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terça-feira, 10 de março de 2009

Ipê Roxo


São conhecidas no Brasil como Ipê Roxo muitas espécies como Tabebuia heptaphylla (Vell.) Toledo, Tabebuia avellanedae Lor. et Griseb e Tabebuia impetiginosa Mart. ex DC., entre outras espécies.
São árvores que podem alcançar cerca de 15 metros de altura, que fornecem madeira de lei, com a casca áspera, pardacenta e fibrosa. O tronco tem cerne dura, cinza claro e fornece uma madeira resistente.
A utilização do Ipê Roxa pelas distintas comunidades indígenas americanas vem das épocas pré-colombiana. A tribo Chalaway (que viviam entre Brasil e Paraguai) empregava a parte interna da casca para várias enfermidades como artrose, febre, distúrbios intestinais e circulatórios. Em 1958 foi isolado o primeiro composto denominado lapachol. Na década de 60 começaram as investigações oncológicas com os componentes ativos da sua casca.

Nome Científico: Tabebuia heptaphylla (Vell.) Toledo. Sinonímia: Bignonia heptaphylla Vell.; Tecoma heptaphylla (Vell.) Mart.; Tecoma curialis Sald.; Handroanthus heptaphyllus (Vell.) Matos.

Nome Popular: Ipê Roxo, Ipê Roxo de Sete Folhas, Ipê Preto, Ipê Rosa, Pau-d’arco-roxo, em português; Lapacho, Lapacho Negro, Lapacho Morado, Lapacho Crespo, Lapacho Rosado, Lapachito, Palo ‘d arco, Ipé Roxo, em língua espanhola; Tayi, em guarani.

Família Botânica: Bignoniaceae.

Parte Utilizada: Casca.

Princípios Ativos: O principal constituinte é o Lapachol, o qual apresenta uma estrutura semelhante à vitamina K. Nafitoquinonas: lapachol, lapacherol, alfa e beta-lapachona, l-menaquinona, tabebuina e tectoquina; Antraquinonas; Saponinas Esteroidais; Alcalóide: tecomina.

Indicações e Ações Farmacológicas: O Ipê Roxo pode ser usado topicamente nas infecções dérmicas, limpeza e desinfecção de feridas, queimaduras, ulcerações dérmicas, dermatomicoses (candidíase) e inflamações osteoarticulares. Mas a indicação para o combate de alguns tipos de câncer é a mais conhecida.
A reputação como agente antitumoral do lapachol já é conhecida há anos. Um dos primeiros ensaios realizados foi na Universidade de Pernambuco, com doses de 200 mg/kg de extrato aquoso da casca, administrando em ratos por via intraperitoneal, sendo demonstrada atividade inibitória de 44% nos modelos experimentais de sarcoma Walker-256. O extrato único de lapachol demonstrou um melhor rendimento (50%) e uma porcentagem de inibição sobre outros tipos de sarcoma experimental (Yoshida) de ordem de 82% (Ferreira de Santana C. et al., 1968). Um derivado obtido por acetilação glicosilada do lapachol tem exercido atividade inibitória frente a leucemia linfocítica P-338 (Da Consolação M. et al., 1975).
Anos mais tarde, com o conhecimento mais amplo sobre o conteúdo em naftoquinonas desta espécie, pôde-se constatar uma atividade imunomoduladora da casca do Ipê. Em doses de 0,01 a 1 mg/ml o lapachol provocou um efeito citotóxico ou imunosupressor sobre granulócitos e linfócitos humanos, mas em doses inferiores o efeito foi contrário, mas sim imunoestimulante (Wagner H. et al., 1986).
O lapachol apresentou atividade in vitro e chegou a ser testado clinicamente pelo National Cancer Institute, nos Estados Unidos, onde as investigações foram suspensas devido à baixa biodisponibilidade da substância que tornava necessário o uso de altas doses para atingir concentrações terapêuticas no plasma. Essas doses implicavam efeitos tóxicos, entre os quais o prolongamento do tempo de protrombina, sendo esse efeito anticoagulante indesejável pode ser devido à similaridade do lapachol com a vitamina K (Duke, 1985).
A lapachona tem apresentado atividade antimicrobiana contra Bacillus subtilis, Salmonella typhimurium e Candida albicans (González A., 1992). A atividade fungicida contra Candida albicans da beta-lapachona demonstrou ser maior que a exercida pelo cetoconazol (Guiraud P. et al., 1994).
A beta-lapachona tem exibido atividade inibitória in vitro frente a alguns retrovírus responsáveis por importantes patologias como a leucemia (Wanick M., 1970).
De acordo com ensaios preliminares, o lapachol tem demonstrado possuir efeitos anticoagulantes in vitro (Block J., 1974).

Toxicidade/Contra-indicações: Em diversos ensaios clínicos, o lapachol tem demonstrado provocar em alguns pacientes sentem náuseas e vômitos. Os pacientes que estejam sendo submetidos a tratamentos com anticoagulantes deverão se abster de ingerir este produto sem conselho médico já que pode haver a possibilidade de potenciação do efeito anticoagulante.
É contra-indicado o uso durante a gravidez, por ser popularmente abortivo.

Dosagem e Modo de Usar:
Uso Interno:
- Decocção: a 3%. Ferver durante 5 minutos e deixar infundir durante 15. Tomar uma a três vezes ao dia;
- Extrato Fluido (1:1): 20-40 gotas, uma a três vezes ao dia;
Tintura (1:5): 50-100 gotas, uma a três vezes ao dia.

Referências Bibliográficas:
PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª edição. 1998.
ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos
Aires. 1998 ( o qual cita as referências mostradas nos itens Indicações e Ações
Farmacológicas).

CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

SIMÕES, C. M. O. Farmacognosia da Planta ao Medicamento. 1ª edição.
1999.


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Email : marcos.luiz.jesus@hotmail.com / zap : 11 98708-2472

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