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segunda-feira, 23 de março de 2009

Hidraste



Herbácea oriunda do Canadá, o Hidraste é uma planta já descrita em pelo menos uma edição de quase todas as Farmacopéias existentes no mundo. Possui caule aéreo com 12-30 centímetros; folhas alternas, lobadas, nervação palmada, denteadas, de 10-20 centímetros de diâmetro; inflorescência terminal uniflora; flores hermafroditas, branco-esverdeadas, regulares, de receptáculo convexo, com três sépalas; estames numerosos, fixados em espiral sobre o receptáculo; carpelos em número indefinido; fruto múltiplo. A importância terapêutica do Hidraste está em suas raízes e rizomas, descritos nas três primeiras edições da Farmacopéia Brasileira. Os rizomas e as raízes são apresentados da seguinte forma na Farmacopéia dos Estados Unidos do Brasil 2ª Edição (1959) e na Farmacopéia Brasileira 3ª Edição (1977): “O rizoma, de 2 a 6 cm de comprimento e 4 a 10 mm de diâmetro, apresenta-se, muitas vezes dilatado, de cor pardo-escura e com rugas longitudinais, com largas cicatrizes deprimidas no centro, provenientes da queda dos caules e outras menores originadas da queda dos brotos e raízes. Suas partes laterais e inferiores possuem amiúde numerosas raízes, longas, filiformes, quebradiças e facilmente separáveis. Fratura curta, córnea e amarela. Sua secção transversal apresenta: uma casca amarelo-parda clara, um tanto espessa, uma zona lenhosa representada por um círculo formado de 10 a 20, ordinariamente formado de 14 feixes cuneiformes, esbranquiçados e uma medula volumosa.” Segundo a Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil (1926): “Seu cheiro é aromático e nauseoso e seu sabor muito amargo; mastigado, tinge a saliva de amarelo.”
Muitas vezes os rizomas do Hidraste é falsificada com rizomas de outros vegetais, principalmente de Aristolochia serpentaria e raízes de Paeonia, Cypripedium e Eupatorium. Os índios norte-americanos usam para o rizoma para tingir de amarelo seus utensílios e vestes.

Nome Científico: Hydrastis canadensis L. Sinonímia: Warnera canadensis Mill., Warnera diphylla Rafin. e Warnera tinctoria Rafin.

Nome Popular: Hidraste, Cânhamo do Canadá, Hidrastis, Hidrasto e Raiz Amarela, no Brasil; Golden Seal, Orange Root, Turmeric Root, Yelllow Puccoon, Eye Root, Eye Balm, Indian Paint, Indian Dye, Indian Plant, Jaundice Root, Wild Curcuma, Ground Raspberry e Yellow Root, em inglês; Idraste e Idraste Canadense, na Itália; Hydraste du Canada, na França; Cúrcuma Canadiense e Hidrastis del Canada, em língua espanhola.

Denominação Homeopática: HYDRASTIS.

Família Botânica: Ranunculaceae.

Parte Utilizada: Rizoma e raízes.

Princípios Ativos: Alcalóides do tipo benzilisoquinolêinico: hidratina (C8H21O6N, a qual sofre oxidação e dando origem ao ácido opiânico e hidrastinina), berberina, canadina e berbasterina; Glicose e Amido.

Indicações e Ação Farmacológica: O Hidraste é indicado nas hemorragias pós-parto, metrorragia, menorragia, varizes, hemorróidas e úlceras varicosas.
A hidrastina e a hidrastinina (produto da oxidação da hidrastina) atuam como vasoconstritor de origem central, hemostático, hipotensor e oxitóxico, aumentando o tônus e as contrações uterinas. A berberina age como hipotensor e estimulante do peristaltismo intestinal e do tônus uterino. Empiricamente é utilizado no tratamento de cistites.
Um outro derivado da hidrastina, a cotarnina, é empregado com bons resultados em preturbações uterinas, sendo utilizado geralmente sob a forma de cloridrato, adotando o nome de estipcina.

Toxicidade/Contra-indicações: A droga constituída de Hidraste é tóxica em doses elevadas, devido a presença de alcalóides, provocando desta forma convulsões, seguidas de paralisias bulbar e medular.
O tratamento com Hidraste exige abstinência total de álcool, já que este se caracteriza como um elemento antagônico.
É contra-indicado na gravidez, na lactância e para indivíduos que apresentem transtornos tensionais, devido aos alcalóides presentes.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Extrato Seco (5:1): 100-200 mg/cápsula, uma ou duas cápsulas ao dia;
- Extrato Fluido (1:1): 0,5 a 1,5 gramas ao dia (40 gotas/grama);
- Tintura (1:10, com 2% de alcalóides totais): 20-30 gotas por dose, duas a tr6es vezes ao dia.

• Uso Externo:
- Em cremes, pomadas antivaricosas e anti-hemorroidais.


Referências Bibliográficas:
• FARMACOPÉIA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL 2ª edição, 1959.

• ALBINO, R. Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

• COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia. 2ª edição. 1994.

• POULIN, M; ROBBINS, C. A Farmácia Natural. 1992.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

2 comentários:

MAUFARAON disse...

Onde posso encontrar o extrato desta planta no Brasil? Em algumas reportagens em inglês diz que é um medicamento para o tratamento da giardiase, está correta essa informação?
aguardo resposta por email

Beatriz Nobre disse...

odiei esse saite ele e idiota nao sabe se diridir as perguntas

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