Pesquisa de Dicas e Ervas

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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Bardana




Originária do Japão, a Bardana é uma planta de porte herbáceo, medindo cerca de 100-150 centímetros de altura; possui folhas alternas, pecioladas, onde as inferiores são cordiformes (em forma de coração) e as superiores são ovaladas; flores de cor púrpura reunidas em capítulos grandes dispostos em corimbos na extremidade do caule e dos ramos; o fruto é um aquênio com papilho de pêlos muito caducos; raízes napiformes, chegando a pesar 400 gramas e a Ter 45 centímetros de comprimento, de sabor amargo e açucarado e que muitas vezes é confundida com a raiz da beladona. No Japão suas raízes são comumente usadas na alimentação como legumes. Época de floração: de julho a setembro.

Nome Científico: Arctium lappa L. Sinonímia: Lappa major Gaertn. Arctium majus Bernh.

Nome Popular: Gobô, Orelha de gigante, Bardana, Bardana maior, Gobô japonês, no Brasil; Erva dos tinhosos, Pegamaço, em Portugal; Lampazo mayor, Lampazo, em língua espanhola; Burdock, Beggar’s Buttons, Burr Seed, Clotbur, Cockle Buttons, Cocklebur, Fox’s Clote, Great Burr, Happy Major, Love Leaves, Philanthropium e Hardock, em inglês.

Denominação Homaopática: BARDANA ou LAPPA MAJOR.

Família Botânica: Asteraceae (Compositae).

Parte Utilizada: Folhas frescas, raízes e sementes.


Princípios Ativos: Na Bardana há uma abundância de Inulina (30-50% nas raízes); Poliacetilenos (ácido arético, arctinona, arctinol, arctinal); Lactonas sesquiterpênicas; Ácidos fenólicos (ácido cafeico, ácido clorogênico, ácido isoclorogênico e derivados do ácido cafeico: arctiína); Fitoesteróis: beta-sitosterol e estigmasterol; Compostos insaturados: polienos; Taninos; Mucilagens; Carbonato e Nitrato de potássio; Composto antibiótico (semelhante à penicilina); Fenilacetaldeído, Benzaldeído, Metoxi e Metilpirazinas.


Indicações e Ações Farmacológicas: A Bardana possui ação diurética, sendo utilizada em estados onde se quer um aumento da diurese: afecções genitourinárias (cistite, uretrite e nefrite); hiperucemia; gota, auxiliando na eliminação do ácido úrico; hipertensão arterial, sendo a inulina e os sais de potássio (carbonato e nitrato) os responsáveis por este efeito; é colerética, aumentando as secreções biliar e hepática, efeito este causado pelos ácidos fenólicos; por ser hipoglicemiante é indicada para o tratamento de diabetes; é utilizada em tratamentos dermatológicos como: psoríase, dematite seborreica, acne, eczemas, por possuir um princípio antibiótico natural eficiente sobre bactérias Gram positivas, como o estafilococos e o estreptococos; é cicatrizante e adstringente, sendo este efeito determinado pelos taninos; possui ação estimuladora do couro cabeludo.

Toxicidade/Contra-indicações: O uso de diuréticos em hipertensão arterial só deve ser feito sob prescrição médica, já que o aparecimento de uma descompensação tensional pode ser possível devido à eliminação de potássio, podendo ocorrer uma potenciação do efeito dos cardiotônicos. Não é recomendado o uso interno para crianças.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Decocoção: 40 gramas das raízes em um litro de água. Tomar duas a três xícaras de chá ao dia.
- Infusão: 2-5 gramas ao dia de suas sementes.
- Tintura (1:10): 50-100 gotas, uma a três vezes ao dia.
- Extrato seco (5:1): 1 a 2 gramas ao dia.

• Uso Externo:
- Decocção, aplicada sob a forma de colutórios, banhos ou compressas.

• Uso Fitocosmético:
- Em shampoos, tônicos capilares, cremes e loções impuras e oleosas 1-3% de extrato glicólico ou decocto.


Referências Bibliográficas:
• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Reader’s Digest do Brasil. 1ª edição.
1999.

• SCHAWENBERG, P.; PARIS, F. Guia de las Plantas Medicinales. Omega.
1980.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.







quarta-feira, 4 de março de 2009

Cactus



Planta de caule arbóreo, cilíndrico, lenhoso e ramoso, armado de numerosíssimos acúleos fortes, castanhos-escuros ou pretos, 8-10-fasciculados, de 2-3 centímetros de comprimento. As folhas são sub-pecioladas, oblongo-lanceoladas, acuminadas, até 30 centímetros de comprimento, lisas na página superior e áspero-punctuadas na inferior. As flores são rosa-escuras com anteras amarelo de ouro, inodoras, até 4 centímetros de diâmetro, dispostas em racimos terminais. O fruto é uma baga piriforme, obtusa, tri-angulosa, de 3 centímetros, contendo 4-5 sementes pretas, obovóide-achatadas e luzidias.

Nome Científico: Cereus grandiflorus Mill. Sinonímia: Selenicereus grandiflorus (L.) Britt. et Rose; Cactus grandiflorus L.

Nome Popular: Cactus, Cacto-de-flor-grande, Flor da Noite, Flor do Baile e Rainha da Noite, em português; Night Blooming Cereus, em inglês.

Denominação Homeopática: CACTUS GRANDIFLORUS.

Família Botânica: Cactaceae.

Parte Utilizada: Flor e Casca do Caule.

Princípios Ativos: Alcalóides (do tipo isquinolínicos); Aminas: tiramina, cactina (hordenina), cacticina, narcisina e grandiflorina; Flavonóides: rutina, kaempferitrina, hiperosídeo e isorhamnerina-3--(galactosil)-rutinosídeo.

Indicações e Ação Farmacológica: O seu uso corresponde ao tratamento da angina pectoris, coronatites, palpitações e insuficiência cardíaca congestiva.
As aminas cardiotônicas e tiramina presentes no Cactus são responsáveis pelas atividades inotrópicas positivas. A cactina tem uma ação pseudo-digitálica sem risco de acumulação. Já os flavonóides promovem um efeito diurético.
Em Homeopatia a grande esfera de ação deste remédio é o coração, e seu sintoma característico é a sensação de constrição do coração, como se uma mão de ferro estorvasse seu movimento normal (angina de peito, aortite crônica, insuficiência aórtica, pericardite, hipertrofia do coração, palpitações, miocardite, sintomas cardíacos devidos à dispepsia, congestão do fígado, cálculos biliares, reumatismo agudo, etc), dentre outras indicações.

Toxicidade/Contra-indicações: O suco fresco do Cactus é irritante para a mucosa oral, causando sensação de queimação, náuseas e vômitos. Diarréias são também reportadas.
É contra-indicada a interação com outras medicações cardiotônicas, quinidina, laxantes antraquinônicos, diuréticos tiazídicos.

Dosagem e Modo de Usar:
• Extrato Fluido: 0,06-,6 ml
• Tintura: 0,12-2,0 ml.
• Homeopatia: Tintura-mãe, 1ª e 3ª.

Referências Bibliográficas:
• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• CAIRO, N. Guia de Medicina Homeopática. 1983.

• OLIVEIRA, F.; AKISUE, G. Fundamentos de Farmacobotânica. 2ª edição. Ed.
Atheneu. 1997.

• NEWALL, C. A.; ANDERSON, L. A.; PHILLIPSON, J. D. Herbal Medicines - A
guide for health-care professionals, 1ª edição, Londres, 1996.

Cactus Nacional


Planta que mede acima de 10 metros de altura, com um tronco amadeirado, curto, grosso, muito ramificado, os ramos geralmente são eretos, numerosos, freqüentemente um ápice compacto, quando jovem com freqüência é inteiramente azul, com poucas (4 a 6) nervuras; nervuras dos ramos jovens finas, pronunciadas, mais ou menos onduladas; aréolas grandes; vários espinhos, nos caules velhos e nos ramos são numerosos, primeiro amarelos, com freqüência muito longos, de 20 a 30 cm de comprimento; flores noturnas, grandes, 30 cm de comprimento, brancas; ovário púrpura, lobos estigmas numerosos, 2 cm comprimento; fruto grande, algumas vezes 12 cm de comprimento por 8 cm em diâmetro, vermelho-claro, sementes 3 mm de comprimento, mole e áspera.
Também chamado de Mandacaru, nome que vem do tupi e significa feixe ou molho pungente, cheio de espinhos.

Nome Científico: Cereus jamacaru DC. Sinonímia: Cereus glaucus Salm-Dyck, Hort.; Cereus laetvirens Salm-Dyck, Hort.; Cereus lividus Pfeiffer, Allg., Gaertenz; Cereus horribarbis Otto in Salm-Dyck, Cact. Hort. Dyck; Cereus cauchinii Rebut in Schumann, Gesamtb.; Cactus jamacaru Kosteletzky; Piptanthocereus jamacaru Riccobono; Piptanthocereus jamacaru cyaneus Riccobono; Piptanthocereus jamacaru glaucus Riccobono.

Nome Popular: Cactus Nacional, Mandacarú e Mandacaru de Boi, no Brasil.

Família Botânica: Cactaceae.

Parte Utilizada: Casca e semente.

Princípios Ativos: Segundo o Instituto de Química Agrícola, do Ministério da Agricultura, os artículos novos, verde-azulados, depois de queimados os espinhos, mostrou a seguinte composição:
Umidade (água) .... 15,84%
Proteína Bruta ..... 10,72%
Extrato Etéreo ..... 1,04%
Extrativos não
Nitrogenados ....... 45,52%
Fibra Bruta (celulose) ..16,22%
Fósforo em P2O5......... 0,22%
Cálcio em CaO ........... 5,61%

Com relação às sementes do Cereus jamacaru , um estudo demonstrou que estas são muito ricas em óleo e ácidos graxos, atingindo o valor de 25,4%.

Indicações e Ações Farmacológicas: Esta espécie ainda é uma das que necessitam de maiores estudos com relação às suas indicações e ações farmacológicas. O que se tem em literatura está relacionada com os artículos novos, verde-azulados, que depois de queimados os espinhos, servem de alimento para o gado, e portanto de grande importância na região Nordeste.

Toxicidade/Contra-indicações: Não há referências nas literaturas consultadas.

Dosagem e Modo de Usar: Não há referências nas literaturas consultadas.


Referências Bibliográficas:
• BRITTON, N.L.; ROSE, J.N. The Cactaceae – Descriptions and Ilustrations
of Plants of the Cactus Family.

• Plantas do Nordeste, Especialmente do Ceará, Biblioteca de Divulgação e
Cultura, Fortaleza, 1953.

• SALATINO, A.; MAYWORM, M. A. S.; Teores de Óleo e Composição de
Ácidos Graxos de Cereus jamacaru DC (Cactaceae), Zizyphus joazeiro Mart.
(Rhamnaceae) e Anandenanthera colubrina (Benth) Brenan var. Cebil
(Griseb.) Von Altschiul; Sitientibus; Feira de Santana; n.15; 1996.

terça-feira, 3 de março de 2009

Garcínia



Planta nativa da região da Indochina e Sri Lanka, a Garcínia é uma árvore que mede aproximadamente 15 metros de altura e 30 centímetros de diâmetro. Apresenta uma copa arredondada com ramagem caída ou horizontal. As folhas são verde-escuras, opostas, brilhantes e glabras, de forma obovada-elíptica , lanceoladas ou lanceoladas oblongas. As flores de cor vermelho-alaranjada, podem ser solitárias, contendo três ou quatro sépalas. Os frutos são grandes, do tipo globoso, com pericarpo grosso e carnoso (de cor amarelo-alaranjado), com seis a oito sementes em seu interior, cobertas por uma envoltura carnosa, comestível quando madura.
Os extratos produzidos a partir de seus frutos, estão recebendo grande aceitação no mercado brasileiro sendo indicados como auxiliar em regimes de emagrecimento. Os princípios ativos da Garcínia atuam no metabolismo e não provocam dependência ou prejuízos ao organismo, sendo esta sua grande vantagem em relação aos compostos sintéticos de efeitos psicotrópicos.

Nome Científico: Garcinia cambogia H.

Nome Popular: Também chamada de Camboge, Gutta Cambodia, Gutta Gamba, Gummigutta, Tom Rong ou Gambodia. A resina retirada do tronco da árvore é da mesma forma denominada Gamboge. Em língua espanhola é chamada de Tamarindo Malabar e no Brasil de Garcínia.

Família Botânica: Guttiferae.

Parte Utilizada: A polpa do fruto. Popularmente também se utiliza sua casca.

Princípios Ativos: Possui Ácido hidroxicítrico (cerca de 30% do seu peso) e seus isômeros I, II, III e IV e Antocianosídeos: B1 e B2, presentes no pericarpo dos frutos; resina, com cerca de 70%, composta de Benzofenonas e Xantonas amarelas e avermelhadas (incluindo Ácido morélico, Ácido isomorélico e Ácido alfa-gambógico) além de Mucilagens, presentes na planta toda.

Indicações e Ações Farmacológicas: Indicada como coadjuvante em tratamentos de emagrecimento.
É sabido que o Ciclo de Krebs ou Ciclo do Ácido Cítrico, constitui no elo final para a obtenção de energia através do processo oxidativo de carboidratos e ácidos graxos, assim como para a síntese de certos aminoácidos. Antes de entrar no ciclo, o piruvato proveniente da glicólise é convertido dentro da mitocôndria, por descarboxilação oxidativa, em ácido acético, água e anidrido carbônico em condições de aerobiose. O ácido acético se combina com a coenzima A para gerar o acetil-coenzima A, o qual reage como oxaloacetato para finalmente formar o ácido cítrico.
Durante este ciclo de respiração celular são ativadas também átomos de hidrogênio na forma de NAD e FAD os quais intervêm, junto a coenzima A, no metabolismo dos ácidos graxos. A diferença do caso anterior está que a biossíntese dos ácidos graxos não se realiza nas mitocôndrias mas no citoplasma da célula, no qual a acetil-coenzima-A é transportada desde a membrana mitocondrial até o citoplasma, para junto com o citrato iniciar a síntese dos ácidos graxos.
Em condições de necessidade de energia, como pode ocorrer durante uma atividade física, a acetil-coenzima A participa ativamente no Ciclo de Krebs, mas quando se necessita de menor quantidade de energia, como no repouso, passa a ser canalizada para a biossíntese dos ácidos graxos para armazenamento.
Na biossíntese de lipídeos intervém a enzima citrato liase encarregada de catalisar a degradação do citrato em acetil-coenzima A. Mas na presença de ácido hidroxicítrico, princípio ativo da Garcínia (Lewis Y. e Neelakantan S., 1965) é formada menor quantidade de acetil-coenzima A. Isto é explicado através de um mecanismo competitivo entre o ácido e a enzima, gerando-se assim menor formação de lipídeos. Em cultivos hepáticos de ratos, assim como no fígado de ratos in vivo, pôde-se comprovar o efeito redutor dos lipídeos e de peso pelo ácido hidroxicítrico administrado por via oral ou parenteral (Lowenstein J., 1971).
Foi observado efeito supressor do apetite em animais que foram submetidos a um seccionamento cirúrgico do centro regulador do apetite no cérebro. Isto implica que existe outro tipo de regulação da saciedade no caso de administração de Garcínia, onde neoglicogênese hepática julgaria um papel preponderante (Russek M., 1981). A respeito, cientistas da Hoffman La Roche encontraram que a velocidade da neoglicogênese praticamente se duplica em ratos tratados com ácido hidroxicítrico, o que implica que na presença deste ácido existe uma maior saciedade do tipo “hepática”,produto de maior ativação da enzima carboxil-piruvato estimulada pela acetil-coenzima A produzida durante a combustão dos lipídeos (Sullivan A. et al., 1972; Rao R. et al., 1988).

Toxicidade/Contra-indicações: Relata-se a ausência de efeito colateral quando administrado o Ácido hidroxicítrico, presente em extratos dos frutos da Garcínia. Porém a administração da resina, presente principalmente na casca, possui um poderoso poder laxativo.

Dosagem e Modo de Usar:
• Extrato Seco (5:1): 300-450mg/cápsula, uma ou duas cápsulas meia hora antes do almoço e do jantar.

Referências Bibliográficas:

• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos
Aires. 1998 ( o qual cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas/ Toxicidade e Contra-indicações).

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• PDR FOR HERBAL MEDICINES. 1ª edição. 1998.

Buchinha


A Buchinha é uma trepadeira de caule penta-anguloso ou não, de gavinhas simples ou bífidas, compridas e vilosas. As folhas são longo pecioladas, cordiforme-reniformes, angulosas, um pouco ásperas, de cor verde-escura na página superior. As flores são amarelo-pálidas, campanuladas, pequenas, axilares, tendo as femininas pedúnculos de 2 centímetros de comprimento. O fruto é ovóide-oblongo, mole, pequeno, áspero, marrom quando seco, de interior esponjoso, com 10 costelas longitudinais e com espinhos no pericarpo. As sementes são compridas, lisas, com as margens regulares e sem alas.
É originária da América Tropical, cultivada principalmente no nordeste e norte do Brasil.

Nome Científico: Luffa operculata (L.) Cogn. Sinonímia: Cucumis sepium G. Mey; Luffa purgans Mart.; Cucumis anguria Rodschied; Luffa quinquefolia Seem.; Momordica operculata L.; Momordica purgans Mart.; Momordica quinquefolia Hook. er Arn.; Poppya operculata Roem.

Nome Popular: Buchinha, Cabacinha, Abobrinha do Norte, Bucha, Bucha dos Caçadores, Esfregão, Purga de João Pais, Purga Paulista, no Brasil; Esponjilla, na Colômbia.

Denominação Homeopática: LUFFA OPERCULATA.

Família Botânica: Cucurbitaceae.

Parte Utilizada: Fruto.

Princípios Ativos: Segundo M. Pio Corrêa os frutos da Buchinha encerram o princípio ativo buchinina, que é uma substância amarga cristalizável.


Indicações e Ações Farmacológicas: M. Pio Corrêa cita as seguintes aplicações: “ Depois de secos, tornam-se os frutos um poderoso drástico, purgativo, vomitivo e hidragogo, de largo emprego contra a hidropsia, clorose, amenorréia, ascites, afecções oftálmicas crônicas e moléstias herpéticas, mas cuja dosagem exige bastante cuidado, porquanto freqüentemente provocam dejeções fortíssimas e acompanhadas de náuseas e graves cólicas. A veterinária aproveita-os como purgativo para aves domésticas.”
Em Homeopatia, N. Cairo cita a referência Allgemeine Homopatische Zeitung 1963-208: página 641 e 642 e escreve:
“ O remédio foi experimentado da D4 à D15, com reações e agravações nas baixas dinamizações, em certos doentes sensíveis, principalmente sobre a forma de cefaléia intensa, dores supra-esternais, sensação de vibração cardíaca, hipersensibilidade à luz, sensação de tensão nos olhos e uma sensação especial de “bola”, no estômago e na cabeça.
De 90 doentes de sinusite frontal ou maxilar crônicas 80% melhoraram ou se curaram; nos casos agudos houve 50% de melhora.
Em 9 casos de doentes asmáticos, 4 melhoraram de maneira notável, tanto nos casos alérgicos como nos infecciosos.
A rinite alérgica é sensivelmente melhorada, bem como a laringite crônica.
Cabeça: Cefaléia que vai da fronte para o occipital, pressão surda na cabeça com imagens cintilantes defronte os olhos e vertigens.
Nariz: Mucosa nasal úmida, como se tivesse uma corrente de ar frio; ligeira secreção que é mais amarela pela manhã e clara e transparente durante o resto do dia.
Boca e laringe: Sensação de secura na garganta, língua seca, sensibilidade e pressão nas gengivas.”

Toxicidade/Contra-indicações: De espécies desse gênero, especificamente de Luffa acutangula Roxb., Luffa cylindrica (L.) Roem. e Luffa aegyptiaca Mill., foram obtidas glicoproteínas com as ações inibidora da síntese protéica, embriotóxica e abortiva, demonstradas em experimentos em animais (Ngai et al., 1992; 1992 a; 1993). A ingestão de chás preparados com os frutos provoca cólicas abdominais, diarréia intensa e vômitos (Schvartsman, 1992).
Atualmente os frutos secos estão sendo comercializados em farmácias com a indicação em “rinite e sinusite”, para administração através de inalação ou solução nasal em gotas, recomendação de uso que traz consigo um potencial aumento dos casos de intoxicações. Segundo depoimentos de alguns usuários, esta utilização é responsável por graves irritações e hemorragias nasais.

Dosagem e Modo de Usar:
• Homeopatia: 5.ª e 6.ª.

Referência Bibliográfica:
• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• SIMÕES, C. M. O. Farmacognosia da Planta ao Medicamento. 1ª edição.
1999.

• CAIRO, N. Guia de Medicina Homeopática. 1983.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.


Borragem

Quase todos os escritos antigos que fazem referências das suas virtudes, relata seus benefícios contra os estados melancólicos e de tristeza. Porém seu nome provém da palavra árabe abou rach, que significa “pai do suor”, em alusão à propriedade sudorífica atribuída a esta espécie.
Esta espécie é caracterizada por apresentar uma altura entre 20 e 60 centímetros, anual e eriçada de pêlos. As folhas são alternas, rugosas, sendo as infeiores grandes, oblongo elípticas e contraídas em pecíolo comprido e as superiores pequenas e amplexicaules. As flores são grandes, azuis ou róseas e com escamas brancas e anteras violáceas escuras em cone pontiagudo central, com cinco pétalas soldadas dispostas em estrela, agrupadas em cimeiras escorpióides terminais. O fruto é um tetraquênio ovóide com um anel basilar enrugado, contendo sementes pretas e duras. Apresenta um odor pouco intenso e o sabor de pepino fresco.
É oriunda da zona mediterrânea européia e da Ásia menor, sendo de distribuição ampla em outros continentes. Cresce em solos baixos e arenosos, preferindo clima frio.

Nome Científico: Borrago officinalis L. Sinonímia: Borago advena Gilib.; Borago aspera Gilib.; Buglossum latifolium Bauh.

Nome Popular: Borragem, em português; Boretsche Burretsch, na Alemanha; Borraja, Borraína, Borraja Fina e Borraga, em espanhol; Bourrache, Bouroche, Langue de Boeuf, na França; Bernage e Bernazie, na Holanda; Birch e Borage, em inglês; Borragine e Borrana, na Itália; Borak, na Polônia.

Denominação Homeopática: BORRAGO OFFICINALIS.

Família Botânica: Boraginaceae.

Parte Utilizada: Principalmente a folha, caule e algumas vezes as flores.

Princípios Ativos: Mucilagem: entre 11 e 30%; Ácido Salicílico: 1,5% no caule e2,2% nas folhas; Alcalóides: senecionina, licopsamina, acetil-licopsamina, supinina, tesinina, amabilina, cinaustina, intermedina; Nitrato de Potássio (15-17%); Flavonóides: kempferol, quecetol. Taninos.


Indicações e Ações Farmacológicas: Tanto os flavonóides como o nitrato de potássio exercem uma ação diurética. A mucilagem confere propriedades antiinflamatórias e balsâmicas. O efeito expectorante estaria relacionado aparentemente com uma ação antiinflamatória intrínseca sobre a mucosa bronquial, com uma diminuição e fluidificação secundária do exsudato inflamatório, contribuindo todos estes elementos para a sedação da tosse. A ação da Borragem como expectorante e sedativo da tosse sobre um total de 138 pacientes observados demonstrou possuir muitos bons resultados em 90% dos casos (Corpas P. et al.,1989).

Toxicidade/Contra-indicações: O alcalóide senecionina tem demonstrado em provas de laboratório sobre animais que através se seu conteúdo pode produzir a enfermidade obstrução venosa hepática além de ser hepatocarcinogênio (Mattocks A., 1986). Tem-se demonstrado a hepatoxicidade nos outros alcalóides: amabilina, cinaustina e intermedina (De Vicenzi et al., 1995).
O uso popular desta planta não tem obtido demasiadas denúncias de toxicidade, talvez devido a baixa concentração dos alcalóides presentes na planta. De acordo com uma informação do Laboratório de Farmacologia Vegetal da Escola de Medicina J. Corpas da Colômbia, estudos de hepatoxicidade tardia em ratos com diferentes extratos de Borragem têm demonstrado resultados negativos (Corpas J. et al., 1991).
É contra-indicado o uso da Borragem durante a gravidez e lactação devido à falta de dados referentes e à presença de alcalóides que podem causar hepatotoxicidade.

Dosagem e Modo de Usar:

• No Equador, na Colômbia e na América Central, é utilizada popularmente a infusão das folhas (10 g/l) nos casos de febre, enfermidades eruptivas, como varicela e sarampo e na pleurite; enquanto que a decocção é usada nos casos de cistite e colite. Os cataplasmas bem quentes a base de folhas esmagadas produz um efeito calmante nas dores produzidas por picadas de insetos e gota.

• Na Europa, tanto as flores quanto as folhas secas são utilizadas em infusão (30 g/l) como diurético nos casos de cistite e nefrite. Também esta infusão é usada nos processos reumáticos e nas infecções respiratórias, como resfriados, bronquites e pneumonias.

• A mistura de 5 gramas de Borragem com 50 gramas de Bardana é empregada como depurativo, tomando-se quatro xícaras diárias. Em eczemas, aplica-se o líquido morno obtido da decocção das folhas e flores de Borragem (30 gramas em 300 ml de água).

• Extrato Fluido (1:1): 20 gotas, duas a três vezes ao dia.

Referências Bibliográficas:

• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos
Aires. 1998 ( o qual cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas/ Toxicidade e Contra-indicações).

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Reader’s Digest do Brasil. 1ª edição.
1999.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

Boldo Chileno




O Boldo Chileno é um arbusto oriundo dos Andes chilenos e de propriedades bastante conhecidas. A parte de utilidade na terapêutica é a folha, a qual é caracterizada por ser curtamente peciolada, inteira, grossa, coriácea, quebradiça, elíptica ou oval-elíptica, de ápice obtuso e base arredondada e simétrica; mede de 3 a 6 centímetros de comprimento, por 2 a 4 centímetros de largura. O limbo é de cor cinzenta-esverdeada e cinzenta-prateada, mostrando-se algumas vezes, avermelhado. A face superior apresenta pequenas e numerosas protuberâncias, mais claras, em cujo centro acham-se insertos pêlos curtos, simples, bifurcados ou estrelares, o que torna áspera ao tato. A face inferior apresenta raros pêlos e raras protuberâncias. As nervuras são salientes na página inferior e impressas na página superior, sendo as secundárias, geralmente, indivisas até quase a margem, onde se dividem nitidamente. Observada contra a luz, a folha mostra pontuações translúcidas correspondentes às células oleíferas.
Apresenta também flores de coloração branca ou amarela, campanuladas e dispostas em cachos de 5 a 12 flores. O fruto é uma drupa, de cor amarela. É pouco cultivada no Brasil.

Nome Científico: Peumus boldus (L.) Molina. Sinonímia: Peumus fragrans Perc.; Ruizia fragrans Ruiz et Pavan; Boldoa fragrans Gay; Boldus chilensis Schult.

Nome Popular: Boldo Chileno, Boldo, Boldoa-fragrans, Boldo do Chile e Boldu, no Brasil; Boldo, na Itália, na Alemanha, em inglês, na França e em espanhol.

Observação: No Brasil é também chamado de Boldo a planta Coleus barbatus Benth, diferindo-se totalmente do Peumus boldus (Molina) Lyons em relação à sua morfologia e constituição. É indicado para afecções hepáticas popularmente, porém nada ainda foi comprovado.

Denominação Homeopática: BOLDO.

Família Botânica: Monimiaceae.

Parte Utilizada: As folhas.

Princípios Ativos: Alcalóides derivados da aporfina: boldina, isoboldina, laurotetanina e laurolitsina; Óleo Essencial: eucaliptol, cineol, ascaridol, p-cimeno, linalol, eugenol, e terpineol; Flavonóides: ramnetol, isoramnetol; Taninos e Cumarina.

Indicações e Ações Farmacológicas: O Boldo Chileno é indicado para cálculos biliares, cistite, reumatismo, como estimulante da digestão, e principalmente no tratamento da colelitíase com dor.
Possui ação colerética a qual é atribuída aos alcalóides, principalmente a boldina. Estudos demonstraram que a boldina possui efeito relaxante sobre o íleo do rato, interferindo no mecanismo colinérgico associado à contração.
A ação diurética observada é caracterizada por uma irritação promovida pelo terpineol, presente no óleo essencial.
Antigamente o óleo essencial do Boldo Chileno era indicado como vermífugo devido à alta concentração de ascaridol presente. Porém hoje, devido a presença de um considerável número de agentes anti-helmínticos de baixa toxicidade, esta indicação foi deixada de lado.
Atribui-se aos flavonóides atividade espasmolítica. Ativa a secreção salivar e do suco gástrico, utilizado em casos de hiperacidez e dispepsias.

Toxicidade/Contra-indicações: Não se deve administar ao uso interno o óleo essencial devido a presença do ascaridol (a essência, a partir de 300 mg pode provocar vômitos, diarréias, além de causar irritação renal e em doses mais elevadas podem produzir um efeito narcótico e convulsivante).
É contra-indicado na gravidez, na lactância e para portadores de doenças renais.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Infusão: 60-200 mg das folhas, três vezes ao dia;
- Extrato Seco (5:1): 50-100 mg/dose, duas a três vezes ao dia;
- Extrato Fluido (1:1): 10 a 215 gotas, três vezes ao dia, antes das refeições;
- Tintura (1:5): 25 a 50 gotas, trinta minutos antes das refeições.

Referências Bibliográficas:
• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• OLIVEIRA, F.; AKISUE, G.; AKISUE, M. K. Farmacognosia. 1ª edição.
1996.

• Revista Racine. Março/Abril. 1998.

• TESKE, M.; TRENTINI, A. M. Herbarium Compêndio de Fitoterapia.
Herbarium. Curitiba. 1994.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

Bétula


Antigamente a Bétula era conhecida como a “árvore da sabedoria”, já que os mestres utilizavam na escola uma vara de madeira desta árvore para castigar os alunos distraídos. Os indígenas utilizavam as folhas frescas e colocavam diretamente sobre as feridas de difícil cicatrização e abcessos, deixando-as durante todo o dia em contato com a pele, com uma faixa amarrada, a fim de obter o efeito adstringente dos taninos. A menção de suas propriedades medicinais surgiram no século XII numa descrição realizada por santa Hildegarda, a respeito do seu poder diurético proporcionado por suas folhas e sua virtual capacidade de eliminar os cálculos urinários.
É uma árvore que mede entre 20 e 30 metros de altura, possuindo um tronco esguio, ramos flexíveis, sendo os jóvens pendentes. A casca é lisa, de coloração castanho-dourada e mais tarde branca e acetinada, que depois dos 20 anos abre gretas e desprende-se em lacínias na base. As folhas são glabras, brilhantes e escuras na página superior, triangulares ou romboidais, dentadas no ápice, com nervuras espaçadas, caindo a partir de outubro. As flores se reúnem em amentilhos masculinos, de cor amarelo-alaranjado e compridos e em amentilhos femininos pedunculados, curtos, com estigmas vermelhos, caducos na maturação. O fruto é um aquênio pequeno e alado. Apresenta odor levemente aromático e penetrante.

Nome Científico: Betula alba L. Sinonímia: Betula pendula Roth.; Betula verrucosa Ehrh.; Alnus japonica Steud.; Betula acuminata Ehrh.; Betula aetnensis Raf.; Betula aurata Borkh.; Betula aurea Steud.; Betula broccembergensis Bechst.; Betula carpatica Waldst. et Kit. ex. Willd.; Betula canadensis Hort. ex C.Koch; Betula cordifolia Regel; Betula coriifolia Tausch ex Regel; Betula cryptocarpa Laest.; Betula cupidata Schrad. Ex Regel; Betula dalecarlica L.f.; Betula ethnensis Raf. ex Regel; Betula friesii Larss.; Betula glauca Wend.; Betula glutinosa Wallr.; Betula grandis Schrad.; Betula gummifera Bertol.; Betula hackelii Opiz ex Steud.; Betula harcynica Wend. ex Steud.; Betula hybrida Blom.; Betula japonica Siebold; Betula laciniata Blom.; Betula laciniata Thunb.; Betula latifolia Tausch; Betula lenta Du Roi; Betula major Gilib.; Betula macrostachya Schrad. ex Regel; Betula media Laest.; Betula megalocarpa Laest.; Betula murithii Gaudin ex Regel; Betula nigra Duhamel; Betula nigricans Wend.; Betula odorata Bechst.; Betula ovata C.Koch; Betula oycoviensis Bess.; Betula palmaeformis Laest.; Betula palmata Borkh.; Betula pontica Hort. ex Loud.; Betula populifolia (Dryand.) Aiton; Betula pubescens Ehrh.; Betula reticulata Laest. Ex Regel; Betula rhombifolia Tausch; Betula rubra Hort. ex Regel; Betula rustica Laest.; Betula silvatica Laest.; Betula silvestris Laest.; Betula sokolowii Hort.; Betula subaequalis Laest.; Betula subalpina Laest.; Betula tiliaefolia Laest.; Betula tomentosa Retz. et Abel; Betula torfacea Schleich.; Betula tortuosa Ledeb.; Betula urticaefolia curtois ex Steud.; Betula virgata Salisb.

Nome Popular: Bétula, Vidoeiro, Vidoeiro Branco, Bidoeiro, Bédulo e Bido, em português; Birke, na Alemanha; Abedul, Abedul Blanco, Álamo Blanco e Árbol de la Sabiduría, em espanhol; Arbre d’ École, Arbre de la Sagesse, Arbre Néphrétique, Bois à Balais, Bonillard, Bouleau, Bouleau Blanc, Bouleau Commun e Sceptre des Maîtres, na França; Berkenboom, na Holanda; Birch e Common Silver Birch, em inglês; Betula, na Itália; Brzoza, na Polônia.

Denominação Homeopática: BETULA ALBA.

Família Botânica: Betulaceae.

Parte Utilizada: Folha e eventualmente a casca.

Princípios Ativos: Flavonóides (3%): miricitrosídeo, hiperosídeo, quercitrina, heterosídeos do kempferol, quercetina, rutosídeo e luteolina; Óleos Essenciais (0,1 a 1%): monotropitosídeo, hidrolizável em salicilato de metila e triterpenos: ácido betulínico e betulinol; Ácido Ascórbico; Ácidos Fenólicos: clorofênico e cafêico; Taninos; Saponinas; Ácido Nicotínico; Procianidóis e Resina: constituída por terpenos e zilotilol.


Indicações e Ações Farmacológicas: Esta espécie é utilizada na terapêutica como diurético, útil nas afecções genitourinárias, tais como cistite, uretrite, ureterite, pielonefrite, oligúria e urolitíase; na gota; na hipertensão; nos edemas; em tratamentos de emagrecimento; nas gripes, resfriados e cefaléias; nas inflamações osteoarticulares, tais como artrite, artrose, bursite, tendinite, fibrosite e fibromialgia. Topicamente é indicada na cicatrização de feridas, celulite, eczemas, psoríase, alopecia e vulvovaginite.
Os flavonóides, especialmente o hiperosídeo, e o triterpeno betulinol são responsáveis pela ação diurética conferida a esta espécie de acordo com ensaios feitos em animais (Duraffourd C. et al., 1987). Além disso, proporcoina um efeito protetor do parênquima renal evidenciando uma diminuição na eliminação de albumina (Tissut M. et al., 1980).
Com relação aos ácidos essenciais, estes proporcionam uma ação anti-séptica, cicatrizante e antiinflamatória. Estudos recentes feitos na Suécia demonstraram atividade antiinflamatória das folhas de Bétula, sob a forma de extrato aquoso, inibindo enzimas produtoras de prostaglandinas e tromboxanos (a ciclooxigenase por exemplo) e leucotrienos (5-lipooxigenase). Esta atividade exercida principalmente pelos taninos e polifenóis foi considerada pouco significativa in vitro, porém é muito mais marcante in vivo devido a ação metabólica ativadora do fígado sobre as saligeninas, as quais estão presentes nos compostos fenólicos, sendo metabolizadas em ácido salicílico (H. Tumon e col., 1995).
O óleo de Bétula, o qual é rico em salicilato de metila, é aproveitado pela indústria farmacêutica para a fabricação de cremes tópicos utilizados nas inflamações osteoarticulares. O ácido cafêico tem demonstrado inibir a via clássica do sistema complemento, sendo útil nos processos inflamatórios auto-imunes, como artrite reumatóide por exemplo (París R., e cols., 1981).

Toxicidade/Contra-indicações: Nas doses recomendadas não apresenta efeito tóxico. Porém, o óleo de Bétula em altas concentrações por via interna e externa é tóxico devido à alta concentração de salicilato de metila, o qual é absorvível pela via cutânea. A intoxicação é caracterizada por náuseas, vômitos, edema pulmonar e estados convulsivos. Para crianças, uma dose de 10 ml deste óleo pode ser fatal. O odor desta droga pode ser facilmente detectável no alimento, urina e nos vômitos (Goodman e Gilman, 1986).
O uso de diuréticos para cardiopatas só deve ser feito por meio de prescrição médica, devido a uma possível potenciação dos efeitos do cardiotônico. Devido a presença de salicilato de metila, deve-se ter especial cuidado na administração em indivíduos com trombocitopenia, hemorragias, ou que estejam fazendo tratamento com anticoagulantes. É desaconselhável o uso durante a gravidez e lactação e proibido para indivíduos que tenham hipersensibilidade a salicilatos.

Dosagem e Modo de Usar:
• Infusão: 40 g/l, infundir durante 10 minutos. Tomar três vezes ao dia;
• Extrato Fluido (1:1): 30 a 60 gotas, três vezes ao dia;
• Xarope (com 30% do Extrato Fluido): uma a três colheres de sopa ao dia;
• Tintura (1:10): 50-100 gotas, uma a três vezes ao dia;
• Extrato Seco (5:1): 300-600 mg/dose, duas a três vezes ao dia.
• Cosméticos: Preparações para peles e cabelos. Elimina caspa e seborréia e estimula o crescimento capilar.

Referências Bibliográficas:
• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos
Aires. 1998 ( o qual cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas/ Toxicidade e Contra-indicações).

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Reader’s Digest do Brasil. 1ª edição.
1999.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• TESKE, M.; TRENTINI, A. M. Herbarium Compêndio de Fitoterapia.
Herbarium. Curitiba. 1994.

Beterraba



Desde muito tempo a Beterraba é considerada como uma planta alimentícia. Mas em 1747, um farmacêutico alemão chamado Margraaf descobriu que na composição da Beterraba existe a sacarose, a mesma substância proveniente da cana-de-açúcar. Esta descoberta permitiu que nos fins do século XVIII criou-se o primeiro estabelecimento industrial destinado a extração e purificação da sacarose.
A denominação botânica Beta dada à Beterraba deriva do formato do caule o qual se dobra na parte superior quando está carregado de sementes, assemelhando-se a letra grega .
É uma planta ereta, de raiz carnosa, fusiforme ou turbinada, de coloração vermelho-escura, amarela ou purpúrea. As folhas são basilares, ovado-cordiformes, verdes ou purpúreas. Possui inflorescência em espiga, com flores 1-4 pálido esverdeadas, reunidas em glomérulos. Apresenta também um fruto deprimido e com pericarpo lenhoso.

Nome Científico: Beta vulgaris L.

Nome Popular: Beterraba, em português; Remolacha, Betarraga e Remolacha Azucarera, em espanhol; Betterave à Sucre, Betterave Sucrière, na França; Sugar Beet e Beet, em inglês; Barbabietola Zuccherina, Bietola da Zucchero e Rapa Zuccherina, na Itália.

Denominação Homeopática: BETA VULGARIS.

Família Botânica: Chenopodiaceae.

Parte Utilizada: Raiz em pó.

Princípios Ativos: Açúcares: sacarose (15-20%), frutose e glicose; Sais Minerais: potássio, sódio, cálcio, magnésio, ferro (em pequena quantidade); Vitaminas: A, B1, B2 e C; Fibras; Glutamina; Pigmentos: betanidina, colima e betaína; Substâncias Voláteis: piridina; Rafanol; Saponinas; Alcalóide: betalaína; Flavonóides: isoramnetina.


Indicações e Ações Farmacológicas: A raiz da Beterraba é indicada na hepatite, na cirrose, nas coleocistopatias, na prevenção da arteriosclerose, na anemia, na astenia, na convalescênça e na fragilidade capilar.
O principal uso da Beterraba é na obtenção da sacarose, empregada como excipiente em xaropes, comprimidos e outras formas farmacêuticas utilizadas em farmácia. A sacarose é produzida e consumida em proporções muito maiores que qualquer outro açúcar.
A glutamina tem demonstrado ser um ativador do metabolismo e uma substância utilizada na astenia, empregada nos complexos energizantes. A betaína é um fator lipotrópico que estimula e regulariza a função hepática. Já a betanidina, administrada oralmente, provoca aumento da pressão arterial e da freqüência cardíaca (Acosta de la Luz L., 1995).
A Beterraba é um alimento remineralizante e vitamínico.

Toxicidade/Contra-indicações: Em geral a Beterraba é muito bem tolerada para o ser humano. Porém animais que consomem em alta quantidade Beterraba podem apresentar sinais de toxicidade.
Deve consumir com precaução os pacientes acometidos de transtornos intestinais do tipo diarrêico ou pacientes com tendência à formação de cálculos devido ao seu alto conteúdo de ácido oxálico.

Dosagem e Modo de Usar: Não há referências nas literaturas consultadas.

Referências Bibliográficas:
• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos
Aires. 1998 (obra cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas/ Toxicidade e Contra-indicações).


• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• Flora Brasileira. Primeira Enciclopédia de Plantas do Brasil, vol.1, 1984.

Berinjela


Herbácea inerme ou armada de acúleos, que pode chegar até 1 metro de altura; suas folhas são alternas, ovadas, angulosas, brancacento-tomentosas na página inferior; suas flores são violáceas, grandes, às vezes com mácula amarela; o fruto é uma baga comestível, carnosa, redonda ou oval e alongada, com casca lisa, de coloração escura ou arroxeada, cuja forma e o tamanho varia pelo cultivo.
É nativa da Índia e cultivada na África, de onde chegou à Europa e mais tarde às Américas. No Brasil é encontrada desde o século 17.
O fruto que constitui a droga vegetal é comestível de varias formas, estando presente em inúmeros pratos pelo mundo.
Prefere temperaturas entre 18 e 30º C e solos permeáveis, bem drenados, ricos em matéria orgânica e pH entre 5,5 e 6,8. É sensível ao frio, geadas e excesso de chuvas na floração.
Existem muitas variedades hortícolas, as quais são diferenciadas pela forma da planta em geral e pela cor dos frutos.

Nome Científico: Solanum melongena L. Sinonímia: Melongena teres Mill.; Solanum esculentum Dun.; Solanum incurva Mill.; Solanum spinosa Mill.

Nome Popular: Berinjela, Berengens e Tongu, no Brasil; Aubergine, na França; Berengena, na República Dominicana; Berenjena, na Espanha; Brinjal e Egg-Plant, em inglês; Eierfrucht e Eierpflanze, na Alemanha; Katrikai, no Ceilão; Melanzana e Petociano, na Itália; Nasu, no Japão; Vángi, na Índia.

Família Botânica: Solanaceae.

Parte Utilizada: Fruto.

Princípios Ativos: Ácidos Cafêico e Clorogênico; Colina; Trigonelina; Antocianosídeos: violamina, glicose hidrolisável, ramnose e éster cumarínico do delfinidol; Vitaminas: A, B1, B2, B5, C e niacina; Sais Minerais: cálcio, fósforo, ferro, potássio e magnésio (ver literatura sobre o Tomate).





Indicações e Ações Farmacológicas: A Berinjela é indicada na hipercolesterolemia, na arteriosclerose, nas disquinesias hepatobiliares e como coadjuvante nas dietas de emagrecimento.
A droga vegetal apresenta ação hipocolesterolemiante, antiateromatosa, diurética e colagoga.
Um estudo realizado na UNICAMP avaliou o efeito do suco da Berinjela sobre os lipídeos plasmáticos, o colesterol residual, a peroxidação lipídica das LDL nativas, oxidadas e da parede arterial e o relaxamento dependente do endotélio, em coelhos hipercolesterolêmicos. Obteve-se que o suco da Berinjela administrado a coelhos hipercolesterolêmicos reduziu significativamente o peso corpóreo, o colesterol total, as LDL plasmáticas, os triglicérides, o colesterol tecidual, a peroxidação lipídica das LDL nativas, oxidadas e da parede arterial, assim como aumentou o relaxamento dependente do endotélio.
Com relação às vitaminas e sais minerais presentes na Berinjela, ver literatura sobre o Tomate, exceto a Vitamina B5, caracterizada da seguinte forma:
Vitamina B5 (Ácido Pantotênico): Apresenta papel dos mais importantes na regulação dos processos de suprimento de energia.

Toxicidade/Contra-indicações: Não há referências nas literaturas consultadas.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Alimentar.;
• Pó: Em cápsulas de 250 mg, três vezes ao dia;
• Tintura: Tomar 15 gotas diluídas em água, três vezes ao dia;

Referências Bibliográficas:
• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• JORGE, P. A. R.; NEYRA, L. C.; OSAKI, R. M.; ALMEIDA, E.;
BRAGAGNOLO, N. Efeito da Berinjela sobre os Lipides Plasmáticos, a
Peroxidação Lipídica e a Reversão da Disfunção Endotelial na Hipercolesterolemia
Experimental, Arq. Bras. Cardiol., volume 70 (nº2), 1998.

• PANIZZA, S. As Plantas que Curam (Cheiro de Mato). 7ª edição. 1997.

• FRANCO, G. Tabela de Composição Química dos Alimentos, 9ª edição, Atheneu,
São Paulo, 1992.

Berbéris


Arbusto ereto, medindo de 1 a 3 metros de altura, apresentando casca cinzenta, ramos canelados e lenho duro amarelo. As folhas são verde-claras rígidas, desiguais, obovadas, marginadas de cílios espinhosos, possuindo ramificação vascular na página inferior, reunidas em ramos ao nível de um espinho tripartido. As flores são muito pequenas e amarelas, com 6 pétalas, 6 sépalas e 6 estames em volta de um carpelo encimado por um disco estigmatífero persistente, dispostos em cachos pendentes mais compridos que as folhas. O fruto é uma baga de cor coral, ovóide, contendo 2 a 3 sementes. A planta é inodora, o fruto um sabor extremamente ácido e a casca é amarga.
É originário da Europa e Ásia Oriental e de distribuição ampla na atualidade. Era uma arbusto muito cultivado nos jardins até que se descobriu que transmitia esporos de um fungo causador de uma doença nos cereais, a ferrugem negra, às plantações.

Nome Científico: Berberis vulgaris L. Sinonímia: Berberis abortiva Renault; Berberis acida Gilib.; Berberis aethnensis Bourg. ex Willk. et Lange; Berberis apyrena Hort. ex C. Koch; Berberis arborescens Hort. ex C. Koch; Berberis asperma Poit. et Turpin; Berberis aurea Tausch; Berberis bigelovii Schrad.; Berberis brachybotrys Edgew.; Berberis calliobotrys Bien. ex Aitch.; Berberis canadensis Mill.; Berberis crataegina DC.; Berberis crenulata Schrad.; Berberis cretica L.; Berberis densiflora Boiss. et Buhse; Berberis dentata Tausch; Berberis dulcis hort.ex C. Koch; Berberis dumetorum Bauh.; Berberis dumetorum Gouan; Berberis edulis Hort. ex C. Koch; Berberis emarginata Willd.; Berberis heterophylla Hort. ex C. Koch; Berberis heteropoda Schrenk; Berberis hispanica Boiss. et Reut.; Berberis iberica Sweet; Berberis ilicifolia Bouth. ex Steud.; Berberis innominata Kielm.; Berberis integerrima Bunge; Berberis irritabilis Salisb.; Berberis kunawurensis Royle; Berberis laxiflora Schrad.; Berberis lycium Hort. ex C. Koch; Berberis macrantha Schrad.; Berberis marginata Hort. ex C. Koch; Berberis maximowiczi Regel; Berberis microphylla F.G. Dietr.; Berberis mitis Schrad.; Berberis nepalensis Hort. ex C. Koch; Berberis nitens Schrad; Berberis nummularia Bunge; Berberis obovata Schrad.; Berberis pauciflora Salisb.; Berberis provincialis Audib. ex Schrad.; Berberis racemosa Stokes; Berberis rubra Poit. et Turpin; Berberis sanguinea Hort. ex C. Koch; Berberis sanguinolenta Hort. ex C. Koch; Berberis sibirica Hort.; Berberis sphaerocarpa Kar. et Kir.; Berberis thunbergii DC; Berberis turcomannica Kar. ex Ledeb.; Berberis violacea Poit. et Turpin.

Nome Popular: Berbéris, Bérberis, Uva Espim, Oxycantha e Espinheto-vinheto, em português; Berbestrauch, Berberitzen, Sarach, Sauerdorn, na Alemanha; Agracejo, Agracejillo, Agraceleo, Agrazones, Agrecillo, Arlera, Bérbero, Egrecillo, Espina Vineta e Vinagrera, em espanhol; Berberis, Berbéride, Épine, Épine-Vinette, Vinette, Vinettier, na França; Berberis, Barbarisse, Kweekdoorn, Zuurdorn, na Holanda; Barberry, Common Barberry, Pipperidge Bush, em inglês; Berberi, Berbero, Crespino, Spino Santo, Trispina, na Itália.

Denominação Homeopática: BERBERIS.

Família Botânica: Berberidaceae.

Parte Utilizada: Casca do caule.

Princípios Ativos: Alcalóides (2-3%): berberina, palmatina, columbamina, berbamina, oxicantina e magnoflorina.

Indicações e Ações Farmacológicas: É indicado na falta de apetite, nas dispepsias hiposecretoras, na disquinesia e litíase biliar, nos espasmos gastrointestinais, na hipertensão, no combate a parasitas, na psoríase e na prisão de ventre, entre outra indicações. Em Homeopatia é usado nas dores renais dilacerantes, prolongando-se pelos ureteres abaixo até a bexiga e mesmo à uretra; nas cólicas nefríticas; cálculos biliares; cólica hepática; nevralgias; eczemas com pruridos, entre outras indicações.
A berberina (o principal alcalóide) possui semelhança estrutural com a morfina, e devido a isso em altas concentrações é considerada tóxica. Esta semelhança foi utilizada na década de 20 na síndrome de abstinência do ópio. A berberina está também presente em outras famílias, tais como as Papaveráceas e as Ranunculáceas.
Em concentrações normais, a berberina é um tônico amargo que apresenta propriedades digestivas, eupépticas (carminativas) e orexígenas.
Algumas provas in vitro demonstraram possuir também atividade antimicrobiana, imunomoduladora, sedativa, hipotensora, anticonvulsivante e parasiticida (Pizzorno J. e Murray M., 1985).
Nos casos de diarréias, a berberina tem mostrado singular eficácia frente a enterotoxinas de Escherichia coli, como também frente a Salmonella typhi, Shigella dysenteriae, Giardia lamblia, Salmonella paratyphi B, Klebsiella pneumoniae e Vibrio cholerae. Também se tem reportado o empreo da berberina no tracoma, uma infecção ocular que pode levar à cegueira, produzida pela espécie Clamidia trachomatis (Pizzorno J. e Murray M., 1985).
A administração intravenosa de berberina em animais de laboratório produziu efeitos antimuscarínicos, antihistamínicos e hipotensor arterial. Ao contrário, altas doses promoveram picos hipertensivos nos animais. No coração produziu uma ação estimulante do músculo cardíaco, incrementando o fluxo coronário, o qual é contrário em altas doses (Wisniewski W. e Gorta T., 1969; Preininger V., 1975).
Em ratos e berberina tem exibido uma atividade antipirética três vezes mais efetiva que a aspirina (Pizzorno J. e Murray M., 1985).

Toxicidade/Contra-indicações: Doses elevadas promove ação citotóxica. A intoxicação é caracterizada por náuseas, diarréias e afetação renal.
É contra-indicado o uso durante a gravidez, lactação e na obstrução das vias biliares.

Dosagem e Modo de Usar:
Homeopatia: Tintura-mãe à 6ª.

Referências Bibliográficas:
• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos
Aires. 1998 ( o qual cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas/ Toxicidade e Contra-indicações).

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Reader’s Digest do Brasil. 1ª edição.
1999.

• CAIRO, N. Guia de Medicina Homeopática. 1983.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

Benjoim


Segundo a Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil 1ª Edição (1926), o Benjoim é uma resina balsâmica, a qual pode ser extraída das seguintes espécies: do Styrax tonkinense (Pierre) Craib, do Styrax siamense Rorodorf e do Styrax benzoides Craib e talvez de outras espécies de Styrax orientais. O Código Farmacêutico desta mesma edição o descreve da seguinte maneira: “O benjoim apresenta-se sob duas formas diferentes: em grossas lágrimas, globuloso-angulosas, de cor amarela pardacenta no exterior, luzidias e branco-leitosas no interior, livres ou aglutinadas (benjoim em lágrimas); ou então em massas de fratura granitóide, compostas de lágrimas de tamanho variável, freqüentemente pequenas e pouco numerosas, englobadas em uma substância resinosa de cor pardo-acinzentada ou avermelhada, quase sempre porosa (benjoim amidalóide). Seu cheiro é suave, aromático, semelhante ao da baunilha e seu sabor é a princípio adocicado, tornando-se depois levemente picante e acre.
Funde-se ao banho-maria, desprendendo cheiro agradável; aquecendo num tubo de ensaio, desprende vapores brancos, acres e irritantes, que provocam a tosse; durante o resfriamento as paredes do tubo recobrem-se de longas agulhas, que não polarizam fortemente a luz.
É quase inteiramente solúvel no álcool, no éter e no ácido acético. Seu soluto alcoólico dá com a água uma emulsão leitosa, de reação ácida ao papel de tornasol.
Aquecendo-se 1 g de benjoim com 10 cm3 de sulfureto de carboneo, a resina amolece; o líquido decantado é quase incolor e abandona, ao evaporar-se cristais incolores de ácido benzóico.
Trate cerca de 0,25 g de benjoim por 5 cm3 de éter, decante 1 cm3 do soluto etéreo numa cápsula de porcelana e junte-lhe com precaução 2 a 3 gotas de ácido sulfúrico: este colorir-se-á de vermelho-arroxeado escuro.”
O Styrax tonkinensis Craib., conhecido popularmente por Benjoeiro, é uma pequena árvore de folhas pecioladas e flores brancas, nativo das regiões tropicais do Laos e da Tailândia. Depois das estações de chuvas, praticam-se incisões na casca dos ramos, retirando um líquido gomoso, o Benjoim.

Nome Científico: Styrax tonkinensis (Pierre) Craib.

Nome Popular: Benjoim e Benjoim de Siam (resina) e Benjoim, Benjoeiro, Beijoim, Estírace, Estoraque e Estoraqueiro (planta), no Brasil; Bálsamo de Benjuí e Benjuí, em espanhol; Belzoino e Belzuino, na Itália; Benjoin, na França; Gum Benzoin e Benjamin, em inglês; Benzoe, em alemão.

Denominação Homeopática: BENZOES.

Família Botânica: Styracaceae.

Parte Utilizada: Resina.

Princípios Ativos: Ácidos Balsâmicos: cinâmico, benzóico e seus ésteres; Ácidos Triterpenóides derivados do ácido oleanóico: sia-resinólico e suma-resinólico; Vanilina; Benzoato de Coniferilo.


Indicações e Ações Farmacológicas: O benjoim é indicado na bronquite, no enfisema e na asma. Topicamente, é usado nas feridas, nas ulcerações, nas micoses, nas gengivites, nas parodontopatias, na acne, nos furúnculos, nos eczemas e na psoríase. É também utilizado como fixador de certos perfumes, como ingrediente na fabricação de chocolate e de sabão.

Toxicidade/Contra-indicações: Os vapores desprendidos pelo Benjoim podem desencadear acessos de tosse. A resina em pó pode provocar dermatite de contato, principalmente em pessoas que possuam a pele sensível.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Resina: 250-500 mg/dose, duas ou três vezes ao dia (como expectorante e anti-séptico pulmonar);
- Extrato Fluido (1:1): 10 a 30 gotas, uma a três vezes ao dia;
- Tintura (1:10): 40-60 gotas, uma a três vezes ao dia.

• Uso Externo:
- Em pomadas, loções e linimentos.

Referências Bibliográficas:
• ALBINO, R. Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia. 2ª edição. 1994.

• SCHAWENBERG, P.; PARIS, F. Guia de las Plantas Medicinales. Omega.
980.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

Bellis



Bellis ou Bela Margarida, é uma erva, muito cultivada em jardins do mundo inteiro, apresentando numerosas variedades. É perene, de caule subterrâneo, com folhas em forma de roseta basal, pecioladas, largas, espatuladas, pouco e largamente serreadas e com pêlos curtos. As flores são amarelas e branco-rosadas, dispostas em capítulos solitários, com receptáculo cônico com as flores tubulosas amarelas e rodeadas por lígulas brancas ou cor-de-rosa e invólucro com brácteas ovado-oblongas e bisseriadas. O fruto é um aquênio oval, seco e isento de papilho.
Aparentemente a Bela Margarida apresenta aspecto frágil e pequeno porte, porém esta espécie consegue resistir facilmente a frios intensos, chegando até a 17º C negativos.

Nome Científico: Bellis perennis L. Sinonímia: Bellis alpina Hegetschw.; Bellis hortensis Mill.; Bellis hybrida Ten.; Bellis integrifolia DC.; Bellis scaposa Gilib.

Nome Popular: Bellis, Bela Margarida, Margarida, Margaridinha, Bonina, Mãe de Família e Pequena Margarida, em português; Maslieben e Tausendschon, na Alemanha; Maya, Bellorita, Chiribita, Coquetas, Mancerina, Margarita, Margarita Inglesa, margarita Menor, Pascueta e Vellorita, em espanhol; Fleur de Pâques, Margueritelle, Mère de Famille, Pârequette, Pârequette Vivace, Petite Marguerite e Plaquete, na França; Daisy, English Daisy, Garden Daisy e Hen and Chickens, em inglês; Balsamina, Bellide dei Pratti, Margherita, Margheritina, Patrolina e Primo Fiore, na Itália.

Denominação Homeopática: BELLIS PERENNIS.

Família Botânica: Asteraceae (Compositae).

Parte Utilizada: Flor.

Princípios Ativos: Saponinas: bellisaponosídeo e virgaureasaponosídeo; Taninos; Resina; Mucilagens; traços de Óleo Essencial; Antocianosídeos: cianina 3-malonilglucoronilglicosídeo; Ácidos Orgânicos; Princípios Amargos; Esteróide: beta-sitosterol.


Indicações e Ações Farmacológicas: Na Fitoterapia é indicado nas afecções respiratórias: gripe, resfriados e bronquites; no reumatismo e edemas. Topicamente é aplicado sobre feridas, furúnculos e ulcerações dérmicas.
Apresenta ação antitusígena, expectorante, diurética, sudorífica e cicatrizante.
Em Homeopatia é um remédio semelhante à Arnica, indicado na fadiga e estase sangüínea, congestão venosa, sensações dolorosas do quadris e do abdômen, vertigens e cefaléias, além de ser muito para torceduras, dentre outras aplicações.

Toxicidade/Contra-indicações: É contra-indicado o uso na presença de gastrite e úlceras gastroduodenais.

Dosagem e Modo de Usar:
• Infusão: Uma colher de sobremesa por xícara, duas a três vezes ao dia, depois das refeições;
• Homeopatia: T.M. à 3.ª. Uso Externo: traumatismos, feridas e verrugas.

Referências Bibliográficas:
• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª edição. 1998.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• CAIRO, N. Guia de Medicina Homeopática. 21ª edição. Livraria Teixeira. 1983.

• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Reader’s Digest do Brasil. 1ª edição.
1999.

• PDR for Herbal Medicines. 1st editon. Medical Economics. 1998.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

Beladona




Planta de extrema toxicidade em todas as suas partes, a Beladona é uma planta vivaz com caule ramificado, cilíndrico, chegando a medir até 150 centímetros de altura. Uma lenda muito antiga dizia que o Diabo vigia o crescimento desta planta. O seu nome científico é originário da mitologia grega, referindo-se a Atropos, aquele que das três Parcas era o que tinha por função cortar o fio da vida e a palavra atropos significa inelutável. Na Roma antiga, as mulheres utilizavam o suco do fruto para dilatar a pupila do olho como estética, derivando o nome bela dona ou bela dama dado a esta espécie.
A droga vegetal é constituída das folhas e das sumidades floridas, sendo descritas na Farmacopéia Brasileira 4ª Edição (1996): “As folhas são elípticas, oval-lanceoladas a largamente ovadas, inteiras, de ápice acuminado, base atenuada, simétrica e algo decurrente, e bordo inteiro. Medem 5-25 cm de comprimento e 3-12 cm de largura, com pecíolos de 0,5-4 cm. A coloração varia do verde ao castanho-esverdeado, sendo mais escura na face superior. As folhas secas são enrugadas, friáveis e delgadas. As folhas jovens são pubescentes, porém as mais idosas apresentam-se apenas ligeiramente pubescentes ao longo das nervuras e no pecíolo. A nervação é do tipo peninérvea, sendo que as nervuras laterais partem da nervura mediana num ângulo de cerca de 60º e se anastomosam próximo ao bordo. A superfície da folha é seca e áspera ao tato, devido ‘a presença de células com conteúdo microcristalino de oxalato de cálcio no mesófilo. Estas células aparecem como minúsculos pontos brilhantes, quando a superfície é iluminada; as outras células contraem-se mais durante a dessecação. O exame à lupa revela os mesmos pontos escuros por transparência e brilhantes por reflexão. As sumidades floridas apresentam a haste oca e achatada, na qual se inserem folhas geminadas, de tamanho desigual, na axila das quais estão as flores solitárias. As flores possuem cálice persistente, gamossépalo, de 5 lobos triangulares; a corola é campanulada, purpúrea a castanho-amarelada, com cinco pequenos lobos voltados para o exterior. A corola mede até 2,5 cm de comprimento por 1,2 cm de largura. O androceu tem cinco estames epipétalos. O gineceu é de ovário súpero, bilocular, com numerosos rudimentos seminais. O fruto é subglobular, de cor verde até castanho ou negro-violáceo, com até 1,2 cm de diâmetro e cálice persistente.O fruto, quando maduro, contém numerosas sementes marrons, reniformes.
A droga tem sabor amargo e desagradável e odor fracamente nauseante, lembrando o do fumo.”

Nome Científico: Atropa belladona L. Sinonímia: Solanum lethale Dod.; Atropa acuminata Royle; Atropa lethalis Salisb., Atropa lutescens Jacquem.

Nome Popular: Beladona, Cereja-do-inferno, Bela Dama, Erva Midriática e Dama da Noite, no Brasil; Belladona e Solano Furioso, em língua espanhola; Belladona, na Itália; Belle-Dame e Morelle Furieuse, na França; Tollkirsche, na Alemanha; Belladona, Deadly
Nightshade, Devil’s Herb, Devil’s Cherries, Divale, Dwale, Dwayberry, Great Morel, Naught Man’s Cherries, Poison Black Cherry, em inglês.

Denominação Homeopática: BELLADONA.

Família Botânica: Solanaceae.

Parte Utilizada: Folhas e sumidades floridas.
Princípios Ativos: Alcalóides Tropânicos: atropina, l-hiosciamina, norhiosciamina e noratropina; Ésteres do escopanol: escopolamina e atroscina; Hidroxicumarina: escopoletol.


Indicações e Ações Farmacológicas: Dentre seus princípios são a atropina e a escopolamina (também chamada de hioscina). Ambos são antagonistas muscarínicos e para tanto são indicados: no tratamento da bradicardia sinusal (por exemplo, após o infarto no miocárdio); na dilatação pupilar no Parkinsonismo; na prevenção de cinetose; como pré-medicação anestésica para ressecar secreções; em doenças espásticas do trato biliar, cólico-ureteral e renal, entre outras indicações.
Todos os antagonistas muscarínicos produzem efeitos periféricos basicamente semelhantes aos da atropina, muito embora alguns demonstrem um grau de seletividade, por exemplo, para o coração ou para a via gastrointestinal, refletindo uma heterogeneidade dos receptores muscarínicos. A atropina é uma amina terciária que inibe as ações muscarínicas da acetilcolina sobre as estruturas inervadas por fibras colinérgicas pós-ganglionares, tal qual sobre os músculos lisos que respondem a acetilcolina, porém que não apresentam inervação colinérgica.
Os efeitos da atropina são os seguintes:
• Inibição das Secreções: As glândulas salivares, lacrimais, brônquicas e sudoríparas são inibidas por doses muito baixas de atropina, que produzem um ressecamento desconfortável da boca e da pele.
• Efeito sobre o Coração: O primeiro efeito produzido, de forma paradoxal é uma bradicardia, que decorre de uma ação central de aumento da atividade do nervo vago. Doses um pouco maiores produzem a taquicardia esperada, secundária ao bloqueio dos receptores muscarínicos cardíacos. A pressão arterial não é afetada, uma vez que a maioria dos vasos de resistência não apresenta inervação colinérgica.
• Efeitos sobre os Olhos: Promove midríase (dilatação pupilar), não passando a responder à luz. O relaxamento da musculatura ciliar gera uma paralisia de acomodação (ciclopegia), de forma que a visão para objetos próximos fica prejudicada. A pressão intra-ocular pode elevar-se, podendo ser perigoso para indivíduos que sofram de glaucoma de ângulo fechado.
• Efeitos sobre o trato Gastro-intestinal: Ocorre uma inibição da motilidade gastrointestinal pela atropina. Em condições patológicas com aumento da motilidade gastrointestinal, a atropina tem eficácia bastante maior na geração de inibição.
• Efeitos sobre a Musculatura Lisa: A musculatura lisa das vias brônquicas, biliares e urinárias é relaxada pela atropina. A broncoconstrição reflexa (como na anestesia) é evitada pela atropina, enquanto a broncoconstrição causada pela histamina (por exemplo na asma) não sofre alterações. Na musculatura lisa das vias biliares e urinárias, a atropina induz a uma retenção urinária em homens idosos que possuem aumento da próstata.
• Efeitos sobre o Sistema Nervoso Central: Produz efeitos excitatórios. Em doses baixas gera discreta inquietação e em doses maiores, agitação e desorientação.

Toxicidade/Contra-indicações: Por muitas vezes ocorreram intoxicações por atropínica quando crianças pequenas comem os frutos da Beladona, de coloração preta e atraentes e de sabor doce. Para crianças basta a ingestão de 3 a 4 frutos para ser letal. Ocorre acentuada excitação e irritabilidade, que resultam em hiperatividade e num considerável aumento da temperatura corpórea e perda da sudorese. Estes efeitos são combatidos por drogas anticolinesterásicas como a Fisostigmina. Pode ocorrer também: secura da boca, dificuldade de deglutição, dilatação pupilar e dificuldade de enxergar, taquicardia, perda da consciência, apatia, náuseas, vômitos, erupção cutânea e alucinações.
A droga é contra-indicada para cardiopatas, na síndrome de Down, glaucoma de ângulo fechado, disfunção hepática ou renal, xerostomia, hipertensão, hipertiroidismo, miopatia obstrutiva, taquicardia, esofagite por refluxo, presença de lesões cerebrais em crianças e toxemia gravídica.

Dosagem e Modo de Usar: Não há referências na literatura consultada.

Referências Bibliográficas:
• FARMACOPÉIA BRASILEIRA. 4ª edição. 1996.

• SIMÕES, C. M. O. Farmacognosia da Planta ao Medicamento. 1ª edição.
1999.

• OLIVEIRA, F.; AKISUE, G.; AKISUE, M. K. Farmacognosia. 1ª edição.
1996.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• SCHAWENBERG, P.; PARIS, F. Guia de las Plantas Medicinales. Omega.
1980.

• POULIN, M.; ROBBINS, C. A Farmácia Natural. 1992.

• RANG, H. P.; DALE, M.M.; Ritter, J. M. Farmacologia. 3ª Edição. 1997.

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

Baunilha


A Baunilha foi muito utilizada pelos índios astecas na aromatização do chocolate, que chamou a atenção dos conquistadores, sendo introduzida na Europa no século XVI.
São conhecidas muitas espécies da família das Orquidáceas, constando segundo M. Pio Côrrea as seguintes espécies: Vanilla aromatica Sw.; Vanilla palmarum Lindl.; Vanilla parviflora Rodr.; Vanilla planifolia Andr. (espécie adotada nas farmacopéias); Vanilla pompona Schiede e Vanilla riberioi Hoehne.
A Vanilla planifolia Andr. é caracterizada por apresentar um caule glabro, medindo até 2 centímetros de diâmetro e com uma ou duas raízes adventícias em cada nó. As folhas são curto-pecioladas ou sésseis, oblongo-lanceoladas, longo-acuminadas, carnosas, coriáceas, com até 22 centímetros de comprimento e 6 centímetros de largura. As flores são verde-amareladas, grandes, de sépalas e pétalas oblongo-lanceoladas e labelo de 5 centímetros, amarelado e com estrias alaranjadas, dispostas em racimos no ápice do ramo.
A Farmacopéia dos Estados Unidos do Brasil 2ª Edição (1959) descreve os frutos da seguinte maneira: “A chamada fava de baunilha do comércio consiste do fruto maduro, devidamente preparado por fermentação.
Apresenta-se em cápsulas uniloculares, flexíveis, de 20 a 25 cm de comprimento e 5 a 12 mm de largura , atenuadas nas duas extremidades, recurvadas na base, mais ou menos cilíndricas ou achatadas, e que dificilmente deixam advinhar a sua forma primitiva, trígona. Sua superfície externa é pardo-negra, mais ou menos luzidia, de aspecto untuoso, sulcada longitudinalmente por vincos bastante profundos, quase paralelos e recobertos, nas melhores qualidades comerciais, de cristais abundantes de vanilina. Em sua extremidade mais delgada, apresenta uma cicatriz procedente do estilete e, na ponta, a cicatriz triangular das partes florais caducas. Cortada transveralmente e comprimida, a baunilha liberta um suco viscoso de cor âmbar e trazendo numerosas sementes, pequenas e pretas.
O pericarpo circunda uma cavidade triangular e possui seis placentas bifurcadas, cheias de grande número de sementes pequenas, pretas, ovais ou arredondadas. A parte interna do pericarpo, compreendida entre essas placentas, é guarnecida de papilas que segregam o suco referido. É de odor aromático, característico e agradável. Não deve desprender odor de heliotropina.”

Nome Científico: Vanilla planifolia Andrews. Sinonímia: Myrobrona fragans Salisb.; Vanilla aromatica Willd.; Vanilla majaijensis Blanco; Vanilla mexicana Mill.; Vanilla sativa Schiede; Vanilla viridiflora Bl.; Vanilla fragans Salis.

Nome Popular: Baunilha e Baunilheira, em português; Vanille, na Alemanha; Vainilla e Vanilla, em espanhol; Vanillier, na França; Banilje, na Holanda; Vanilla e Husk, em inglês; Vaniglia, na Itália; Tlilxochtil, em maia.

Denominação Homeopática: VANILLA.

Família Botânica: Orchidaceae.

Parte Utilizada: Fruto.

Princípios Ativos: Heterosídeos: vanilosídeo ou glucovanila, que se hidrolisa em glicose e vanilina; Álcool Glucovanílico, o qual é hidrolisável em glicose e álcool vanílico, e que por oxidação é convertido em aldeído vanílico ou vanilina; Álcool Anísico; Anisaldeído; Piperonal; Ácido p-hidroxibenzóico.


Indicações e Ações Farmacológicas: Esta planta é indicada nas dispepsias, diarréias e flatulências. É de grande uso como aromatizante e corretor de sabor. Popularmente é usada como afrodisíaco e emenagogo. Em Homeopatia é utilizada como estimulante e emenagogo.
É tônico geral, anti-séptico, digestivo, ligeiramente colerético e aromatizante.

Toxicidade/Contra-indicações: O óleo essencial puro de baunilha pode ser neurotóxicos e produzir dermatites de contato.
É contra-indicado o uso interno do óleo essencial de Baunilha durante a gravidez, lactação, pacientes com hipersensibilidade a este óleo essencial, com gastrite, com úlceras gastroduodenais, síndrome do cólon irritável, colite ulerosa, doença de Crohn, epilepsia, doença de Parkinson ou outra enfermidade neurológica.

Dosagem e Modo de Usar:
• Extrato Fluido (1:1): 30-50 gotas, uma a três vezes ao dia;
• Xarope (5% do extrato fluido): Duas a quatro colheres de sobremesa ao dia;
• Tintura (1:10): 50-100 gotas, uma a três vezes ao dia;
• Homeopatia: 6ª à 30ª.

Referências Bibliográficas:

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• CAIRO, N. Guia de Medicina Homeopática. 1983.

• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos
Aires. 1998 (obra cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas/ Toxicidade e Contra-indicações).

Bardana


Originária do Japão, a Bardana é uma planta de porte herbáceo, medindo cerca de 100-150 centímetros de altura; possui folhas alternas, pecioladas, onde as inferiores são cordiformes (em forma de coração) e as superiores são ovaladas; flores de cor púrpura reunidas em capítulos grandes dispostos em corimbos na extremidade do caule e dos ramos; o fruto é um aquênio com papilho de pêlos muito caducos; raízes napiformes, chegando a pesar 400 gramas e a Ter 45 centímetros de comprimento, de sabor amargo e açucarado e que muitas vezes é confundida com a raiz da beladona. No Japão suas raízes são comumente usadas na alimentação como legumes. Época de floração: de julho a setembro.

Nome Científico: Arctium lappa L. Sinonímia: Lappa major Gaertn. Arctium majus Bernh.

Nome Popular: Gobô, Orelha de gigante, Bardana, Bardana maior, Gobô japonês, no Brasil; Erva dos tinhosos, Pegamaço, em Portugal; Lampazo mayor, Lampazo, em língua espanhola; Burdock, Beggar’s Buttons, Burr Seed, Clotbur, Cockle Buttons, Cocklebur, Fox’s Clote, Great Burr, Happy Major, Love Leaves, Philanthropium e Hardock, em inglês.

Denominação Homaopática: BARDANA ou LAPPA MAJOR.

Família Botânica: Asteraceae (Compositae).

Parte Utilizada: Folhas frescas, raízes e sementes.

Princípios Ativos: Na Bardana há uma abundância de Inulina (30-50% nas raízes); Poliacetilenos (ácido arético, arctinona, arctinol, arctinal); Lactonas sesquiterpênicas; Ácidos fenólicos (ácido cafeico, ácido clorogênico, ácido isoclorogênico e derivados do ácido cafeico: arctiína); Fitoesteróis: beta-sitosterol e estigmasterol; Compostos insaturados: polienos; Taninos; Mucilagens; Carbonato e Nitrato de potássio; Composto antibiótico (semelhante à penicilina); Fenilacetaldeído, Benzaldeído, Metoxi e Metilpirazinas.


Indicações e Ações Farmacológicas: A Bardana possui ação diurética, sendo utilizada em estados onde se quer um aumento da diurese: afecções genitourinárias (cistite, uretrite e nefrite); hiperucemia; gota, auxiliando na eliminação do ácido úrico; hipertensão arterial, sendo a inulina e os sais de potássio (carbonato e nitrato) os responsáveis por este efeito; é colerética, aumentando as secreções biliar e hepática, efeito este causado pelos ácidos fenólicos; por ser hipoglicemiante é indicada para o tratamento de diabetes; é utilizada em tratamentos dermatológicos como: psoríase, dematite seborreica, acne, eczemas, por possuir um princípio antibiótico natural eficiente sobre bactérias Gram positivas, como o estafilococos e o estreptococos; é cicatrizante e adstringente, sendo este efeito determinado pelos taninos; possui ação estimuladora do couro cabeludo.

Toxicidade/Contra-indicações: O uso de diuréticos em hipertensão arterial só deve ser feito sob prescrição médica, já que o aparecimento de uma descompensação tensional pode ser possível devido à eliminação de potássio, podendo ocorrer uma potenciação do efeito dos cardiotônicos. Não é recomendado o uso interno para crianças.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Decocoção: 40 gramas das raízes em um litro de água. Tomar duas a três xícaras de chá ao dia.
- Infusão: 2-5 gramas ao dia de suas sementes.
- Tintura (1:10): 50-100 gotas, uma a três vezes ao dia.
- Extrato seco (5:1): 1 a 2 gramas ao dia.

• Uso Externo:
- Decocção, aplicada sob a forma de colutórios, banhos ou compressas.

• Uso Fitocosmético:
- Em shampoos, tônicos capilares, cremes e loções impuras e oleosas 1-3% de extrato glicólico ou decocto.


Referências Bibliográficas:
• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Reader’s Digest do Brasil. 1ª edição.
1999.

• SCHAWENBERG, P.; PARIS, F. Guia de las Plantas Medicinales. Omega.
1980.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

Barbatimão


Arbusto da flora brasileira, o Barbatimão é descrito da seguinte maneira pela Farmacopéia dos Estados Unidos do Brasil 2ª Edição (1959): “Esta casca apresenta-se em pedaços de forma e tamanho muito variáveis. A casca proveniente do tronco mostra-se recurvada no sentido transversal, medindo em geral 12 mm de espessura; a casca dos ramos apresenta-se enrolada no mesmo sentido, medindo em geral 4 mm de espessura. A superfície externa da casca é de cor pardo-esverdeada e com placas esbranquiçadas, quando recoberta de liquens; pode ser muito rugosa e profundamente escavada em todos os sentido; sua superfície interna é de cor pardo-avermelhada viva, às vezes enrugada transversalmente e estriada longitudinalmente, devido à presença de grandes feixes de fibras. É inodora e de sabor muito adstringente.”
Possui folhas bipinadas, com folíolos ovados, pequenos e às vezes glabros; as flores são avermelhadas ou quase brancas, pequenas, dispostas em espigas cilíndricas e axilares; o fruto é uma vagem séssil, grossa e carnosa, de 10 centímetros de comprimento; as sementes são semelhantes a grãos de feijão. Sua madeira é vermelha, com manchas escuras, própria para a construção civil, obras expostas e em lugares úmidos.
É uma planta que se adapta melhor aos solos secos e bem drenados , com iluminação plena. O plantio é feito por sementes e só se colhe quando a árvore estiver bem desenvolvida.

Nome Científico: Stryphnodendron barbatimao Martius. Sinonímia: Accacia adstringens Mart.; Stryphnodendron adstringens (Martius) Coville.

Nome Popular: Barba-de-timan, Uabatimó, Yba-timõ, Casca-de-virgindade (ou-da-mocidade), Chorãozinho-roxo e Barbatimão Verdadeiro, no Brasil.

Denominação Homeopática: STRYPHNODENDRON.

Família Botânica: Leguminosae-Mimosoidae.

Parte Utilizada: Casca.

Princípios Ativos: Taninos, Amido, Matérias Resinosas e Mucilagens.




Indicações e Ações Farmacológicas: Seu uso terapêutico inclui os quadros diarréicos, diabetes mellitus, escorbuto e flatulência. Externamente é aplicado em ferimentos, hemorróidas e irritações vaginais.
A atividade farmacológica realizada por esta planta deve-se à riqueza de taninos que sua casca possui, sendo portanto antileucorréico, antidiarréico e hemostático.

Toxicidade/Contra-indicações: Não há referências na literatura consultada.

Dosagem e Modo de Usar:
• Pó: de 1 a 5 gramas por dia;
• Extrato Fluido: de 1 a 5 cc por dia;
• Tintura: de 5 a 25 cc por dia.

Referências Bibliográficas:
• OLIVEIRA, F.; AKISUE, G.; AKISUE, M. K. Farmacognosia. 1ª edição.
1996.

• FARMACOPÉIA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL 2ª edição, 1959.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• CORRÊA, A. D.; BATISTA, R. S.; QUINTAS, L. E. M. Plantas Medicinais
do Cultivo à Terapêutica.1ª edição. 1998.

• COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia. 2ª edição. 1994.


• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

Bálsamo de Tolú


O Bálsamo de Tolú é uma árvore magnífica de caule ereto, muito alta, com casca pardo-acinzentada, grossa e rugosa. Ficou conhecida devido ao porto colombiano de Tolú por onde era feita a sua maior exportação. As folhas são estipuladas, alternas, pecioladas, imparipinadas, compostas de 5-9 folíolos alternos, oblongos, inteiros, membranáceos e glabros, sendo o terminal maior do que os outros e todos eles com pontos e traços glandulosos visíveis à transparência. As flores são brancas dispostas em racimos simples na axila das folhas. O fruto é uma vagem curto-pedunculada, apiculada e mais larga na extremidade, pardacento-ferrugínea, até 13 centímetros de comprimento. As sementes são oblongas, um pouco curvas, rugosas e aromáticas. É do Bálsamo de Tolú que se extrai um óleo-resina, a qual é caracterizada pela Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil 1ª edição (1926). Quando é extraído recentemente, o bálsamo de Tolú apresenta consistência espessa, viscosa, transparente em camada delgada; com o tempo endurece e toma a forma de massas duras, quebradiças, com coloração parda clara ou pardo-avermelhada, amolecendo-se com o calor da mão, de cheiro agradável, balsâmico, e sabor levemente aromático e um pouco acre.

Nome Científico: Toluifera balsamum L. Sinonímia: Myroxylon toluiferum H.B.K.; Myrospermum punctatum Walp.; Myrospermum toluiferum DC.; Myroxylon puntatum Klotz.; Toluifera punctata Baill.

Nome Popular: Bálsamo de Tolú e Bálsamo de Cartagena, em português; Baume d’ Amérique, Baume de Cathagène e Baume de Tolú, na França; Balsam of Tolú e Balsam Tree, em inglês; Rata-Karanda, no Ceilão.

Denominação Homeopática: BALSAMUM TOLUTANUM.

Família Botânica: Leguminosae-Papilonoideae.

Parte Utilizada: Óleo-resina.

Princípios Ativos: Resina(80%): álcoois resinosos combinados com os ácidos benzóico e cinâmico; Ácidos Aromáticos Livres (10-15% de cinâmico e 8% de benzóico); Ésteres: benzoato e cinamato de benzila; traços de vanilina, eugenol e ácido ferúlico.


Indicações e Ações Farmacológicas: O Bálsamo de Tolú é indicado nas afecções respiratórias, tais como: bronquite, asma, enfisema pulmonar, tosse irritativa, faringite, laringite; nas afecções urinárias: cistite e uretrite. Topicamente é aplicado feridas, úlceras dérmicas e sarna.
Apresenta as ações estimulante, expectorante, béquica, antiespasmódica, digestiva, anti-séptica, cicatrizante e antiparasitária (sarna).
A indústria farmacêutica emprega o Bálsamo de Tolú como corretor organoléptico na elaboração de da tintura de Benjoim e xaropes para tosse. Também serve de base para a fabricação de pastilhas. Já no campo dos cosméticos e dos perfumes são empregados como fixador de fragrâncias. Os perfumes adotam notas balsâmicas. Os sabões podem conter como máximo 0,1%, enquanto que os detergentes, loções e perfumes até 0,2%. Os extratos de Bálsamo de Tolú ainda mesmo podem ser empregados como aromatizantes de alimentos.

Toxicidade/Contra-indicações: O uso tópico pode originar dermatite de contato em pessoas sensíveis.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Xarope (5/10%): em associação com outras plantas béquicas ou expectorantes. Tomar três ou quatro colheres ao dia;
- Extrato Fluido (1:1): 15 a 30 gotas, três vezes ao dia;

• Uso Tópico:
- Tintura (1:5).

Referências Bibliográficas:
• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª edição. 1998.

• ALBINO, R. Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• HERNANDEZ, M.; MERCIER-FRESNEL, M.M. Manual de Cosmetologia, 3ª
edição.

• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos Aires.
1998 ( o qual cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas/ Toxicidade e Contra-indicações).