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sexta-feira, 6 de março de 2009

Calumba

Trata-se de um arbusto dióico, sarmentoso, apresentando caules volúveis, cilíndricos e anuais. As folhas são alternas, longo-pecioladas, orbiculares, acuminadas, 3-5-lobadas e nervadas, cordiformes na base. As flores possuem pétalas recurvadas, dispostas em racimos compostos e pêndulos. O fruto é uma drupa ovóide aveludada. A Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil 1ª edição (1926) descreve a raiz da Calumba da seguinte maneira:
“Esta raiz apresenta-se no comércio geralmente sob a forma de rodelas circulares ou ovais, de 3 a 9 cm de diâmetro por 0,5 a 2 cm de espessura, deprimidas no centro pela dessecação, muito leves e mais ou menos quebradiças. Sua superfície lateral é rugosa e de cor cinzento-parda. Sobre suas faces, deprimidas por planos sucessivos e seguindo as zonas concêntricas distingui-se uma casca, cuja espessura é igual a uma quarto do raio total, externamente limitada pelo súber pardo, levemente estriada em sua parte interna e separada do lenho por uma linha cinzento-parda bem visível. O lenho, desprovido de medula, apresenta estrias radiais mais ou menos longas e mais aparentes na vizinhança do câmbio. Sua fratura é curta, rugosa e pulverulenta.
Esta droga, respirada em massa, possui cheiro nauseabundo e desagradável; seu sabor é fracamente aromático e muito amargo, persistente.

Nome Científico: Jatrorrhiza palmata (Lamarck) Miers. Sinonímia: Jateorhiza columba Miers.; Menispermum calumba Stokes; Menispermum columba Roxb.; Menispermum palmatum Lam.

Nome Popular: Calumba e Columbo, em português; Colombo, em espanhol.

Denominação Homeopática: COLUMBO.

Família Botânica: Menispermaceae.

Parte Utilizada: Raiz.

Princípios Ativos: Alcalóides: palmatina, columbamina, jatrorrhizina e bisjatrorrhizina; Princípios Amargos: palmarina, chasmantina columbina; Glicosídeos: palmatosídeos A a G; Amido; Óleo Essencial.

Indicações e Ações Farmacológicas: A Calumba é indicada na dispepsia, particularmente na hipocloridria, além da anorexia, enterocolite crônica e disenterias.
O sabor amargo é principalmente devido à columbina, à chasmantina e à palmatina, e alguns alcalóides. Palmatina e jatrorrhizina provocam hipotensão e apresentam propriedade estimulante visceral. Os alcalóides apresentam efeito narcótico, atuando similarmente à morfina, aumentando o relaxamento muscular nos músculos lisos do trato intestinal.
A Calumba possui um efeito tônico amargo mais pronunciado que muitas outras espécies.

Toxicidade/Contra-indicações: De acordo com estudos antigos, altas doses podem promover sinais de paralisia e inconsciência. É contra-indicado o uso durante a gravidez e lactação.

Dosagem e Modo de Usar:
• Uso Interno:
- Decocto: 0,5 a 2 gramas, três vezes ao dia, antes das refeições;
- Tintura (1:10, em 60% de etanol): 2-4 ml, três vezes ao dia, antes das refeições;
- Extrato Fluido (1:1, em 25% de etanol): 0,5-2 ml, três vezes ao dia, antes das refeições.

Referências Bibliográficas:

• ALBINO, R. Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

• British Herbal Compendium. 1st edition. Volume 1. BHMA. 1992.

• PDR for Herbal Medicines. 1st editon. Medical Economics. 1998.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

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