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A idéia deste Blog é com o intuito de fornecer informações sobre Ervas e Insumos em geral.

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Vale salientar que todas as Ervas publicadas neste Blog são de fontes verdadeiras. Essas são encontradas sempre ao final de cada texto.

Espero que este Blog seja útil para todos vocês e se possível divulguem para que possamos trocar idéias a respeito dessas maravilhas que a Natureza nos oferece de graça.

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terça-feira, 10 de março de 2009

Juá

O Juazeiro é uma árvore de tronco simples ou dividido a distâncias variáveis da base, possuindo aproximadamente 10 metros ou mais de altura 60 centímetros de altura ou mais de diâmetro, encontrando-se acúleos retos, casca cinérea com rimas longitudinais superficiais e finalmente lisa. Os ramos novos apresentam casca cinéreo-oliva, divaricados, flexuosos, redondos, cobertos, com os pecíolos e pedúnculos, de tênue pilosidade só visível com lente de aumento. As folhas são pecioladas, largo-ovais, cordiformes na base, agudas ou meio acuminadas, levemente coriáceas, lisas, reluzentes, serrilhadas, glabras, mas pubescentes nas nervuras da face dorsal, de cor verde forte; presença de estípulas freqüentemente caducas, que se transformam em ângulos retos, assovelados. Possui inflorescência em cimeira quase globosa e multiflora. Os frutos são adocicados e comestíveis.

Nome Científico: Zizyphus joazeiro Mart. Sinonímia: Zizyphus gardneri Reiss.

Nome Popular: Juá, Joazeiro, Joá, Juá-espinho, Juá-fruta e Laranjeira de Vaqueiro, em português.

Família Botânica: Rhamnaceae.

Parte Utilizada: Casca.

Princípios Ativos: O componente principal do Juá é uma Saponina derivada do ácido oleanólico.
Um estudo fitoquímico da casca do Juá realizado na Suíça revelou a presença dos ácidos betulínico, ursólico e alphitolico, além de três novos derivados do ácido betulínico (Schuhly W.; Heilmann J.; Calis, I.; Sticher, O., 1999).

Indicações e Ações Farmacológicas: Popularmente o Juá é usado como tônico, febrífugo, na atonia digestiva, além de fluidificar as secreções brônquicas, facilitando desta forma a expectoração. Externamente é aplicado no tratamento de cabelos com caspa.
Um estudo realizado no Brasil avaliou a atividade antipirética de um extrato aquoso do Juá em coelhos febris submetidos a uma injeção intravenosa da endotoxina de E. coli. As respostas foram significativamente diminuídas, indo de encontro ao emprego popular e sugerindo maiores investigações (Nunes, PH; Marinho, LC.; Nunes, ML; Soares, EO, 1987).
Os três componentes (ácido betulínico, ursólico e alphitolico) e três novos derivados do ácido betulínico demonstraram uma considerável atividade contra bactérias Gram-positivas, onde as estruturas foram isoladas do extrato diclorometano (Schuhly, W.; Heilmann, J.; Calis, I.; Sticher, O., 1999).

Toxicidade/Contra-indicações: Não foram encontradas referências nas literaturas consultadas.

Dosagem e Modo de Usar:
Coimbra (ver referências bibliográficas) sugere as seguintes preparações:
Infuso ou Decocto a 1%: de 50 a 200 cc por dia;
Extrato Fluido: 1 a 2 cc por dia.

Referências Bibliográficas:
CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia. 2ª edição. Cejup. 1994.

MATOS, F. J. A. Farmácias Vivas. 3ª edição. UFC edições. 1998.

Schuhly W.; Heilmann J.; Calis, I.; Sticher, O. New triterpenoids with antibacterial activity from Zizyphus joazeiro. Department of Pharmacy, Swiss Federal Institute of Technology, Zurich, Switzerland. 1999.

Nunes, PH; Marinho, LC.; Nunes, ML; Soares, EO. Antipyretic activity of an aqueous extract of Zizyphus joazeiro (Rhamnaceae). Departamento Biomédico, Universidade Federal do Piauí, Teresina, Brasil. 1987.

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