Pesquisa personalizada

Olá Amigos e Amigas, Bem vindo!!!

A idéia deste Blog é com o intuito de fornecer informações sobre Ervas e Insumos em geral.

Através de um estudo arduo e minuncioso, conseguimos trazer para vocês informações sobre cada Erva para auxilio de estudo e orientação quanto ao uso.

Vale salientar que todas as Ervas publicadas neste Blog são de fontes verdadeiras. Essas são encontradas sempre ao final de cada texto.

Espero que este Blog seja útil para todos vocês e se possível divulguem para que possamos trocar idéias a respeito dessas maravilhas que a Natureza nos oferece de graça.

Voltem sempre, pois estaremos semanalmente atualizando este Blog com outras Ervas.

Para encontrar a sua erva preferida, clique nas datas ao lado e boa leitura!!!

Abraços,

sexta-feira, 13 de março de 2009

Chrysanthemum

Trata-se de uma planta herbácea perene, caracterizada por apresentar um caule piloso, ereto, que mede de 30 a 80 centímetros de altura. Suas folhas são pecioladas, alternas, pinadamente divididas, de cor verde-amarelada, com três a sete pares de segmentos oblongos e inciso-dentados. As flores são reunidas em corimbos terminais, sendo brancas as flores marginais e amarelas as flores do disco. Possui aroma acre e muito forte. O fruto é um aquênio com uma borda membranosa.
É oriundo da região balcânica, existindo em quase toda a Europa e bem adaptada no Brasil.
Seu nome científico Tanacetum deriva do grego “Athanasia”, que significa imortalidade, uma alusão às flores duradouras de algumas espécies. No entanto o nome parthenium foi atribuído aos escritos do historiador grego Plutuarco, o qual dizia que uma das pessoas que construiram o templo de Partenon havia sido curado de sua cefaléia intensa com esta espécie. Antigamente era muito utilizada para tratar a febre e desta forma é chamada pelos ingleses de “Feverfew” (pouca febre).

Nome Científico: Tanacetum parthenium L. Sinonímia: Chrysanthemum parthenium L.

Nome Popular: Chrysanthemum, Monsenhor-amarelo, Margaridinha, Matricária e Piretro-do-cáucaso, no Brasil; Tanaceto, Crisantemo de Jardín, Matricaria e Margaza, em espanhol; Feverfew, Featherfew, Featherfoil e Midsummer Daisy, em inglês; Tannaise Commune, na França;

Denominação Homeopática: PARTHENIUM ou PYRETHRUM.

Família Botânica: Asteraceae (Compositae).

Parte Utilizada: Folha e caule.

Princípios Ativos: Óleo Essencial: -pineno e seus derivados como: bornil-acetato e angelato, ácido cóstico, -farnesina e ésteres espiroquetalenólicos; Lactonas Sesquiterpênicas: formadas principalmente por um germacranolídeo: partenolídeo e derivados: 3--hidroxi-partenolídeo, secotana-partolólido-A e B, artemorina, epoxiartemorina, canina, 10-epicanina, 3--hidroxi-costunilídeo, santamarina (balcanina), reinosina e traços de artecanina; Ácidos Fenólicos; Flavonóides; Princípios Amargos; Fitosterina; Ácido Tânico; Ácido Antêmico.

Indicações e Ações Farmacológicas: Indicado nas dispepsias hiposecretoras, nos espasmos gastrointestinais, na dismenorréia, na insônia, na profilaxia de enxaquecas e como coadjuvante no tratamento da arterioesclerose e da hipertensão arterial.
A droga vegetal apresenta eficaz ação contra as enxaquecas, destacando-se aquelas de origem vascular. Extratos desta planta em doses de 200 g/ml exibiu um efeito antiespasmódico sobre a musculatura lisa da parede da artéria aorta de coelhos, inibindo de maneira irreversível substâncias como a fenilefrina, 5-OH-triptamina e angiotensina II; também diminui as contrações arteriais induzidas previamente pela acetilcolina (Voyno Yasennetskaya T. et al., 1988; Barby R. et al., 1992).
Seu emprego está indicado especialmente como preventivo das crises de enxaqueca, reduzindo a freqüência e intensidade da mesma, uma vez que melhora os sintomas neurovegetativos associados tais como náuseas, vertigens e vômitos (Johnson E., et al., 1985; Awang D., 1993; Berry M., 1994). Postula-se entre os mecanismos que geram a enxaqueca um aumento da adesividade e secreção plaquetária, o qual seria devido à atividade antiagregante das lactonas sesquiterpênicas presentes nos extratos (em maior parte nos alcoólicos e aquosos), ao inibir o metabolismo do ácido araquidônico atuando sobre a enzima protein-quinase C dos granulócitos, responsável pelo aumento de fosfolipase A2, acionando desta forma os grupos sulfidrílicos (Heptinstall S., et al., 1987).
Uma experiência com 77 pacientes com enxaqueca, efetuada durante o período assintomático, demonstrou a agregação e adesão plaquetária era mais alta em relação aos grupos de controle (indivíduos que não possuiam enxaqueca). Por exemplo a liberação de 5-OH-triptamina (serotonina) por parte das plaquetas era superior durante um período de 3 dias de enxaqueca que nos intervalos assintomáticos. (Groenewegen W., et al., 1990). Isto permite concluir que o Chrysanthemum ao inibir a liberação de serotonina (hormônio que produz vasoconstrição entre outros efeitos), diminui a frequência das crises; no entanto as plaquetas dos pacientes com enxaqueca demonstraram um comportamento diferente ao dos indivíduos sãos, o qual explicaria em parte o aparecimento e a recorrência dos ataques (Hylands P., 1986).
Ainda diminui a produção de histamina pelos mastócitos e inibe a produção de eicosanóides, em especial o tromboxano B2 e o leucotrieno B4 (Biggs M. et al., 1982; Loesche W. et al., 1988; Summer H. et al., 1992). A atividade inibitória sobre os polimorfonucleares (os quais estão aumentados na artrite reumatóide), abre uma porta para a investigação desta patologia (Heptinstall S. et al., 1985).
O extrato etanólico elaborado a partir das partes aéreas em concentração de 5 mg/ml exibiu, in vitro, atividade antimicrobiana frente a Sarcinia lutea e Staphylococcus aureus. Em contrapartida, não se observou efeitos sobre a Escherichia coli (Bhakuni D. et al., 1974). A respeito da santamarina, existem alguns ensaios preliminares in vitro que exibem atividade antimicrobiana e antitumoral (Arteche García A. et al., 1994).
Quanto ao efeito inibitório sobre a formação da prostaglandina permite reduzir os quadros inflamatórios observados durante os transtornos menstruais na mulher (Castleman M., 1991).
A respeito dos ésteres espiroquetais presentes nos integrantes da família das Margaridas, os mesmos exibiram efeito antiespasmódico, útil nos casos de cólicas de origem digestiva (Wren R., 1994).

Toxicidade/Contra-indicações: Já se foram descritas algumas reações de dermatites de contato, úlceras bucais e dores abdominais inerentes à presença das lactonas sesquiterpênicas, sobre tudo nas folhas frescas (Mitchell J., et al., 1971; Burry J., 1980; Johnson E., et al., 1985).
É contra-indicado o uso na gravidez, para lactentes devido a presença de princípios amargos, para crianças menores de 2 anos e para pessoas que estejam fazendo tratamentos com anticoagulantes.

Dosagem e Modo de Usar:
• Infusão: Uma colher de sobremesa por xícara, infundindo por 10 minutos. Tomar três xícaras por dia, antes das refeições.
• Pó: 100-300 mg/cápsula, uma a três vezes ao dia.


Referências Bibliográficas:
• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos
Aires. 1998 (obra que cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas/ Toxicidade e Contra-indicações).

• PDR FOR HERBAL MEDICINES. 1ª edição. 1998.

• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

Nenhum comentário: