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quarta-feira, 25 de março de 2009

Lúpulo



Planta trepadeira, que mede de 5 a 7 metros de altura, perene e dióica, o Lúpulo apresenta um caule volúvel, sinistroso (enrolando da direita para a esquerda), anguloso e áspero. Suas folhas são verde-claras, opostas, pecioladas, estipuladas, recortadas em 3 a 5 lóbulos, ásperas, palmadas e de bordos serrados. Suas flores são verde-amareladas, dióicas, tendo as masculinas 5 pétalas, 5 estames, eretos em panícula na axila das folhas, e as femininas numerosas brácteas foliáceas, imbricadas, envolvendo cada uma dela 2 pistilos e formando cones pendentes cobertos por um pó amarelo-dourado e resinoso, a lupulina. Possui um cheiro intenso e aromático, além de um sabor amargo.
É originário das zonas setentrionais da Europa, Ásia e América, crescendo em bosques úmidos. Seu nome botânico Humulus provém da palavra anglo-saxônica humele, fazendo-se referência ao habitat úmido onde normalmente cresce e lupus, significa lobo, já que este animal se utiliza da planta para estrangular as ovelhas. A introdução do seu uso na Europa data do século XIII, passando a ser utilizado no fabrico da cerveja.

Nome Científico: Humulus lupulus L.

Nome Popular: Lúpulo, Vinha-do-norte, Engatadeira, Lúpulo-trepador, Pé-de-galo, em português; Lúpulo, Lupulino, Hombrecillo e Betigueira, em espanhol; Hops, em inglês; Luppolo, na Itália; Houblon, na França/ Hopfen, na Alemanha.

Família Botânica: Moraceae (Cannabaceae).

Denominação Homeopática: LUPULUS.

Parte Utilizada: Flor e a lupulina.

Princípios Ativos: Óleo Essencial: composto por Sesquiterpenos: -humuleno, farnesol, -cariofileno, por Monoterpenos: limoneno, -pineno e canabeno; por Ésteres Alifáticos: isobutirato de 2-metilpropila, isobutiratos de 2 e 3-metilbutilo, geranato de metila, decanoato de metila, hepta, octa e nonanoato de metila; por Ésteres Terpênicos: acetato, isobitirato e propionato de geranilo e por Éster Valeriânico de Borneol; Princípios Amargos Resinosos: lupunona, colupulona, humulona, cohumulona, adhumulona, prehumulona, post-humulona, adlupulona e xantlumol; Flavonóides: astragalina, quercetina, quercitrina, isoquercitrina, rutina, kempeferol-3-rutosídeo, leucocianidina e leucodelfinidina; Taninos; Potássio; Histamina; Princípios Estrogênicos; Ácidos Clorogênico e Ferúlico; Aminoácidos; Ácido Gama-linolêico.

Indicações e Ação Farmacológicas: É indicado por via interna na inapetência, nas dispepsias hiposecretoras, na coleocistite, nos espasmos gastrointestinais, na ansiedade, na insônia, na taquicardia, nas enxaquecas, nas nervralgias e nos transtornos associados com
o climatério. Topicamente é usado na acne, nas dermatomicoses e nas inflamações osteoarticulares.
As propriedades terapêuticas do Lúpulo são devidas ao óleo essencial, às oleoresinas amargas e aos flavonóides. Os princípios amargos conferem uma ação eupéptica e aperitiva, útil nos casos de anorexia e inapetência (Bezanger-Beauquesne L. e col., 1980). Já os flavonóides apresentam uma ligeira ação diurética em combinação com os sais de potássio (Leung A., 1980).
O óleo essencial exibiu propriedades sedantes(Caujolle F., et al., 1969; Bravo L., et al., 1974; Cartañá C., 1993), ligeiramente hipnótica e antiespamódica, sendo esta última ação proveniente de uma ação conjunta do óleo essencial com os flavonóides ( Hansel R. et al., 1982; Wohlfart R. et al., 1983). A combinação com extratos de Chicória (Cichorium intybus L.) e com Hortelã (Mentha piperita L.), o Lúpulo demonstrou diminuir a dor espasmódica nos pacientes afetados de colecistites crônicas , com ou sem litíases (Chakarski I. et al., 1982).
A combinação do óleo essencial, as flavononas eos princípios amargos (especialmente a lupulona e a humulona) demonstraram um poder bacteriostático e bactericida sobre bactérias Gram positivas e poder fungistático sobre o Trichophyton mentagrophytes e em menor proporção sobre a Candida, Fusarium e Mucor spp (Mizobuchi S., 1985).
Já se foi evidenciado que tanto a humulona como a lupulona evidenciaram possuir propriedades hipoglicemiantes. Administradas em doses de 200 mg/k na forma oral em ratos com diabetes induzida por streptozotina, diminuiram-se os níveis de glicemia em mais de 50% em seis horas (Handa S. e Chawla-Maninder A., 1989). Um produto que contém extrato de Lúpulo em combinação com Uva-ursi e Acetato de -tocoferol foi administrado em 915 pacientes afetados por uma irritação vesical e incontinência urinária, observando-se melhoras significativas em 772 pacientes (Lenau H. et al., 1984).
As substâncias do tipo estrogênicas encontradas no Lúpulo exercem uma atividade antiandrogênica ao nível supra-renal e testicular, nos casos de hiperexcitabilidade masculina e topicamente na acne juvenil (Fenselau C. et al, 1973). Também estes fitoestrógenos seriam úteis nos casos de insuficiência ovariana hipoestrogênica, sobretudo nos denominados “calores” da menopausa. O principal efeito estrogênico parece depender do xantotumol (Koch W. e Heim G., 1953).
Em ratas, a administração de extratos de Lúpulo provocou um aumento peso do ovário e maior produção de estrógenos. Observou-se também uma inibição na secreção de progesterona e uma diminuição da quantidade de óvulos liberados, uma vez que a atividade da enzima timidina quinase e do hormônio luteinizante foram virtualmente suprimidas (Okamoto R. e Kumai A., 1992).
A ação adstringente dos taninos e também dos flavonóides, promovem o fechamento dos poros e reduzem o excesso de oleosidade da pele e cabelos, conferindo efeito tônico e refrescante.

Toxicidade/Contra-indicações: O princípio amargo resinoso pode provocar náuseas e vômitos em doses altas. A manipulação desta planta pode causar alergias respiratórias (Newmark F., 1978). O mirceno contido no óleo fresco de Lúpulo tem sido considerado como um agente sensibilizante e o pólen como o causador de dermatites de contato
(Mitchell J., 1979). Altas doses administradas por via injetável em animais provoca efeitos soporíferos intensos seguidos de morte, enquanto a administração crônica provocou perda de peso seguida também pela morte do animal (Hamon N., 1985).
É contra-indicado o uso durante a gravidez, lactação, para pacientes com tumores hormono-dependentes ou que possuam hiperestrogenismo.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Infusão: 30 g/l, infundindo por dez minutos. Tomar três xícaras ao dia;
- Maceração: 30 a 50 g/l durante 12 a 24 horas. Tomar três xícaras ao dia;
- Extrato Fluido (1:1): 20 a 40 gotas, três vezes ao dia;
- Tintura (1:10): 50-100 gotas, uma a três vezes ao dia;
- Extrato Seco (5:1): 0,3 a 1 grama/dia;
- Pó: 500 mg/cápsula, uma a três ao dia.

• Uso Externo:
- Infusão: 50 g/l, aplicado sob a forma de compressas, cataplasmas ou banhos.
- Cosméticos: Banhos relaxantes, tratamento capilar e da seborréia e para aumentar o volume dos cabelos: Géis de banho, sabonetes, shampoos, condicionadores, loções e cremes para pele e produtos para os pés: 1-2% de extrato glicólico.

Referências Bibliográficas:
• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Editora. Buenos
Aires 1998 ( o qual cita autores no item Indicações e Ação Farmacológica).

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Seleções do Reader’s Digest. 1ª
edição. 1983.

• COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia. 2ª edição. 1994.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• TESKE, M.; TRENTINI, A. M. Herbarium Compêndio de Fitoterapia.
Herbarium. Curitiba. 1994.
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