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terça-feira, 10 de março de 2009

Poejo


Oriunda da Europa meridional, África do Norte e aclimatada no Brasil, o Poejo é encontrado em lugares úmidos, nas margens dos caminhos, em terrenos isolados, etc.
É uma planta vivaz, que mede de 10 a 50 centímetros, pilosa ou glabrescente, com cheiro muito forte; ramos eretos ou prostrados-ascendentes; folhas pequenas, curtamente pecioladas, ovais ou oblongas, obtusas ou subagudas, denticuladas ou quase inteiras; flores róseas ou violetas claras, em numerosos verticilos, todos axilares, multifloros, muito compactos; cálice viloso, tubuloso, com goela fechada por pêlos coniventes, sublabiado, com 5 dentes desiguais.
Do Poejo pode-se extrair uma essência, preparada por destilação das flores e folhas, caracterizada por ser um líquido incolor ou acastanhado, fluido, com cheiro da planta.
Suas folhas são largamente utilizadas como condimento, para carnes, saladas e molhos, deixando um sabor muito semelhante ao da hortelã.

Nome Científico: Mentha pulegium L. Sinonímia: Pulegium vulgare Mill.
Observação: No Brasil também se conhece por Poejo pelo menos mais três espécies, a saber: Cunila microcephala Benth., a qual é descrita na Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil 1ª Edição como Poejo; Cunila spicata L. e Cunila caparonensis Taub. Até mesmo o Tomilho (Thymus vulgaris), no Brasil pode ser conhecido por Poejo.

Nome Popular: Poejo, Menta Selvagem, Poejo-real e Poejo-das-hortas, no Brasil; Poejo, em Portugal; Poleo Menta, em espanhol; Pennyroyal, Pulegium, Run-by-the-Ground, Lurk-in-the-Ditch, Pudding Grass, Piliolerial, Mosquito Plant, Squaw Balm, Squawmint Tickweed, em inglês; Flohkraut, Polei e Poleiminze, na Alemanha; Puleggio, Menta Pulleggia e Mentuccia, na Itália; Pouliot, Pouliot Royale e Herbe de Saint Laurent, na França.

Denominação Homeopática: MENTHA PULEGIUM.

Família Botânica: Labiatae.

Parte Utilizada: Talo e folha.

Princípios Ativos: Óleo Essencial: pulegona, mentona, isomentona, pipertenona, alfa e beta-pineno e limoneno.

Indicações e Ação Farmacológica: É indicado na flatulência, em espasmos gastrointestinais, na inapetência e como cicatrizante de feridas.






O óleo essencial confere todas as propriedades da droga vegetal. É estimulante do apetite e da digestão, espasmolítico, antisséptico, colagogo, carminativo e cicatrizante em uso tópico.
Em Perfumaria os perfumes adotam notas mentoladas, sendo muito utilizados nos after-shave.

Toxicidade/Contra-indicações: Numa superdosagem, o óleo essencial pode ser neurotóxico e ocasionar uma depressão cardiorespiratória.
É contra-indicado o uso interno do óleo essencial na gravidez (pois é abortivo), lactância, em crianças menores de 6 anos de idade, pacientes com gastrite, úlceras gastrointestinais, síndrome do cólon irritável, colite ulcerosa, doença de Crohn, hepatopatias, doença de Parkinson ou outras doenças neurológicas. Não aplicar topicamente o óleo essencial a crianças menores de 6 anos e a pessoas com alergias respiratórias a óleos essenciais.

Dosagem e Modo de Usar:
Uso Interno:
Infusão: Uma colher de sobremesa para cada xícara, infundindo por 10 minutos, duas a três vezes ao dia;
Tintura (1:10): 50-100 gotas, uma a três vezes ao dia;
Extrato Fluido (1:1): 30-50 gotas, três a cinco vezes ao dia;

Uso Externo:
- Óleo Essencial: em linimentos e solução alcoólica.

Referências Bibliográficas:

PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

ALBINO, R. Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

COSTA, A. F. Farmacognosia. Volume 1. Fundação Gulbenkian Calouste.
Lisboa. 1994.

PDR FOR HERBAL MEDICINES. 1ª edição. 1998.

COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia. 2ª edição. 1994.

SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

HERNANDEZ, M.; MERCIER-FRESNEL, M.M. Manual de Cosmetologia, 3ª
edição.
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