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segunda-feira, 30 de março de 2009

Noz de Cola



Acredita-se que o homem do período Paleolítico já utilizava plantas com alcalóides metilxantínicos com as quais preparava as suas bebidas. A Noz de Cola participa de algumas cerimônias sociais na África e na Ásia, a qual foi transmitida para as culturas afro-americanas.
É uma árvore sempre verde que apresenta uma altura de cerca de 15 metros. As folhas são coriáceas, inteiras, oval-oblongas e pecioladas com aproximadamente 10-20 centímetros de comprimento. As flores são dispostas em panículas amarelas. O fruto é polifolicular estrelado.
A Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil 1ª edição (1926) descreve as sementes, parte utilizada na terapêutica assim:
“A semente de cola, impropriamente denominada noz, é de forma e tamanho muito variável; mede geralmente de 25 a 50 mm de comprimento por 20 a 30 mm de largura e é de forma ovóide ou oblonga, obtusa, subtetragonal, deformada por compressão recíproca no interior do fruto; é recoberta por um tegumento membranoso, frouxo, cuja cor varia, na semente fresca, do branco-amarelado ao róseo-avermelhado, passando uniformente, pela dessecação, a cor de ferrugem. Cada semente é constituída por dois cotilédones carnosos reunidos e apresenta na sua base a fenda germinal curta, cruzando em ângulo reto o plano de contato dos cotilédones, os quais, quando separados, deixam ver na base da semente, no fundo da fenda germinal, uma pequena cavidade que contém às vezes a radícula e a plúmula ou os seus restos. Os cotilédones são divididos em cinco a oito lobos irregulares e perfeitamente distintos.
A semente de cola possui sabor adstringente e amargo, que diminui bastante pela dessecação.”

Nome Científico: Cola vera K. Schum. Sinonímia: Cola nitida A. Chev.

Nome Popular: Noz de Cola, Cola, Coleira, Gurú, Kola, Kolateira, Nangolê, Obi, Oby, Oubi, Orobó e Riquesu, em português; Cola e Kola, em espanhol; Cola, Kola Nut e Cola Seed, em inglês; Kolanussbaum, na Alemanha.

Denominação Homeopática: STERCULIA.
Observação: Utiliza-se principalmente em Homeopatia a espécie Cola acuminata Schott et Endl., porém faz-se uso também da Cola vera K. Schum.

Família Botânica: Sterculiaceae.

Parte Utilizada: Sementes.

Princípios Ativos: Alcalóides Metilzantínicos: cafeína, teobromina; Taninos Condensados: d-catequina, -epicatequina; Betaína; Colina; Sais Minerais: Fósforo, magnésio, cálcio e potássio; Áscido Silícico; Celulose; Ácidos Graxos; Protocianidinas.

Indicações e Ação Farmacológica: A Noz de Cola é indicada como energizante nas astenias, hipotonias, hipotensão, bradicardia e convalescência.
As plantas que contêm metilxantinas, tais como Noz de Cola, Guaraná, Erva Mate, Chá Verde, Café, Cacau são consideradas estimulantes do sistema nervoso central. Todas estas atuam melhorando a função intelectual (associação de idéias, atenção); estimulam a atividade cardiorespiratória ao atuar sobre os centros bulbares, vasomotor e vagal, gerando um aumento da freqüência cardíaca, vasodilatação coronária e aumento do ritmo respiratório; aumentam o metabolismo basal e a lipólise; estimulam a atividade músculo-esquelética; relaxam a musculatura lisa; produzem um suave efeito diurético e estimulam a secreção gástrica (Goodman e Gilman A.; 1986; Ibu, J. et al., 1986; Newall C. et al., 1996.).

Toxicidade/Contra-indicações: Em geral o consumo contendo alcalóides metilxantínicos, como o Guaraná, em bebidas pode ocasionar ansiedade, palpitações, tremores, insônia, excitação (seguido de depressão) e cefaléia. Nos países, como o Sudão, onde se mastiga na forma habitual natural (como estimulante e afrodisíaco), tem-se observado uma maior incidência de câncer provavelmente devido à ação dos taninos (Morotn J., 1992).
Devido ao teor de cafeína, não administrar nos casos de hipertensão arterial, úlcera gastroduodenal, insônia, hipercolesterolemia, gravidez, transtornos cardíacos severos e distonias neurovegetativas em geral. As metilxantinas passam para o leite materno, e, é muito ínfimo o risco para o bebê. Não deve ser administrado para crianças (Newall C. et al., 1996).

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
Pó: 1 a 2 g/dia, em cápsulas;
Extrato Seco (5:1): 0,3 a 1 g/dia;
Extrato Fluido (1:1): 20-60 gotas, uma a três vezes ao dia.

Referências Bibliográficas:
• SCHAWENBERG, P.; PARIS, F. Guia de las Plantas Medicinales. Omega.
1980.

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Editora. Buenos
Aires 1998.





• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• ALBINO, R. Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.
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