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sexta-feira, 6 de março de 2009

Camédrius

Esta espécie foi atribuída a Teucro, princípe de Tróia, originando o seu nome botânico Teukrion. Já a denominação chamaedryos, provém do grego e quer dizer “pequeno carvalho”.
É um arbusto que me de 10 a 30 centímetros de altura, possuindo caule verde com estrias cor de violeta e púrpura, prostrado e ascendente, delgado, lenhoso, ramoso e viloso. As folhas são muito verdes, coriáceas, brilhantes na página superior, vilosas na inferior, ovais, nervadas, crenadas e com pecíolos curtos. As flores são purpúreas ou cor-de-rosa, agrupadas de três a seis de um só lado, na axila das folhas em cachos terminais, cálice avermelhado, campanulado, viloso, com corola sem lábio superior, lábio inferior com 5 lóbulos e 4 estames salientes. O fruto é papiloso e castanho. Apresenta odor aromático e suave, além de um sabor adstringente e amargo.
É originário da Europa e sudeste asiático, crescendo em solos calcários, pedregosos e áridos.

Nome Científico: Teucrium chamaedrys L. Sinonímia: Chamaedrys botrys Moench; Chamaedrys major repens Bauh.; Chamaedrys officinalis Moench.; Monochilon rubellus Dulac; Teucrium albarracini Pau; Teucrium canum Fisch. et E.Mey.; Teucrium multiflorum Hort. ex Benth.; Teucrium nuchense C.Koch; Teucrium officinale Lam.; Teucrium pseudo-chamaedrys Wend.; Teucrium syspirense C.Koch; Teucrium veronicaefolium Salisb.

Nome Popular: Camédrius, Camédrio, Carvalinha, Carvalho Pequeno, Erva Carvalinha, Germandrina e Teucrio, em português; Bathengel, Gemander e Germanderlein, na Alemanha; Camedrio, Camaedrio, Carrasquilla, Roblecillo e Germandrina, em espanhol; Chênette, Germandrée, Germandrée Petit Chêne e Petit Chêne, na França; Bathengel e Manderkruid, na Holanda; Germander, em inglês; Calamandrina, Carvalho Pequeno, Camedrio e Querciola, na Itália.

Denominação Homeopática: CHAMAEDRYS.

Família Botânica: Labiatae.

Parte Utilizada: Folha, caule e flor.

Princípios Ativos: Princípios Amargos: teucrinas A, B, E, F e G, isoteuflidina, 6-epiteucrina A, teuchamaedrinas B e C, chamaedróxido e teucróxido; Flavonóides: apigenina, apigetrina, apigenina-7-rutinosídeo, cirsiliol, cirsimaritina, diosmetina, diosmina, hipolaetina, isoquercetina, isoescultelareína e vicenina 2; Fitosteróis: estigmasterol e -sitosterol; Triterpenos; Ácido Ursólico; Colina; Óleo Essencial (0,06%); Taninos; Açúcar: estaquiose.

Indicações e Ações Farmacológicas: O Camédrius é utilizado na inapetência; como digestivo, facilitando a digestão; no alívio das flatulências; na melhora das funções da vesícula biliar; como diurético; antidiarréico e antifebril.
Os princípios amargos conferem propriedades tônico-eupépticas e carminativas, enquanto que os taninos proporcionam atividade adstringente, útil nas diarréias (Stuart M., 1981; Rauter A., 1995).
Os extratos hidroálcoolicos das folhas de Camédrius administrados por via intraperitoneal em cobaias, têm exibido uma atividade hipotérmica, o que está de acordo com o uso popular desta espécie (Delphaut J. et al., 1941).
Tem-se realizado formulações cosméticas de Camédrius , observando-se uma regeneração tissular (Szabo S., 1984).

Toxicidade/Contra-indicações: Altas doses de Camédrius podem produzir hepatotoxicidade. Atualmente se tem incorporado em algumas fórmulas herbais contra a obesidade, sob a forma de cápsulas, pós ou chás para a infusão. Alguns destes pacientes manifestaram dores abdominais, sub-icterícia, além de hepatite (Larrey D., 1992). Também já foi relatado um caso fatal de hepatite fulminante após uma ingestão de chá de Camédrius (Nostefwa Kara N. et al., 1992).
Não há referências nas literaturas consultadas com relação a contra-indicação.

Dosagem e Modo de Usar:
• Popularmente são empregadas infusões de Camédrius nos casos de inapetência, como digestivo, no alívio das flatulências e na melhora da função da vesícula biliar.


Referências Bibliográficas:

• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos
Aires. 1998 ( o qual cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas/ Toxicidade e Contra-indicações).

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Reader’s Digest do Brasil. 1ª edição.
1999.

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