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terça-feira, 10 de março de 2009

Maracujá Folha

São conhecidas cerca de 600 espécies diferentes de Maracujá, sendo 400 encontradas em toda América, desde o sul dos Estados Unidos até o Brasil. O Maracujá também é conhecido como a “Flor da Paixão”, nome dado aos sacerdotes espanhóis da América do Sul de acordo com a disposição de suas flores que lembra a paixão de Cristo: “os três estigmas eram os três pregos que o suportaram na cruz. As cinco anteras estariam representadas as cinco chagas ou feridas. Os filamentos púrpuros que estão localizados acima dos estames representariam a coroa de espinhos. As dez sépalas simbolizariam os dez apóstolos (sem Judas nem Pedro) e finalmente as gavinhas representariam o chicote com os quais flagelaram o corpo de Cristo.”
A Passiflora edulis é uma trepadeira robusta com folhas trilobadas, dentado-glandulosas nas margens, de até 20 centímetros de comprimento incluindo o pecíolo, este levemente pubérulo ou glabro e com duas glândulas escuras nas extremidades. As flores são solitárias e estão sobre pedúnculos axilares de 5,6 centímetros de diâmetro, com os primeiros dois dentes glandulosos. A baga é globosa, mais ou menos glabra, podendo variar a coloração arroxeada, alaranjada ou amarelo-lútea dependendo da variedade.

Nome Científico: Passiflora edulis Sims. Sinonímia: Passiflora diaden Vell.

Nome Popular: Maracujá Mirim, Maracujá Roxo, Maracujá Peroba, Maracujá Preto, Maracujá Redondo, em português; Passionsblume, na Alemanha; Passsion Flower, em inglês; Fleur de la Passion, na França; Pasiflora, Purple Granadilla em espanhol.

Denominação Homeopática: PASSIFLORA EDULIS.

Parte Utilizada: Folha.

Princípios Ativos: Alcalóides Indólicos: harmano, harmina, harmol e harmalina; Flavonóides: vitexina, isovitexina, saponarina, isoorientina e orientina; Glicosídeos Cianogênicos; Álcoois; Ácidos; Gomas; Resinas; Taninos; Prunasina.

Composição Alimentar:

Constituintes Valor Variação
Constituintes Principais
Água 75,8 g 73,3 – 79,0
Total de Nitrogênio 0,38 g -----
Proteína 2,40 g 2,20 – 2,80
Gordura 0,40 g 0,20 – 0,70
Carboidrato 9,54 g --------
Fibras da Dieta Totais 1,45 g --------
Ácidos Orgânicos 3,90 g ---------
Minerais 0,90 g 0,80 – 1,00
Minerais e Traços de Elementos
Potássio 267 mg 240 – 350
Cálcio 17 mg 11 – 25
Manganês 460 mg --------
Ferro 1,3 mg 1,1 – 1,6
Cobre 160 mg ---------
Zinco 650 mg ---------
Fósforo 57 mg 48 - 64
Selênio 200 ng ----------
Vitaminas
Equivalente em Retinol 109 mg 63 – 115
Carotenóides Totais 710 mg 434 – 744
a-caroteno 70 mg --------
b-caroteno 596 mg 320 - 630
Criptoxantina 44 mg ---------
Vitamina B1 20 mg ----------
Vitamina B2 100 mg -----------
Nicotinamida 2,1 mg 1,4 – 2,8
Vitamina C 24 mg 17 – 40
Ácidos de Fruta
Ácido Málico 650 mg --------
Ácido Cítrico 3250 mg ---------
Ácido Salicílico 140 mg ------------
Carboidratos Especiais
Glicose 3640 mg -----------
Frutose 2810 mg ------------
Sacarose 3090 mg ------------
Outros
Fibras da Dieta solúveis em água 720 mg ------------
Fibras da Dieta insolúveis em água 730 mg -------------

Indicações e Ações Farmacológicas: O Maracujá é indicado basicamente na ansiedade, insônia, hipertensão arterial, taquicardia, relaxante muscular e antiespasmódico. É também indicado nas nervralgias e asma.
Um estudo realizado avaliou a fração de flavonóides e o alcalóide harmano os quais atuam juntamente para caracterizar o efeito sedativo proporcionado pelo Maracujá, porém não se chegou a estabelecer conclusões definitivas. A partir da década de 80 começa a se conhecer com maior profundidade os flavonóides da planta. Pôde-se demonstrar que os flavonóides administrados por via oral potenciam a ação do hexobarbital, prolongando assim o tempo de sono e diminuindo notoriamente a motilidade, sem provocar falta de coordenação motora nem efeitos que relaxem a musculatura (Della Logia R. et al., 1981; Speroni E. et al., 1988).
Em folhas foi comprovada a presença de flavonóides (Ulubelen, 1982) e alcalóides do tipo harmano, atribuindo-se a essas duas classes de compostos a comprovada ação depressora do sistema nervoso central (Lutomslki, 1975; Oga, 1984). No entanto, é conhecido que os alcalóides desse tipo são inibidores da monoaminooxidase, atuando como estimulantes do sistema nervoso central (Pletscher, 1959).
O Maracujá é listado no Council of Europe como um alimento categoria N3.

Toxicidade e Contra-indicações: Em geral o Maracujá é muito bem tolerado, porém doses elevadas podem provocar náuseas e vômitos (devido ao seu sabor amargo), cefaléias, taquicardia, diminuição do tempo de reação frente a estímulos externos, podendo chegar inclusive a convulsões e até parada respiratória (Ragonese A. e Milano V., 1984; Pronczuc J. et al., 1988).
A DL50 do alcalóide harmano administrado em ratos por via endovenosa foi calculada em 0,04 g/kg, observando-se nos animais tremores, convulsões e parada respiratória. Já a DL50 por via oral foi estimada em 0,15 g/kg.
A toxicidade aguda do extrato fluido em ratos por via intraperitoneal foi calculada em mais de 900mg/kg (Rehwald A. et al., 1994).
Não é recomendado o uso de medicamentos a base de Maracujá durante a gravidez e lactação. No caso da gravidez, o harmano e a harmalina têm demonstrado ser substâncias que estimulam o útero em animais. Porém até o momento não existe nenhum caso relatado de mulheres grávidas que por desconhecimento tomavam Maracujá e que apresentassem aborto ou aceleramento do parto. É contra-indicado para pessoas com hipotensão.

Referências Bibliográficas:

ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos
Aires. 1998 (obra que cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas/ Toxicidade e Contra-indicações).

NEWALL, C. A.; ANDERSON, L. A.; PHILLIPSON, J. D. Herbal Medicines - A
guide for health-care professionals. 1ª edição. Londres. 1996.

COSTA, A. F. Farmacognosia. Lisboa. Fundação Gulbenkian Calouste. 1994.

SIMÕES, C. M. O. et al., Plantas da Medicina Popular do Rio Grande do Sul.
EDUNI. Sul. 1986.

CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

SCHERZ, H.; SENSER, F. Food Composition and Nutrition Table. Medpharm.
Stuttgart. 2000.

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