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segunda-feira, 30 de março de 2009

Mirra



Segundo a Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil 1ª edição (1926) a Mirra é uma “goma-resina fornecida por várias espécies do gênero Commiphora, principalmente a Commiphora molmol Engler e a Commiphora myrrha (Nees) Bailon.
A mirra apresenta-se em pedaços arredondado-angulosos, de tamanho variável, porosos, friáveis, de cor amarelo-pardacenta ou pardo-avermelhada, polvilhados de cinzento-amarelado; sua fratura é cerosa ou levemente granulosa, com algumas partes translúcidas e freqüentemente marcadas de estrias ou manchas esbranquiçadas ou amareladas, em geral semilunares.
Seu cheiro é particular, balsâmico e seu sabor aromático, amargo e acre.
A mirra é parcialmente solúvel na água, com a qual, sendo triturada, dá uma emulsão branco-amarelada.
Agite 1 grama de mirra em pó com 3 cm3 de éter e filtre: algumas gotas do filtrado amarelo tomam coloração vermelho-arroxeada em presença de vapores de bromo.
1 gota de ácido sulfúrico a 80 por cento, sendo deitada sobre alguns fragmentos de mirra, colore-se de vermelho pela adição de um pequeno cristal de vanilina.
Agite 0,1 grama de mirra com uma mistura de 8 cm3 de clorofórmio, 3 cm3 de anidrido acético e 1 cm3 de acetato de etila e junte ao líquido 1 a 2 gotas de ácido sulfúrico: formar-se-á instantaneamente intensa cor rósea ou azul, que persistirá por várias horas.”
É um arbusto que pode chegar até 3 metros de altura, com tronco grosso e numerosos ramos irregulares, rígidos, nodosos, espinhosos e casca lisa. As folhas são brevemente pecioladas, simples ou freqüentemente trifoliadas, com folíolo mediano muito maior que os dois laterais, que são sésseis e pequeníssimos, todos obovais alongados ou lanceolados, obtusos com a margem inteira e glabros nas duas faces. O fruto mede 7 mm de comprimento, oval, liso e pardo.
Das incisões feitas na casca verde desta espécie sai o suco amarelo turvo, que em contato com ar se transforma na goma-resina.

Nome Científico: Commiphora myrrha (Nees) Baillon Sinonímia: Balsamodendrum myrrha T.Nees.; Balsamodendrum playfairii Hook. f. ex Oliver; Balsamea myrrha Bail.

Nome Popular: Mirra, em português, espanhol e italiano; Baumier Porte-Myrrhe e Myrrhe, na França; Myrrh, em inglês.

Denominação Homeopática: MYRRHA.

Família Botânica: Burseraceae.

Parte Utilizada: Resina.

Princípios Ativos: Carboidratos: arabinose, galactose, xilose e ácido 4-O-metilglicurônico; resinas: ácidos ,  e -commifórico,  e -heerabomirróis e commiferina; Esteróides: campesterol, colesterol e -sitosterol; Terpenóides: -amirina; Óleo Essencial: dipenteno, candineno, heeraboleno, limoneno, pineno, eugenol, m-cresol, cinnamaldeído, cuminaldeído, álcool cumíco.

Indicações e Ação Farmacológica: A Mirra é indicada nas aftas bucais, faringite, amidalite, resfriados comuns e gengivite.
A Mirra apresenta ação anti-séptica, antiinflamatória, adstringente e cicatrizante.

Toxicidade/Contra-indicações: A Mirra tem sido reportada como não irritante e não fotosensível para a pele de humanos e animais.
Não é recomendado o uso para pacientes que estejam fazendo uso de terapias antidiabéticas e durante a gravidez, visto que a Mirra afeta no ciclo menstrual.

Dosagem e Modo de Usar:
• Tintura (1:5, 90% de etanol): Para uso externo aplicar a forma não diluída e para aftas bucais, faringites e amidalites, diluir 5 ml num copo de água.

Referências Bibliográficas:
• BRITISH HERBAL COMPENDIUM. Volume 1; BHMA; 1992.

• NEWALL, C. A.; ANDERSON, L. A.; PHILLIPSON, J. D. Herbal Medicines - A
guide for health-care professionals, 1ª edição, Londres, 1996.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• ALBINO, R. Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

Um comentário:

Consultoria em Orientação Profissional disse...

Mirra é incrível para aftas/ulceras bucais. Eu viajei para fora do Brasil e tive uma úlcera tão grande no lábio que precisei me afastar de algumas atividades por alguns dias. A inflamação persistiu por mais de 10 dias e o aspecto era horrível. Graças a Deus achei uma lojinha em Toronto que vendia Myrrha, usei o líquido direto no local e foi EXCELENTE. Faço questão de comentar porque sofri muito testando inúúúmeros medicamentos, um abraço. Luana.

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