Trata-se de uma árvore que mede de 6 a 9 metros de altura, apresentando folíolos de 7 a 15 centímetros, quase sésseis, largos, ovais ou oblongos e obtusos. As flores são brancas, em formato de cacho. Os frutos são vagens castanho-avermelhadas, apresentando várias sementes cobertas por uma polpa de cor amarelo-pálida. O tronco e os ramos secretam uma seiva, a qual se consiste uma goma resinosa, petrificando-se e tomando várias formas, algumas vezes semelhantes às do cristal. Existem várias espécies de Jatobá, as quais diferem-se pelo número de sementes e o aspecto da casca. Seu nome provém do tupi “Yataiwa”, que significa “árvore de fruto duro”.
Nome Científico: Hymenaea stigonocarpa Mart.
Observação: Outra espécie muito utilizada popularmente na terapêutica é a Hymenaea coubaril L., dentre outras espécies de Jatobá.
Nome Popular:.Jatobá, Jataí, Jetaí, Jutaí, Jataíba, Jatobá Capão, Jassaí, Jataí-acú, Jutaicí, Aboti-timbai, Jatobá de Casca Fina e Jutaicica, em português.
Família Botânica: Leguminosae-Caesalpinoideae.
Parte Utilizada: Casca do tronco.
Princípios Ativos: Óleo Essencial; Taninos; Substâncias Amargas; Matérias Resinosas e Pécticas; Amido e Açúcares.
Indicações e Ações Farmacológicas: Popularmente o Jatobá é empregado contra as hemorragias, diarréias, bronquites, tosses e catarros, disenterias e cólicas flatulentas, dentre outras aplicações. Apresenta propriedades adstringentes, vermífugas e peitorais. As cascas em decocção ou a seiva são empregadas nas inflamações da bexiga e da próstata.
Toxicidade/Contra-indicações: Não há referências nas literaturas consultadas.
Dosagem e Modo de Usar:
Popularmente, podemos destacar as seguintes preparações:
• Decocção: Ferver 20 gramas da casca de Jatobá em um litro de água durante 30 minutos. Deixar esfriar, coar e beber três xícaras ao dia (indicado para afecções da bexiga);
• Infusão: Uma colher de sopa da casca do ramo picada em uma xícara de chá de água fervente. Deixar por cinco minutos, esperar esfriar e coar. Tomar 1 xícara de chá de uma a três vezes ao dia.
Referências Bibliográficas:
• VIEIRA, L.S. Fitoterapia da Amazônia. Editora Agronômica Ceres. São Paulo.
• PANIZZA, S. Plantas que Curam (Cheiro de Mato). 7ª edição. 1997.
• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.
