Pesquisa de Dicas e Ervas

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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Bardana




Originária do Japão, a Bardana é uma planta de porte herbáceo, medindo cerca de 100-150 centímetros de altura; possui folhas alternas, pecioladas, onde as inferiores são cordiformes (em forma de coração) e as superiores são ovaladas; flores de cor púrpura reunidas em capítulos grandes dispostos em corimbos na extremidade do caule e dos ramos; o fruto é um aquênio com papilho de pêlos muito caducos; raízes napiformes, chegando a pesar 400 gramas e a Ter 45 centímetros de comprimento, de sabor amargo e açucarado e que muitas vezes é confundida com a raiz da beladona. No Japão suas raízes são comumente usadas na alimentação como legumes. Época de floração: de julho a setembro.

Nome Científico: Arctium lappa L. Sinonímia: Lappa major Gaertn. Arctium majus Bernh.

Nome Popular: Gobô, Orelha de gigante, Bardana, Bardana maior, Gobô japonês, no Brasil; Erva dos tinhosos, Pegamaço, em Portugal; Lampazo mayor, Lampazo, em língua espanhola; Burdock, Beggar’s Buttons, Burr Seed, Clotbur, Cockle Buttons, Cocklebur, Fox’s Clote, Great Burr, Happy Major, Love Leaves, Philanthropium e Hardock, em inglês.

Denominação Homaopática: BARDANA ou LAPPA MAJOR.

Família Botânica: Asteraceae (Compositae).

Parte Utilizada: Folhas frescas, raízes e sementes.


Princípios Ativos: Na Bardana há uma abundância de Inulina (30-50% nas raízes); Poliacetilenos (ácido arético, arctinona, arctinol, arctinal); Lactonas sesquiterpênicas; Ácidos fenólicos (ácido cafeico, ácido clorogênico, ácido isoclorogênico e derivados do ácido cafeico: arctiína); Fitoesteróis: beta-sitosterol e estigmasterol; Compostos insaturados: polienos; Taninos; Mucilagens; Carbonato e Nitrato de potássio; Composto antibiótico (semelhante à penicilina); Fenilacetaldeído, Benzaldeído, Metoxi e Metilpirazinas.


Indicações e Ações Farmacológicas: A Bardana possui ação diurética, sendo utilizada em estados onde se quer um aumento da diurese: afecções genitourinárias (cistite, uretrite e nefrite); hiperucemia; gota, auxiliando na eliminação do ácido úrico; hipertensão arterial, sendo a inulina e os sais de potássio (carbonato e nitrato) os responsáveis por este efeito; é colerética, aumentando as secreções biliar e hepática, efeito este causado pelos ácidos fenólicos; por ser hipoglicemiante é indicada para o tratamento de diabetes; é utilizada em tratamentos dermatológicos como: psoríase, dematite seborreica, acne, eczemas, por possuir um princípio antibiótico natural eficiente sobre bactérias Gram positivas, como o estafilococos e o estreptococos; é cicatrizante e adstringente, sendo este efeito determinado pelos taninos; possui ação estimuladora do couro cabeludo.

Toxicidade/Contra-indicações: O uso de diuréticos em hipertensão arterial só deve ser feito sob prescrição médica, já que o aparecimento de uma descompensação tensional pode ser possível devido à eliminação de potássio, podendo ocorrer uma potenciação do efeito dos cardiotônicos. Não é recomendado o uso interno para crianças.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Decocoção: 40 gramas das raízes em um litro de água. Tomar duas a três xícaras de chá ao dia.
- Infusão: 2-5 gramas ao dia de suas sementes.
- Tintura (1:10): 50-100 gotas, uma a três vezes ao dia.
- Extrato seco (5:1): 1 a 2 gramas ao dia.

• Uso Externo:
- Decocção, aplicada sob a forma de colutórios, banhos ou compressas.

• Uso Fitocosmético:
- Em shampoos, tônicos capilares, cremes e loções impuras e oleosas 1-3% de extrato glicólico ou decocto.


Referências Bibliográficas:
• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Reader’s Digest do Brasil. 1ª edição.
1999.

• SCHAWENBERG, P.; PARIS, F. Guia de las Plantas Medicinales. Omega.
1980.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.







segunda-feira, 30 de março de 2009

Mutamba



Trata-se de uma árvore regular, com ramos na extremidade estreitado-tomentosos. As folhas apresentam limbo oblongado, mais ou menos aguçado no ápice, base oblíquo-cordada , margem dentadas, ambas as faces com revestimento de pêlos estrelados especialmente nas nervuras centrais. As inflorescências são racemosas ou paniculadas, axilares e tão longas quanto os pecíolos, com flores alvas e pequenas.

Nome Científico: Guazuma ulmifolia Lam. Sinonímia: Theobroma guazuma L.

Nome Popular:Mutamba, Embira, Embireira, Embirú, Mutamba Verdadeira, Pau-de-Mutamba, Camaca, Periquiteira, Pojó, Mutambo, Pau-de-bicho, Guaxima-macho, Guaxima-torcida, Araticum-bravo, em português; Guácimo, na Venezuela, Honduras e El Salvador; Guacima Cimarrona, na República Dominicana; Guácimo de Caballo, em Cuba; Guacimilla, Majaqua de Toro e Tablote, no México; Coco, na Bolívia; Guazuma, na Argenitna; Canlote, na Colômbia; Cédre de la Jamaique, Bois d’orme e Orme d’amarique, na França.

Família Botânica: Sterculiaceae.

Parte Utilizada: Casca.

Princípios Ativos: Alcalóides; Beta-sitosterol; Cafeína; Mucilagem; Taninos; Proantocianidinas.


Indicações e Ações Farmacológicas: A casca da Mutamba apresenta ação adstringente, depurativa, cicatrizante, anti-séptica, diaforética, anti-sifilítco, anti-caspa e anti-queda de cabelos.
É geralmente indicada como cicatrizante de feridas e úlceras, dermatoses, tratamento da sífilis, nas afecções do trato respiratório: bronquite, asma, tosse, pneumonia, além de queda de cabelos, caspa e seborréia.
Um trabalho realizado na Alemanha avaliou a inibição da secreção intestinal de cloreto pelas proantocianidinas da Guazuma ulmifolia Lam. a qual foi examinada no cólon distal de coelho. A secreção de cloreto foi estimulada com toxina colérica e prostaglandina E2. O extrato de Mutamba inibiu completamente a indução feita pela toxina colérica se o extrato foi adicionado na mucosa antes da toxina. Adicionando o extrato depois da administração da toxina não apresentou nenhum efeito de secreção. O extrato de Mutamba não inibiu a secreção de cloreto induzida por prostaglandina E2. Estes resultados indicam um mecanismo indireto de inibição da secreção intestinal. Exames preliminares indicaram que a fração mais ativa contém procianidinas com grau de polimerização maior que oito (Hor M., Rimpler, H, Heinrich, M., 1995).
Um estudo avaliou que das 28 plantas utilizadas para o tratamento de diabetes mellitus estudadas apenas oito diminuem significativamente o pico de hiperglicemia, a área sobre a curva de tolerância a glicose. Dentre as espécies está a Guazuma ulmifolia Lam. Este resultado sugere a validez do uso para o controle de diabetes mellitus (Alarcon-Aguilara et al., 1998).
Um estudo realizado na Guatemala avaliou 84 plantas utilizadas neste país para o tratamento de desordens gastrointestinais. Destas 84 destacou-se 34 plantas que inibem uma ou mais enterobactérias utilizadas neste estudo (Escherichia coli, Salmonela tiphy, Shigella dysenteriae, dentre outras), onde está incluída a Guazuma ulmifolia Lam. (Cáceres, A.; Cano, O.; Samayaoa, B.; Aguilar, L., 1990).

Toxicidade/Contra-indicações: Ingerida em elevadas doses, a Mutamba pode desencadear náuseas, vômitos e disenterias e portanto deve ser tomada alguma precaução ao se fazer uso de formulações desta espécie.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Pó: até 12 gramas ao dia;
- Extrato Fluido: 1 a 4 ml ao dia;

Referências Bibliográficas:
• TESKE, M.; TRENTINI, A. M. Herbarium Compêndio de Fitoterapia.
Herbarium. Curitiba. 1994.

• VIEIRA, L.S. Fitoterapia da Amazônia. Editora Agronômica Ceres. São Paulo.
1992.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• ALARCÓN-AGULIARA ET AL Study of the anti-hyperglycemic effect of plants
used as antidiabetics, Ethnopharmacology, Jun. 1998.

• HOR, M.; RIMPLER, H.; HEINRICH, M. Inhibition of intestinal chloride
secretion by proanthocyanidins from Guazuma ulmifolia, Planta Medica, Jun.,
1995.

• CACERES, A.; CANO, O.; SAMAYOA, B.; AGUILAR, L. Plants used in
Guatemala for the tratament of gastrointestinal disorder. 1. Screening of 84
plants against enterobacteria, J. Ethnopharmacology, Aug., 1990.

Melão de São Caetano



O Melão de São Caetano é uma planta monóica, herbácea, escandente, delicada, muito ramificada e com caule estriado. As folhas são membranáceas, suborbiculares, penta ou hepta lobadas, com lobos ovado-oblongos, estreitados nas base, denteados ou lobulados com lóbulos mucronados. Possui gavinha simples, delicada, longa e pubescente. A flore masculina é solitária, em pedúnculo do comprimento ou mais longo que a folha, provido na porção mediana ou mais abaixo de uma bráctea, sendo esta reniforme ou orbicular cordiforme, mucronada, inteira, com quatro a seis milímetros de comprimento e dois a três milímetros de largura. A flor feminina é longamente pedunculada, com pedúnculo bracteado e ovário fusiforme. O fruto é uma cápsula carnosa, amarelo quando maduro, medindo de três a quinze centímetros de comprimento, tuberculada e trivalvar. As sementes são vermelhas e comprimidas.
O Melão de São Caetano cresce nas savanas e matagais da África tropical e Ásia, sendo depois introduzida posteriormente na Europa e América.

Nome Científico: Momordica charantia L. Sinonímia: Cucumis africanus Lindl.; Cucumis intermedius M.Roem.; Mormodica anthelmintica Schum. et Thonn.; Momordica balsamita Descourt.; Momordica cylindrica Blanco; Momordica macropetala Mart.; Momordica muricata Willd.; Momordica operculata Vell.; Momordica papillosa Peckolt ex Rosenthal; Momordica roxburghiana G.Don; Momordica senegalensis Lam.; Momordica zeylanica Mill.

Nome Popular: Melão de São Caetano, Erva de Lavadeira, Erva de São Caetano, Fruta de Cobra e Fruta de Negro, em português; Balsamapfel, Beissgurke e Bittere Spring-Gurke, na Alemanha; Balsamina, Calbaza Africana, Limón Amargo, Mavillo e Mormódica, Melón Amargo, em espanhol; Assorossie, Margase, Sorci e Margou, na França; Africa Cucumber, Bitter Cucumber, Hairy Mordica, Balsam Pear e Bitter Melon, em inglês; Balsamini Lunghi e Caranza, na Itália.

Denominação Homeopática: MOMORDICA CHARANTIA.

Família Botânica: Cucurcitaceae.

Parte Utilizada: Folha e caule, e, em menor medida os frutos.

Princípios Ativos: Princípio Amargo: momorsopicrina (0,17%); Triterpenos: momordicinas I, II e III (0,008%); Ácido Orgânico: ácido momórdico; Ácidos Graxos; Cera Vegetal; Clorofila e várias Resinas.


Indicações e Ação Farmacológica: O principal estudo científico ao qual foi submetido o Melão de São Caetano, pode-se salientar que foi no campo da diabetes, obtendo-se uma grande quantidade de trabalhos in vivo e in vitro nos últimos 25 anos.
A fração etérea solúvel do concentrado alcoólico elaborado com folhas de Momordica charantia mostrou atividade hipoglicemiante comparável à tobutamida. Do mesmo modo, as sementes (1-3g diários) e o extrato etanólico (95%) da planta inteira (doses de 250 mg/kg) testados em coelhos com diabetes experimental induzida por estreptozotocina, obteve-se atividade comparada com a gibenclamida. Os extratos aquosos e etéreos não só demonstraram atividade hipoglicemiante, como também hipocolesterolemiante (Chandrasekar B., et al., 1989).

Toxicidade/Contra-indicações: Existem claras evidências de que o emprego das folhas e frutos podem acarretar em efeitos espermaticidas e inibição do crescimento fetal, de acordo com ensaios em animais. No primeiro caso, comprovou-se que o extrato etanólico a 95%, administrado em cães durante 20 dias, provoca uma diminuição da espermatogênese. Quando se administrou durante dois meses, observou-se uma atrofia testicular. No segundo caso, o extrato aquoso demonstrou ser abortivo em ratas em doses de 8 mg/kg por via intra-peritoneal. Porém, não se registrou nenhum caso de aborto durante a ingestão dos frutos por mulheres grávidas (Raman A. e Lau C., 1996).

Dosagem e Modo de Usar: No Amazonas brasileiro as folhas são utilizadas popularmente em infusão como emético, abortivo, antihelmíntico, antigripal, antireumático e antiespasmódico abdominal.
Com relação ao uso para o tratamento do diabetes, não foram enontradas referências bibliográficas nas literaturas consultadas.

Referências Bibliográficas:
• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Editora. Buenos
Aires 1998.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.



Protocolos para diabete fazendo uso dos Óleos Essenciais


- Opção 1
Cravo 8gts
Canela 8gts
Alecrim 15gts
Tomilho 10gts
(Roll-on 10ml + Óleo de coco fracionado)
Aplicação: sola dos pés e sobre o pâncreas.

- Opção 2
Canela 5gts
Cipreste 5gts
(Roll-on 10ml + Óleo de coco fracionado)
Aplicação: sola dos pés e sobre o pâncreas.

Para estabilizar os níveis de açúcar:
Cassia 1gt 
Tiranja 1gt ou 2gts
Coentro 1gt ou 2gts
Em cápsula gelatinosa vazia

- pela manhã: Balance

Diabete tipo 1
OnGuard 12gts
Cassia 12gts
Limão 6gts
(Roll-On 10ml + Óleo de coco fracionado)
Aplicação: sola dos pés e abdômen de manhã e à noite. 

Para completementar:
DDR 12gts
Geranio 12gts
Toranja 6gts
(Roll-On 10ml + Óleo de coco fracionado)
Aplicação: sola dos pés e abdômen pela manhã e à noite. 

 Diabete Tipo 2
Coentro 2gts
OnGuard 12gts
Cassia 12gts
 Manjericão 5gts
(Roll-On 10ml + Óleo de coco fracionado)
Aplicação: sola dos pés e abdômen de manhã e à noite


Para complementar:
DDR 12gts
Geranio 12gts
Toranja 6gts
(Roll-On 10ml + Óleo de coco fracionado)
Aplicação: sola dos pés e abdômen de manhã e à noite. 

- LLV e Terrazime (todos os dias)
-  Zendocrine antes de cada refeição por 1 mês cada 3 meses
- Serenity todas as noites

quarta-feira, 25 de março de 2009

Lúpulo



Planta trepadeira, que mede de 5 a 7 metros de altura, perene e dióica, o Lúpulo apresenta um caule volúvel, sinistroso (enrolando da direita para a esquerda), anguloso e áspero. Suas folhas são verde-claras, opostas, pecioladas, estipuladas, recortadas em 3 a 5 lóbulos, ásperas, palmadas e de bordos serrados. Suas flores são verde-amareladas, dióicas, tendo as masculinas 5 pétalas, 5 estames, eretos em panícula na axila das folhas, e as femininas numerosas brácteas foliáceas, imbricadas, envolvendo cada uma dela 2 pistilos e formando cones pendentes cobertos por um pó amarelo-dourado e resinoso, a lupulina. Possui um cheiro intenso e aromático, além de um sabor amargo.
É originário das zonas setentrionais da Europa, Ásia e América, crescendo em bosques úmidos. Seu nome botânico Humulus provém da palavra anglo-saxônica humele, fazendo-se referência ao habitat úmido onde normalmente cresce e lupus, significa lobo, já que este animal se utiliza da planta para estrangular as ovelhas. A introdução do seu uso na Europa data do século XIII, passando a ser utilizado no fabrico da cerveja.

Nome Científico: Humulus lupulus L.

Nome Popular: Lúpulo, Vinha-do-norte, Engatadeira, Lúpulo-trepador, Pé-de-galo, em português; Lúpulo, Lupulino, Hombrecillo e Betigueira, em espanhol; Hops, em inglês; Luppolo, na Itália; Houblon, na França/ Hopfen, na Alemanha.

Família Botânica: Moraceae (Cannabaceae).

Denominação Homeopática: LUPULUS.

Parte Utilizada: Flor e a lupulina.


Princípios Ativos: Óleo Essencial: composto por Sesquiterpenos: -humuleno, farnesol, -cariofileno, por Monoterpenos: limoneno, -pineno e canabeno; por Ésteres Alifáticos: isobutirato de 2-metilpropila, isobutiratos de 2 e 3-metilbutilo, geranato de metila, decanoato de metila, hepta, octa e nonanoato de metila; por Ésteres Terpênicos: acetato, isobitirato e propionato de geranilo e por Éster Valeriânico de Borneol; Princípios Amargos Resinosos: lupunona, colupulona, humulona, cohumulona, adhumulona, prehumulona, post-humulona, adlupulona e xantlumol; Flavonóides: astragalina, quercetina, quercitrina, isoquercitrina, rutina, kempeferol-3-rutosídeo, leucocianidina e leucodelfinidina; Taninos; Potássio; Histamina; Princípios Estrogênicos; Ácidos Clorogênico e Ferúlico; Aminoácidos; Ácido Gama-linolêico.


Indicações e Ação Farmacológicas: É indicado por via interna na inapetência, nas dispepsias hiposecretoras, na coleocistite, nos espasmos gastrointestinais, na ansiedade, na insônia, na taquicardia, nas enxaquecas, nas nervralgias e nos transtornos associados com
o climatério. Topicamente é usado na acne, nas dermatomicoses e nas inflamações osteoarticulares.
As propriedades terapêuticas do Lúpulo são devidas ao óleo essencial, às oleoresinas amargas e aos flavonóides. Os princípios amargos conferem uma ação eupéptica e aperitiva, útil nos casos de anorexia e inapetência (Bezanger-Beauquesne L. e col., 1980). Já os flavonóides apresentam uma ligeira ação diurética em combinação com os sais de potássio (Leung A., 1980).
O óleo essencial exibiu propriedades sedantes(Caujolle F., et al., 1969; Bravo L., et al., 1974; Cartañá C., 1993), ligeiramente hipnótica e antiespamódica, sendo esta última ação proveniente de uma ação conjunta do óleo essencial com os flavonóides ( Hansel R. et al., 1982; Wohlfart R. et al., 1983). A combinação com extratos de Chicória (Cichorium intybus L.) e com Hortelã (Mentha piperita L.), o Lúpulo demonstrou diminuir a dor espasmódica nos pacientes afetados de colecistites crônicas , com ou sem litíases (Chakarski I. et al., 1982).
A combinação do óleo essencial, as flavononas eos princípios amargos (especialmente a lupulona e a humulona) demonstraram um poder bacteriostático e bactericida sobre bactérias Gram positivas e poder fungistático sobre o Trichophyton mentagrophytes e em menor proporção sobre a Candida, Fusarium e Mucor spp (Mizobuchi S., 1985).
Já se foi evidenciado que tanto a humulona como a lupulona evidenciaram possuir propriedades hipoglicemiantes. Administradas em doses de 200 mg/k na forma oral em ratos com diabetes induzida por streptozotina, diminuiram-se os níveis de glicemia em mais de 50% em seis horas (Handa S. e Chawla-Maninder A., 1989). Um produto que contém extrato de Lúpulo em combinação com Uva-ursi e Acetato de -tocoferol foi administrado em 915 pacientes afetados por uma irritação vesical e incontinência urinária, observando-se melhoras significativas em 772 pacientes (Lenau H. et al., 1984).
As substâncias do tipo estrogênicas encontradas no Lúpulo exercem uma atividade antiandrogênica ao nível supra-renal e testicular, nos casos de hiperexcitabilidade masculina e topicamente na acne juvenil (Fenselau C. et al, 1973). Também estes fitoestrógenos seriam úteis nos casos de insuficiência ovariana hipoestrogênica, sobretudo nos denominados “calores” da menopausa. O principal efeito estrogênico parece depender do xantotumol (Koch W. e Heim G., 1953).
Em ratas, a administração de extratos de Lúpulo provocou um aumento peso do ovário e maior produção de estrógenos. Observou-se também uma inibição na secreção de progesterona e uma diminuição da quantidade de óvulos liberados, uma vez que a atividade da enzima timidina quinase e do hormônio luteinizante foram virtualmente suprimidas (Okamoto R. e Kumai A., 1992).
A ação adstringente dos taninos e também dos flavonóides, promovem o fechamento dos poros e reduzem o excesso de oleosidade da pele e cabelos, conferindo efeito tônico e refrescante.

Toxicidade/Contra-indicações: O princípio amargo resinoso pode provocar náuseas e vômitos em doses altas. A manipulação desta planta pode causar alergias respiratórias (Newmark F., 1978). O mirceno contido no óleo fresco de Lúpulo tem sido considerado como um agente sensibilizante e o pólen como o causador de dermatites de contato
(Mitchell J., 1979). Altas doses administradas por via injetável em animais provoca efeitos soporíferos intensos seguidos de morte, enquanto a administração crônica provocou perda de peso seguida também pela morte do animal (Hamon N., 1985).
É contra-indicado o uso durante a gravidez, lactação, para pacientes com tumores hormono-dependentes ou que possuam hiperestrogenismo.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Infusão: 30 g/l, infundindo por dez minutos. Tomar três xícaras ao dia;
- Maceração: 30 a 50 g/l durante 12 a 24 horas. Tomar três xícaras ao dia;
- Extrato Fluido (1:1): 20 a 40 gotas, três vezes ao dia;
- Tintura (1:10): 50-100 gotas, uma a três vezes ao dia;
- Extrato Seco (5:1): 0,3 a 1 grama/dia;
- Pó: 500 mg/cápsula, uma a três ao dia.

• Uso Externo:
- Infusão: 50 g/l, aplicado sob a forma de compressas, cataplasmas ou banhos.
- Cosméticos: Banhos relaxantes, tratamento capilar e da seborréia e para aumentar o volume dos cabelos: Géis de banho, sabonetes, shampoos, condicionadores, loções e cremes para pele e produtos para os pés: 1-2% de extrato glicólico.

Referências Bibliográficas:
• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Editora. Buenos
Aires 1998 ( o qual cita autores no item Indicações e Ação Farmacológica).

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Seleções do Reader’s Digest. 1ª
edição. 1983.

• COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia. 2ª edição. 1994.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• TESKE, M.; TRENTINI, A. M. Herbarium Compêndio de Fitoterapia.
Herbarium. Curitiba. 1994.



segunda-feira, 23 de março de 2009

Gimena


Trata-se de uma planta trepadeira que habita a Índia Central e sul da Índia, onde tem como nome popular “gur-mar” que significa “destruidor de açúcar”, denominação esta atribuída à atividade que exerce sobre a glicose. A propriedade anti-sacarínica foi identificada em uma fração que foi denominada de ácido gimnêmico por Power e Tutin em 1904. Gharpurey em 1926 reportou que a administração oral de Gymnema sylvestre a pacientes diabéticos reduziu o nível de glicose na urina.

Nome Científico: Gymnema sylvestre R. Br.

Nome Popular: Gimena, em português; Periploca, em inglês; Waldschlinge, na Alemanha; Gu-mar, na Índia.

Família Botânica: Asclepiadaceae.

Parte Utilizada: Folha.

Princípios Ativos: Apresenta duas resinas: uma insolúvel em álcool (maior porção) e a resina solúvel no álcool; oxalato de cálcio; ácido gimnêmico; celulose; quercitol; ácido fosfórico; óxido de manganês; 2 hidrocarbonetos: o hentriacontane e o pentriacontane; ácido tartárico, inositol, corpos antraquinônicos; gurmarina.


Indicações e Ações Farmacológicas: A Gimena apresenta ação adstringente, estomáquico, tônico e refrescante. A sua principal aplicação está centrada na sua propriedade de suprimir o gosto de açúcar, utilizada no caso de Diabetes melitus. Sabe-se que ao se mastigar a folha, é amortizada a vontade pelo gosto doce, bem como o amargor de substâncias amargas. Este efeito redutor é esperado que dure uma ou duas horas, não interferindo na sensação de outros sabores como o salgado, o ácido e o adstringente.
Um estudo realizado na Índia mostrou que a administração do pó das folhas de Gymnema sylvestre regula os níveis de açúcar no sangue em coelhos diabéticos. A terapia de Gymnema sylvestre não apenas produziu homeostase da glicose sangüínea como também aumentou a atividade de enzimas, as quais promoveram o aproveitamento da glicose em rotas insulino dependentes: são controladas por níveis de fosforilase, enzimas gliconeogênicas e sorbitol desidrogenase.O aumento e a incorporação da glicose [14C] nas moléculas de glicogênio e proteínas são maiores no fígado, rins e músculos com Gymnema sylvestre administrada em animais diabéticos quando comparados com animais diabéticos não tratados. Mudanças patológicas se iniciaram no fígado durante a fase hipoglicêmica são reversíveis controlando a hiperglicemia pela Gymnema sylvestre (Shanmugasundaram, K.R.; Panneersel Vam, C.; Samudram, P., 1983).
Um outro estudo realizado neste mesmo país avaliou o efeito de dois extratos solúveis em água, GS3 e GS4, obtidos das folhas de Gymnema sylvestre, os quais foram testados em ratos tratados com estreptozotocina devido aos seus efeitos exercidos sobre a homeostase de glicose sangüínea e tecido endócrino pancreático. Nos ratos diabéticos, favorecem o retorno aos níveis de glicose no sangue ao normal após 60 dias de GS3 e após 20 dias de GS4, administrados oralmente. O sangue coletado durante a conduta dos testes de tolerância oral a glicose, foi usado para avaliar a insulina sérica. A terapia com GS3 e GS4 conduziu para um aumento da insulina sérica mais próximo do normal. Em pâncreas de ratos diabéticos, ambos GS3 e GS4, foram capazes de dobrar o número de ilhota e número de células beta (Shanmugasundaram, E.R.B.; Leela Gopinath, KP.; Radha Shanmugasundaram, K. e Rajendran, V.M., 1990).
Um estudo feito no Japão cita os efeitos inibitórios da gurmarina (um peptídeo isolado das folhas de Gymnema sylvestre) relacionados com o nível de percepção de sabor doce, chegando-se a conclusão que existem em camundongos dois tipos diferentes de receptores de sabor doce, gurmarina-sensitivo e gurmarina-não-sensitivo (Yuzo, N.; Imoto, T., 1995).
Devido ao mecanismo de ação não estar ainda totalmente elucidado, sugeriu-se que a Gimena poderia atuar na superfície dos receptores de sabor da língua e mucosa bucal.

Toxicidade/Contra-indicações: Não foram encontradas referências nas literaturas consultadas.

Dosagem e Modo de Usar:
• Extrato Seco: a 85%, 40 a 50 mg, 2 vezes ao dia, cerca de meia hora antes das principais refeições. Pode ser associado à outras plantas.

Referências Bibliográficas:
• GIL, C. M. H. Gymnema sylvestre: no tratamento da obesidade. Revista Anfarmag
– Novembro/Dezembro, 1995.

• SHANMUGASUNDARAM, K. R.; PANNEERSEL, C.; SAMUDRAM, P.;
SHANMUGASUNDARAM, E. R. B. Enzyme Changes and Glucose Utilisation
in Diabetic Rabbits: The effect of Gymnema sylvestre R. Br. Journal of
Ethnopharmacology, 7 (1983).

• SHANMUGASUNDARAM, E. R. B.; LEELA GOPINATH, K.;
SHANMUGASUNDARAM, K. R.; Rajendran, V. M. Journal of
Ethnopharmacology, 30 (1990).


• Yuzo, N.; Imoto, T., Gurmarin inhibition of sweet taste response in mice.
AmericanPhysiological Society. 1995

quarta-feira, 18 de março de 2009

Garra do Diabo



Nativa da África do Sul e Leste da África, a Garra do Diabo é uma planta vivaz com tubérculos grandes e globosos. Suas flores possuem a forma de uma trombeta, de cor violácea ou vermelha, frutos cobertos de farpas rígidas, os quais se tornaram famosos por serem utilizados nas armadilhas para capturar animais selvagens. O odor de seus tubérculos, os quais constituem a droga vegetal é forte e característico e um sabor adstringente e amargo.
Foi somente em 1958 que suas propriedades farmacológicas foram confirmadas e desde então o seu emprego medicinal tomou expansão. Era utilizada pelos nativos africanos em doenças como o reumatismo, diabetes e afecções renais e hepáticas.

Nome Científico: Harpagophytum procumbens D.C.

Nome Popular: Garra do Diabo, no Brasil; Harpagofito, em espanhol; Devil’s Claw, em inglês.

Denominação Homeopática: HARPAGOPHYTUM PROCUMBENS.

Família Botânica: Pedaliaceae.

Parte Utilizada: Tubérculos (raízes secundárias).

Princípios Ativos: Glicosídeos Iridóides: harpagosídeo (éster do ácido cinâmico), procumbina e harpapágido; Ácido Cinâmico Livre; Glicosídeos Fenólicos: acteosídeo e isoacteosídeo; Fitosteróis: -sitosterol; Ácidos Terpênicos; traços de Óleo Essencial; Açúcares: glicose, frutose e rafinose.


Indicações e Ação Farmacológica: Os turbéculos da Garra do Diabo são indicados nos reumatismos, nas artrites reumatosas, nas artroses, nas bursites, nas fibromialgias, nos espasmos gastrintestinais, nas dispepsias hiposecretoras e nos traumatismos. Seu uso permite reduzir as doses dos corticóides e antiinflamatórios não esteroidais utilizados nestas afecções.
Esta droga vegetal possui uma ação antiinflamatória, analgésica, antiespasmódica, sedativa e estimulante digestivo.
O -sitosterol inibe a síntese da prostaglandina-sintetase, a qual participa no processo inflamatório, sendo muito utilizado em processos inflamatórios semicrônicos e crônicos.
Os glicosídeos amargos iridóides possuem ação aperitiva e colagoga. O harpagosídeo possui ação antiespasmódica.

Toxicidade/Contra-indicações: Em doses acima das usuais, pode provocar náuseas, vômitos e uma pequena ação laxante. O uso prolongado desta droga vegetal pode acarretar distúrbios digestivos.
É contra-indicado o uso durante a gravidez pois existe ação abortiva promovida pela droga.

Dosagem e Modo de Usar:
• Extrato Seco (3:1): 1-2 gramas por dia;
• Extrato Fluido (1:1): 30 a 50 gotas, três vezes ao dia, entre as refeições;
• Tintura (1:10): 50-100 gotas, duas a quatro vezes ao dia;
• Pó: 1-3 gramas por dia, em três doses.


Referências Bibliográficas:

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• TESKE, M.; TRENTINI, A. M. Herbarium Compêndio de Fitoterapia.
Herbarium. Curitiba. 1994.

• POULIN, M; ROBBINS, C. A Farmácia Natural. 1992.


• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.


Fáfia



Planta herbácea de ramos moles e nodosos nas articulações, que procura suporte, a Fáfia apresenta folhas opostas, membranáceas, simples e inteiras. As flores são pequenas e surgem dos ramos terminais. A parte subterrânea é tuberosa, apresentando uma parte caule e outra raiz, que atinge porte elevado. Não tem exigência quanto ao solo e clima, crescendo em matas, campos e ao longo do curso dos rios.
As pessoas simples das regiões rurais parecem ter aprendido com os índios as propriedades de suas raízes, e desta forma, atribuiram a esta planta o nome de “paratudo”, graças à variedade de propriedades medicinais que apontam a esta.
Atualmente a chamam de “Ginseng Brasileiro” devido à forma humanóide que apresenta as suas raízes assim como o Ginseng Importado é caracterizado. O termo ginseng é de origem chinesa e significa Jin = homem e chen = ternário. Este nome é uma alusão ao conjunto: homem físico, homem espiritual e planta. A forma humanóide das raízes do ginseng para muitos encerra a essência da reparação da forma física e psíquica do homem.
O “Ginseng Brasileiro” nada tem a ver com os ginsengs importados. Botanicamente, pertence a uma família vegetal bem distinta daquela dos ginsengs importados. A Pfaffia paniculata (Martius) Kuntze, nome científico da Fáfia, pertence à família Amaranthaceae ao passo que a maioria dos outros ginsengs pertencem à família Araliaceae. Quimicamente também é diferente, embora em todas as plantas ocorram saponinas, estas possuem estruturas diferentes.
Assim, mostramos abaixo a relação dos Ginsengs conhecidos:
 Panax ginseng Ginseng Coreano; Ginseng Chinês;
 Panax quinquefolium Ginseng Americano;
 Panax pseudo-ginseng Ginseng Chinês;
 Panax japonicum Ginseng Japonês;
 Eleutherococcus senticosus Ginseng Russo ou Ginseng Siberiano
 Pfaffia paniculata Ginseng Brasileiro


Nome Científico: Pfaffia paniculata (Martius) Kuntze.

Nome Popular: Fáfia, Paratudo e Ginseng Brasileiro, no Brasil.

Família Botânica: Amaranthaceae.

Parte Utilizada: Raiz.

Princípios Ativos: Ácido Pfáfico (noriterpenóide); Saponinas: pfafosídos A, B, C, D, E e F; Alantoína; Fitosteróis: sitosterol e estigmasterol; Sais Minerais: fósforo, cálcio, ferro e potássio; Aminoácidos; Mucilagens.


Indicações e Ações Farmacológicas: A Fáfia é auxiliar no tratamento de irregularidades circulatórias, estresse, anemia, diabetes e astenia.
Estudos comprovaram a atividade inibitória do ácido pfáfico e dos pfafósidos frente ao crescimento de células tumorais cultivadas, como o melanoma B-16.
A presença de alantoína nas raízes pode estar relacionada com a ação cicatrizante de feridas e a atividade anti-úlceras atribuídas a esta planta.
Estimula e tonifica o organismo, eliminando a fadiga física e mental, aliviando estados de estresse e depressão. Contribui para as funções cerebrais.
Fortalece o coração, melhorando o processo circulatório e aumenta o número de glóbulos vermelhos e o nível de hemoglobina.
Possui ação hipoglicêmica além de potencializar a ação da insulina.

Toxicidade/Contra-indicações: Uma superdosagem pode ocasionar no indivíduo nervosismo, hipertensão, erupções na pele, diarréia e insônia.

Dosagem e Modo de Usar:
• Pó: 5 a 10 g/dia;

Referências Bibliográficas:
• TESKE, M.; TRENTINI, A. M. Herbarium Compêndio de Fitoterapia.
Herbarium. Curitiba. 1994.

• OLIVEIRA, F. Pfaffia paniculata (Martius) Kuntze - O Ginseng Brasileiro,
Revista Brasileira de Farmacognosia, , Março-Abril, 1986.

• PANIZZA, S. Plantas que Curam (Cheiro de Mato). 7ª edição. 1997.

terça-feira, 17 de março de 2009

Equinácea


Planta originária dos Estados Unidos, a Equinácea é utilizada há séculos pelos índios nativos. Trata-se de uma herbácea perene, caracterizada por apresentar uma altura máxima de meio metro de altura; sua raiz é axomorfa; seu caule é delgado, viloso; suas folhas são ásperas, lanceoladas ou lineares, medindo entre 7,5 e 20 centímetros de comprimento; possui inflorescência solitária sobre um pedúnculo terminal, com flores cor de malva.
Conhece-se por Equinácea as seguintes espécies: Echinacea angustifolia D.C., dita como a oficial, Echinacea angustifolia, com flores púrpuras e Echinacea pallida, com flores brancas.
O termo Echinacea vem do grego e significa erizo, uma alusão à forma de suas brácteas pontiagudas do receptáculo floral.

Nome Científico: Echinacea angustifolia D.C.

Nome Popular: Equinácea, no Brasil e em espanhol; Coneflower, em inglês; Rudbeckie, na França.

Denominação Homeopática: EQUINACEA.

Família Botânica: Asteraceae (Compositae).

Parte Utilizada: Flores e caule.

Princípios Ativos: Ésteres do Ácido Cafêico: equinacosídeos A e B, cinarina, ácido chicórico; Equinaceína; Óleo Essencial: borneol, bornilacetato, D-germacraneno e cariofileno; Antocianosídeos; traços de Alcalóides Pirrolizidínicos: tusilagina e isotusilagina; Resina (contendo ácidos graxos e fitosteróis); Isobutilamidas e Polissacarídeos.


Indicações e Ações Farmacológicas: É muito usada no tratamento de afecções respiratórias: gripe, resfriado, faringite, rinite, sinusite e bronquite. Externamente é empregada sob a forma de colutórios em abcessos dentários e em banhos, pomadas ou compressas sobre queimaduras, feridas, furúnculos, acne, inflamações ou ulcerações dérmicas.
Apresenta ação imunoestimulante, devido aos polissacarídeos presentes, aumentando as defesas inespecíficas do organismo e ativando a formação de leucócitos.
A equinaceína demonstrou apresentar propriedades anti-parasitárias e antiinflamatórias. Recordemos em linhas gerais, uma ação antiinflamatória reforça uma atividade antiinfecciosa (Tyler V., 1980; Rombi M e Lecomte A., 1992).
Os fitosteróis participam do mecanismo antiinflamatório e a isobutilamida se comporta como um inibidor específico da enzima lipooxigenase, a qual participa dos processos inflamatórios (Ríos Cañavate J., 1995).
Possui ação bacteriostática, bloqueando a enzima hialuronidase, impedindo que as infecções continuem por um tempo maior, favorecendo acura das feridas.
Para comprovar os efeitos sobre as vias aéreas, um estudo foi feito na Alemanha com 180 pacientes voluntários com sintomas respiratórios tais como: congestão nasal, rinite, resfriado e estado gripal. Estes foram divididos em três grupos: o primeiro grupo foi tratado com 900 mg diários de extrato de Equinácea, o segundo grupo com 450 mg e o terceiro com placebo. O primeiro grupo foi o único que após quatro dias teve uma melhora significativa nos sintomas (Bräunig B. et al., 1992).

Toxicidade/Contra-indicações: Devido a presença de traços de alcalóides pirrolizidínicos, fazer tratamentos descontínuos (um a dois meses, seguidos de iguais períodos de descanso).
O uso parenteral dos extratos de Equinácea não é recomendado, pois com freqüência produz reações alérgicas, náuseas e vômitos. Nunca administrar por esta via em mulheres grávidas, pessoas com alergias a plantas da família das Compostas, nem a diabéticos (pode provocar um agrave no metabolismo).
Até o momento não foram realizados estudos de toxicidade crônica e aguda com extratos totais de Equinácea. Porém já foi realizado estudos toxicológicos sobre a fração polissacarídica das partes aéreas, calculando a DL 50 em ratazanas, entre 2.500 e 5.000 mg/kg. Os pulmões dos animais que faleceram dentro de 24 horas após uma injeção intra-peritoneal de 5.000 mg/kg mostraram um saliente edema intersticial e intra-alveolar com leucodiapedesis localizada, o qual é um indicador de uma parada circulatória aguda. (Mengs U. et al.. 1991).
O teste de Ames para mutagenicidade sobre linfócitos humanos demonstrou que a administração de 500 mg/kg de polissacarídeos não se observa aberrações estruturais cromossômicas. Em vista destes resultados, conclui-se que a toxicidade genética in vivo da fração polissacarídica de Equinácea é muito pouco provável (Schimmer O. et al., 1994).
A Comissão “E” do Departamento Federal de Saúde da Alemanha não recomenda o uso da Equinácea em certas enfermidades que podem comprometer o sistema imunológico tais como o diabetes, esclerose múltipla, tuberculose, colagenose e lupus eritematoso.

Dosagem e Modo de Usar:
Uso Interno:
Extrato Fluido (1:1): 15-30 gotas, uma a três vezes ao dia;
Tintura (1:10): 50 gotas, uma a três vezes ao dia;
Xarope (5% de Extrato Fluido): Tomar 1 a 3 colheres ao dia;
Extrato Seco (5:1): 150-300 mg ao dia (1 grama equivale a 5 gramas da planta seca).

Uso Externo:
Pomada Cicatrizante (10% de tintura e 90% de lanolina).

Referências Bibliográficas:
ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos
Aires. 1998 ( o qual cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas/ Toxicidade e Contra-indicações).

PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

SCHAWENBERG, P.; PARIS, F. Guia de las Plantas Medicinales. Omega.
1980.

Revista Racine Março/Abril de 1997.

SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

Efedra


A Efedra é uma planta muito antiga e tem sido utilizada por muito tempo no Oriente contra as enfermidades respiratórias e alérgicas, especialmente no tratamento da asma brônquica. Os botânicos consideram-na como um elo evolucionário entre as plantas floríferas e as coníferas. Em 1924 foi introduzida no Ocidente.
É uma planta frágil que mede de 0,40 a 1 metros de altura, com caule prostrado e ascendente. Os ramos são verde-glaucos, opostos ou fasciculados, constituídos por artículos rígidos de 2 a 4 centímetros e estriados. As folhas são transformadas em duas pequenas escamas opostas, situadas na articulação dos ramos. As flores são amarelo-esverdeadas, sem cálice na corola, mas com escamas florais redondas e aglomeradas em amentilhos pedunculados, sendo o amentilho masculino ovóide com 4 a 8 pares de flores e o amentilho feminino com 1 par de flores envolvido por escamas imbricadas. O fruto é uma pseudodrupa carnuda e vermelha que envolve uma semente nua.
A Organização Mundial da Saúde e a Farmacopéia Japonesa XIII (1996) consideram como droga vegetal as partes aéreas das espécies do gênero Ephedra que contenham efedrina. Destacam-se as espécies: Ephedra sinica Stapf e Ephedra distachya L.

Nome Científico: Ephedra distachya L. Sinonímia: Ephedra arborea Lag. ex Bertol.; Ephedra botryoides Fisch.; Ephedra dubia Reg.; Ephedra gerardiana Wall.; Ephedra macrocephala Bertol.; Ephedra maritima St.-Lag.; Ephedra media C. A. Meyer; Ephedra minor Host; Ephedra monostachya L.; Ephedra podostylax Boiss.; Ephedra polygonoides Pall.; Ephedra stenosperma Schranck et C. A. Meyer; Ephedra subtristachya C. A. Meyer; Ephedra vulgaris Rich.

Nome Popular: Efedra, Morango-do-campo, Ma-huang e Cipó-de-areia, em português; Efedra, e Ma-huang, em espanhol; Éphédra e Ma-huang, na França; Teamsters Tea, em inglês.

Denominação Homeopática: EPHEDRA VULGARIS.

Família Botânica: Ephedraceae (Ginetaceae).

Parte Utilizada: Ramo (partes aéreas).

Princípios Ativos: Alcalóides ou Protoalcalóides: derivados do núcleo fenil-etilamina (anfetamínico), destacando a efedrina e seus isômeros: pseudoefedrina, metilefedrina, metil-pseudoefedrina, metil-pseudoefedrina, norefedrina e nor-pseudoefedrina; Alcalóides Macrocíclicos: são derivaos da espermina, destacando as efedradinas A, BV, C, D e E; Flavonóides; Protoantocianidóis; Oxazolidona; Taninos.

Indicações e Ações Farmacológicas: A Efedra é geralmente indicada na asma , rinite e hipotensão arterial. Em Homeopatia é utilizada no bócio exoftálmico, com batimentos cardíacos tumultuosos e com a sensação dos olhos serem atirados ou arrancados das órbitas. Também empregada na asma e na rinite alérgica.
A atividade da efedrina e dos demais alcalóides é do tipo simpatomimético ( e -adrenérgica) com uma marcada ação estimulante dos centros nervosos respiratórios ao nível bulbar. Sua potência é menos marcada que a correspondente a das anfetaminas e sua atividade central se deve em parte a sua ação sobre os neurônios pós-ganglionares, produzindo a liberação de norepinefrina pelas vesículas de armazenamento das terminações nervosas (Goodman e Gilman A., 1986; Furuya I. e Watanabe S., 1993).
Seus efeitos ao nível cardiovascular são similares aos da epinefrina, mas estes se prolongam até umas 10 vezes mais de tempo. A freqüência cardíaca pode baixar sem se modificar, porém é aumentada se houver um bloqueio dos reflexos vagais. Com um retorno venoso adequado a força contrátil e o gasto cardíaco aumentam com a droga (Schumann H. et al., 1978). Ocorre também um aumento de pressão arterial tanto sistólica quanto diastólica devido a uma ação vasoconstritora periférica.
Ao nível bronquial, produz um relaxamento muscular menos marcado, mais pronunciada que com a noradrenalina. Isso faz com que se possa se administrar nos casos de asma leve ou crônica durante episódios curtos (Webb Johnson D., 1977).
Ocorre midríase quando é aplicada localmente sobre os olhos, sem provocar reflexos ou modificações na pressão intraocular. Este efeito é mais marcado em indvíduos que têm íris clara (Grant W., 1969).
Estudos realizados em ratos com extratos alcoólicos e aquosos revelaram que a administração de Ephedra distachya produzem transitória hiperglicemia seguida de uma longa e prolongada hipoglicemia. A investigação feita em modelos normais e hiperglicêmicos induzidos por haloxano revelaram que os compostos mais ativos desta atividade seriam os efedranos A, B, C, D e E (Handa S. e Chawla Maninder A., 1989).
Os efeitos estimulantes sobre o sistema nervoso central são menos marcantes que os observados com a epinefrina. A nor-pseudoefedrina é considerada como uma verdadeira anfetamina pelo seu intenso efeito psicoestimulante, vastamente empregado em formas magistrais emagrecedoras, combinado com bases xantínicas como a cafeína (Kalix P., 1991).

Toxicidade/Contra-indicações: A grande variedade quanto ao conteúdo de alcalóides entre exemplares idênticos faz com que se recorra freqüentemente a formas farmacêuticas estandarizadas. As reações observadas são no geral inaceitáveis aos efeitos sobre o sistema nervoso central, em especial a ansiedade, tremores e insônia (quando administrado em forma continuada. Excepcionalmente é observada psicose tóxica.
Quando a efedrina é empregada como descongestionante nasal, sua ação vasoconstritora sobre a mucosa atua durante quatro ou seis horas, porém a congestão retorna devendo o paciente recorrer a outras doses inclusive maiores, o qual é o único que se faz condicionar um processo crônico. Este uso não deve exceder 4-5 dias contínuos (Peris J. et al., 1995).
É contra-indicado o uso nos casos de hipertensão arterial, insuficiência coronária, hipertiroidismo, diabetes do tipo II, glaucoma, atonia vesical, hipertrofia prostática (por diminuir a capacidade contrátil da bexiga), lactação e gravidez (Peris J. et al., 1995).
Nunca associar este medicamento com algum inibidor da MAO ou digitálicos.

Dosagem e Modo de Usar: Verificar as fórmulas comerciais.
• Homeopatia: Tintura-mãe, de 1 a 20 gotas. É necessário tatear a sensibilidade individual.

Referências Bibliográficas:

• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos
Aires. 1998 ( o qual cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas/ Toxicidade e Contra-indicações).

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• CAIRO, N. Guia de Medicina Homeopática. 21ª edição. 1983.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• The Japanese Pharmacopoeia XIII, 1996.

• WHO monographs on selected medicinal plants, vol. 1, 1999.



sexta-feira, 13 de março de 2009

Chá de Java


Trata-se de um arbusto que mede até 1,20 metros de altura, caracterizado por apresentar um caule quadrangular liso, com a parte inferior de cor violeta escura e a superior verde-violácea. As folhas são pecioladas, romboidal-elípticas, com borda dentada e assimétrica na base, com nervura e pecíolo violáceos. As flores estão dispostas em espiga terminal com a corola bilabiada de cor branco-celeste e o enorme comprimento de seus estames azuis conferiu-lhe o nome popular de bigode de gato. O fruto é um tetraquênio de superfície rugosa.
É originário do sudeste asiático e norte da Austrália e posteriormente foi introduzido nas regiões tropicais da América do Sul. Esta planta vem sendo muito empregada pelos nativos do arquipélago malaio como anti-séptico urinário, depurativo, nos transtornos hepáticos e como diurético.

Nome Científico: Orthosiphon stamineus Benth.; Sinonímia: Orthosiphon aristatus (Blume) Miquel.; Trichostema spiralis Lour.

Nome Popular: Chá de Java e Bariflora, em português; Ortosifón, Té de Java, em espanhol; Barbiflore, Thé de Java, na França; Java Tea, em inglês.

Denominação Homeopática: ORTHOSIPHON STAMINEUS.

Família Botânica: Labiatae.

Parte Utilizada: Folha.

Princípios Ativos: Óleo Essencial (0,02-0,06%): formado principalmente por sesquiterpenos, entre eles temos o -elemeno, -selineno, -cariofileno, etc.; Flavonóides: cirsimaritina, eupatropina, salvigenina, sinensetina, etc.; abundante em Sais de Potássio (2,5-3%); Sais de magnésio; Ácidos Orgânicos: rosmarínico, ursólico, cafêico, glicólico e benzóico; -sitosterol; -amirina; Inositol; Betaína; Colina; Diterpenos; Metilripariocromeno A; Ortosifonina (glicosídeo amargo); Saponinas Triterpênicas: sapofonina; Taninos (5-10%).



Indicações e Ações Farmacológicas: Indicado nas afecções urinárias crônicas: urolitíase, hiperuricemia, cistite, prostatite, uretrite, adenoma benigno da próstata e edemas por insuficiência venosa; nas afecções hepáticas: disquinesias biliares e nas coleocistites; como coadjuvante no tratamento da obesidade; nas afecções cardíacas: hipertensão; nas hiperlipidemias e no reumatismo.
O Chá de Java é amplamente utilizado como diurético e anti-séptico urinário. A atividade diurética estaria embasada pelo efeito sinérgico das altas quantidades de potássio, dos flavonóides e do óleo essencial presentes, gerando uma atividade do tipo azotúrica, uricosúrica, comparável à Furosemida (Loew D. et al., 1991; Englert J. et al., 1992). O emprego prolongado das folhas do Chá de Java produz uma alcalinização da urina que favorece a eliminação de pequenos cálculos urinários (Nirdnoy M. e Muangman V., 1991).
Tem-se comprovado por meio de provas em animais, uma atividade hipocolesterolemiante e colagoga suave (Peris J. et al., 1995). Em Cuba se realizou distintos ensaios em mais de 200 pacientes portadores de infecções urinárias, produzindo em 2 semanas de ingestão da infusão a negatividade da presença de Escherichia coli, Klebsiella, Proteus e Pseudomonas (Simon E. et al., 1988; Barroso E. et al., 1988). Um estudo realizado em Taiwan demonstrou que o extrato aquoso desta planta possui atividade antibacteriana frente ao Streptococcus mutans (Chen Ch. et al., 1989).
O extrato aquoso do Chá de Java, em doses de 1 g/kg tem exibido atividade hipoglicemiante em ratos normais e com diabetes induzida por uma injeção intravenosa de estreptozotocina em doses de 65 mg/kg (Mariam A. et al., 1996).

Toxicidade/Contra-indicações: Não se tem demonstrado efeitos indesejáveis nas doses usuais. Os taninos e os princípios amargos presentes no Chá de Java induzem a um aumento da secreção cloropéptica. Para eliminar este problema, recomenda-se a manipulação em forma de cápsulas ou comprimidos entéricos. A infusão apresemta um intenso sabor amargo que pode produzir náuseas e vômitos.
É contra-indicado no caso de insuficiência renal ou cardíaca ou quando se suspeite da existência de obstrução das vias biliares, só deve ser utilizado sob prescrição médica.

Dosagem e Modo de Usar:
• Infusão: 10 a 15 g/l. Infundir durante 10 minutos. Tomar um litro por dia;
• Extrato Fluido (1:1): 30-60 gotas, um a três vezes ao dia, meia hora antes das refeições (recomenda-se não ultrapassar de 5g/dia = 200 gotas);
• Tintura (1:5): 50-100 gotas, uma a três vezes ao dia;
• Extrato Seco (5:1): 0,3 a 1 g/dia.

Referências Bibliográficas:
• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos
Aires. 1998 ( o qual cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas/ Toxicidade e Contra-indicações).

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Reader’s Digest do Brasil. 1ª edição.
1999.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.


terça-feira, 10 de março de 2009

Unha de Gato



Planta de uso tradicional no Peru, a Unha de Gato é uma trepadeira lenhosa, de porte arbustivo que cresce apoiada à outra árvore. Possui folhas compostas, opostas e ovais, de ápice agudo e ovais, de textura membranácea, pecíolo curto de 1,5 centímetros de comprimento e 2 milímetros de largura, presença de estípulas interpecioladas e espinhos. As flores são hermafroditas e actimorfas, de cor amarela, dispostas em racimos. O fruto é uma cápsula septicida bivalva, onde se encontram sementes dicotiledôneas, fusiformes e longitudinais. O caule possui poucas estrias longitudinais. A raiz é cilíndrica, com segmentos papilosos.
A presença de espinho semelhante às unhas de um gato é responsável pelo nome popular. Estima-se que existam aproximadamente de 50 a 60 espécies do gênero Uncaria, onde duas se destacam: Uncaria tomentosa e Uncaria guianensis, as quais possuem algumas diferenças: a Uncaria tomentosa está distribuída em numerosas áreas da América do Sul e Central, tais como: Panamá, Nicarágua, Trindade, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Belize, Colômbia, Equador, Venezuela e Peru, sendo encontrada em altitudes entre 800 e 2500 metros, podendo alcançar até 20 metros de comprimento; enquanto a Uncaria guianensis distribui-se apenas no Brasil, Venezuela, Bolívia, Peru e Paraguai, sendo encontrada em altitudes menores e chegam a alcançar 30 metros de comprimento. Porém a diferença principal entre essas duas espécies está no formato das flores e diferenças nas folhas. Ambas possuem espinho característico. As propriedades terapêuticas relativas à Unha de Gato são atribuídas a Uncaria tomentosa e, portanto é considerada como a Unha de Gato verdadeira.

Nome Científico: Uncaria tomentosa (Wild) DC. Sinonímia: Nauclea acuelata HBK; Nauclea tomentosa Willd. ex R. & S.; Ourouparia tomentosa (Willd. ex R. & S.) Schum.

Nome Popular: Unha de Gato, no Brasil; Uña de Gato, em espanhol e Cat’s Claw em inglês.

Família Botânica: Rubiaceae.

Parte Utilizada: Casca.

Princípios Ativos: Alcalóides: rincofilina, isorincofilina, mitrafilina, isomitrafilina, F-mitrafilina, hirsuteína, hirsutina, dihidrocorianteína, isopteropodina A, pteropodina, speciofilina e uncarina; Polifenóis (epicatequina); Procianidinas A, B1, B2 e B4; Glicosídeos e Triterpenos do Ácido Quinóvico; Fitosteróis: b-sitosterol, estigmasterol e campesterol;

Indicações e Ação Farmacológica: A Unha de Gato é indicada na artrite reumatóide, lupus e outras colagenopatias, graças a sua atividade antiinflamatória e imunoestimuladora; devido ao seu mecanismo imunoestimulante e antimutagênico pode ser empregada em tumores metastásicos, sarcoma de Kaposi e candidíases; devido a sua atividade antiviral pode ser empregada em enfermidades virais como o herpes genital e herpes zoster. Popularmente é empregada em tratamentos das inflamações osteoarticulares, cistite, gastrite, úlceras gastroduodenais, diabetes, viroses, asma e convalescença.
Os alcalóides da Unha de Gato atuam nas seguintes atividades:

Atividade Imunoestimuladora e Antitumoral: A atividade imunomoduladora está centrada através da estimulação do processo fagocitário, por meio dos extratos alcoólicos previamente alcalinizados, logo tratados com etilacetatos e posteriormente acidificados. Chega-se a conclusão que após realizar o teste dos granulócitos, o qual permite avaliar a tividade defensiva dos glóbulos brancos, assim como também por técnicas de quimioluminiscência que mede o grau de fagocitose dos leucócitos por meio de multiplicadores de luz. Em ambos os estudos o alcalóide isopteropodina possui a mais alta atividade fagocítica, seguido pela isomitrafilina (Kreutzkamp B. e Huber C., 1984; Wagner H et al.,1985).
Também se observou um aumento substancial no número de monócitos (quase 50% após uma semana de tratamento). Os granulócitos aumentaram em 60% seu poder fagocitário (medido através do método de Brand com partículas Zimosan) na presença de extratos a 0,01%. Sob controle normal, os linfócitos T não apresentaram modificações proliferativas, mas sim sob na presença de antígenos, o qual abre uma porta para a investigação de enfermidades como o sarcoma de Kaposi, candidíase sistêmica, AIDS, herpes e câncer (Wagner H. et al., 1985).
De acordo com investigações dirigidas pelo Dr. Wagner, pode-se comprovar dentre outras coisas, que o conjunto de alcalóides misturados carecia de muitas propriedades farmacológicas salvo quando se agregava um tanino denominado catequina 10%. Não obstante, os extratos livres de taninos têm demonstrado conservar a atividade contra determinados vírus in vitro, produzindo uma inibição da síntese de DNA no sarcoma 180 e um aumento do nível de imunoglobulinas em pacientes com melanoma (Aquino et al., 1989).
Recentes estudos realizados na Alemanha comprovaram que um grupo de pacientes tratados com quimioterapia, citostáticos e Uncaria tomentosa de forma conjunta apresentaram melhor prognóstico de acordo com a evolução clínica observada em relação a outro grupo de enfermos que somente haviam recebido quimioterapia e citostáticos (Diehl I., 1993).

Atividade Antimutagênica e Antioxidante: Alguns trabalhos realizados na Argentina determinaram que os extratos metanólicos da casca e raiz da Uncaria tomentosa apresentam compostos que intervêm na redução da lipoperoxidação e da formação de radicais livres derivados do dano produzido por intoxicação com etanol, tetracloreto de carbono ou carragenina sobre as moléculas de DNA em modelos experimentais in vitro. Os resultados evidenciaram que este extrato apresenta atividade antioxidante tanto em modelos que envolvem a oxidação dos lipídeos componentes de membranas celulares, assim como também no dano oxidativo ao DNA (Desmarchelier C. et al., 1996; Ibid 1998).

Atividade Antiinflamatória e Antiviral: Demonstrou-se que os compostos glicosídicos e triterpênicos do ácido quinóvico têm demonstrado possuir ação antiviral e antiinflamatória. Nesse sentido, a ação antiviral foi experimentada sobre os vírus do tipo RNA: o vírus da estomatite vesicular e uma cepa do gênero rhinovirus. De acordo com esses estudos, demonstrou-se que todos os compostos glicosídicos (seis em total) possuíam efeito antiviral unicamente contra o vírus da estomatite vesicular (Iaccarino F. 1988 e Aquino R. et al., 1991).
Com relação à atividade antiinflamatória, o glicosídeo nº 7 do ácido quinóvicpo mostrou ser pó mais ativo, de acordo com provas realizadas frente a indometacina e placebo. Nas mesmas se induziu um processo edematoso na pata de um rato com uma injeção de carragenina a 1%, medindo-se o volume da pata em diferentes intervalos mediante a plestimografia. A redução do edema com os extratos de Uncaria tomentosa foram algo menores aos da indometacina, alcançando 69% de eficácia.
Com relação a fração esteroidal, esta apresentou atividade antiinflamatória somente, a qual estaria com a presença de compostos b-sitosterol (60% da fração esteroidal), campestrol e estigmasterol (Senatore A. e col., 1989).

Toxicidade/Contra-indicações: É bem tolerada nas doses usuais. Ocasionalmente verificou-se casos de febre, constipação ou diarréia que cedem diante a suspensão da medicação. Já foram mencionados casos com sintomas hepáticos e alterações do nervo óptico. Altas doses foram tidas como um efeito anticonceptivo (Keplinger K. 1982).
A DL50 do extrato seco foi calculada em aproximadamente 162 mg/kg em ratos. A administração em ratos por via intraperitoneal de 2 a 5 g/kg durante 18 dias não produziu alterações nem comportamentos anormais nos animais. Os estudos realizados tanto na Alemanha quanto no Peru demonstraram que a Uncaria tomentosa não é tóxica nem mutagênica.
É contra-indicado o uso durante a gravidez, lactação e para crianças menores de três anos por falta de estudos adequados. Recomenda-se não tomar Unha de Gato dois dias antes e dois dias depois da aplicação de quimioterapia devido a seu forte efeito imunoestimulante.

Dosagem e Modo de Usar:
Decocção: a 2%, durante 20 minutos, três ou mais xícaras ao dia.
Tintura (1:1): em solução alcoólica 70º, 50-100 gotas, uma a três vezes ao dia.
No comércio existem cápsulas de Uncaria tomentosa, na razão de 150 mg por unidade, recomendando-se a dose de até 6 cápsulas diárias nas refeições, divididas em 2-3 doses.

Referências Bibliográficas:

PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª edição. 1998.

ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos
Aires. 1998 ( obra que cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas/ Toxicidade e Contra-indicações).

Cardo Santo


Na Europa Medieval o Cardo Santo era considerado “santificado”, conhecido por deter as pragas. Quanto ao seu nome botânico ¬Carduus = significa cardo, designando plantas perenes, da família das Compostas, cujas sedas do papo não são plumosas e benedictus = uma alusão aos monges beneditinos, os quais faziam um conhecido licor com esta planta, a qual era muito cultivada nos mosteiros.
É uma planta que mede entre 10 e 60 centímetros de altura, anual, de caule ereto e piloso e ramificado. As folhas são verde-claras, espinhosas, dentadas-lanceoladas e alternas. As ramificações do caule terminam em capítulos solitários, constituídos por flores amarelas. O fruto é um aquênio castanho com costas finas e encimadas por um curto papilho. A raiz é branca e aprumada.
É oriundo da região mediterrânea, crescendo em campos abandonados e hortas, tolerando a maioria dos solos.

Nome Científico: Carduus benedictus Auct. ex Steud. Sinonímia: Carbenia benedicta Adams; Cnicus benedictus L.; Calcitrapa benedicta Sweet; Calcitrapa lanuginosa Lam.; Centaurea benedicta L.; Cnicus microcephalus Boiss.; Cnicus pseudo-benedictus Hort. et Dorpat ex Asch.

Nome Popular: Cardo Santo, Cardo Bento e Cardo Bendito, em português; Benedictendistel, na Alemanha; Cardo Santo, Cardo Bendito, Centáurea Bendita, em espanhol; Chardon Bénit, Centaurée Benite, Centaurée Langineuse, na França; Blessed Thistle, Carduus Plant, Cursed Thistle, Holy Thistle, Lovely Thistle, Spotted Carduus, Spotted Thistle, Star Thistle, Thistle Root, em inglês.

Denominação Homeopática: CARDUUS BENEDICTUS.

Família Botânica: Asteraceae (Compositae).

Parte Utilizada: Caule, folha (parte mais rica em princípios ativos), flor e fruto.

Princípios Ativos: Óleo Essencial (0,3%): constituído de hidrocarbonetos triterpênicos e esteroidais; Princípios Amargos (0,25%): composto por lactonas sesquiterpênicas do tipo germacranolídeo, como a cnicina (0,2-0,7%), da qual deriva o germacreno, salonitenolídeos, artemisifolina e benedictina; Taninos; Sais Minerais (10 a 20%); Fitosteróis: n-nonacosano, sitosterol e estigmasterol; Flavonóides: apigenina, luteolina e kempferol; Inulina; traços de Alcalóides (nos frutos); Ácido Nicotínico; Poliacetilenos.

Indicações e Ações Farmacológicas: O Cardo Bento é indicado no tratamento da inapetência; dispepsias; diabetes de fraco espectro; afecções genitourinárias, tais como: cisitite, uretrite, pielonefrite, oligúria e urolitíase; hipertensão arterial; gôta; edemas e no sobrepeso. Externamente é aplicada na cicatrização de feridas.
Na atualidade o Cardo Santo é muito empregado como tônico amargo, eupéptico e como uma espécie antimicrobiana. Desta forma, o extrato aquoso da planta inteira tem exibido em animais, propriedades bactericida frente ao Bacillus subtilis, Brucella abortus, B. bronchoseptica, Escherichia coli, Proteus spp., Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus, Shigella dysenteriae, Streptococcus fecalis e Vibrio comma. Esta atividade depende da ação da cnicina, poliacetilenos e do óleo essencial (Vanhaelen Fastré R., 1973).
Demonstrou-se que a cnicina exibe atividade antiinflamatória, in vivo, em modelos experimentais de animais com edema plantar induzido por carragenina. Esta atividade demonstrou ser comparável à indometacina (Schneider G. et al., 1987). Além disso, a cnicina também demonstrou possuir atividade hipoglicemiante leve e atividade antitumoral, in vitro, nos casos de leucemia linfóide. A planta inteira tem demonstrado atividade antitumoral em modelos de sarcoma 180 em ratos (Vanhaelen Fastré R., 1972).
Os flavonóides juntamente com a inulina proporcionam uma ação diurética suave enquanto os taninos exercem uma considerável ação adstringente, útil nos casos de feridas e diarréias.

Toxicidade/Contra-indicações: A infusão do Cardo Santo, administrado nas doses normais, não tem demonstrado efeitos adversos ou tóxicos. Em altas doses, é emético e irritativo da mucosa digestiva (Arteche García A., 1994). A DL50 para a cnicina foi calculada de 1,6-3,2 mmol/kg em ratas por via intraperitoneal (Schneider G. e lachner I., 1987). Reações alérgicas foram reportadas em algumas pessoas, sendo devidas às lactonas sesquiterpênicas (Newall C. et al., 1996).
É contra-indicado o uso durante a gravidez, lactação e para crianças.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Infusão ou Decocção (10-15 g/l): Infundir durante dez minutos e tomar uma xícara antes das refeições, como aperitivo ou depois das refeições como eupéptico;
- Extrato Seco (5:1): 1-2 gramas diários;
- Extrato Fluido (1:1): 30 gotas, uma a três vezes ao dia;
- Tintura (1:10): 50 gotas, uma a três vezes ao dia.

• Uso Externo:
- Decocção (10-15%): Para a cicatrização de feridas.

Referências Bibliográficas:
• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos
Aires. 1998 ( o qual cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas/ Toxicidade e Contra-indicações).

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Reader’s Digest do Brasil. 1ª edição.
1999.

• VOLAK, J.; STODOLA, J. Plantas Medicinais, 1990.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

terça-feira, 3 de março de 2009

Bardana


Originária do Japão, a Bardana é uma planta de porte herbáceo, medindo cerca de 100-150 centímetros de altura; possui folhas alternas, pecioladas, onde as inferiores são cordiformes (em forma de coração) e as superiores são ovaladas; flores de cor púrpura reunidas em capítulos grandes dispostos em corimbos na extremidade do caule e dos ramos; o fruto é um aquênio com papilho de pêlos muito caducos; raízes napiformes, chegando a pesar 400 gramas e a Ter 45 centímetros de comprimento, de sabor amargo e açucarado e que muitas vezes é confundida com a raiz da beladona. No Japão suas raízes são comumente usadas na alimentação como legumes. Época de floração: de julho a setembro.

Nome Científico: Arctium lappa L. Sinonímia: Lappa major Gaertn. Arctium majus Bernh.

Nome Popular: Gobô, Orelha de gigante, Bardana, Bardana maior, Gobô japonês, no Brasil; Erva dos tinhosos, Pegamaço, em Portugal; Lampazo mayor, Lampazo, em língua espanhola; Burdock, Beggar’s Buttons, Burr Seed, Clotbur, Cockle Buttons, Cocklebur, Fox’s Clote, Great Burr, Happy Major, Love Leaves, Philanthropium e Hardock, em inglês.

Denominação Homaopática: BARDANA ou LAPPA MAJOR.

Família Botânica: Asteraceae (Compositae).

Parte Utilizada: Folhas frescas, raízes e sementes.

Princípios Ativos: Na Bardana há uma abundância de Inulina (30-50% nas raízes); Poliacetilenos (ácido arético, arctinona, arctinol, arctinal); Lactonas sesquiterpênicas; Ácidos fenólicos (ácido cafeico, ácido clorogênico, ácido isoclorogênico e derivados do ácido cafeico: arctiína); Fitoesteróis: beta-sitosterol e estigmasterol; Compostos insaturados: polienos; Taninos; Mucilagens; Carbonato e Nitrato de potássio; Composto antibiótico (semelhante à penicilina); Fenilacetaldeído, Benzaldeído, Metoxi e Metilpirazinas.


Indicações e Ações Farmacológicas: A Bardana possui ação diurética, sendo utilizada em estados onde se quer um aumento da diurese: afecções genitourinárias (cistite, uretrite e nefrite); hiperucemia; gota, auxiliando na eliminação do ácido úrico; hipertensão arterial, sendo a inulina e os sais de potássio (carbonato e nitrato) os responsáveis por este efeito; é colerética, aumentando as secreções biliar e hepática, efeito este causado pelos ácidos fenólicos; por ser hipoglicemiante é indicada para o tratamento de diabetes; é utilizada em tratamentos dermatológicos como: psoríase, dematite seborreica, acne, eczemas, por possuir um princípio antibiótico natural eficiente sobre bactérias Gram positivas, como o estafilococos e o estreptococos; é cicatrizante e adstringente, sendo este efeito determinado pelos taninos; possui ação estimuladora do couro cabeludo.

Toxicidade/Contra-indicações: O uso de diuréticos em hipertensão arterial só deve ser feito sob prescrição médica, já que o aparecimento de uma descompensação tensional pode ser possível devido à eliminação de potássio, podendo ocorrer uma potenciação do efeito dos cardiotônicos. Não é recomendado o uso interno para crianças.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Decocoção: 40 gramas das raízes em um litro de água. Tomar duas a três xícaras de chá ao dia.
- Infusão: 2-5 gramas ao dia de suas sementes.
- Tintura (1:10): 50-100 gotas, uma a três vezes ao dia.
- Extrato seco (5:1): 1 a 2 gramas ao dia.

• Uso Externo:
- Decocção, aplicada sob a forma de colutórios, banhos ou compressas.

• Uso Fitocosmético:
- Em shampoos, tônicos capilares, cremes e loções impuras e oleosas 1-3% de extrato glicólico ou decocto.


Referências Bibliográficas:
• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Reader’s Digest do Brasil. 1ª edição.
1999.

• SCHAWENBERG, P.; PARIS, F. Guia de las Plantas Medicinales. Omega.
1980.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

Barbatimão


Arbusto da flora brasileira, o Barbatimão é descrito da seguinte maneira pela Farmacopéia dos Estados Unidos do Brasil 2ª Edição (1959): “Esta casca apresenta-se em pedaços de forma e tamanho muito variáveis. A casca proveniente do tronco mostra-se recurvada no sentido transversal, medindo em geral 12 mm de espessura; a casca dos ramos apresenta-se enrolada no mesmo sentido, medindo em geral 4 mm de espessura. A superfície externa da casca é de cor pardo-esverdeada e com placas esbranquiçadas, quando recoberta de liquens; pode ser muito rugosa e profundamente escavada em todos os sentido; sua superfície interna é de cor pardo-avermelhada viva, às vezes enrugada transversalmente e estriada longitudinalmente, devido à presença de grandes feixes de fibras. É inodora e de sabor muito adstringente.”
Possui folhas bipinadas, com folíolos ovados, pequenos e às vezes glabros; as flores são avermelhadas ou quase brancas, pequenas, dispostas em espigas cilíndricas e axilares; o fruto é uma vagem séssil, grossa e carnosa, de 10 centímetros de comprimento; as sementes são semelhantes a grãos de feijão. Sua madeira é vermelha, com manchas escuras, própria para a construção civil, obras expostas e em lugares úmidos.
É uma planta que se adapta melhor aos solos secos e bem drenados , com iluminação plena. O plantio é feito por sementes e só se colhe quando a árvore estiver bem desenvolvida.

Nome Científico: Stryphnodendron barbatimao Martius. Sinonímia: Accacia adstringens Mart.; Stryphnodendron adstringens (Martius) Coville.

Nome Popular: Barba-de-timan, Uabatimó, Yba-timõ, Casca-de-virgindade (ou-da-mocidade), Chorãozinho-roxo e Barbatimão Verdadeiro, no Brasil.

Denominação Homeopática: STRYPHNODENDRON.

Família Botânica: Leguminosae-Mimosoidae.

Parte Utilizada: Casca.

Princípios Ativos: Taninos, Amido, Matérias Resinosas e Mucilagens.




Indicações e Ações Farmacológicas: Seu uso terapêutico inclui os quadros diarréicos, diabetes mellitus, escorbuto e flatulência. Externamente é aplicado em ferimentos, hemorróidas e irritações vaginais.
A atividade farmacológica realizada por esta planta deve-se à riqueza de taninos que sua casca possui, sendo portanto antileucorréico, antidiarréico e hemostático.

Toxicidade/Contra-indicações: Não há referências na literatura consultada.

Dosagem e Modo de Usar:
• Pó: de 1 a 5 gramas por dia;
• Extrato Fluido: de 1 a 5 cc por dia;
• Tintura: de 5 a 25 cc por dia.

Referências Bibliográficas:
• OLIVEIRA, F.; AKISUE, G.; AKISUE, M. K. Farmacognosia. 1ª edição.
1996.

• FARMACOPÉIA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL 2ª edição, 1959.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• CORRÊA, A. D.; BATISTA, R. S.; QUINTAS, L. E. M. Plantas Medicinais
do Cultivo à Terapêutica.1ª edição. 1998.

• COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia. 2ª edição. 1994.


• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

Aquilea

Erva vivaz de 30 a 70 centímetros de altura, de caule duro, ereto, e folhoso; suas folhas são pubescentes, compridas, tenras, profusamente divididas, o que dá ilusão de serem múltiplas; as flores são brancas ou rosadas, dispostas em corimbos densos, flores centrais tubulosas, entre 4 e 5 lígulas largas e curtas; o fruto é um aquênio esbranquiçado. Possui sabor adstringente e amargo.
É uma erva perene que se adapta a qualquer tipo de solo permeável, mesmo pobre e com poucas chuvas, preferindo solos argilosos e ricos em matéria orgânica. O plantio é feito na primavera ou no outono, com estacas ou divisão de touceiras. A colheita é feita a partir do sexto mês do plantio, quando a floração estiver uniforme.
Seu nome botânico, Achillea, deve-se ao herói grego Aquiles, que tendo sido informado pelo centauro Quíron das propriedades desta planta, a utilizou durante a batalha de Tróia para estancar a hemorragia do rei Telefo.

Nome Científico: Achillea milefolium L.

Nome Popular: Aquilea, Mil-folhas, Mil-em-ramas, Mil-folhada, Erva-do-carpinteiro, Erva-de-cortadouras, Erva-dos-carreteiros, Erva-dos-golpes, Erva-dos-militares e Erva-dos-soldados e Milefólio, no Brasil; Milenrama, Milhojas e Aquilea, em espanhol; Millefoglie, na Itália; Millefeuille, na França; Schafgarbe, na Alemanha; Yarrow, Band Man’s Plaything, Bloodwort, Carpenter’s Weed, Devil’s Nettle, Devil’s Plaything, Milfoil, Old Man’s Pepper, Sanguinary, Soldier’s Wound, Staunchweed e Thousand Weed, em inglês.

Denominação Homeopática: MILLEFOLIUM.

Família Botânica: Asteraceae (Compositae).

Parte Utilizada: Caule e flores.

Princípios Ativos: Óleo Essencial: azuleno, alfa e beta-pineno, cariofileno; Flavonóides: luteolina e apigenina; Ácido Cafêico; Lactonas Sesquiterpênicas: leucodina, milefina e dihidropartenolídeo; Alcalóides: aquileína; Heterosídeos Cianogênicos: prunasosídeo; Mucilagens; Vitamina C; Sais Minerais: fósforo e potássio; Fitoteróis; Aminoácidos; Taninos.

Indicações e Ações Farmacológicas: A Aquilea é indicada na inapetência, nas gastrites, nos espasmos digestivos, nas náuseas, nos vômitos, nas coleocistites e nas varizes. É coadjuvante no tratamento da diabetes. Topicamente é usada nas feridas, nas úlceras dérmicas, nas queimaduras e nas hemorróidas. Na Cosmética é indicado para as peles oleosas e acnéicas, sendo aplicada em massagens e banhos relaxantes e descongestionantes, além dos produtos infantis.
O azuleno proporciona propriedades antiinflamatórias. As lactonas sesquiterpênicas reforçam esta ação e são responsáveis pelo efeito aperitivo, eupéptico, colerético, hipoglicemiante suave e antimicrobiano. Os taninos, ainda que em pequena quantidade presente, proporcionam efeito hemostático e cicatrizante. Os flavonóides promovem
propriedades antiespasmódicas. Ao restante dos constituintes são atribuídas atividades diurética e antipirética.

Toxicidade/Contra-indicações: Doses elevadas da droga sobre a pele pode causar irritações e fotosensibilização, bem como seu uso prolongado pode desencadear reações alérgicas.
É contra-indicado nas dispepsias hipersecretoras e na gravidez, pois seus componentes podem agir sobre o útero.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Extrato Seco (5:1): 600 mg, três vezes ao dia (1 grama equivale a 5 gramas de planta seca);
- Extrato Fluido em álcool 25%: 2 a 4 ml, três vezes ao dia;
- Xarope: 20-50 gramas ao dia;
- Tintura (1:5): 50 gotas, uma a três vezes ao dia

• Uso Externo:
- Pomadas;
- Supositórios: anti-hemorroidais;
- Suco de Planta Fresca: aplicado topicamente em úlceras dérmicas.
- Cosméticos:
 Extrato Glicólico: Em tônicos capilares, shampoos e produtos para banho de espumas: 2-5%;
 Produtos Infantis: cremes e loções: 1-5%;

Referências Bibliográficas:
• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Reader’s Digest do Brasil. 1ª edição.
1999.

• PDR FOR HERBAL MEDICINES. 1ª edição. 1998.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• TESKE, M.; TRENTINI, A. M. Herbarium Compêndio de Fitoterapia.
Herbarium. Curitiba. 1994.

Alho

Planta herbácea perene, medindo de 50 a 60 centímetros de altura, com um bulbo composto de 8 a 12 bulbilhos oblongo-aguçados, arqueados, sésseis, inclusos e envolvidos numa fita membrana branca ou rósea, o Alho é há muito antes de Cristo utilizado com fins terapêuticos e culinários. Possui folhas lineares e flores brancas ou avermelhadas dispostas em umbela compridas. O fruto é uma cápsula loculicida, com uma ou duas sementes em cada loja. A essência de Alho obtém-se por destilação pelo vapor.
Os bulbilhos ou também chamados de “dentes” eram usados pelos necromantes egípcios, que os lançavam ao fogo para conseguir a saúde de seus clientes. Era o alimento habitual dos trabalhadores das pirâmides e dos soldados romanos. É proveniente da Sibéria, de onde teria se distribuído pela Europa durante as cruzadas.
Melhor adaptado aos solos de baixada, bem drenados e irrigados, já que solos argilosos dificultam a colheita e os arenosos não retém umidade. O plantio é feito pelos bulbilhos, que devem ser plantados a partir de Março. A colheita deverá ser feita quando as folhas começarem a secar, de 120 a 190 dias após o plantio.

Nome Científico: Allium sativum L.

Nome Popular: Alho, Alho-comum, Alho-manso, Alho-hortense e Alho-ordinário, no Brasil; Alho, em Portugal; Ajo e Ajo Común, em espanhol; Aglio, na Itália; Ail, na França; Garlic, Poor Man’s Treacle e Clove Garlic, em inglês; Knoblauch, na Alemanha; Lasan, na Índia; Som, em árabe; Sudu-Lúnu, no Ceilão; Suen tau e Suan, na China; Ninniku, no Japão; Chenok, na Rússia; Vitlök, na Suécia; Tai, no Vietnã; Sarmisak, na Turquia.

Família Botânica: Liliaceae.

Denominação Homeopática: ALLIUM SATIVUM.

Parte Utilizada: Bulbo.

Princípios Ativos: Óleo Essencial: garlicina, aliina, a qual é hidrolisada por uma enzima chamada aliinase, produzindo a alicina. A alicina é a responsável pelo odor característico do Alho. Na presença de água e ar, a alicina compostos sulfurados, todos apresentando odor intenso. Há também: pequenas quantidades de Vitaminas: A, B1, B2, B6 e C; Adenosina; Sais Minerais: ferro, silício, enxofre, iodo, cálcio e sódio; abundante em Frutosanas (polissacaríseo); Saponinas; Ajoeno.


Indicações e Ações Farmacológicas: Seu uso é amplo, incluindo as afecções cardiovasculares: hipertensão arterial, arterioesclerose, prevenção de tromboembolismos; coadjuvante no tratamento da Diabetes; as afecções genitourinárias: cistite, ureterites, uretrites e urolitíases; as afecções respiratórias: gripe, resfriados, sinusite, faringite, bronquite, enfisema e asma; topicamente: dermatomicoses, parodontopatias e hiperqueratoses.
As frutosanas produzem um ação diurética. Compete aos princípios ativos contidos no óleo essencial a maior parte dos efeitos: vasodilatador periférico, antihipertensivo, inibe a síntese de colesterol e de triglicérides, antiagregante plaquetário, reduz a viscosidade plasmática, hipoglicemiante, bactericida e antifúngico.
A alicina atua sobre bactérias Gram positivas e Gram negativas destruindo os grupos SH, essenciais à vida bacteriana.
A atividade anti-hipertensiva tem sido investigada e é atribuída à presença de peptídeos sulfurados, que atuariam aumentando os níveis fisiológicos de óxido nítrico.
A redução dos níveis plasmáticos de colesterol previne a formação de placas nas artérias.
A inibição plaquetária e a atividade fibrinolítica são devidas ao ajoeno e a compostos sulfurados.
O óleo de Alho modifica as secreções brônquicas, ajudando a desobstruir as vias aéreas. Ele fluidifica e desodoriza as secreções respiratórias.
A aliina promove um controle maior sobre a peroxidação lipídica e estimula a secreção de insulina, sendo portanto útil no tratamento de diabéticos.

Toxicidade/Contra-indicações: Doses elevadas pode produzir vômito, tontura, diarréia, cólica intestinal, cefaléia e gastralgia. A utilização do Alho frequentemente topicamente pode produzir dermatites de contato. Pessoas alérgicas ao Alho podem desenvolver erupções na pele através do contato ou por sua ingestão.
É contra-indicado no hipertiroidismo; nas hemorragias ativas; no tratamento com anticoagulantes do tipo Warfarina ou com hemostáticos; durante a gravidez; na lactância, pois pode provocar cólicas no bebê; para crianças pequenas ou a pacientes com hipersensibilidade ao Alho.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Alho Fresco: Um a quatro dentes de alho ao dia;
- Pó: 1-3 gramas por dia, em cápsulas de 300-500 mg;
- Extrato Seco (5:1): 100 a 200 mg, uma a três vezes ao dia;
- Extrato Fluido (1:1): 30 a 50 gotas, uma a três vezes ao dia;
- Tintura (1:5): 50 a 100 gotas, duas ou três vezes ao dia.

• Uso Tópico:
- Fresco: Aplicado sobre a área a tratar;
- Óvulos Vaginais: No tratamento da candidíase vaginal: 500 mg de Extrato Seco/Óvulo. Um óvulo pela noite.

Referências Bibliográficas:
• PDR FOR HERBAL MEDICINES. 1ª edição. 1998.

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• TESKE, M.; TRENTINI, A. M. Herbarium Compêndio de Fitoterapia.
Herbarium. Curitiba. 1994.

• COSTA, A. F. Farmacognosia. Volume 1. Fundação Gulbenkian Calouste.
Lisboa. 1994.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.