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sexta-feira, 6 de março de 2009

Camomila

De acordo com alguns cientistas, a Camomila surgiu pela primeira vez na Europa e de lá foi levada para diversas regiões. È encontrada em toda a Europa, em regiões da Ásia e em alguns países latino-americanos, entre eles o Brasil. Seu nome científico Matricaria vem do latim = matriz, referindo-se ao útero, porque os povos antigos a usavam em afecções uterinas.
É uma herbácea anual, medindo cerca de 0,20 a 0,50 metros de altura. Possui caule glabro, ereto e muito ramificado; folhas verdes e bipenatissectas. Sua inflorescência é a porção utilizada na terapêutica, sendo descrita da seguinte forma na Farmacopéia Brasileira 4ª Edição (1996): “Capítulos, quando maduros, de 10 a 17 mm de diâmetro, constituídos de receptáculo coberto de flores tubulosas amarelas rodeadas de flores liguladas brancas. Brácteas involucrais com 2 mm de comprimento e 0,5 mm de largura, em número de 12 a 17, ou 20, dispostas em duas ou três séries, imbricadas, as externas mais grosseiras, aumentando em número nas séries internas, oblongas, com a zona central engrossada, mas interrompida longitudinalmente próximo à nervura mediana; bordos escariosos e transparentes, ápice obtuso, margem inteira, sem tricomas tectores, mas com tricomas glandulares bisseriados na face abaxial. Receptáculo de 6 a 8 mm (3 a 10) de diâmetro, cônico e oco, sem pálcas. Flores marginais liguladas, femininas, brancas, em número de 12 a 17, dispostas em uma só série, com o tubo da corola curto e reto, levemente amarelado, de até 1,5 mm de comprimento, comprimido na altura da abertura da lígula. Lígula bem desenvolvida, tridentada, longo-ovalada a oblonga, de até 10 mm de comprimento por até 2 a 3 mm de largura, marcada por 4 nervuras longitudinais, raramente ramificadas, unidas na região apical, formando três arcos de venação, o central arredondado e o dois laterais freqüentemente assimétricos, de tamanho igual. Papus coroniforme, hialino, irregularmente laciniado, às vezes ausente. Estilete dividido em dois ramos papilosos, estigmas com aspecto penicilado devido à presença de tricomas coletores. Flores centrais tubulosas, hermafroditas, amarelas, numerosas, de até 2,5 mm de comprimento, com tubo reto e limbo pentalobado; lobos agudos, iguais, alargando-se a partir de forte constrição, onde se observa grande densidade de tricomas glandulares. Papus, normalmente ausente; quando existente forma coroa hialina muito curta.
Cinco estames, sinânteros e epipétalos, sobressaindo um pouco na corola aberta. Ovário ínfero, unilocular e monospérmico, verde-hialino na flor e marrom escuro na frutificação. Estilete igual ao da flor feminina. Aquênio obovóide, dorsalmente convexo, pentacostado.
As inflorescências apresentam odor aromático e agradável e sabor levemente amargo.”

Nome Científico: Matricaria chamomilla L. Sinonímia: Matricaria recutita L.; Anthemis vulgaris L. ex Steud.; Chamomilla courantinana C. Koch; Chamomilla meridionalis C. Koch; Chrysanthemum chamomila Bernh.; Chamomilla officinalis C.

Nome Popular: Camomila, Camomila Vulgar, Camomila-alemã, Maçanilha, Matricária, Camomila Comum, Macela, Camomila-dos-alemães, Macela-nobre, Macela-francesa, no Brasil; Camomila e Margaça das Boticas, em Portugal; Echte Kamille, Kamille, na Alemanha; Manzanilla, Camamila, Camomila, Magarza, Manzanilla Alemana, Manzanilla Común, Manzanilla Loca, em língua espanhola; Camomille, Camomille Commune, Camomille d’ Allemagne, Camomille Vraie e Petite Camomille, na França; Camomile, Chamomile, German Chamomile e Scented Mayweed, em inglês; Amareggiola, Amarella, Antèmide, Camamilla, Camomilla, Camomilla Comune, Camomilla Vera e Capumilla, na Itália.

Denominação Homeopática: CHAMOMILLA.

Família Botânica: Asteraceae (Compositae).

Parte Utilizada: Flores.

Princípios Ativos: Óleo Essencial: camazuleno, -bisabolol, óxidos de bisabolol A, B e C, óxido de bisabolona; Flavonóides: luteolol, apigenol, quercetol; Cumarinas: umbelierona e hierniarina; Mucilagens; Lactonas Sesquiterpênicas (princípios amargos): matricina, matricarina, percussores do camazuleno; Sais Minerais.

Indicações e Ações Farmacológicas: A Camomila é indicada na gastrite, úlceras gastroduodenais, colite, espasmos gastrointestinais, inapetência, náuseas, vômitos, dispepsias hiposecretoras, ansiedade, nervosismo, insônia, cefaléia, bronquite crônica, asma e dismenorréia. Externamente é indicada: contusões, feridas, nervralgias, aftas bucais, estomatite e vulvovaginites. Como cosmético, é preventivo de rachaduras de peles sensíveis e secas, e para clarear os cabelos.
Existem várias aplicações farmacológicas para a Camomila: o óleo essencial produz um efeito antiinflamatório, anti-séptico, espasmolítico, carminativo, emenagogo e ligeiramente sedativo, ações farmacológicas estas que são auxiliadas pelas cumarinas e flavonóides. A mucilagens são demulcentes e junto com o camazuleno e o bisabolol, exercem um efeito reepitelizante, conferindo uma ação emoliente e protetora para peles secas e delicadas, formando uma película fina sobre a pele.As lactonas sesquiterpênicas são responsáveis pela sua atividade aperitiva, digestiva e colerética. Em uso externo é antiinflamatório, analgésico, cicatrizante e antiséptico. É utilizada em shampoos para clarear os cabelos.


Toxicidade/Contra-indicações: A determinação da DL 50 (2,7 gramas de extrato aquoso liofilizado por kg de camundongo) sugere que a quantidade de droga utilizada em chás não atinge níveis de letalidade. Já no teste geral de atividade, realizado com doses variando entre 1 e 6 gramas de extrato aquoso liofilizado, foram observados os seguintes efeitos: depressão, catatonia e perda da apreensão das patas.
É contra-indicada na gravidez, na lactação, para crianças menores de 6 anos, pacientes com gastrite, úlceras gastroduodenais, síndrome do cólon irritável, colite, doença de Crohn, epilepsia, doença de Parkinson e outras doenças neurológicas.
A planta fresca pode provocar uma dermatite de contato. O óleo essencial é muito irritante para a pele e mucosas.
Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Pó: 300-500 mg por dose, uma a três vezes ao dia;
- Extrato Seco (5:1): 0,3 a 1 gramas ao dia, em três doses;
- Tintura (1:5): 50-100 gotas, uma a três vezes ao dia;
- Extrato Fluido (1:1): 20-50 gotas, uma a três vezes ao dia;
- Xarope (5-10% de Extrato Fluido): 10 a 50 gramas ao dia;
• Uso Externo:
- Extrato Glicólico: shampoos, sabonetes e banhos de espuma: 2-5%; cremes, loções e géis para peles delicadas, produtos infantis, solares, após o sol e após barba, e produtos para clarear os cabelos: 5-12%; tônicos, vapores faciais e produtos para higiene bucal 3-5%.

Referências Bibliográficas:
• FARMACOPÉIA BRASILEIRA. 4ª edição. 1996.

• OLIVEIRA, F.; AKISUE, G.; AKISUE, M. K. Farmacognosia. 1ª edição.
1996.

• COSTA, A. F. Farmacognosia. Volume 1. Fundação Gulbenkian Calouste.
Lisboa. 1994.

• PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

• COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia. 2ª edição. 1994.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

• TESKE, M.; TRENTINI, A. M. Herbarium Compêndio de Fitoterapia.
Herbarium. Curitiba. 1994.

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