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quarta-feira, 25 de março de 2009

Lótus



Esta planta foi mais do que qualquer outra venerada por gerações de poetas, sarcedotes e filósofos por todo o mundo hindú e budista. Em templos e lagos encontrados no Japão, China, Indochina e Índia, as flores rosas aparecem como símbolos de pureza e inspiração. Porém apesar de ser um símbolo, esta planta apresenta propriedades medicinais, sendo a medicina tradicional chinesa a que mais faz uso destas virtudes.
É uma planta vivaz, aquática, emersa. Os talos são eretos, as folhas são grandes, redondas, verde-escuras, mantidas acima do nível da água pelos pecíolos eretos ligados ao centro da folha. As flores são enormes, cor de rosa, com centro amarelo. Dessas flores sucedem frutos de formato cônico, com a base ligeiramente arqueada e voltada para cima, tendo quando maduros um certo número de cavidades ou alvéolos arredondados, que encerram cada uma semente relativamente grande e de tegumento lenhoso. O rizoma é comprido e delgado, rastejante na vaza, mais ou menos ramificado, ordinariamente intumescido nos pontos onde se acham as gemas, onde a partir deste nascem, para desaparecer a cada ano as folhas.

Nome Científico: Nelumbo nucifera Gaertn. Sinonímia: Nelumbo indica Pers.; Nelumbo indica Pers.; Nelumbo speciosum Willd.; Nymphaea nelumbo Schf.

Nome Popular: Lótus, Lótus do Egito e Loto, em português; East Indian Lotus, nos Estados Unidos; Nélumbo d’Orient, Rose du Nil e Fève d’Egypte, na França; Padma e Kanwal, na Índia; Haohidu e Hasu, no Japão; Lien-wha e Lien Ngeou, na China; Nelumbio, em Cuba.

Família Botânica: Nymphaeaceae.

Parte Utilizada: Raiz e rizoma (partes comercializadas pela Quimer) e sementes (medicina tradicional chinesa).

Princípios Ativos: Alcalóides Isoquinolinícos: roemerina, nuciferina, nornuciferina, liensinina, isoliensinina, neferina, lotusina, armepavina, liriodenina e asimilobin; Flavonóides: hiperosídeo, isoquercitrina, quercetina glicuronídeo e cânfora glicuronídeo. Taninos.

Indicações e Ação Farmacológica: Na medicina chinesa é um hemostático, retendo as perdas de sangue para vários tipos de sangramento, incluindo epitaxe, hematêmese, hemoptóicos, melena e metrorragia; promovendo a circulação de sangue no útero; retirando o calor dos pulmões.
Os rizomas, flores, talos e folhas são usados sob a forma de infusão contra a febre e como diurético (Chopra et al., 1958; Nadkarni, 1992). Os rizomas são considerados nutritivos, diuréticos e colagogos (Kirtikar e Basu, 1975).
Um estudo foi realizado para avaliar a atividade diurética de extrato metanólico dos rizomas de Lótus. Os rizomas foram colhidos em Midnapore, distrito de West Bengal na Índia. Promoveu-se a secagem, pulverização, passando num tamis de 40 mesh e então produziu-se o extrato partindo de 250 gramas do pó com metanol em um extrator soxlet. O líquido de coloração marrom obtido foi passado numa coluna de sílica gel usando um sistema de solvente clorofórmio:metanol (1:1, v/v). O líquido obtido após a eluição foi seco em vácuo, obtendo-se um resíduo marrom amarelado denominado de NNRE. Os ratos utilizados no estudo eram albinos, pesando 180-200 gramas.
Dos cinco grupos de ratos utilizados, o primeiro grupo serviu de controle, recebendo solução de salina oralmente (25 mL/kg). O segundo, terceiro e quarto grupos receberam solução de salina oralmente (25 mL/kg) e em cada solução foram dissolvidas doses de 300 mg/kg, 400 mg/kg e 500 mg/kg de NNRE. O quinto grupo recebeu a mesma solução de salina em cada qual foram dissolvidas 20 mg/kg de furosemida.
O extrato NNRE promoveu um significante aumento dose-dependente no volume urinário nos ratos nas doses empregadas. Ocorreu um aumento na eliminação de cloreto e sódio, porém a eliminação de potássio foi menor que a eliminação de sódio. A relação Na+/K+ para o NNRE variou de 2,36-2,50 (Mukherjee, P. K.; Saha, K.; Saha, B. P., 1996).
Abaixo encontra-se a tabela com os resultados desta experiência:

¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬Tabela 1: Doses empregadas no estudo dos efeitos diuréticos do extratos dos rizomas de N. nucifera (NNRE) em ratos

Dose Número Volume de Atividade Diurética
Tratamento (p.o) de animais Urina de Extrato Eletrólitos Excretados
(mL) (N/F) Na+ K+ Cl- Na+/K+

Salina 25 mL/kg 10 1,90,26 0,680,66 0,510,03 1,310,14 1,330,88

NNRE 300 mg/kg 10 3,50,24 0,5380,29 1,960,19 0,830,03 2,910,13 2,360,09

NNRE 400 mg/kg 10 4,10,36 0,6300,44 2,980,16 1,200,88 3,460,19 2,480,07

NNRE 500 mg/kg 10 4,90,32 0,7530,39 3,610,19 1,300,16 5,120,30 2,50,09

Furosemida 20 mg/kg 10 6,50,82 5,210,28 1,530,02 6,510,39 3,400,08

¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬

Toxicidade/Contra-indicações: Não há referências nas literaturas consultadas.

Dosagem e Modo de Usar: Na medicina chinesa é indicada a dose de 10 a 30 gramas da erva seca em decocção.

Referências Bibliográficas:

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Seleções do Reader’s Digest. 1ª
edição. 1983.

• BOTSARIS, A. S. Fitoterapia Chinesa e Plantas Brasileiras. Ícone. 1995.

• MUKHERJEE, P. K.; PAL, M.; SAHA, K.; SAHA, B. P.; DAS, J. Diuretic
Activity of Extract of the Rhizomes of Nelumbo nucifera Gaertn. (Fam.
Nymphaeaceae), Phytoterapy Research, vol. 10, 424-425, 1996.

• CHOPRA, R. N., CHOPRA, I. C., AND HANDA, K. L. (1958). Indigenous Drugs
of India, 2nd ed., p.679. U.N. Dhur and Sons Pvt. Ltd., Calcutta.

• KIRTIKAR, K. R., AND BASU, B. D. (1975). Compositae. In Indian Medicinal
Parts, ed. By E. Blatter, J. E. Caius and K. S. Mhasker, pp. 116-120. Bishen
Singh and Mahendra pal Singh, Dehradun.
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