
• Extrato Fluido (1:1): 1 a 2 gramas ao dia;
• Extrato Seco (10:1): 100 a 300 mg/dia (1 grama equivale a 10 gramas da planta seca);
• Homeopatia: 1ª à 6ª, 30ª, 100ª e 200ª.

Referências Bibliográficas:
• NEWALL, C. A.; ANDERSON, L. A.; PHILLIPSON, J. D. Herbal Medicines - A
guide for health-care professionals, 1ª edição, Londres, 1996.

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• PDR FOR HERBAL MEDICINES. 1ª edição. 1998.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• CAIRO, N. Guia de Medicina Homeopática. 1983.