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segunda-feira, 23 de março de 2009

Hissopo

O uso medicinal desta espécie data de tempos remotos. Era muito utilizada para fins rituais em cerimônias de purificação dos antigos israelitas e dos leprosos, segundo é citado na Bíblia. O Hissopo era ensopado com o sangue de uma ave e se colocava sobre os leprosos sete vezes.
A denominação Hissopo é conferida a Hipócrates, derivando-se da palavra hebraica ezob, que significa “erva santa”. Dentre os principais usos está como expectorante, antireumático e em cosméticos.
É um subarbusto que mede de 20 a 60 centímetros de altura, perene, de caule quadrangular, ramificado, aproximadamente 1,5 mm de largura mantendo numerosos pares de folhas opostas, coberta com pêlos macios, particularmente entre os ápices longitudinais. O formato das folhas varia do linear ao oblongo, sendo lanceoladas, medindo acima de 2,5 centímetros de comprimento e 5-8 milímetros de largura, sésseis com contínua margem, ápice subagudo e base afilada; a face superior é verde escura com pêlos espalhados e a inferior é mais pálida e mais pubescente, e evidenciando a visível nervura central em relevo. As flores são azuis ou violeta-escuras, dispostas em espiga unilateral. O fruto é um tetraquênio.
É originário da Europa, zona mediterrânea e das regiões quentes da Ásia ocidental. Cresce sobre solos rochosos calcários e secos.

Nome Científico: Hyssopus officinalis L. Sinonímia: Hyssopus alopecuroides Fisch. ex Benth.; Hyssopus altissimus Mill.; Hyssopus angustifolius Bieb.; Hyssopus aristatus Godr.; Hyssopus beugesiacus Jord. et Fourr.; Hyssopus canescens DC. ex Nyman; Hyssopus caucasicus Spreng. ex Steud.; Hyssopus cinerascens Jord. et Fourr.; Hyssopus cinereus Pau.; Hyssopus decumbens Jord. et Fourr.; Hyssopus fischeri Hort. ex Steud; Hyssopus hirsutus Hill; Hyssopus montanus Jord. et Fourr.; Hyssopus myrtifolius Desf.; Hyssopus officinarum coerulea Bauh.; Hyssopus orientalis Adam. ex Willd.; Hyssoupus polycladus Jord. et Fourr.; Hyssopus pubescens Jord. et Fourr.; Hyssopus reticaulis Jord. et Fourr.; Hyssopus ruber Mill.; Hyssopus rubro flore Bauh.; Hyssopus schleicheri G. Don; Hyssopus spicata Bauh.; Hyssopus vulgaris Bulbani; Thymus hyssopus E.H.L.Krause.

Nome Popular: Hissopo, Alfazema de Caboclo e Erva Sagrada, em português; Ysop, na Alemanha; Isop, na Dinamarca e na Suécia; Hisopo, em espanhol; Hyssop, em inglês; Isopo, na Itália; Esobh, Herbe Sacrée, Hissope e Hisope, na França; Hysop, na Holanda.

Denominação Homeopática: HYSSOPUS OFFICINALIS.

Família Botânica: Labiatae.

Parte Utilizada: Caule, folha e flor (sumidades floridas).

Princípios Ativos: Óleo Essencial (0,2-1%): composto principalmente pelos monoterpenonas: -tuyona e -tuyona, cânfora, (-) pinocanfona, isopinocanfona; sesquiterpenos: -cariofileno, germacraneno D; fenóis metiléteres de cavicol e mirtenol; monoterpenos: -pineno, -pineno; sesquiterpenóis: neroplidol e espetulenol; Flavonóides: hesperidina, diosmina; Princípios Amargos: marrubiína; Ácidos Fenólicos: cafêico, clorogênico e rosmarínico; Triterpenos: ácido ursólico e oleanóico; Taninos; Colina.

Indicações e Ações Farmacológicas: O Hissopo é indicado nos estados de gripe, resfriados, bronquite, rinite, sinusite e asma; nas afecções do trato gastrintestinal, tais como: inapetência, dispepsias hiposecretoras e flatulência; na hipertensão arterial. Externamente é aplicado topicamente na limpeza e desinfecção de feridas, queimaduras e ulcerações dérmicas e na redução da transpiração excessiva.
A marrubiína é um glicosídeo flavônico amargo que confere a esta droga vegetal propriedades eupépticas, aperitivas, béquicas (antitusivas) e expectorantes. O óleo essencial ao nível respiratório apresenta efeitos expectorantes, balsâmicos e mucolíticos, enquanto que ao nível digestivo é carminativo e sobre a pele é reepitelizante (Peris, J. et al., 1995).
Os flavonóides diosmina e hesperidina apresentam efeitos venotônico e vasoprotetor, diminuindo a distensão e estase venoso.
Os taninos apresentam uma ação adstringente, implicando em efeitos antidiarrêico e cicatrizante.
Em um estudo preliminar realizado em 1990 no North Shore University Hospital, em Nova Iorque, constatou-se que o ácido cafêico e alguns taninos ainda não bem identificados presentes no extrato do Hissopo, apresentaram atividade anti-HIV. Os investigadores ainda deixaram por investigar um terceiro componente de alto peso molecular presente no extrato (Kreis W. et al., 1990).
Este terceiro componente foi identificado pelos pesquisadores da Universidade Irvine da Califórnia, um polissacarídeo, o qual foi denominado de MAR-10, que in vitro demonstrou inibir a enzima transcriptase inversa do vírus HIV-1 (Gollapudi S. et al., 1995).

Toxicidade/Contra-indicações: O conteúdo em cetonas terpênicas como a tuyona e a pinocanfona, podem ocasionar em altas doses (2 gramas de essência) transtornos psicosensoriais, chegando inclusive a provocar crises dos tipos convulsivas e tetaniformes. Demonstrou-se a neurotoxicidade da essência do Hissopo pela observação dos transtornos eletrocardiográficos e eletromiográficos (dose-dependente) típicos de episódios epilépticos em ratos que se submeteram à administração intraperitoneal (1,6-4mg/kg) (Pellecuer J., 1995).
Altas doses de óleo essencial de Hissopo também podem gerar, ao nível respiratório, efeitos paradoxais tais como broncoespasmos. Ao nível cutâneo pode gerar quadros de irritação.
Recomenda-se não consumir óleos essenciais por via interna durante a gravidez, a lactação, para crianças menores de seis anos ou pacientes com distonias neurovegetativas, gastrites, úlcera gastroduodenais, síndrome do cólon irritável, colite ulcerosa, doença de Crohn, afecções hepáticas, epilepsia, doença de Parkinson ou outras enfermidades neurológicas. Não aplicar topicamente em crianças menores de seis anos de idade nem a pessoas com alergias respiratórias ou hipersensibilidade conhecida a este ou outros óleos essenciais.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
 Infusão: 10 a 30 g/l, infundir por 15 minutos, três vezes ao dia;
 Extrato Fluido (1:1): 30-50 gotas, uma a três vezes ao dia;
 Tintura (1:5): 50-100 gotas, uma a três vezes ao dia;
 Xarope (5% do Extrato Fluido): 30 a 60 g/dia, em três ou quatro doses;
 Extrato Seco (5:1): 200-600 mg/dia, em duas ou três doses;
 Cápsulas (25 a 50 mg/cápsula): Duas ou três ao dia;
 Supositórios (50-100 mg/supositório): Um a três ao dia.

• Uso Externo:
 Infusão: 30 g/l, aplicada sob a forma de compressas ou banhos;
 Extrato Glicólico: 1-3% em cremes, géis e loções.

Referências Bibliográficas:

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos
Aires. 1998 ( o qual cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ação
Farmacológica/ Toxicidade e Contra-indicações).

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• British Herbal Pharmacopoeia. 4th edition. IBMA. 1996.

• Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Reader’s Digest do Brasil. 1ª edição.
1999.

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