Pesquisa personalizada

Olá Amigos e Amigas, Bem vindo!!!

A idéia deste Blog é com o intuito de fornecer informações sobre Ervas e Insumos em geral.

Através de um estudo arduo e minuncioso, conseguimos trazer para vocês informações sobre cada Erva para auxilio de estudo e orientação quanto ao uso.

Vale salientar que todas as Ervas publicadas neste Blog são de fontes verdadeiras. Essas são encontradas sempre ao final de cada texto.

Espero que este Blog seja útil para todos vocês e se possível divulguem para que possamos trocar idéias a respeito dessas maravilhas que a Natureza nos oferece de graça.

Voltem sempre, pois estaremos semanalmente atualizando este Blog com outras Ervas.

Para encontrar a sua erva preferida, clique nas datas ao lado e boa leitura!!!

Abraços,

sexta-feira, 6 de março de 2009

Calumba

Trata-se de um arbusto dióico, sarmentoso, apresentando caules volúveis, cilíndricos e anuais. As folhas são alternas, longo-pecioladas, orbiculares, acuminadas, 3-5-lobadas e nervadas, cordiformes na base. As flores possuem pétalas recurvadas, dispostas em racimos compostos e pêndulos. O fruto é uma drupa ovóide aveludada. A Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil 1ª edição (1926) descreve a raiz da Calumba da seguinte maneira:
“Esta raiz apresenta-se no comércio geralmente sob a forma de rodelas circulares ou ovais, de 3 a 9 cm de diâmetro por 0,5 a 2 cm de espessura, deprimidas no centro pela dessecação, muito leves e mais ou menos quebradiças. Sua superfície lateral é rugosa e de cor cinzento-parda. Sobre suas faces, deprimidas por planos sucessivos e seguindo as zonas concêntricas distingui-se uma casca, cuja espessura é igual a uma quarto do raio total, externamente limitada pelo súber pardo, levemente estriada em sua parte interna e separada do lenho por uma linha cinzento-parda bem visível. O lenho, desprovido de medula, apresenta estrias radiais mais ou menos longas e mais aparentes na vizinhança do câmbio. Sua fratura é curta, rugosa e pulverulenta.
Esta droga, respirada em massa, possui cheiro nauseabundo e desagradável; seu sabor é fracamente aromático e muito amargo, persistente.

Nome Científico: Jatrorrhiza palmata (Lamarck) Miers. Sinonímia: Jateorhiza columba Miers.; Menispermum calumba Stokes; Menispermum columba Roxb.; Menispermum palmatum Lam.

Nome Popular: Calumba e Columbo, em português; Colombo, em espanhol.

Denominação Homeopática: COLUMBO.

Família Botânica: Menispermaceae.

Parte Utilizada: Raiz.

Princípios Ativos: Alcalóides: palmatina, columbamina, jatrorrhizina e bisjatrorrhizina; Princípios Amargos: palmarina, chasmantina columbina; Glicosídeos: palmatosídeos A a G; Amido; Óleo Essencial.

Indicações e Ações Farmacológicas: A Calumba é indicada na dispepsia, particularmente na hipocloridria, além da anorexia, enterocolite crônica e disenterias.
O sabor amargo é principalmente devido à columbina, à chasmantina e à palmatina, e alguns alcalóides. Palmatina e jatrorrhizina provocam hipotensão e apresentam propriedade estimulante visceral. Os alcalóides apresentam efeito narcótico, atuando similarmente à morfina, aumentando o relaxamento muscular nos músculos lisos do trato intestinal.
A Calumba possui um efeito tônico amargo mais pronunciado que muitas outras espécies.

Toxicidade/Contra-indicações: De acordo com estudos antigos, altas doses podem promover sinais de paralisia e inconsciência. É contra-indicado o uso durante a gravidez e lactação.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Decocto: 0,5 a 2 gramas, três vezes ao dia, antes das refeições;
- Tintura (1:10, em 60% de etanol): 2-4 ml, três vezes ao dia, antes das refeições;
- Extrato Fluido (1:1, em 25% de etanol): 0,5-2 ml, três vezes ao dia, antes das refeições.

Referências Bibliográficas:

• ALBINO, R. Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

• British Herbal Compendium. 1st edition. Volume 1. BHMA. 1992.

• PDR for Herbal Medicines. 1st editon. Medical Economics. 1998.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

Nenhum comentário: