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quarta-feira, 4 de março de 2009

Cajueiro


O Cajueiro é uma espécie nativa do continente centro e sul-americano, sendo amplamente utilizada na alimentação humana e animal, bem como na medicina popular.
É uma árvore de caule às vezes um pouco reto e alto, porém mais geralmente tortuoso e baixo, conforme a natureza do terreno. Os ramos são muito contorcidos. As folhas são alternas, pecioladas, ovadas, obtusas, subconvexas, onduladas, simples, glabras, saliente-reticulado-nervadas, nas duas páginas e róseas enquanto novas. As flores são pálidas, pequenas, curto-pediceladas, dispostas e, amplas panículas terminais ramificadas e bracteadas na página inferior, O fruto é um aquênio reniforme de 2 centímetros, pendente de um receptáculo carnoso mais ou menos piriforme, amarelo, vermelho ou róseo-amarelo, aromático e comestível. A Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil 1ª Edição (1926) caracteriza a casca do tronco do Cajueiro, uma das partes utilizadas desta espécie na terapêutica, da seguinte maneira:
“A casca do cajueiro apresenta-se no comércio em fragmentos de comprimento variável, mais ou menos curvos ou enrolados em tubos, e medem de 1 a 3 mm de espessura; sua superfície externa, fosca, é de cor pardo-rósea, com numerosas manchas escuras, bastante rugosa e apresenta, de espaço a espaço, grandes fendas transversais, de margens bastante salientes; a face interna, de cor parda mais escura, é finamente estriada no sentido longitudinal. Sua fratura é muito fibrosa.
Seca, esta casca possui cheiro levemente aromático e sabor bastante adstringente.”

Nome Científico: Anacardium occidentale L. Sinonímia: Acajuba occidentalis Gaertn.; Anacardium alia species Bauh.; Cassuvium pomiferum Lam.; Cassuvium reniforme Blanco; Cassuvium solitarium Stokes.

Nome Popular: Cajú, Acajaíba, Acajuíba e Caju Manso, em português; Acajou, Elephantenläusebaum, Westindische Anakardienbaum e Westindische Elephantenläus, na Alemanha; Anacardo, Cajuil, caoba, Marañón e Pajuil, em espanhol; Acajou `Pomme, Anacardier, Cajou à Pomme, Noix d’ Acajou, Pomme Cajou, Pommier d’ Acajou, na França; Westershe Anakardienboom, na Holanda; Cashew-apple, Cashew-nut e West Indian Cashew, em inglês; Acagiù e Acaju, na Itália.

Denominação Homeopática: ANACARDIUM OCCIDENTALE.
Observação: Na literatura homeopática faz-se menção ao fruto (castanha) do Cajú.

Família Botânica: Anacardiaceae.

Parte Utilizada: Casca (comercializada pela Quimer), fruto e folha.

Princípios Ativos: Casca: Taninos; Gomas; Resina (acajucica), Material Corante; Resina.

Indicações e Ações Farmacológicas: Segundo M. Pio Corrêa “a casca é adstringente, tônica das diversas astenias, estimulante dos centros medulares, útil contra a glicosúria e poliúria, usada em banhos contra a edemacia dos membros e também em loções e gargarejos contra aftas e inflamações da garganta, sendo ótima para a indústria do curtume e dando ainda matéria tintorial, aliás não aproveitada; dela exsuda ou obtém-se por incisão uma gomo-resina amarela e dura (acajucica, dos aborígenes; <>, dos ingleses; << gomme d’ anacarde>>, dos franceses), parcialmente solúvel na água e que alguns autores dizem poder substituir a <>, entretanto parece ter melhor emprego na arte da encadernação e mesmo em farmácia, como depurativa e expectorante, e bem assim para mucilagens; usam-na as populações litorâneas para endurecer as redes e linhas de pesca, e sabemos que os antigos aborígenes se socorriam dela com proveito contra as tosses rebeldes e as afecções pulmonares.”
Segundo R. Coimbra a casca do Cajueiro é “adstringente; usado como tônico na fraqueza, debilidade, estimulando o organismo, bem como no tratamento da diabete; segundo alguns autores, possui ação anti-hemorrágica.
Externamente, o decocto é empregado em gargarejos, nas irritações vaginais, nas leucorréias.
Segundo S. Panizza “o uso da casca do cajueiro ativa o metabolismo dos açúcares, principalmente das pessoas que têm o açúcar aumentado no sangue e na urina.”

Toxicidade/Contra-indicações: Não foram encontradas referências nas literaturas consultadas.

Dosagem e Modo de Usar: A Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil (1926) descreve a preparação de duas formas farmacêuticas a partir da casca do Cajueiro:
• Extrato Fluido de Cajueiro:
Cajueiro, cascas, em pó (IV) ................................. 1000 g
Glicerina .............................................................. 100 cm3 (ml)
Álcool .................................................................. Q. S.
Álcool Diluído ...................................................... Q. S.
Água .................................................................... Q. S.
Para obter: 1000 cm3 (ml)
“ Prepare este extrato fluido pelo processo B (veja pág. 385 desta edição), empregando uma mistura de cem cm3 de glicerina, quinhentos cm3 de álcool e quatrocentos cm3 de água como líquido extrator I e o álcool diluído como líquido extrator II, reservando os primeiros oitocentos cm3 de percolato.”

• Tintura de Cajueiro:
Cajueiro, cascas, em pó (IV) .................................. 200 g
Glicerina ................................................................ 75 cm3 (ml)
Álcool ................................................................... Q. S.
Água ..................................................................... Q. S.
Para obter: 1000 cm3 (ml)

“ Prepare esta tintura pelo processo geral P (veja pág. 893 desta edição), empregando primeiramente como líquido extrator uma mistura da glicerina com seiscentos e setenta e cinco cm3 de álcool e duzentos e cinqüenta cm3 de água e terminando a percolação com uma mistura de dois volumes de álcool com um volume de água.
Caracterização - Líquido pardo-avermelhado, de sabor bastante adstringente.
Uma mistura de 5 gotas de tintura de cajueiro e de 10 cm3 de água toma, em presença de 3 gotas de soluto de cloreto férrico, e coloração verde-suja.”

Segundo R. Coimbra as formas farmacêuticas especificadas acima pela primeira edição do código farmacêutico, apresentam as seguintes doses:
• Extrato Fluido: de 1 a 5 ml por dia;
• Tintura: de 5 a 25 ml por dia.

Referências Bibliográficas:
• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984

• ALBINO, R. Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

• COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia. 2ª edição. 1994.

• PANIZZA, S. Plantas que Curam (Cheiro de Mato). 7ª edição. 1997.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

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