Pesquisa personalizada

Olá Amigos e Amigas, Bem vindo!!!

A idéia deste Blog é com o intuito de fornecer informações sobre Ervas e Insumos em geral.

Através de um estudo arduo e minuncioso, conseguimos trazer para vocês informações sobre cada Erva para auxilio de estudo e orientação quanto ao uso.

Vale salientar que todas as Ervas publicadas neste Blog são de fontes verdadeiras. Essas são encontradas sempre ao final de cada texto.

Espero que este Blog seja útil para todos vocês e se possível divulguem para que possamos trocar idéias a respeito dessas maravilhas que a Natureza nos oferece de graça.

Voltem sempre, pois estaremos semanalmente atualizando este Blog com outras Ervas.

Para encontrar a sua erva preferida, clique nas datas ao lado e boa leitura!!!

Abraços,

quarta-feira, 4 de março de 2009

Cajueiro

O Cajueiro é uma espécie nativa do continente centro e sul-americano, sendo amplamente utilizada na alimentação humana e animal, bem como na medicina popular.
É uma árvore de caule às vezes um pouco reto e alto, porém mais geralmente tortuoso e baixo, conforme a natureza do terreno. Os ramos são muito contorcidos. As folhas são alternas, pecioladas, ovadas, obtusas, subconvexas, onduladas, simples, glabras, saliente-reticulado-nervadas, nas duas páginas e róseas enquanto novas. As flores são pálidas, pequenas, curto-pediceladas, dispostas e, amplas panículas terminais ramificadas e bracteadas na página inferior, O fruto é um aquênio reniforme de 2 centímetros, pendente de um receptáculo carnoso mais ou menos piriforme, amarelo, vermelho ou róseo-amarelo, aromático e comestível. A Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil 1ª Edição (1926) caracteriza a casca do tronco do Cajueiro, uma das partes utilizadas desta espécie na terapêutica, da seguinte maneira:
“A casca do cajueiro apresenta-se no comércio em fragmentos de comprimento variável, mais ou menos curvos ou enrolados em tubos, e medem de 1 a 3 mm de espessura; sua superfície externa, fosca, é de cor pardo-rósea, com numerosas manchas escuras, bastante rugosa e apresenta, de espaço a espaço, grandes fendas transversais, de margens bastante salientes; a face interna, de cor parda mais escura, é finamente estriada no sentido longitudinal. Sua fratura é muito fibrosa.
Seca, esta casca possui cheiro levemente aromático e sabor bastante adstringente.”

Nome Científico: Anacardium occidentale L. Sinonímia: Acajuba occidentalis Gaertn.; Anacardium alia species Bauh.; Cassuvium pomiferum Lam.; Cassuvium reniforme Blanco; Cassuvium solitarium Stokes.

Nome Popular: Cajú, Acajaíba, Acajuíba e Caju Manso, em português; Acajou, Elephantenläusebaum, Westindische Anakardienbaum e Westindische Elephantenläus, na Alemanha; Anacardo, Cajuil, caoba, Marañón e Pajuil, em espanhol; Acajou `Pomme, Anacardier, Cajou à Pomme, Noix d’ Acajou, Pomme Cajou, Pommier d’ Acajou, na França; Westershe Anakardienboom, na Holanda; Cashew-apple, Cashew-nut e West Indian Cashew, em inglês; Acagiù e Acaju, na Itália.

Denominação Homeopática: ANACARDIUM OCCIDENTALE.
Observação: Na literatura homeopática faz-se menção ao fruto (castanha) do Cajú.

Família Botânica: Anacardiaceae.

Parte Utilizada: Casca (comercializada pela Quimer), fruto e folha.

Princípios Ativos: Casca: Taninos; Gomas; Resina (acajucica), Material Corante; Resina.

Indicações e Ações Farmacológicas: Segundo M. Pio Corrêa “a casca é adstringente, tônica das diversas astenias, estimulante dos centros medulares, útil contra a glicosúria e poliúria, usada em banhos contra a edemacia dos membros e também em loções e gargarejos contra aftas e inflamações da garganta, sendo ótima para a indústria do curtume e dando ainda matéria tintorial, aliás não aproveitada; dela exsuda ou obtém-se por incisão uma gomo-resina amarela e dura (acajucica, dos aborígenes; <>, dos ingleses; << gomme d’ anacarde>>, dos franceses), parcialmente solúvel na água e que alguns autores dizem poder substituir a <>, entretanto parece ter melhor emprego na arte da encadernação e mesmo em farmácia, como depurativa e expectorante, e bem assim para mucilagens; usam-na as populações litorâneas para endurecer as redes e linhas de pesca, e sabemos que os antigos aborígenes se socorriam dela com proveito contra as tosses rebeldes e as afecções pulmonares.”
Segundo R. Coimbra a casca do Cajueiro é “adstringente; usado como tônico na fraqueza, debilidade, estimulando o organismo, bem como no tratamento da diabete; segundo alguns autores, possui ação anti-hemorrágica.
Externamente, o decocto é empregado em gargarejos, nas irritações vaginais, nas leucorréias.
Segundo S. Panizza “o uso da casca do cajueiro ativa o metabolismo dos açúcares, principalmente das pessoas que têm o açúcar aumentado no sangue e na urina.”

Toxicidade/Contra-indicações: Não foram encontradas referências nas literaturas consultadas.

Dosagem e Modo de Usar: A Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil (1926) descreve a preparação de duas formas farmacêuticas a partir da casca do Cajueiro:
• Extrato Fluido de Cajueiro:
Cajueiro, cascas, em pó (IV) ................................. 1000 g
Glicerina .............................................................. 100 cm3 (ml)
Álcool .................................................................. Q. S.
Álcool Diluído ...................................................... Q. S.
Água .................................................................... Q. S.
Para obter: 1000 cm3 (ml)
“ Prepare este extrato fluido pelo processo B (veja pág. 385 desta edição), empregando uma mistura de cem cm3 de glicerina, quinhentos cm3 de álcool e quatrocentos cm3 de água como líquido extrator I e o álcool diluído como líquido extrator II, reservando os primeiros oitocentos cm3 de percolato.”

• Tintura de Cajueiro:
Cajueiro, cascas, em pó (IV) .................................. 200 g
Glicerina ................................................................ 75 cm3 (ml)
Álcool ................................................................... Q. S.
Água ..................................................................... Q. S.
Para obter: 1000 cm3 (ml)

“ Prepare esta tintura pelo processo geral P (veja pág. 893 desta edição), empregando primeiramente como líquido extrator uma mistura da glicerina com seiscentos e setenta e cinco cm3 de álcool e duzentos e cinqüenta cm3 de água e terminando a percolação com uma mistura de dois volumes de álcool com um volume de água.
Caracterização - Líquido pardo-avermelhado, de sabor bastante adstringente.
Uma mistura de 5 gotas de tintura de cajueiro e de 10 cm3 de água toma, em presença de 3 gotas de soluto de cloreto férrico, e coloração verde-suja.”

Segundo R. Coimbra as formas farmacêuticas especificadas acima pela primeira edição do código farmacêutico, apresentam as seguintes doses:
• Extrato Fluido: de 1 a 5 ml por dia;
• Tintura: de 5 a 25 ml por dia.

Referências Bibliográficas:
• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984

• ALBINO, R. Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

• COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia. 2ª edição. 1994.

• PANIZZA, S. Plantas que Curam (Cheiro de Mato). 7ª edição. 1997.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

Nenhum comentário: