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segunda-feira, 23 de março de 2009

Gracilaria



O gênero Gracilaria apresenta um número muito amplo de espécies, acima de 100, onde dentre estas destacamos a espécie Gracilaria confervoides L. Greville, citada nas edições das Farmacopéias Brasileiras como uma das espécies pela qual pode ser extraído o Agar Agar, o qual é processado um método de purificação da mucilagem (ver literatura do Agar Agar).
Este gênero é caracterizado por algas vermelhas filiformes, formadas de cordões cilíndricos de cor vermelho-alaranjada podendo alcançar de 30 a 50 centímetros de comprimento.
A cor e a textura firme dos seus filamentos são adaptáveis a numerosas utilizações alimentares, sendo que são ricas em fibras, proteínas, vitaminas e sais minerais.
Os asiáticos consomem Gracilarias frescas (ogonori) em saladas, secas ou como geléias produzidas a partir de folhas reduzidas a pó.

Nome Científico: Gracilaria confervoides L. Greville

Nome Popular: Gracilaria, no Brasil.

Família Botânica: Gracilariaceae.

Parte Utilizada: Alga.

Princípios Ativos: Macroelementos: cálcio, fósforo; Microelementos: cádmio, chumbo, mercúrio, estrôncio, cromo, níquel, cobalto, cobre, ferro e iodo; Aminoácidos Essenciais: arginina, histidina, isoleucina, leucina, licina, metionina, fenilalanina, treonina, valina e alanina; Vitaminas: A, B1, B2, C, B12 e ácido fólico; Mucilagens: agarose e agaropectina.

Indicações e Ação Farmacológica: Como já foi dito a partir da Gracilaria é extraído por meio de purificação de suas mucilagens o Agar Agar, o qual é utilizado na indústria farmacêutica e alimentícia, constituindo a maior utilização da Gracilaria (ver a literatura sobre o Agar Agar).
Não só a Gracilaria, a qual é uma alga vermelha, mas outras algas marinhas como as azuis, verdes e marrons também são utilizadas em cosméticos. Extratos denominados OMG (origem marinha/gelificados) são extraídos de algas vermelhas e marrons, como Fucus, sendo as propriedades promovidas pelas mucilagens, vitaminas, aminoácidos e sais minerais contidos nas algas. As propriedades que não somente são devidas à Gracilaria seguem:

• Efeito Hidratante: Uma hidratação praticamente imediata é perceptível após a aplicação do produto. A pele se torna mais macia e aveludada e, após algumas aplicações, rugas e marcas de expressão são menos evidentes. Uma pele mais lisa, com aspecto mais jovem e sadio, pode ser observada ao fim de uma vintena de dias de aplicação de extratos OMG.
O efeito hidratante é tão intenso que reduz os sintomas do excesso de exposição ao sol, tais como a vermelhidão e a formação de bolhas.

• Efeito Protetor: Irritações superficiais, tais como as causadas pelo barbear e pela depilação, e as reações cutâneas causadas por poluição ambiental ou condições climáticas adversas, são efetivamente controladas pelos extratos OMG. Irritação e vermelhidão desaparecem, restituindo à pele aspecto normal.

• Efeito Queratolítico: O efeito hidratante extremamente elevado dos extratos de OMG permite o amaciamento gradual da pele, fazendo com que as calosidades desapareçam naturalmente ao fim de vinte a trinta dias de uso, sem que disto resulte qualquer irritação cutânea. Tal efeito é mais claramente observado sobre a pele das palmas da mão, dos pés e dos cotovelos.

• Efeito sobre os Cabelos: A substantividade dos poligalactosídeos de algas marinhas com relação ao cabelo foi demonstrada por Goldenberg (Drug and Cosmetic Industry, 40, abril 1984), e estudos nacionais evidenciaram o pronunciado efeito protetor e hidratante dos extratos de OMG sobre os fios de cabelo. Detal efeito resultam um aumento da resistência dos fios, maior brilho e maciez, e menor carga estática, permitindo o penteado melhor e mais estável.

Toxicidade/Contra-indicações: Não foi encontrado nada específico quanto à toxicidade da Gracilária, mas sim quanto ao uso do Agar Agar em formas farmacêuticas (ver literatura do Agar Agar).

Dosagem/Modo de Usar: Não foi encontrado nada específico com relação à Gracilaria.


Referências Bibliográficas:

• CEVA-IFREMER (França);
• Revista Cosmetics &Toiletries (Edição em Português), 31, set./out. 1990.
• FARMACOPÉIA BRASILEIRA. 3ª edição. 1977.
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