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segunda-feira, 23 de março de 2009

Grindélia

Os nativos do México e da Califórnia utilizavam esta planta para tratar enfermidades respiratórias, alérgicas e queimaduras da pele.
É considerada pela Farmacopéia dos Estados Unidos do Brasil 2ª Edição (1959) três espécies do gênero Grindelia: Grindelia squerrosa (Pursh) Dunal, Grindelia camporum Greene e Grindelia humilis Hooker e Arnott, as quais são descritas da seguinte forma:
“Grindelia squerrosa (Pursh) Dunal, Grindelia camporum Greene e Grindelia humilis Hooker e Arnott; Compositae.
A droga possui odor aromático característico e sabor aromático, peculiar e amargo.
A droga consiste das sumidades floridas e folhas de uma ou de duas das três espécies acima mencionadas.
Grindelia squarrosa - O caule é cilíndrico, de cor verde-cinzenta ou amarelo-clara, medindo 10 a 20 cm comprimento e até 2 mm de diâmetro. As folhas são sésseis e amplexicaules, coriáceas e quebradiças, oblongas, até 5 cm de comprimento e até 1,5 cm de largura na base, obtusas no ápice e dentadas nos bordos, de cor verde-cinzenta ou verde-amarelada. Os capítulos dispõem-se solitários nas extremidades, mostram formas quase globulosas, subglobulosas ou obovóides, apresentando um invólucro fortemente desenvolvido, medindo até 2 cm de diâmetro, com várias sérias de brácteas estreitamente lanceoladas, coriáceas, imbricadas e, no ápice, recurvadas; o receptáculo nú e areolado sustenta na periferia flores femininas liguladas, amarelas e, no disco, flores hermafroditas, amarelas, com aquênio quadrangulares e truncados no vértice; o papo é composto de duas ou três cerdas espessas e caducas. Uma substância resinosa cobre o caule, as folhas, e, particularmente, os capítulos que aparecem como envernizados, resina esta que forma água e ali gotas pardacentas.
Grindelia camporum - Esta droga difere da anterior pelas propriedades seguintes: o caule é rósco ou amarelado; a folha é oblonga, oblongo-lanceolado-espatulada, medindo até 6 cm de comprimento, acuminada no ápice, irregularmente serreada no bordo e de cor amarelo-clara; flores liguladas de cor pardo-alaranjada, aquênios biauriculados no ápice.
Grindelia humilis - Difere da Grindelia squarrosa pelas propriedades seguintes: o caule é róseo ou pardo-purpúreo; a folha é cúneo oblonga, medindo até 10 cm de comprimento por 2,7 cm de largura na base, acuminada no ápice, inteira na parte inferior do limbo e serreada na parte superior, e de cor amarelo-clara; os aquênios denteados e biauriculados no ápice; a substância resinosa é muito menos secretada, podendo mesmo faltar no caule e na folha.”

Nome Científico: Grindelia robusta Nutt. Sinonímia: Grindelia camporum Greene; Grindelia cuneifolia Nutt.

Nome Popular: Grindélia, em português; Grindelienkraut, na Alemanha; Grindelia, na França; Broad Gum Plant, Gum Plant e Wild Sunflower, em inglês; Grindelia, em espanhol.

Denominação Homeopática: GRINDELIA ROBUSTA.

Família Botânica: Asteraceae (Compositae).

Parte Utilizada: Caule, folha e flor.

Princípios Ativos: Oleorresina (10-20%): a fração resinosa é rica em sesquiterpenos: germacreno D, -farneseno, -humuleno e bisaboleno e ácidos diterpênicos: grindelanos e ácido grindélico. Já a fração oleosa contém principalmente  e -pinenos e terpineol. Ácidos Fenólicos: cafêico, clorogênico, ferúlico, p-hidroxibenzóico, p-cumarínico e vanílico; Saponinas: grindelina; Flavonóides: kempferol, luteolol e quercetol; Taninos; Mucilagens; Matricarianol; Éster de Matricarianol.

Indicações e Ação Farmacológica: Esta planta é indicada nos casos de espasmos gastrintestinais, asma, bronquites, faringites, laringites, enfisema pulmonar, varizes e fragilidade capilar. Em Homeopatia é indicado na nefrite, na asma e na brônquite crônica, entre outras aplicações.
Os usos medicinais mais empregados da Gracilária estão relacionados às enfermidades do trato respiratório e logo do tubo digestivo e pele. A grindelina juntamente com as mucilagens proporcionam um efeito expectorante e béquico, os quais são somados às atividades bactericida e antiespasmódica promovidas pelos ácidos fenólicos e pelos flavonóides, ocorrendo bons resultados nos casos de bronquite, asma, laringite e tosse. A atividade antiespasmódica é de utilidade nos quadros tais como cólicas intestinais e píloro-espasmo (Peris J. et al., 1995).
A ação conjunta entre ácidos fenólicos, mucilagens e flavonóides também é útil para uso tópico (Didry N. et al., 1982).
Já os ácidos fenólicos têm demonstrado também atividade antiinflamatória e vitamínica P, aumentando a resistência capilar e reduzindo a permeabilidade (Arteche García A. e col., 1994).

Toxicidade/Contra-indicações: Doses normais são bem toleradas. Altas doses promovem ação nefrotóxica e depressora do sistema nervoso central. Também foi relatado midríase, bradicardia e hipertensão arterial por via interna (Amorín J., 1980).
É contra-indicado o uso para pacientes que sofram de insuficiência renal e cardíaca, na gravidez e na lactação(Chevallier A., 1996).

Dosagem e Modo de Usar:
• Pó: 1 a 2 gramas por dia;
• Extrato Fluido (1:1): 25-50 gotas, uma a quatro vezes ao dia;
• Xarope (5% do Extrato Fluido): Uma a quatro vezes ao dia;
• Tintura (1:10): 50-100 gotas, uma a quatro vezes ao dia;
• Homepatia: uso interno: Tintura-mãe à 30ª.



Referência Bibliográfica:

• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Editora. Buenos
Aires 1998.

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• CAIRO, N. Guia de Medicina Homeopática. 1983.

• ALBINO, R. Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

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