Pesquisa personalizada

Olá Amigos e Amigas, Bem vindo!!!

A idéia deste Blog é com o intuito de fornecer informações sobre Ervas e Insumos em geral.

Através de um estudo arduo e minuncioso, conseguimos trazer para vocês informações sobre cada Erva para auxilio de estudo e orientação quanto ao uso.

Vale salientar que todas as Ervas publicadas neste Blog são de fontes verdadeiras. Essas são encontradas sempre ao final de cada texto.

Espero que este Blog seja útil para todos vocês e se possível divulguem para que possamos trocar idéias a respeito dessas maravilhas que a Natureza nos oferece de graça.

Voltem sempre, pois estaremos semanalmente atualizando este Blog com outras Ervas.

Para encontrar a sua erva preferida, clique nas datas ao lado e boa leitura!!!

Abraços,

segunda-feira, 23 de março de 2009

Gimena

Trata-se de uma planta trepadeira que habita a Índia Central e sul da Índia, onde tem como nome popular “gur-mar” que significa “destruidor de açúcar”, denominação esta atribuída à atividade que exerce sobre a glicose. A propriedade anti-sacarínica foi identificada em uma fração que foi denominada de ácido gimnêmico por Power e Tutin em 1904. Gharpurey em 1926 reportou que a administração oral de Gymnema sylvestre a pacientes diabéticos reduziu o nível de glicose na urina.

Nome Científico: Gymnema sylvestre R. Br.

Nome Popular: Gimena, em português; Periploca, em inglês; Waldschlinge, na Alemanha; Gu-mar, na Índia.

Família Botânica: Asclepiadaceae.

Parte Utilizada: Folha.

Princípios Ativos: Apresenta duas resinas: uma insolúvel em álcool (maior porção) e a resina solúvel no álcool; oxalato de cálcio; ácido gimnêmico; celulose; quercitol; ácido fosfórico; óxido de manganês; 2 hidrocarbonetos: o hentriacontane e o pentriacontane; ácido tartárico, inositol, corpos antraquinônicos; gurmarina.

Indicações e Ações Farmacológicas: A Gimena apresenta ação adstringente, estomáquico, tônico e refrescante. A sua principal aplicação está centrada na sua propriedade de suprimir o gosto de açúcar, utilizada no caso de Diabetes melitus. Sabe-se que ao se mastigar a folha, é amortizada a vontade pelo gosto doce, bem como o amargor de substâncias amargas. Este efeito redutor é esperado que dure uma ou duas horas, não interferindo na sensação de outros sabores como o salgado, o ácido e o adstringente.
Um estudo realizado na Índia mostrou que a administração do pó das folhas de Gymnema sylvestre regula os níveis de açúcar no sangue em coelhos diabéticos. A terapia de Gymnema sylvestre não apenas produziu homeostase da glicose sangüínea como também aumentou a atividade de enzimas, as quais promoveram o aproveitamento da glicose em rotas insulino dependentes: são controladas por níveis de fosforilase, enzimas gliconeogênicas e sorbitol desidrogenase.O aumento e a incorporação da glicose [14C] nas moléculas de glicogênio e proteínas são maiores no fígado, rins e músculos com Gymnema sylvestre administrada em animais diabéticos quando comparados com animais diabéticos não tratados. Mudanças patológicas se iniciaram no fígado durante a fase hipoglicêmica são reversíveis controlando a hiperglicemia pela Gymnema sylvestre (Shanmugasundaram, K.R.; Panneersel Vam, C.; Samudram, P., 1983).
Um outro estudo realizado neste mesmo país avaliou o efeito de dois extratos solúveis em água, GS3 e GS4, obtidos das folhas de Gymnema sylvestre, os quais foram testados em ratos tratados com estreptozotocina devido aos seus efeitos exercidos sobre a homeostase de glicose sangüínea e tecido endócrino pancreático. Nos ratos diabéticos, favorecem o retorno aos níveis de glicose no sangue ao normal após 60 dias de GS3 e após 20 dias de GS4, administrados oralmente. O sangue coletado durante a conduta dos testes de tolerância oral a glicose, foi usado para avaliar a insulina sérica. A terapia com GS3 e GS4 conduziu para um aumento da insulina sérica mais próximo do normal. Em pâncreas de ratos diabéticos, ambos GS3 e GS4, foram capazes de dobrar o número de ilhota e número de células beta (Shanmugasundaram, E.R.B.; Leela Gopinath, KP.; Radha Shanmugasundaram, K. e Rajendran, V.M., 1990).
Um estudo feito no Japão cita os efeitos inibitórios da gurmarina (um peptídeo isolado das folhas de Gymnema sylvestre) relacionados com o nível de percepção de sabor doce, chegando-se a conclusão que existem em camundongos dois tipos diferentes de receptores de sabor doce, gurmarina-sensitivo e gurmarina-não-sensitivo (Yuzo, N.; Imoto, T., 1995).
Devido ao mecanismo de ação não estar ainda totalmente elucidado, sugeriu-se que a Gimena poderia atuar na superfície dos receptores de sabor da língua e mucosa bucal.

Toxicidade/Contra-indicações: Não foram encontradas referências nas literaturas consultadas.

Dosagem e Modo de Usar:
• Extrato Seco: a 85%, 40 a 50 mg, 2 vezes ao dia, cerca de meia hora antes das principais refeições. Pode ser associado à outras plantas.

Referências Bibliográficas:
• GIL, C. M. H. Gymnema sylvestre: no tratamento da obesidade. Revista Anfarmag
– Novembro/Dezembro, 1995.

• SHANMUGASUNDARAM, K. R.; PANNEERSEL, C.; SAMUDRAM, P.;
SHANMUGASUNDARAM, E. R. B. Enzyme Changes and Glucose Utilisation
in Diabetic Rabbits: The effect of Gymnema sylvestre R. Br. Journal of
Ethnopharmacology, 7 (1983).

• SHANMUGASUNDARAM, E. R. B.; LEELA GOPINATH, K.;
SHANMUGASUNDARAM, K. R.; Rajendran, V. M. Journal of
Ethnopharmacology, 30 (1990).


• Yuzo, N.; Imoto, T., Gurmarin inhibition of sweet taste response in mice.
AmericanPhysiological Society. 1995

Nenhum comentário: