Pesquisa personalizada

Olá Amigos e Amigas, Bem vindo!!!

Blog desenvolvido para ajudar as pessoas a encontrarem a melhor erva para o seu problema de saúde.

As informações deste blog não pretendem substituir o médico e sim dar um alívio mais imediato ao paciente, evitar consultas por males insignificantes, diminuindo os gastos sociais e deixar os serviços médicos para os casos mais importantes. Serve também para orientar pacientes em locais carentes

Aproveite esta oportunidade e compartilhe com seus amigos.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Calotropis


Esta planta caracteriza-se por ser um arbusto sempre verde, de até 10 metros de altura, geralmente menos, raras vezes árvore pequena atingindo 30-35 centímetros de circunferência. A casca é branco-amarelada e fendida. Os ramos são vigorosos, cilíndricos, mais ou menos revestidos de pubescência cotonosa, sobretudo enquanto jovens. As folhas são sésseis, elíptico-oblongas ou obovado-oblongas, agudas ou acuminadas, estreito-cordiformes na base, às vezes amplexicaules, até 22 centímetros de comprimento e 11 centímetros de largura, coriáceas, verde-glauco, mais ou menos pubescente-cotonosas nas duas páginas. As flores são avermelhadas ou róseas ou violáceo-claras ou lilacinas, raramente brancas, inodoras, dispostas em cimeiras laterais umbeliformes.
Este vegetal está muito relacionado com outra espécie, Calotropis procera [Dryand] Aiton, pois ambas possuem aplicações medicinais e industriais. De suas sementes obtém-se filamentos, os quais tem grande analogia com as fibras do Cânhamo e do Linho, prestando-se para fiar, misturadas às do Algodão e realmente servem para muitos lugares para a fabricação de tecidos: são uma verdadeira paina, muito branca e muito sedosa, com bastante emprego no enchimento de almofadas e travesseiros, mas há quem atribua ao pó que deles se desprende a qualidade de atacar os pulmões. Também o líber dá fibras valiosas, finas e fortes, cujo aproveitamento está para cordoalha, linhas de pesca e redes não é mais extenso devido à irregularidade do comprimento, à dificuldade de extraí-las e ao limitado rendimento.

Nome Científico: Calotropis gigantea [Dryand] Aiton. Sinonímia: Asclepias gigantea Willd.

Nome Popular: Calotropis, Bombardeira, Ciúme, Flor de Seda e Madar, em português; Mudarwurzelrinde, na Alemanha; Madar e Mudar, em espanhol; Mudar, na França; Madar, Madar Bark, MirdarMudar e Yercum, em inglês.

Denominação Homeopática: CALOTROPIS.
Observação: Em Homeopatia alguns autores também utilizam a espécie Calotropis procera [Dryand.] Aiton para obter este medicamento.

Família Botânica: Asclepiadaceae.

Parte Utilizada: Raiz.

Princípios Ativos: Segundo M. Pio Corrêa a raiz do Calotropis contém: Alcalóide: mudarina; Goma; Amido; Albumina; Óleo Graxo; etc.
O PDR for Herbal Medicines 1ª edição (1998) relata que a espécie Calotropis procera, muito próxima à Calotropis gigantea, contém um esteróide cardioativo (cardenolídeo), denominado calotropina.


Indicações e Ações Farmacológicas: O principal uso do Calotropis está relacionado com a Homeopatia, sendo usado com muito sucesso no tratamento da sífilis, sobretudo secundária, depois de Mercurius; mas age também na anemia primária desta moléstia. Calor no estômago é a sua principal característica. A medicina homeopática também utiliza para a obesidade, elefantíase, lepra, lupus, disenteria aguda e pneumonia tuberculosa.


M. Pio Corrêa relata as indicações e ação farmacológica do Calotropis assim: “ A casca da raiz (<< casca de Múdar>>, nas farmácias), é tônica e estimulante, encerra o alcalóide <> e bem como assim goma, amido, óleo graxo, ‘caoutchou mucoso’, etc.; tem desde longos anos a mais larga aplicação na terapêutica indiana, como diaforética e emética, devendo-se a esta dupla qualidade, aliás extensiva do látex, a ação útil de uma e de outro em numerosas enfermidades (paralisia, epilepsia, herpes e várias afecções cutâneas, febres intermitente e héctica, mordedura de cobras, vermes intestinais inclusive os vermes da Guiné (Vena medensis) e a solitária (Taenia solium), diarréia, disenteria, afecções sifilíticas, lepra, elefantíase, etc.”
O PDR for Herbal Medicines 1ª edição (1998) relata que a calotropina demonstrou um efeito antitumoral in vitro em células de carcinoma epidermóide rinofaríngeo. Também as propriedades expectorante e diurética são relatadas.
Na obra citada anteriormente é indicado o uso do pó da casca da raiz contra disenteria, apresentando efeito similar ao da raiz da Ipeca. Na medicina africana e hindú, a casca é usada no tratamento da epilepsia, histeria, câncer, cãibras, verrugas, lepra, elefantíase, vermes, febre, gôta e picadas de insetos.

Toxicidade/Contra-indicações: O PDR for Herbal Medicines 1ª edição (1998) relata que doses altas de Calotropis causam vômitos, diarréia, bradicardia e convulsões. Doses muito altas podem levar à morte.

Dosagem e Modo de Usar:

• Homeopatia: T.M. 1 a 5 gotas, três vezes ao dia.
• O PDR for Herbal Medicines 1ª edição (1998) cita as seguintes doses para o Calotropis:
 Como expectorante e diaforético: 200 mg a 400 mg;
 Como emético: 2 g a 4 g.

Referências Bibliográficas:
• CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

• CAIRO, N. Guia de Medicina Homeopática. 1983.

• PDR FOR HERBAL MEDICINES. 1ª edição. 1998.

• SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.




Nenhum comentário:

Publicidade