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terça-feira, 17 de março de 2009

Erva de Bicho


Trata-se de uma herbácea perene, de tamanho variável, originária da Ásia e comum em vários lugares do mundo, a Erva de Bicho apresenta caule glabro, ramoso e quase simples, enraizando-se na base, nodoso e com os internódios avermelhados. As folhas são alternas, subsésseis, lanceolado-acuminadas, glabras, verde-escuras, com glândulas pelucido-punctuadas e amargas. As flores são pequenas, de coloração branca ou rosada, dispostas em espiga terminal, longa, fina e flexível. O fruto-semente é um aquênio triangular pequeno e liso.

Nome Científico: Polygonum acre HBK. Sinonímia: Polygonum hydropiperoides Pursh; Polygonum acuminatum Bello; Polygonum puntactum Elliot.

Nome Popular: Erva de bicho, Acataya, Caataiá, Capetiçoba, Capiçoba, Capitiçoba, Capitiçova, Persicaria do Brasil, Pimenta-d’-água, Pimenta do Brejo, Curage, no Brasil; Caá-tai, no Paraguai; Chileperro, na Costa Rica; Plumerillo Del Campo, na Argentina; Water Smartweed e Water Pepper, em inglês; Yerba de Hicotea, em Cuba; Poivrée e Piment d’au, na França; Bitterknoeterich, na Alemanha.

Denominação Homeopática: HYDROPIPER.
Observação: Alguns autores da Homeopatia utilizam tanto a espécie Polygonum acre HBK. como a espécie Polygonum hydropiper L. para a obtenção deste medicamento.

Família Botânica: Polygonaceae.

Parte Utilizada: Caule e folha.

Princípios Ativos: Óleo Essencial (sabor acre); Ácidos Gálicos e Malônico; Tanino; Nitrato de Potássio.

Indicações e Ações Farmacológicas: São reputadas à Erva de Bicho a propriedade adstringente, estimulante, febrífuga diurética, vermicida, anti-gonorréica, anti-hemorroidária, muito útil para o tratamento das úlceras e da erisipela (doença infecciosa aguda, febril, da pele e do tecido subcutâneo, causada por um estreptococo hemolítico). Combate também os casos de artritismo, blenorragias, diarréias com sangue, febres perniciosas e congestões cerebrais. Promove um efeito sedativo e hemostático, desinflamando e descongestionando os tecidos.
Em Homeopatia é específico das hemorróidas, principalmente quando existe hemorragia, varizes, cólicas flatulentas, úlceras superficiais dos membros inferiores.

Toxicidade/Contra-indicações: Por apresentar um efeito emenagogo e abortivo, esta espécie não deve ser administrada durante a gravidez.Alguns autores a consideram tóxica.

Dosagem e Modo de Usar: Segundo Coimbra (ver referências bibliográficas), atribui-se as seguintes formas e dosagens à Erva de Bicho:
• Infusão ou Decocção a 3%: de 50 a 200 cc por dia;
• Extrato Fluido: de 1 a 6 cc por dia;
• Tintura: de 5 a 30 cc por dia;
• Xarope: de 20 a 120 cc por dia;
• Homeopatia: Uso Interno: 1.ªX à 30.ª.; Uso Externo: varizes, úlceras varicosas, úlceras crônicas das mulheres e hemorróidas.

Referências Bibliográficas:
• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia. 2ª edição. Cejup. 1994

• VIEIRA, L.S. Fitoterapia da Amazônia. Editora Agronômica Ceres. São Paulo.
1992.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• CAIRO, N. Guia de Medicina Homeopática. 21ª edição. Livraria Teixeira. 1983.

• PANIZZA, S. Plantas que Curam (Cheiro de Mato). 7ª edição. 1997.
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