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sexta-feira, 6 de março de 2009

Carapiá

Espécie registrada na Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil 1ª edição (1926), o Carapiá é constituído de rizoma que é em geral cilíndrico, irregular, tortuoso, mais dilatado na parte inferior. A superfície externa é de cor pardo-esverdeada e apresenta em quase toda a sua extensão numerosas brácteas folhosas, lanceoladas. A secção transversal apresenta uma cor esbranquiçada, com zona média descontínua amarelada e uma zona interna mais ou menos rósea. Apresenta cheiro aromático, semelhante ao do figo.

Nome Científico: Dorstenia multiformis Miquel Sinonímia: Dorstenia brasiliensis Lam.

Nome Popular: Carapiá, Contra-erva, Caapiá, Caiapiá, Liga-osso, Conta-de-cobra, Taporé e Carapá Tiu, em português; Contrayerba, em espanhol; Contraierva, na Itália; Contrayerve, na França; Widergift e Peruvianische Gilfwurzel, na Alemanha.

Família Botânica: Moraceae.

Parte Utilizada: Rizoma.

Princípios Ativos: Dorstenina; Ácido Dorstênico; Óleo Essencial; Sais; Matérias Gordurosas e Pépticas; Taninos; Glicosídeos Flavônicos; Cumarinas.

Indicações e Ações Farmacológicas: São atribuídas ao Carapiá as atividades: estimulante, tônico, diurético, emenagogo, e antifebril.
É usado na anemia, na atonia do aparelho digestivo, nas menstruações doloridas e tardias. A medicina popular usa massa do rizoma para apressar a solidificação dos ossos, em cataplasmas, além de ser considerado como um antídoto contra o veneno de cobras.
Um estudo realizado, avaliou que algumas espécies indicadas popularmente como antídoto contra veneno de cobras comprovou atividades analgésica e antiinflamatória (Ruppelt, BM; Pereira, EF; Gonçalves, LC; Pereira, NA, 1991).

Toxicidade/Contra-indicações: Não há referências nas literaturas consultadas.

Dosagem e Modo de Usar:
• Infusão ou Decocção a 5%: de 50 a 200 cc por dia;
• Pó: de 2 a 10 gramas por dia;
• Extrato Fluido: de 2 a 10 cc por dia (que inclusive é a formulação oficinal registrada na Pharmacopeia Brasileira 1ª edição).
• Tintura: de 10 a 50 cc por dia.

Referências Bibliográficas:
• COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia. 2ª edição. Cejup. 1994.

• ALBINO, R. Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

• RUPPELT, BM; PEREIR, EF; GONÇALVES, LC; PEREIRA, NA;
Pharmacological screening of plants recommended by folk medicine as anti-
snake venom - I. Analgesic and anti-inflamatory activities, Mem. Inst. Oswaldo
Cruz, 1991; 86; Suppl.: 2:203-205.
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