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terça-feira, 10 de março de 2009

Laranja Doce


É uma árvore grande, muito rústica, de copa cônica e compacta; possui folhas ovais ou ovais-oblongas, grandes, com pecíolo ligeiramente alado; suas flores são axilares, dispostas em forma de cachos, brancas, de perfume suave; o fruto é esferoidal, de coloração alaranjada-clara e avermelhada e suas sementes são numerosas, oblongo-ovais, plano convexas, geralmente largas, em cunha ou afiladas na extremidade micropilar.
A Pharmacopéia dos Estados unidos do Brasil 1ª Edição (1926) ainda caracteriza o epicarpo do fruto da Laranja Doce (casca do fruto) assim: “O epicarpo da laranja doce, de cor amarelo-alaranjada, distingue-se do da laranja amarga pela sua superfície menos rugosa, sua cor mais clara, seu cheiro mais pronunciado e seu sabor muito aromático e adocicado.”

Nome Científico: Citrus sinensis Osbeck. Sinonímia: Citrus aurantium L. variedade sinensis Galles.

Nome Popular: Laranja Doce, Laranja da China e Laranja Caipira, no Brasil; China Dulce, em Porto Rico; Naranja de China, em Cuba, na Nicarágua e na República Dominicana; Naranjo, Naranjo Común, Chino Dulce, na Venezuela; Orange Douce, na França; Naranjo Dulce, na Espanha; Arancio, na Itália; Apfelsine, na Alemanha; Orange, em inglês.

Família Botânica: Rutaceae.

Parte Utilizada: Casca do fruto, folha e caule.

Princípios Ativos:
· Casca do fruto: Óleo Essencial: limoneno, citral, citronelal e linalol; Cumarina: aurapteno; Pectina; Hesperidina (glicosídeo); Açúcar; Mucilagens.
· Folhas: Óleo Essencial; Flavonóides e Princípios Amargos.


Indicações e Ação Farmacológica: A casca do fruto e as folhas são usadas nas varizes, nas hemorróidas, na inapetência e nas dispepsias hiposecretoras.
A casca do fruto e as folhas apresentam atividade venotônica e vasoprotetora. Além disso são digestivas. Nas folhas os princípios amargos são os responsáveis por esta ação.
Em Perfumaria, perfumes feitos de Laranja adotam notas zestos.

Toxicidade/Contra-indicações: Não expor a pele à luz solar quando esta apresenta óleo essencial, pois pode produzir um fenômeno de fotosensibilização.
É contra-indicado o uso de óleo essencial por via interna durante a gravidez, para lactentes, para crianças menores de seis anos ou para pacientes que sofram de gastrite, úlceras gastroduodenais, síndrome do cólon irritável, colite ulcerosa, doença de Chron, afecções hepáticas, doença de Parkinson ou outras enfermidades neurológicas. Não administrar topicamente em crianças menores de seis anos e nem para pessoas com sensibilidade a óleos essenciais.

Dosagem e Modo de Usar:
· Infusão das folhas: 5-20 g/l. Infundir durante 15 minutos, duas ou três vezes ao dia;
· Decocção da casca do fruto: 1-2 colheres de sobremesa por xícara, uma a três vezes ao dia;
· Extrato Fluido (1:1): 30-50 gotas, três vezes ao dia;
· Tintura (1:10): 50-100 gotas, uma a três vezes ao dia;
· Óleo Essencial: 2-4 gotas, uma a três vezes ao dia.



Referências Bibliográficas:
ALBINO, R. Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.

COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia. 2ª edição. 1994.

CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.

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