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segunda-feira, 30 de março de 2009

Melão de São Caetano



O Melão de São Caetano é uma planta monóica, herbácea, escandente, delicada, muito ramificada e com caule estriado. As folhas são membranáceas, suborbiculares, penta ou hepta lobadas, com lobos ovado-oblongos, estreitados nas base, denteados ou lobulados com lóbulos mucronados. Possui gavinha simples, delicada, longa e pubescente. A flore masculina é solitária, em pedúnculo do comprimento ou mais longo que a folha, provido na porção mediana ou mais abaixo de uma bráctea, sendo esta reniforme ou orbicular cordiforme, mucronada, inteira, com quatro a seis milímetros de comprimento e dois a três milímetros de largura. A flor feminina é longamente pedunculada, com pedúnculo bracteado e ovário fusiforme. O fruto é uma cápsula carnosa, amarelo quando maduro, medindo de três a quinze centímetros de comprimento, tuberculada e trivalvar. As sementes são vermelhas e comprimidas.
O Melão de São Caetano cresce nas savanas e matagais da África tropical e Ásia, sendo depois introduzida posteriormente na Europa e América.

Nome Científico: Momordica charantia L. Sinonímia: Cucumis africanus Lindl.; Cucumis intermedius M.Roem.; Mormodica anthelmintica Schum. et Thonn.; Momordica balsamita Descourt.; Momordica cylindrica Blanco; Momordica macropetala Mart.; Momordica muricata Willd.; Momordica operculata Vell.; Momordica papillosa Peckolt ex Rosenthal; Momordica roxburghiana G.Don; Momordica senegalensis Lam.; Momordica zeylanica Mill.

Nome Popular: Melão de São Caetano, Erva de Lavadeira, Erva de São Caetano, Fruta de Cobra e Fruta de Negro, em português; Balsamapfel, Beissgurke e Bittere Spring-Gurke, na Alemanha; Balsamina, Calbaza Africana, Limón Amargo, Mavillo e Mormódica, Melón Amargo, em espanhol; Assorossie, Margase, Sorci e Margou, na França; Africa Cucumber, Bitter Cucumber, Hairy Mordica, Balsam Pear e Bitter Melon, em inglês; Balsamini Lunghi e Caranza, na Itália.

Denominação Homeopática: MOMORDICA CHARANTIA.

Família Botânica: Cucurcitaceae.

Parte Utilizada: Folha e caule, e, em menor medida os frutos.

Princípios Ativos: Princípio Amargo: momorsopicrina (0,17%); Triterpenos: momordicinas I, II e III (0,008%); Ácido Orgânico: ácido momórdico; Ácidos Graxos; Cera Vegetal; Clorofila e várias Resinas.


Indicações e Ação Farmacológica: O principal estudo científico ao qual foi submetido o Melão de São Caetano, pode-se salientar que foi no campo da diabetes, obtendo-se uma grande quantidade de trabalhos in vivo e in vitro nos últimos 25 anos.
A fração etérea solúvel do concentrado alcoólico elaborado com folhas de Momordica charantia mostrou atividade hipoglicemiante comparável à tobutamida. Do mesmo modo, as sementes (1-3g diários) e o extrato etanólico (95%) da planta inteira (doses de 250 mg/kg) testados em coelhos com diabetes experimental induzida por estreptozotocina, obteve-se atividade comparada com a gibenclamida. Os extratos aquosos e etéreos não só demonstraram atividade hipoglicemiante, como também hipocolesterolemiante (Chandrasekar B., et al., 1989).

Toxicidade/Contra-indicações: Existem claras evidências de que o emprego das folhas e frutos podem acarretar em efeitos espermaticidas e inibição do crescimento fetal, de acordo com ensaios em animais. No primeiro caso, comprovou-se que o extrato etanólico a 95%, administrado em cães durante 20 dias, provoca uma diminuição da espermatogênese. Quando se administrou durante dois meses, observou-se uma atrofia testicular. No segundo caso, o extrato aquoso demonstrou ser abortivo em ratas em doses de 8 mg/kg por via intra-peritoneal. Porém, não se registrou nenhum caso de aborto durante a ingestão dos frutos por mulheres grávidas (Raman A. e Lau C., 1996).

Dosagem e Modo de Usar: No Amazonas brasileiro as folhas são utilizadas popularmente em infusão como emético, abortivo, antihelmíntico, antigripal, antireumático e antiespasmódico abdominal.
Com relação ao uso para o tratamento do diabetes, não foram enontradas referências bibliográficas nas literaturas consultadas.

Referências Bibliográficas:
• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Editora. Buenos
Aires 1998.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.
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