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terça-feira, 17 de março de 2009

Endro


O Endro é uma das espécies participantes do papiro egípcio de Ebers, onde estes preconizava seu emprego como condimento alimentício e como planta medicinal. Os romanos a utilizava para melhorar a digestão.
É uma erva que mede de 20 a 50 centímetros de altura, anual, apresentando caule verde-escuro, delgado, estriado e oco. As folhas são pecioladas, invaginando o caule, as superiores com bainha curta, divididas em lacínias filiformes. As flores são amarelas, dispostas em umbelas com 15 a 30 raios desiguais e cinco pétalas inteiras com a ponta curvada para o lado de dentro. O fruto é um diaquênio com cinco costelas de cada lado, três dorsais salientes e dois marginais mais claras em forma de asas. A raiz é delgada, aprumada e esbranquiçada. Apresenta odor intenso, semelhante ao do Funcho e sabor aromático e picante.
Supõe-se que o Endro é de origem asiática, crescendo atualmente nas zonas tropicais e subtropicais do mundo inteiro, sobre terrenos baldios secos, campos incultos e pedregosos.

Nome Popular: Anethum graveolens L. Sinonímia: Anethum arvense Salisb.; Anethum hortense Bauh.; Anethum soka Roxb ex Flem.; Pastinaca anethum Spreng.; Pastinaca graveolens bernh.; Petroselium soka Kurz; Peucedanum graveolens Benth. et Hook.f.

Nome Popular: Endro, Funcho Bastardo e Aneto, em português; Dille, na Alemanha; Eneldo e Hinojo Silvestre, em espanhol; Aneth e Aneth Odorant, na França; Dille, na Holanda; Dill e Dilly, em inglês; Aneto, na Itália.

Denominação Homeopática: ANETHUM GRAVEOLENS.

Família Botânica: Umbelliferae.

Parte Utilizada: Frutos.

Princípios Ativos: Óleo Essencial (3-4%): carvona (30-60%), d-limoneno, felandreno (hidrocarboneto), eugenol, anetol, cariofileno, dilapiol e miristicina; Flavonóides: kempferol e ácidos fenólicos; Saponinas; Cumarinas: escopoletina esculetina, bergapteno e umbeliferona; Ácidos Graxos; -sitosterol.

Indicações e Ações Farmacológicas: O Endro é indicado nas dispepsias, meteorismo, nos espasmos gastrintestinais e na lactação. Externamente é aplicado na limpeza e desinfecção de feridas, queimaduras e ulcerações.
O óleo essencial de Endro tem demonstrado possuir uma forte atividade bactericida contra a E.coli, Bacillus subtilis, Shigella disenterae e Salmonella typhi, todos os microorganismos responsáveis por promoverem diarréias e infecções do tubo digestório. Também tem demonstrado possuir propriedades fungicidas frente ao Microsporum gypseum, Trychophytum rubrum e T. equinum (Acosta de la Luz, L, 1993; Castleman M., 1996).
Os seus frutos proporcionam ação digestiva, diurética, antiespasmódica, galactogênica e aromatizante.

Toxicidade/Contra-indicações: O Endro não tem apresentado sinais de toxicidade aguda em doses de até 5 g/kg durante oito horas de tratamento em ratas (Reyes M. e Saraiva G., 1995). A respeito da alta quantidade de carvona em seu óleo essencial, não se deve usar abusivamente já que pode promover convulsões, sobretudo em crianças (Pellecuer J., 1995).
É contra-indicado o uso de óleo essencial de Endro durante a gravidez, lactação, para crianças menores de seis anos ou para pacientes com gastrite, úlceras gastroduodenais, síndrome do cólon irritável, colite, doença de Crohn, hepatopatias, epilepsia e doença de Parkinson ou outras enfermidades neurológicas.

Dosagem e Modo de Usar:
• Infusão: Uma colher de café por xícara;
• Água Destilada de Endro: 50 a 100 g/dia.

Referências Bibliográficas:
• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos
Aires. 1998 ( o qual cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas/ Toxicidade e Contra-indicações).

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.
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